Capítulo 4

Kalil Hassan Muhammad

Estou em meu escritório e escuto um bater na minha porta, mando entrar e é a minha primeira esposa. Suspiro já sabendo do que se trata, solto a caneta da minha mão e aguardo ela falar o que veio fazer aqui.

— Porquê que tinha que ser no Brasil? Por acaso a sua noiva é de lá? Houve falar por aí que nenhuma mulher de lá presta e que usam pedaços de panos do qual chamam de roupa. -Nádia fala me deixando ainda mais bravo. Já tive uma discussão mais cedo com a minha mãe por causa disso.

— Não é da sua conta. Saí daqui agora. - Falo mais alto do que eu gostaria, ela retira-se do meu escritório a contra gosto e faz a sua cara de choro, mais eu não me importo.

Vão deixar-me louco desse jeito. Eu sou o emir de Catar e a minha própria família vive a questionar as minhas decisões. Vou dar um fim em tudo isso.

Amanhã eu vou para o Brasil comemorar o meu aniversário de 32 anos que será em alguns dias, no meu hotel e por algum motivo todos estão contra essa minha decisão.

Eu só quero comemorar o meu aniversário em grande estilo com os meus amigos. Os últimos foram uma grande chatice. A minha mãe preparou tudo com a ajuda das minhas esposas e dos funcionários.

Houve um jantar chato, somente com os sócios e sinceramente eu detestei cada detalhe e quase que eu ia morrendo de tanto tédio.

Eu sempre tive tudo desde o meu nascimento, fui criado de forma rígida para ser o Emir temido e respeitado por todos e não admito que uma pequena decisão minha seja contrariado por eles.

Eu tenho de tudo do bom e do melhor que alguém quereria ter. Mais sempre vivia sobre pressão, tinha que ser perfeito e capaz de tomar sempre as melhores decisões.

Já fui severamente punido pelo meu pai por ter tomado a decisão errada em um dos seus testes e como único filho legítimo tinha muita pressão sob os meus ombros e medo de decepcionar o meu pai e de não ser considerado digno para tomar o seu lugar.

O meu pai Hassan casou-se apenas com a minha mãe Raissa, o amor da sua vida. Ele teve essa grande sorte de a encontrar. Mais também teve muitas amantes e vários filhos bastardos. Ele garantiu que todos eles tivessem uma vida boa, mais longe daqui, então eu não conheço nenhum deles e nunca tive esse interesse.

Eu me casei com 23 anos por obrigação do meu pai. Ele falou que se eu não me casar, daria o meu direito de o suceder a um dos seus bastardos e eu nunca iria permitir tamanha humilhação.

Não tive escolha, então aceitei e foi ele quem acertou tudo do casamento. Casei com a Nádia e pouco tempo depois com a Layla.

Eu não sinto amor por elas, mais cumpro a minha obrigação como marido. Dois anos depois me casei com a Delila, porque foi acordado bem antes de eu nascer com o meu pai sobre um casamento arranjado e novamente tive de aceitar para honrar a sua palavra.

Alguns meses depois, o meu pai sofreu um acidente e morreu. Até hoje eu não acredito que foi um acidente e tenho detetives a investigar o caso e encontraram pistas que apontam que o carro foi sabotado. Ainda não falei para ninguém, mais espero encontrar o culpado. Eu tive de o suceder após a sua morte, cuidar do meu país e da minha família.

Até então tudo tem sido uma grande chatice, tenho de tudo, mais é como se eu não tivesse mais paixão pela vida. Com tantas responsabilidades e peso sobre mim. Como emir eu tenho que estar a altura dos desafios que o meu país encontra e tem tantos inimigos que almejam a minha posição e a minha queda. Eu nunca lhes daria esse gosto e ao contrário do meu pai que foi um pacifistas que abraçou a modernidade, assim que eu o sucedi eu acabei com tudo o que ele contruiu, voltando as raízes, assim como o meu país deve ser. O número de rebeldes tinha aumentado muito durante o seu legado, mais eu acabei com a maioria. E agora há um pequeno grupo que ainda insistem em existir, mais eu darei um fim neles muito em breve.

Minha vida se resumia ao reino e a fazer de tudo para garantir a paz e estabilidade. Mas, tudo mudou para mim a pouco tempo e é como que se uma chama acendeu dentro de mim, levando a tona sentimentos e sensações que eu não sabia que eu tinha.

Há 5 meses, eu fiz uma viagem de negócios no Brasil e me apaixonei pelo país. Mais o que eu mais gostei foi ter conhecido a Merida.

Eu tive uma sensação de necessidade de a ter que nem sei explicar.

Ela com certeza não me viu. Mais eu a vi no hotel, no dia que ela procurava emprego. A gerente não a ia contratar por falta de experiência, mais eu mandei o meu leal funcionário a mandar para essa tal gerente contratar ela.

Desde então, eu contratei detetives e sei de cada detalhe da vida da Merida.

Depois que eu voltei para casa, fiz um anúncio para todos de que vou-me casar e devem iniciar os preparativos. Quero que este seja o maior casamento que este país já viu.

A notícia não foi bem recebida por todos, querem saber quem é a noiva, mais isso só irá acontecer no dia de cerimónia.

Estou bem ansioso para o casamento e também decifrar esse misto de sensações que percorrem o meu corpo.

Já no meu jato particular, preparo-me para a minha chegada ao Brasil e mal posso esperar para rever a minha noiva.

Depois da minha festa de aniversário, eu planeio a levar comigo e com o pouco que a conheço nesses últimos meses, sei que ela não iria aceitar de boa vontade vir comigo. Então decidi que a vou sequestrar depois da festa e a levo comigo.

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Comments

Marinalva Benasio

Marinalva Benasio

Na cultura deles não é traição mas sim tradição eles podem casar com várias mulheres, porisso que amo o Brasil kkkkk mesmo assim tem uns com várias kkk

2025-04-01

3

Claudete Souza

Claudete Souza

que raios de amor é esse que traí eu não entendo

2025-04-01

1

Dione Lopes

Dione Lopes

É costume deles casar com várias mulheres.

2025-04-03

0

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