O sol já se punha no horizonte, enquanto os convidados chegaram encantados com cada detalhe do palácio e principalmente das decorações para a festa.
Um tapete grande e luxuoso estendia a entrada do jardim do palácio do Emir onde foi realizado a última festa do casamento.
Um banquete esplêndido foi servido. Mesas longas estavam decoradas com toalhas de seda e arranjos florais exuberantes, compostos por rosas, lírios e flores exóticas, tudo em uma paleta de cores ricas. Os pratos eram uma verdadeira ode à gastronomia árabe, com especiarias aromáticas, pratos de carne suculenta e sobremesas decadentes, como baklava e halva.
Ao som de música tradicional ao vivo, com músicos tocando instrumentos árabes e melodias que ressoavam no ar.
Apenas pessoas que atendiam aos requisitos da classe alta foram convidados e vestidos em trajes luxuosos, dançavam e celebravam, enquanto dançarinas do ventre encantavam a todos com suas performances hipnotizantes. O ambiente estava repleto de risos e brindes, enquanto a noite se desenrola.
Parecia que todos estavam felizes com a celebração. Todos menos a noiva, que se encontrava perdida em sua mente, rodeada num ambiente tão distinto, cujo tradições e rituais ainda a deixam confusa e ser obrigada a passar por tudo aquilo, mesmo em nome do amor pela sua irmã. Não tira da sua consciência de que esteja a vender o seu corpo e integridade a um completo desconhecido. Ou será que está a reclamar de barriga cheia?
Merida Sana
Tem tantas pessoas na festa e me sinto mal pela forma como olham para mim. Outros me olham como se eu fosse uma intrusa aqui e outros com raiva talvez ou expressões que eu não sei descrever o que querem dizer.
Decido me servir com um pedaço de bolo de morango e tento ignorar tudo a minha volta. Foco apenas na comida que são tantas e a maioria eu nem sei o que é.
— Entendeu? - O Kalil fala de repente do meu lado.
— Hum? - Falo sem entender
— Vai para o quarto e espera-me. - Apenas levanto sem questionar e vou ter com a Malika que me mostra a direção do quarto.
Entro a parecer calma e assim que a Malika fecha a porta, uma crise de ansiedade vem com tudo e ando de um lado para o outro e tento acalmar-me.
Não acredito que isso está a acontecer. Eu só queria continuar com a minha vida normal, estudar e ajudar a minha família.
Mais a vida colocou esse homem no meu caminho que sem o meu consentimento mudou tudo ao meu redor. Parece que nem a roupa que eu uso eu posso escolher.
O meu coração está muito acelerado e eu não sei o que fazer. Eu vejo uma porta entreaberta no quarto e entra lá e é um closet enorme, cheio de roupas e acessórios femininos.
Ignoro tudo, apago a luz e sento-me no chão num canto. O tempo passou-se e acabei por dormir ali no chão, encolhida e com os meus braços sob os meus joelhos.
Kalil Hassan Muhammad
Tudo correu perfeito, assim como o planeado e está cada vez mais perto do momento mais aguardado por mim.
— Merida, vai para o quarto e me aguarda. - Falo para a mesma que está do meu lado à mesa e me encara sem falar nada com um olhar perdido e um certo receio. — Entendeu?
— Hum? - Diz a acordar do transe. Eu queria saber o que se passa na sua cabeça. Qualquer uma iria fazer de tudo para estar no seu lugar, mais parece que ela ainda não percebeu a grande sorte que teve. Eu até fui bondoso em mudar por completo a vida da sua família.
— Vai para o quarto e espera-me. - Ela apenas concorda com a cabeça e se retira do lugar acompanhada de uma funcionária.
Decido esperar um pouco antes de ir ter com ela.
Estava tão envolvido na conversa com os meus amigos que nem percebi a hora passar.
Despeço-me deles e vou ao encontro da minha nova esposa, que me espera a aproximadamente uma hora.
Eu vou ao seu quarto e noto que tudo está em silêncio e escuro. Acendo a luz e procuro por ela em cada canto do quarto.
— Será que a Merida se perdeu no caminho? - Eu pergunto, enquanto resolvo ir procurar no banheiro e não a encontro. Vou no closet e a vejo deitada no chão. — Merida acorda. - Falo em pé do seu lado e nenhuma reação por parte dela. Dou um longo suspiro e ponho-me de joelhos ao seu lado e toco no seu cabelo. — Acorda, minha esposa. - Ela desperta assustada.
— O que foi? - Pergunta com cara de sono
— Já sabes. Está na hora de consumar o casamento. - Ela levanta e eu faço o mesmo
— Eu queria conversar sobre isso. - Fala a parecer indecisa
— Então fala. - Digo ansioso
— Eu não quero isso. - Fala e levo um tempo para processar o que ela disse
— O quê?
— Por favor, não precisamos fazer isso. Eu só quero voltar para casa e ficar com a minha família
— Eu sou a sua família agora. Este palácio é a sua casa e tem tudo aqui. E também não podes negar-me o sexo, este é um direito meu.
— Mais eu não quero. Podia ter escolhido qualquer uma, já que para si não seria nada difícil.
— Você tem razão. Não seria nada difícil, mais eu te escolhi e é melhor para de se queixar.
Ela fica quieta por um momento e eu começo a tirar a minha roupa e vejo o seu rosto ficar vermelho e de olhos arregalados.
— Espera, eu... - Não diz nada. — Eu vou embora daqui. Deveria ter feito isso antes.
Ela vai em direção a porta e eu começo a ficar zangado com esta situação.
— Se sair por esta porta, vais arrepender amargamente por isso.
A Merida hesita por um momento, mais parece que a sua teimosia falou mais alto e ela abri a porta e eu vou a correr. Assim que se apercebi de mim atrás de si apressa os passos, mais eu seguro no seu braço e a jogo no chão com força e a mesma da um gemido de dor, mais eu não me importo. Fecho a porta e tento me controlar enquanto tenho a mão na maçaneta.
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Atualizado até capítulo 30
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