Merida Sana
Acordo sendo balançada pela Malika e não estou a gostar nadinha desse hábito.
— Bom dia minha senhora, está na hora de acordar. Todos irão se reunir para o pequeno-almoço e tens que estar presente para conhecer a todas. - Me levanto contra a minha vontade e vou tomar um banho.
— Porquê que tomam o pequeno-almoço tão cedo? — Pergunto para a Malika que entra no banheiro após eu terminar o banho e entrega-me um vestido longo e preto com detalhes dourados e um lenço da mesma cor.
— O senhor emir normalmente tem que começar a resolver as questões do reino bem cedo. Então todas se reúnem às sete horas ou às vezes bem mais cedo, para conversar com ele, pois o seu marido é bem ocupado e não para muito em casa durante o dia.
— Eu não quero ficar a acordar cedo só para fazer isso. Parece ser desnecessário.
— Hora minha senhora, é um prazer para todas ter alguma atenção do marido e vais sentir isso com o tempo.
— Não pretendo ficar aqui por muito tempo. - Falo depois de terminar de me preparar e a porta é aberta. Espero que ele não tenha escutado a última parte.
— Está pronta minha esposa? - Ele fala a sorrir e me olha de cima para baixo. Não percebo essa sua cara de felicidade logo cedo. Apenas aceno com a cabeça e ele estende a mão para mim e eu a pego, para agradar ele. Nem acredito que falei isso. — Então vamos.
Saímos do quarto e a Malika vem logo atrás de nós. Vejo vários funcionários pela casa e todos me olham de um jeito estranho. Fico com vergonha e apenas abaixo a cabeça.
Chegamos no salão de jantar, que contém uma mesa enorme, com várias cadeiras e quatro deles já se encontram ocupados.
— Bom dia. - Eu digo, mais ninguém responde. Será que eu falei errado? Apenas olham para mim como se eu fosse uma extraterrestre na sua frente.
— Nádia sai dali e senta ao lado da minha mãe. -Ela levanta a contragosto e tenta desfarçar o ódio e desgosto em seu olhar. Passa por mim e me olha com desprezo. Não percebo esta atitude, pois que eu saiba eu não lhe fiz nada, sequer a conheço. Mais ela é muito linda, aliás todas são.
— Sim meu amor. ‐ Falo e se senta do lado esquerdo da mesa ao lado de uma senhora. O Kalil se senta no ponta da mesa onde tinha uma cadeira diferente das demais, deixando claro que aquele lugar pertence ao líder da casa.
— Merida, senta aqui. - Fala e aponta para onde aquela mulher se levantou. Sento ficando a sua direita da mesa e do meu lado estava mais duas mulheres. — Está aqui é a minha mãe Raissa e ao lado está a Nádia. Do seu lado está a Layla e a Delila. - Ele diz, mais apenas a Delila acena para mim e dou um pequeno sorriso a ela. Isso tudo é tão estranho para mim. Parece até coisa de outro mundo. O clima fica estranho e acho que o Kalil é o único que não percebi, pois ele está focado em seu telemóvel enquanto come.
— De onde você é garota? - A Raissa fala séria. Ela não gostou de mim pelos vistos.
— Do Brasil, minha senhora. - Falo tentando ser educada, enquanto como e minha atenção é atraída pela sua risada. Mais nem parece ser de felicidade.
— Eu sabia. - Ela fala como se algo passasse a fazer sentido na sua cabeça e olho para a Nádia, que acena com a cabeça. Não quero nem saber do que conversaram.
— A senhora conhece o meu país? - Eu pergunto
— Isso não é da sua conta. Me fala de que família veio? - Eu não gostei da sua grosseria, mais não reclamo.
— Os meus pais são daqui, mais eu cresce com a minha mãe, que se mudou para o Brasil bem antes de eu nascer.
— Que absurdo. Ela teve ser uma grande vergonha para a sua família. Me fala o nome deles?
— Chega disso mãe. Merida eu vou te levar para conhecer melhor a cidade. - Ele diz e me apresso a terminar de comer. Depois o sigo e ele me levou para vários pontos da cidade e eu fiquei encantada com a cidade.
Nádia (1° esposa)
— Viu só? Eu te falei que ela não presta. - Falo para a minha sogra que concorda comigo. Nunca estive tão zangada assim em toda a minha vida.
— Com tantas mulheres de boa família e meu filho se casa essa coisa. É tudo culpa sua Delila.
— Minha? Porquê é minha culpa minha senhora? - Ela fala surpresa e um pouco indignada. Se eu já detestava a Delila, agora eu ódio essa tal da Merida com todas as minhas forças.
— Você não compriu com a sua obrigação de satisfazer o meu filho. Devias ter sido a última esposa, mais ficas por aí com essa cara de sonsa e de desgosto.
— Desculpa-me sogra. - Pedi e abaixa a cabeça como sempre. — Com licença. - Ela se retira da mesa e sai daqui a passos apressados.
— E agora o que fazemos? — Layla pergunta e ela parece estar tão chateada quando nós.
— Eu não quero essa moça aqui. - Falo ficando de pé e sento no lugar da mesa onde eu sempre devo ficar. Do lado do meu marido e esse é o meu direito como sua primeira esposa e a mais importante.
— Escutem com atenção. - A minha sogra fala e todas nos aproximamos dela, porque alguém pode ouvir algo e ir contar ao Kalil. — Não se preocupem com ela, não vai durar muito aqui. Eu tenho um plano.
— Que plano sogra? - Layla fala entusiasmada e eu aguardo ansiosa.
— Meu filho é muito teimoso e não vai expulsar ela, se eu pedir. Então o jeito é obrigá-lo a fazer isso.
— Mais como? - Desta vez pergunto intrigada.
— Vamos sabotá-la em tudo. O meu filho irá ver quem de fato ela é e assim aproveitamos para nos livrar daquela sonsa também.
— Plano perfeito sogra. - Layla fala e eu concordo já imaginando várias possibilidades.
Foto de Raissa Nejar (58 anos)
Fonte de cada foto mostrada: Pinterest
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Atualizado até capítulo 30
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