Eduardo entrou na sala e logo percebeu o clima. Damon, como sempre, estava com a cara fechada, enquanto Emília sorria animada, contando sobre o vestido de Aisha. Roberto e Rosalind estavam mais reservados, apenas observando.
— Vocês já falaram do casamento de novo? — Eduardo brincou, jogando-se na poltrona.
— É claro! — Emília respondeu animada. — Aisha vai estar deslumbrante! O vestido dela é perfeito!
Eduardo sorriu de lado, mas logo notou a expressão fechada de Damon.
— E você, irmão, está feliz com isso? — Ele perguntou, sabendo muito bem a resposta.
Damon cruzou os braços e respondeu seco:
— Tanto faz. Esse casamento é só um contrato.
Rosalind revirou os olhos, enquanto Roberto suspirava, já esperando aquela resposta.
Eduardo então sorriu e provocou:
— Bom, se você não quiser, eu posso casar com ela.
O clima pesou na sala. Damon estreitou os olhos para o irmão, e Emília arregalou os dela, surpresa com a ousadia de Eduardo. Rosalind e Roberto se olharam, percebendo a tensão.
— Cuidado com o que diz, Eduardo. — Damon avisou em um tom frio.
Eduardo apenas riu, mas todos podiam perceber que havia algo mais por trás daquela brincadeira.
O silêncio na sala ficou pesado. Todos os olhos estavam em Eduardo, que mantinha um sorriso provocador no rosto, enquanto Damon cerrava os punhos.
— Se você não quer essa esposa, irmão, me deixe casar com ela. — Eduardo continuou, desafiador. — Eu teria o maior prazer em fazê-la feliz.
Rosalind e Roberto se olharam, Emília prendeu a respiração, e Damon se levantou do sofá lentamente, caminhando até o irmão.
— Você está passando dos limites, Eduardo. — Damon disse em um tom baixo, mas carregado de irritação.
Eduardo apenas sorriu mais, adorando provocar o irmão.
— Estou apenas dizendo a verdade. Você fica agindo como se esse casamento fosse um fardo. Mas Aisha é linda, inteligente… uma mulher incrível. Se você não quer, por que não deixar para alguém que realmente a valorize?
Damon avançou um passo, sua mandíbula travada.
— Cala a boca.
— Ou o quê? Vai me bater? — Eduardo desafiou, cruzando os braços. — Vai fingir que não se importa com ela, mas fica irritado só de imaginar outro homem no lugar?
A respiração de Damon ficou pesada, e Emília segurou no braço de Eduardo.
— Para com isso! Vocês são irmãos! — Ela tentou intervir.
Roberto, que estava quieto até então, soltou um suspiro pesado e disse firme:
— Chega.
Todos se calaram.
— Eduardo, pare com as provocações. O casamento já está marcado e não há volta.
Eduardo deu de ombros, mas ainda lançou um último olhar desafiador para Damon antes de sair da sala.
Damon ficou parado, tentando controlar a raiva. Ele não sabia por que aquelas palavras o incomodaram tanto. Afinal, ele mesmo dizia que não se importava com Aisha… Mas então por que a ideia de vê-la com Eduardo fazia seu sangue ferver?
Eduardo suspirou ao ver a irmã entrando sem nem bater.
— Você não tem noção de privacidade, não? — Ele disse, tirando o paletó e jogando sobre a cama.
Emília cruzou os braços, visivelmente irritada.
— O que foi aquilo lá embaixo? — Ela perguntou, sem rodeios. — Por que você tá provocando o Damon desse jeito?
Eduardo sorriu de lado, como se estivesse se divertindo.
— Porque é divertido ver ele perder o controle.
— Eduardo, para! — Emília revirou os olhos. — Isso é sério! O casamento já tá marcado, Aisha e Damon vão se casar, e você só está jogando lenha na fogueira!
Eduardo se aproximou da irmã, ainda com aquele sorriso despreocupado.
— E se eu realmente quisesse Aisha para mim? — Ele perguntou, provocador.
Emília arregalou os olhos.
— Você não quer. Você só está fazendo isso pra mexer com o Damon.
Ele deu de ombros.
— Talvez. Mas e se eu quisesse? Ele mesmo disse que não a ama. Seria um desperdício, não acha?
Emília bufou, impaciente.
— Você é impossível! — Ela apontou um dedo para ele. — Só não faz mais provocações, ok? O Damon já está irritado o suficiente.
Eduardo riu.
— Sem promessas, maninha.
Ela revirou os olhos e saiu, batendo a porta.
Eduardo ficou sozinho, olhando para o espelho e sorrindo de lado. Talvez ele estivesse só provocando… ou talvez não.
Damon jogou o paletó sobre a poltrona do quarto e passou as mãos pelo rosto, respirando fundo. Por que aquilo o incomodava tanto?
Ele não queria admitir, mas as palavras de Eduardo ficaram martelando em sua mente. "Se você não quer casar com ela, eu caso. Eu faço ela feliz."
Ele bufou, sentindo um peso no peito que não conseguia explicar. Ele não se importava. Não deveria se importar.
Andou até o bar do quarto, servindo-se de um uísque e encarando seu reflexo no espelho. Por que essa raiva toda?
Ele não amava Aisha. Nunca amaria. Era só um casamento de conveniência.
Então, por que a ideia de Eduardo tocando nela, sorrindo para ela, sendo o homem ao seu lado… o deixava tão irritado?
Damon apertou o copo na mão.
— Droga. — Murmurou, tomando um longo gole do uísque.
Ele precisava tirar esses pensamentos da cabeça. Aisha não significava nada para ele.
Nada.
Roberto atendeu a ligação de Ricardo Petrova com uma expressão séria. Ele ouviu atentamente, e assim que Ricardo mencionou que Isabela queria se casar com Eduardo, seus olhos estreitaram.
Rosalind, que estava sentada ao lado dele, notou a mudança sutil na expressão do marido e franziu o cenho.
— O que foi, Roberto? — Ela perguntou, vendo-o respirar fundo antes de responder.
— Ricardo está me dizendo que Isabela quer se casar com Eduardo.
Emília, que havia descido as escadas naquele momento após falar com Eduardo, arregalou os olhos ao ouvir aquilo.
— O quê?! — Ela exclamou, surpresa.
Roberto finalizou a ligação, prometendo discutir o assunto com a família antes de dar uma resposta definitiva. Quando desligou, olhou para a esposa e a filha.
— Isso está começando a virar uma bagunça. — Disse, com o cenho franzido. — Primeiro, Eduardo diz que quer casar com Aisha se Damon não quiser. Agora, Isabella quer Eduardo.
Emília cruzou os braços, balançando a cabeça.
— Eu já imaginava que aquela cobra da Isabela não ia deixar barato.
Rosalind suspirou, preocupada.
— E Eduardo? Ele sabe disso?
— Ainda não. — Roberto respondeu. — Mas preciso falar com ele agora.
Ele se levantou, decidido a resolver essa situação antes que ficasse ainda mais complicada. Seus filhos precisavam entender que casamento não era um jogo de troca de casais.
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Atualizado até capítulo 119
Comments
Maria Madalena Figueredo
nao autora a isabella e uma vadia poe uma garota para o edu.
2025-03-07
1
Renata Vieira da Costa
eu quero mais /Smile/
2025-03-07
1