Na manhã seguinte, Eduardo despertou cedo, ainda sentindo o leve peso do sono. Levantou-se da cama e foi direto para o banheiro. Ligou o chuveiro, deixando a água morna cair sobre seu corpo enquanto despertava completamente. Passou o sabonete pelo peito e braços, sentindo o frescor do banho matinal.
Ao mesmo tempo, no quarto ao lado, Damon fazia o mesmo. Abriu o chuveiro, deixando a água escorrer por seus ombros. Era sua rotina diária: acordar, banho, empresa. Ele esfregou os cabelos molhados e inspirou profundamente, preparando-se mentalmente para mais um dia de trabalho.
Depois do banho, cada um pegou a toalha e se secou, indo até o closet para escolherem suas roupas. Eduardo optou por um terno azul-marinho impecável, combinando com um relógio de prata. Passou o perfume, ajeitou a gravata e verificou sua aparência no espelho.
Damon, como sempre, escolheu um terno escuro, quase negro, elegante e sóbrio. Vestiu-se rapidamente, colocou o relógio de marca no pulso e borrifou um perfume sofisticado, de fragrância intensa.
Os irmãos desceram as escadas, prontos para o café da manhã. A mesa já estava arrumada, e Emília, como de costume, os recebeu com um sorriso. Rosalind e Roberto estavam sentados, tomando café.
Depois de comerem e se despedirem dos pais, Damon e Eduardo saíram da mansão. Caminharam até a garagem, onde seus carros de luxo os esperavam. Cada um entrou no seu veículo esportivo e, com um rugido potente dos motores, partiram em direção à empresa.
Horas depois, Damon e Eduardo chegaram juntos à empresa, cada um dirigindo seu carro de luxo. Os motores potentes foram desligados quase ao mesmo tempo, e os dois saíram dos veículos com a postura impecável de sempre. Caminharam pelo estacionamento, passando pelos funcionários que os cumprimentavam com respeito, e entraram no imponente prédio da Greystone Corporation.
Ao atravessarem o saguão, foram direto para o elevador privativo. Damon, sério e calado como de costume, apenas aguardava enquanto o elevador subia. Eduardo, mais amigável, observava a tela com as informações da bolsa de valores que ficava no canto do elevador.
Assim que as portas se abriram no andar executivo, os irmãos saíram juntos. Silas Blackthorn, Jaxon Summit e Charles Cavendish já estavam lá, todos prontos para mais um dia de trabalho. As secretárias também já tinham chegado, cada uma em sua função.
Natália Ribeiro, a secretária de Eduardo, logo notou sua chegada. Ela ajeitou o blazer, respirou fundo e caminhou com confiança até ele. Seu coração batia um pouco mais rápido – ela sempre ficava nervosa perto de Eduardo, mas ele nunca percebia.
— Bom dia, senhor Eduardo. — Ela sorriu gentilmente. — Quer um café?
Eduardo levantou os olhos do tablet que segurava e olhou para ela com naturalidade, sem perceber o brilho de expectativa no olhar dela.
— Bom dia, Natália. Sim, pode trazer um para mim.
Ela assentiu, mantendo o sorriso, e se afastou rapidamente para preparar o café. Para Natália, era um prazer servir Eduardo, mas para ele... ela era apenas sua secretária.
Cada irmão seguiu para sua respectiva sala. Damon entrou no seu escritório sem dizer nada, apenas fechou a porta e sentou-se em sua cadeira de couro. Pegou alguns documentos e começou a analisá-los com seriedade. Já Eduardo, antes de sentar, olhou pela ampla janela de vidro, observando a movimentação lá fora.
Natália, com o coração acelerado, segurava a bandeja com o café recém-feito. Respirou fundo antes de bater suavemente na porta do escritório de Eduardo.
— Entre. — A voz dele soou firme do outro lado.
Ela abriu a porta e entrou com um sorriso discreto. Caminhou até a mesa e colocou a xícara à frente dele com delicadeza.
— Seu café, senhor Eduardo.
Ele ergueu os olhos e lhe deu um breve aceno de aprovação.
— Obrigado, Natália.
Ela ficava feliz só de vê-lo de perto. Eduardo era elegante, sempre bem vestido, e sua voz grave fazia seu coração disparar. Mas, como sempre, ele logo voltou a atenção para os papéis na mesa, sem perceber o brilho no olhar dela.
Natália permaneceu ali por alguns segundos, esperando que ele dissesse algo mais. Mas, vendo que Eduardo já estava concentrado no trabalho, suspirou discretamente e se virou para sair.
— Se precisar de mais alguma coisa, estou à disposição. — disse antes de fechar a porta atrás de si.
Ela saiu do escritório com um sorriso leve. Mesmo que Eduardo não notasse seus sentimentos, só o fato de estar perto dele já era suficiente para alegrar seu dia.
Enquanto isso, na mansão Greystone…
Roberto terminou de ajeitar seu terno em frente ao espelho e pegou sua maleta. Hoje ele tinha um objetivo claro: falar com Ricardo Petrova sobre o casamento de Damon e Isabela.
Descendo as escadas com passos firmes, encontrou o motorista já à espera próximo à porta.
— Prepare o carro. Vamos para a empresa de Ricardo Petrova.
O motorista assentiu rapidamente.
— Sim, senhor.
Enquanto caminhava para a porta, Rosalind apareceu no corredor.
— Vai aonde, Roberto?
Ele virou-se para a esposa, ajustando os punhos do paletó.
— Vou conversar com Ricardo. Já está na hora de alinharmos o futuro de Damon.
Rosalind cruzou os braços e arqueou uma sobrancelha.
— Acha que ele vai aceitar sem questionar?
Roberto sorriu com confiança.
— Ele é um homem de negócios, como eu. Vai entender que essa união será benéfica para ambos.
Sem dizer mais nada, ele se virou e saiu pela porta. O motorista já tinha o carro pronto. Entrou no veículo de luxo e partiu em direção à empresa Petrova, certo de que voltaria com um acordo fechado.
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Atualizado até capítulo 120
Comments
Kelly Ramos
Eu só querendo saber quando que vai contar pro moço sobre o casamento
2025-03-28
1
S.Kalks
Sim, sim, como barões do café ou reis, onde obrigavam os filhos a casar. Algo mágico!
2025-03-28
1
Bela Black
Caramba gostei desse finalzinho " rugido dos motores" deu um ar bem legal.
2025-03-29
1