Roberto tomou um gole de vinho e então fixou os olhos em Damon, falando com firmeza:
— Essa semana você terá que comprar as alianças. No sábado, quero ver esse anel no dedo dela.
Ricardo Petrova, que estava ao lado, também olhou para Damon, esperando alguma reação. Já tinha fechado o acordo e agora só restava que seu futuro genro fizesse a sua parte.
Eduardo, sentado ao lado do irmão, percebeu o silêncio de Damon e decidiu intervir:
— Se quiser, eu te ajudo a escolher.
Damon respirou fundo, olhando para o vinho em sua taça. Ele não pediu por esse casamento, mas sabia que resistir não era uma opção. No fim, ele apenas assentiu com a cabeça, aceitando a responsabilidade que o pai impôs.
Horas depois, Damon saiu da mansão, precisando de um momento para respirar. O jantar, as decisões impostas por seu pai e o peso do casamento forçado estavam sufocando.
Ele caminhou até o jardim, respirando fundo o ar frio da noite. Mas não estava sozinho.
Aisha também havia saído. Ela estava um pouco afastada, olhando para o céu, talvez tentando encontrar algum tipo de paz naquela situação absurda.
Damon se aproximou, cruzando os braços ao encarar ela .
— Vou deixar uma coisa bem clara, garota. — Sua voz era fria e sem espaço para discussões. — Nunca vou tocar em você. Esse casamento será apenas um acordo, sem amor, sem envolvimento. Será só um papel assinado para benefícios e interesses. Nunca vou amar você. Então, se está pensando em algo diferente, pode tirar essa ideia da cabeça agora mesmo.
Aisha virou-se para ele, sem demonstrar nenhuma reação de surpresa ou decepção. Pelo contrário, seus olhos brilharam com um desafio silencioso.
— Primeiro, meu nome é Aisha, não "garota". — Ela ergueu o queixo, enfrentando-o sem medo. — E segundo, você acha que eu quero ser sua? Não seja ridículo. Eu não queria esse casamento. Nunca quis. Se dependesse de mim, jamais me casaria com um homem rude, arrogante e sem coração como você.
Damon piscou, levemente surpreso com a resposta afiada. Estava acostumado a ter controle, a impor sua vontade, mas Aisha não era como as mulheres que já conheceu.
Ele soltou um riso seco.
— Ótimo, então estamos entendidos.
— Sim, estamos. — Aisha respondeu firme, sem hesitar.
O silêncio caiu entre eles, mas não era confortável. Era um duelo de forças, um embate de personalidades fortes.
Damon a observou por um instante antes de desviar o olhar, soltando um suspiro impaciente.
— Se já entendeu, então não temos mais nada para conversar.
E sem esperar resposta, ele se virou e voltou para dentro da mansão, deixando Aisha sozinha no jardim.
Ela observou sua silhueta desaparecer pela porta, sentindo uma mistura de alívio e irritação.
Se ele pensa que vai me intimidar, está muito enganado.
Minutos depois, Eduardo apareceu no jardim. Ele tinha saído para tomar um ar quando avistou Aisha ali, sozinha, segurando uma rosa e arrancando as pétalas com força.
— Que ódio desse Damon! — ela resmungava, sem perceber que não estava mais sozinha. — Como meu pai pode me obrigar a casar com um babaca desses?
Eduardo parou, cruzando os braços, observando-a com um pequeno sorriso divertido.
— Se continuar assim, a pobre rosa não vai sobreviver.
Aisha se sobressaltou, virando-se rapidamente.
— Eduardo?!
— Em carne e osso. — Ele deu um passo mais perto, analisando a expressão frustrada dela. — Posso imaginar que a conversa com meu irmão não foi das melhores.
Aisha bufou, jogando o resto da rosa no chão.
— Seu irmão é um ogro! Frio, arrogante, prepotente... — ela contava nos dedos os defeitos, irritada. — Ah, e sem educação também!
Eduardo soltou um riso baixo, inclinando a cabeça para o lado.
— Bem, disso eu não posso discordar. Damon sempre foi difícil...
— Difícil? Ele é insuportável!
Eduardo colocou as mãos nos bolsos, ainda sorrindo.
— E mesmo assim, vai casar com ele.
Aisha revirou os olhos, cruzando os braços com força.
— Não porque quero. Mas porque não tenho escolha.
Eduardo a observou por um momento, seu olhar intenso e misterioso.
— Se fosse por você... Casaria com alguém como eu?
Aisha arregalou os olhos com uma pergunta repentina. Eduardo mantinha o olhar fixo nela, um brilho desafiador em seus olhos.
Ela engoliu em seco, sentindo um leve desconforto pelo rumo da conversa.
— Você está brincando, né?
Eduardo sorriu de lado, mas não respondeu. Apenas deu um passo para trás e piscou para ela, antes de se virar para voltar para dentro da mansão.
— Boa noite, futura cunhada.
Aisha ficou ali, parada, sentindo uma sensação estranha no peito.
Que droga foi essa agora?
Aisha ficou ali por um momento, respirando fundo, tentando acalmar o turbilhão de sentimentos dentro dela. Ela olhou para a porta por onde Eduardo havia entrado.
— Pelo menos o irmão de Damon é diferente... — murmurou para si mesma. — Acho.
Ela abaixou o olhar para a rosa destruída em sua mão, lembrando da conversa fria e cortante que teve com Damon. O jeito rude dele, o desprezo na voz, a arrogância...
A raiva voltou com força, e ela cerrou os punhos.
— Damon, eu vou te odiar! — falou sozinha, sentindo o coração bater acelerado.
Mas, no fundo, uma parte dela sabia que aquele casamento forçado seria muito mais complicado do que imaginava.
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Atualizado até capítulo 119
Comments
Dione Lopes
Ficou interessado na futura esposa do irmão.
2025-03-12
0
Maria Madalena Figueredo
vai dar guerra entre os irnaosm
2025-03-05
1