Horas depois, Ricardo e suas filhas se despediram da família Greystone. Isabela, como sempre, saiu confiante, satisfeita por estar longe daquele acordo que caíra sobre Aisha.
Eduardo, antes que Aisha entrasse no carro, segurou sua mão e a levou aos lábios, depositando um beijo suave.
Aisha arqueou a sobrancelha, surpresa com o gesto inesperado. Eduardo deu um pequeno sorriso, seus olhos cravados nos dela como se quisesse dizer algo sem palavras.
De longe, Damon viu tudo. Seu olhar escureceu, e sua mandíbula travou ao ver o irmão tocando sua noiva.
Emília, despreocupada, se despediu de Ricardo e Aisha com animação, já sonhando com o casamento. Rosalind fez o mesmo, mantendo-se elegante e educada, enquanto Roberto, ao lado, observava Eduardo com um olhar afiado.
Ele não gostou nada do gesto do filho.
Quando Ricardo e suas filhas partiram, o clima na mansão Greystone ficou pesado. Roberto olhou diretamente para Eduardo, sua expressão séria.
— Espero que você saiba exatamente o que está fazendo, Eduardo.
Eduardo apenas deu um meio sorriso, mas não disse nada.
Enquanto isso, Damon virou as costas e subiu para o seu quarto, ainda sentindo o incômodo daquela cena.
Damon estava em seu quarto, o peito subindo e descendo em fúria contida. A cena de Eduardo beijando a mão de Aisha não saía de sua mente.
Ele não entendia o motivo de estar irritado. Afinal, aquele casamento era apenas um acordo, ele mesmo deixou claro para Aisha que nunca a amaria.
Mas a raiva fervia em suas veias.
Sem pensar, ele socou a parede com força. O impacto ressoou pelo quarto, e a dor aguda subiu por nós dos dedos. Mas ele não se importou.
A porta se abriu. Eduardo parou na entrada, os olhos caindo imediatamente na mão ferida do irmão.
— Interessante… — Eduardo arqueou a sobrancelha, cruzando os braços. — Parece que alguém não gostou do que viu.
Damon levantou o olhar, feroz, mas não respondeu.
Eduardo entrou no quarto, calmo, quase provocador.
— Você pode repetir para si mesmo o quanto quiser que nunca vai amar ela, Damon… Mas o seu punho diz o contrário.
Damon respirou fundo, tentando controlar a raiva que queimava dentro dele. Ele olhou fixamente para Eduardo, com os olhos frios como gelo.
— Eu nunca vou amar ela. Jamais. — sua voz saiu dura, carregada de determinação. — E mesmo depois de casados, eu nunca vou tocar nela.
Eduardo arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços com um sorriso de canto, claramente se divertindo com a situação.
— Interessante... — ele murmurou. — Então por que está tão irritado, irmão?
Damon sorriu de lado, com um sorriso sombrio, sem humor.
— Porque eu vou garantir que ela mesma se arrependa desse casamento. — seus olhos brilharam com frieza. — Vou fazer Aisha odiar cada segundo ao meu lado, até desejar nunca ter aceitado isso.
Eduardo deu um riso baixo, balançando a cabeça.
— Você pode dizer o que quiser, Damon. Mas algo me diz que essa história não vai acabar do jeito que você pensa.
Na casa dos Petrova
Ricardo entrou na mansão junto com as filhas, afrouxando a gravata com irritação. Assim que cruzaram a porta, Isabella bufou de raiva e jogou a bolsa no sofá, com os braços cruzados.
— Você viu, papai?! Aquela piranha da Emília me ignorou completamente, como se eu nem existisse! — ela falava alto, indignada. — E ainda ficou jogando indireta para mim na frente de todo mundo.
Ricardo suspirou, massageando as têmporas, sem paciência.
— Chega, Isabela. — sua voz saiu firme. — Você deveria se preocupar menos com a Emília e mais em se comportar.
Aisha, que já estava subindo as escadas, parou no meio do caminho e olhou para trás, sem paciência para a cena.
— Se você parasse de agir como uma mimada egocêntrica, talvez as pessoas gostassem mais de você.
Isabella arregalou os olhos e girou nos calcanhares, furiosa.
— O quê?!
— O que você ouviu?Ricardo estava em seu escritório, servindo-se de um whisky quando a porta foi aberta bruscamente.
— Papai! — Isabela entrou, os saltos batendo forte no chão de mármore, seu olhar determinado.
Ricardo levantou os olhos, tomando um gole da bebida.
— O que foi agora, Isabela?
— Eu sempre fui sua filha preferida, não fui? — Ela se aproximou, apoiando as mãos na mesa dele, inclinando-se levemente. — Sempre fui aquela que você mais amou.
Ricardo arqueou a sobrancelha, desconfiado.
— Onde você quer chegar com isso?
— Damon não presta, pai. — Ela sorriu com escárnio. — Ainda bem que a Aisha vai casar com ele, pelo menos dessa eu me livrei. Mas eu… eu quero um casamento com Eduardo.
Ricardo apertou os olhos, analisando a filha.
— Eduardo? O filho de Roberto?
— Sim! — Isabella jogou os cabelos para trás, confiante. — Eduardo é um bom partido, pai. Ele tem classe, é charmoso e… nós combinamos muito mais do que ele e Aisha.
Ricardo ficou em silêncio por um instante, girando o copo de whisky nas mãos. Ele sabia que Eduardo era um bom herdeiro, mas essa obsessão repentina da filha o fez desconfiar.
— E desde quando você quer Eduardo?
— Desde que percebi que ele seria o marido ideal para mim. — Isabella sorriu, manipuladora.
Ricardo respirou fundo, pensativo.
— Vou pensar no assunto. — Ele apontou para a porta. — Agora, vá descansar.
Isabella sorriu satisfeita e saiu do escritório, mas Ricardo ficou ali, com um olhar cético.
Ele sabia que sua filha não dava ponto sem nó…
— Aisha deu um meio sorriso sarcástico. — Mas pode continuar surtando, não tenho tempo para isso.
Ela virou as costas e subiu para o quarto, deixando Isabela ainda mais brava. Ricardo apenas revirou os olhos e seguiu para seu escritório, ignorando a briga das filhas.
Aisha estava no quarto, tirando os brincos diante do espelho, quando a porta foi aberta sem cerimônia.
— Ah, que ótimo, você está aqui! — Isabela entrou como um furacão, os olhos brilhando de malícia.
Aisha revirou os olhos, já prevendo a encrenca.
— O que você quer, Isabela?
Isabela se jogou na cama da irmã, como se fosse dona do quarto.
— Acabei de falar com o papai… — ela disse, divertida. — Decidi que quero me casar com Eduardo.
Aisha virou para encarar ela.
— Eduardo? O irmão de Damon?
— Exatamente! — Isabela sorriu, se admirando no espelho. — Ele é bem melhor que Damon, não acha? Tão charmoso, tão cavalheiro… e, bom, ele parece ter mais interesse em mim do que em você.
Aisha cerrou os punhos discretamente.
— Você realmente acha que o mundo gira ao seu redor, não é?
Isabela riu alto, cruzando as pernas.
— Ah, maninha… Você vai sofrer na mão de Damon. — Ela fez uma carinha de falsa piedade. — Ele é frio, calculista… Nunca vai te amar.
Ela se levantou e foi até a irmã, sussurrando ao pé do ouvido:
— Mas quem sabe Eduardo me ama, né?
Aisha respirou fundo, tentando conter a raiva.
— Se quer Eduardo, então fique com ele. — Ela se virou, os olhos brilhando de desafio. — Mas não me subestime, Isabela.
Isabela arqueou a sobrancelha, surpresa com a firmeza da irmã.
— Veremos, maninha. — Ela riu e saiu do quarto, satisfeita.
Aisha ficou ali, sozinha, sentindo o peso de tudo que estava por vir.
Mas se Isabela achava que ela seria fraca… estava muito enganada.
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Atualizado até capítulo 120
Comments
Renata Vieira da Costa
manda maís capítulos autora estou adorando /Smile/
2025-03-06
1
Maria Madalena Figueredo
eduardo e isabella nai ne autora
2025-03-06
1