Na montanha, Vittorio caminhou até uma sacola que havia trazido e tirou de lá uma garrafa de vodca. Ele a segurou com um sorriso travesso no rosto e disse:
— Que acha de ficarmos bêbados aqui?
Fiz uma expressão de surpresa.
— Aqui na montanha?
— O que tem? — respondeu ele, com aquele tom despreocupado de sempre.
Não queria parecer uma conservadora chata perto dele, então, apenas observei enquanto ele destampava a garrafa e virava quase metade do líquido de uma só vez. Depois, sacudiu a cabeça como se quisesse espantar o ardor da bebida.
— Me dá essa garrafa aqui — falei, estendendo a mão.
Ele abriu um sorriso largo.
— Isso que gosto, bela!
Peguei a garrafa e virei um gole generoso. O líquido desceu rasgando pela minha garganta, me fazendo tossir levemente. Ele riu, orgulhoso.
— Muito bem, bela.
Já começava a me sentir tonta, com meu corpo reagindo ao álcool, quando olhei para ele e disse:
— Me dá esse cigarro, quero fumar também.
Ele gargalhou, balançando a cabeça.
— Não, não. Fica só na vodca. Eu tenho que parar de beber.
E em italiano, completou com um suspiro:
— Devo smettere di bere.
Eu sorrir e estava me sentindo já bêbada.
Depois de algum tempo admirando a paisagem e conversando, decidimos descer as montanhas. A tranquilidade do momento foi quebrada assim que chegamos na base. Um carro preto passou rapidamente por nós, e Vittorio imediatamente ficou em alerta.
— Vamos, entre logo no carro! — disse ele, olhando ao redor com preocupação.
Fiquei confusa, sem entender o que estava acontecendo, mas sua expressão séria me fez obedecer sem questionar. Entramos no carro às pressas, e ele acelerou de forma brusca.
Enquanto o carro preto parecia nos seguir, meu coração começou a acelerar. Sem conseguir segurar a curiosidade e o medo, perguntei:
— O que está acontecendo?
Ele manteve os olhos fixos na estrada, a mandíbula tensa.
— Fique calada. Eu te explico quando me livrar desse carro.
Vittorio dirigia com habilidade, fazendo curvas rápidas e entrando em ruas estreitas, tentando despistar o perseguidor. Meu coração quase saiu pela boca a cada movimento brusco, e o silêncio dentro do carro era cortado apenas pelo som dos pneus derrapando no asfalto.
Depois de alguns minutos, o carro preto finalmente ficou para trás. Ele diminuiu a velocidade, soltando um suspiro pesado, enquanto eu tentava recuperar o fôlego.
— Vittorio, o que foi isso? — perguntei, ainda assustada.
Ele olhou para mim de relance, com um sorriso cansado.
— Calma, bela. Só foi um contratempo. Você está bem?
Balancei a cabeça afirmativamente, mas por dentro sentia que algo mais profundo estava por trás daquele "contratempo".
Sentir meu estômago revirar naquele momento abrir a porta do carro e com o carro encostado na pista eu comecei a vomitar. Ele se aproximou de mim.
—Como está? No se está acostumada.
Ele soltou uma gargalhada e depois veio com uma garrafa plástica de água e me ofereceu. Eu senti um peso em minha cabeça e depois retornei ao carro com a ajuda dele segurando meus braços até me sentar no banco da frente, coloquei o cinto e virei a garrafa de água na boca.
—Eu só fiquei assustada com o que aconteceu. —Disse tentando amenizar.
Ele começou a ligar o carro e abrir um sorriso para mim.
—Não se preocupe com isso, é muito normal.
—Agora você pode me explicar que carro foi esse.
—Aqui em Nápoles nem todos gostam de mim porque tenho dinheiro. Eu frequento muitas festas de elite e tem uns que não gostam muito de mim.
A resposta dele me pareceu vaga. Eu fingi que acreditei em suas palavras mas um monte de coisas vieram a minha mente.
—Bom, acho que já está escurecendo e eu preciso voltar pra minha hospedagem.
—Não, não. Eu quero dormir com você hoje, meus pais estão viajando ainda.
—Mas eu não posso ficar dormindo com você todos os dias.
—Bela, eu sou um homem carente. Vamos ouvir música, vou preparar uma comida italiana para você.
O que ele sugeriu para mim seria uma noite muito boa, confesso que dormir com ele é muito bom. Olhei o celular e vi Sara me perguntando aonde eu estava, mas não a respondi. Sara já estava ficando muito chata.
—Não consigo não aceitar os seus convites.—Disse abrindo um sorriso para ele.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Carla Santos
Manu é muita louca tenho pra mim quer ele é mafioso se for seria bom que ele escolhesse a mulher dele sem as regras chata das máfia manu está se deixando levar por ele a prima fica preocupada e ela diz amiga é chata só quero ver ela quebrando a cara quando descobrir o que ele é realmente
2025-01-28
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Claudia
Será que Vittório é um Máfioso??
Se for ele tem que se casar com alguém da Máfia????
Coitada da Manú 🤔🤔🤔🤔🤔🧿♾
2025-01-19
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Claudia
Şara não está chata e sim preocupada com você 🤨🤨🧿♾
2025-01-19
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