Eu estava do lado de fora do restaurante logo cedo, regando as plantas com a calma de quem começa mais um dia de trabalho. De repente, ouvi o som de uma porta de carro batendo e uma voz familiar me chamando:
– Bela!
Interrompi o que estava fazendo e olhei na direção do som. Lá estava ele, Vittorio, com o habitual cigarro entre os dedos e aquele sorriso que fazia algo dentro de mim se acender. Era impossível não sentir uma onda de alegria ao vê-lo. Ele acenou e veio em minha direção, sem pressa, como se o mundo girasse no ritmo dele.
– Como vai? – ele perguntou, com aquele sotaque irresistível.
– Estou bem, e você? – respondi, tentando soar mais casual do que realmente me sentia.
– Bene, bene. Está livre hoje?
Por um segundo, pensei em dizer que não, mas a verdade é que a presença dele tinha uma energia tão boa que eu não consegui resistir.
– Hoje saio mais cedo – admiti, com um sorriso discreto.
– O que acha de sair comigo para conhecer um lugar muito bonito aqui? – ele sugeriu, com os olhos brilhando de entusiasmo.
– Que lugar? – perguntei, curiosa.
– Surpresa – respondeu ele, com um sorriso de canto de boca. – Volto aqui mais tarde.
Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, Vittorio já estava de volta ao carro. Ele acenou mais uma vez e foi embora, me deixando ali, meio confusa e com o coração acelerado.
Assim que ele desapareceu de vista, Sara surgiu do nada, com os olhos arregalados.
– Manu, você aceitou? – ela perguntou, como se não acreditasse no que tinha acabado de ouvir.
– Sim – respondi, ainda um pouco atordoada.
– Você não presta pra ter algo casual com ninguém! Esse cara vai acabar te machucando.
– Eu estou preparada psicologicamente – disse, tentando soar confiante. – Vou curtir o momento. E pronto.
Sara balançou a cabeça, meio cética.
– Só não diga que eu não avisei.
Mas, naquele momento, eu não queria pensar nas consequências. Queria apenas viver o presente, e, de alguma forma, Vittorio fazia isso parecer tão fácil.
Coloquei um vestido de tricô que se ajustava perfeitamente ao meu corpo, na cor bege, complementado por argolas douradas e minha bolsa amarela favorita. Estava pronta, ansiosa e cheia de expectativa. Saí rapidamente do restaurante e, ao passar por Sara, notei seu olhar desconfiado e seus braços cruzados. Apenas sorri e acenei para ela, tentando parecer despreocupada.
Vittorio me esperava do lado de fora, usando óculos escuros e ainda mais charmoso do que o habitual. Quando me aproximei, ele fez um gesto com a mão, chamando-me até o carro. Desta vez, não se deu ao trabalho de abrir a porta para mim, mas isso não me incomodou. Sua presença era suficiente para me deixar com um sorriso.
Assim que entrei no carro, ele me olhou de lado e, com sua voz rouca característica, disse:
– Ogni giorno diventi più bella, sono impressionato.
Aquele elogio, em seu tom italiano irresistível, fez meu coração disparar, e eu sorri, sentindo as bochechas esquentarem.
Assim que entramos no carro, Vittorio colocou uma música para tocar. Para minha surpresa, dessa vez eu conhecia a canção e comecei a cantar junto com ele. Ele riu, encantado, e aumentou o volume. O caminho foi cheio de risadas e olhares cúmplices, criando uma atmosfera leve e descontraída.
Depois de algum tempo, o carro parou diante de um cenário impressionante: o Castel dell’Ovo, um dos lugares mais encantadores de Nápoles. Situado à beira-mar, o castelo parecia emergir das águas azuis do Golfo de Nápoles, com sua estrutura histórica imponente contrastando com a serenidade do mar. As pedras antigas de sua construção guardavam histórias de séculos, e suas muralhas altas ofereciam uma vista espetacular da cidade e do Monte Vesúvio ao fundo.
A brisa salgada acariciava meu rosto enquanto o som das ondas quebrando suavemente contra as rochas trazia uma paz indescritível. O sol brilhava no céu, refletindo na superfície do mar, criando um espetáculo de luz e cor.
Eu estava completamente fascinada, absorvendo cada detalhe daquele lugar mágico, quando Vittorio pegou o celular da minha mão com um sorriso maroto.
– È il momento di catturare la bellezza. Una foto di te, bella.
Ele se afastou um pouco, ajustou o enquadramento e tirou várias fotos. Enquanto ele fazia isso, eu sorria, rindo de sua espontaneidade. Ele olhou para o celular, analisou as fotos e disse:
– Perfetta. Sei perfetta.
O momento parecia saído de um sonho. Ali, em um dos lugares mais bonitos que já vi, eu sentia que o mundo estava em perfeita harmonia.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Carla Santos
Manu vai quebrar a cara ela é muita iludida ele não sabe dizer não ele ignorou ela esse dias aparece do nada chamando pra sair e otária vai sem pensar nas consequências
2025-01-28
1
Daniela Sant
Mas é otaria mesmo viu, o cara sorri e ela baixa a calcinha
2025-02-12
1
Vanessa Lima
cuidado Manu você vai se machucar,
2025-03-07
0