Enquanto conversávamos, admirando a vista de tirar o fôlego à beira-mar, o clima entre nós era leve, mas carregado de uma certa expectativa. Depois de algum tempo, decidimos ir a um restaurante próximo, um lugar aconchegante com um cardápio que parecia impossível de escolher de tão bom. Optamos por uma deliciosa pasta acompanhada de um vinho local.
Enquanto saboreávamos o prato, não consegui conter minha curiosidade.
– O que você fez durante esses três dias, Vittorio? – perguntei, tentando soar casual.
Ele fez uma pausa, pousou o garfo no prato e olhou para mim com aquele sorriso despreocupado de sempre.
– Estive em alguns lugares, bela.
Minha testa franziu ligeiramente, e antes que eu pudesse me conter, continuei:
– Mas você nem me falou nada.
Ele soltou uma risada curta, baixa e carregada de uma confiança irritante.
– Por que tenho que te dizer?
Suas palavras me deixaram sem jeito, e minha vontade era de desaparecer debaixo da mesa. Desviei o olhar, mexendo no guardanapo em minhas mãos.
– Eu fiquei preocupada... – confessei em voz baixa, quase como se falasse comigo mesma.
Ele se inclinou um pouco na direção da mesa, olhando nos meus olhos, e respondeu com uma voz rouca e segura:
– Como te falo, bela? Sou livre. Sou um homem livre!
Antes que eu pudesse digerir suas palavras, ele sorriu, inclinou-se novamente e me deu um beijo rápido, como se aquilo encerrasse o assunto. Voltou a beber seu vinho tranquilamente, como se nada tivesse acontecido, enquanto eu tentava esconder a mistura de constrangimento e leve tristeza que me invadiu.
Apesar de sua resposta, havia algo nele que me prendia. Talvez fosse o mistério, a liberdade que ele ostentava, ou a maneira como me fazia sentir ao mesmo tempo desejada e confusa. Eu sabia que Vittorio era diferente de qualquer outro homem que já conheci, e talvez fosse exatamente isso que me fazia continuar.
Ele se aproximou de mim enquanto saíamos do restaurante, sua mão firme segurando a minha, mas ao mesmo tempo havia uma suavidade nos gestos dele. Sua voz rouca e cheia de charme sussurrou perto do meu ouvido:
– Sabe o que eu quero hoje?
Eu virei para ele, sentindo um arrepio percorrer minha espinha, e perguntei:
– O quê?
Ele sorriu, aquele sorriso que misturava mistério e confiança, e respondeu:
– Você toda para mim.
Eu não consegui conter um pequeno sorriso e disse, com um tom brincalhão:
– Acho que você não merece.
Ele arqueou as sobrancelhas, como se estivesse realmente intrigado, e perguntou:
– Mas por quê?
Eu balancei a cabeça, tentando não parecer tão envolvida, e respondi:
– Não sei...
Ele inclinou a cabeça, fixando seus olhos nos meus, e insistiu:
– Claro que mereço. Vamos para a montanha.
Eu ri, surpresa com a ideia.
– Como assim, Vittorio?
Ele sorriu ainda mais, aquele sorriso que fazia parecer que ele sabia exatamente o que estava fazendo.
– Vamos. Eu vou te mostrar as montanhas que tem em Nápoles.
Eu ri novamente e retruquei:
– Você esquece que sou turista. E ainda estou aqui para um intercâmbio.
Ele deu de ombros, como se isso não fosse relevante, e respondeu:
– Mas você vai gostar. Amanhã? Amanhã é outro dia, bela.
Sem esperar outra resposta, ele chamou o garçom, pagou a conta e, com aquele jeito confiante e quase hipnotizante, segurou minha mão.
Caminhamos até o carro, e eu sabia que estava entrando em algo inesperado, mas a ideia de descobrir o que ele planejava fazia meu coração bater mais rápido. Vittorio era como um vento que me levava para onde queria, e, naquele momento, eu estava disposta a deixar que ele me guiasse.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Claudia
Menina tomá juizo como disse está como turista e isso pode lhe causar boas dores de cabeça 🤔🤔♾🧿
2025-01-19
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