Terça-feira 13 de Março de 2020
O lugar estava pulsando com uma energia vibrante, lotado de pessoas perdidas em suas próprias realidades. O som do bass ecoava, criando uma trilha sonora envolvente para a noite. Casais se moviam em um balé sincronizado, alguns perdidos na música, outros sussurrando promessas ao pé do ouvido. O cheiro de maconha pairava no ar, entrelaçado com o aroma adocicado de perfumes e o odor forte de álcool.
“Já volto,” foi tudo o que Carlos disse antes de desaparecer na multidão, deixando Isabela e Amanda sozinhas no caos animado que era a festa.
Isabela se sentia deslocada, como uma peça errada em um quebra-cabeça pecaminoso e vibrante. Seus olhos analisavam o ambiente — as luzes piscando, os corpos se movendo juntos na pista de dança, e os risos altos misturados ao som pulsante da música. Ela respirou fundo, tentando encontrar algum ponto de ancoragem naquele mar de estímulos.
"Você está muito tensa," disse Amanda, agarrando a mão de Isabela com um sorriso malicioso. Antes que ela pudesse protestar, Amanda já a puxava em direção à pista de dança. "Vem, Isabela! Você precisa se soltar!"
Isabela hesitou, seus olhos nervosos varrendo a multidão de pessoas desconhecidas. "Me soltar?" perguntou, incerta, com uma risada nervosa.
"Exatamente! Não dá para ficar parada desse jeito," insistiu Amanda, com uma energia contagiante. Percebendo que Isabela ainda parecia hesitante, Amanda mudou de tática e a arrastou até o bar improvisado no canto da sala.
"Uma dose para ela," pediu Amanda ao homem que estava servindo as bebidas. Ele assentiu com um sorriso, encheu um copo vermelho com uma mistura colorida e entregou a Amanda.
Amanda virou-se para Isabela, erguendo o copo em um brinde simbólico. "Aqui, toma isso! Prometo que vai ajudar," disse, entregando o copo para Isabela com uma piscadela.
Isabela olhou para o copo e depois para Amanda, sentindo a pressão de corresponder à animação da amiga.
"O que é isso?" Isabela perguntou, sua voz tingida de dúvida, mas a curiosidade começava a vencer.
"Não se preocupe com isso! Bebe logo,"Amanda insistiu, com um sorriso travesso. "Vai me agradecer mais tarde."
Isabela hesitou por um momento, mas a determinação de Amanda era contagiante. Ela levou o copo aos lábios e, ao beber, sentiu o líquido descer como um gato pela garganta, provocando uma tosse involuntária. Amanda soltou uma risada, vendo a reação da amiga. "Isso!"
Isabela a olhou, os olhos arregalados, misturando um pouco de choque com diversão.
"Agora vamos dançar!" Amanda exclamou, puxando Isabela para o centro da pista “Precisamos ser vistas.” A música estava em seu clímax, pulsavam em um ritmo frenético. As batidas ressoavam nos corpos, e logo Isabela se viu movendo-se, lentamente se soltando. Com cada passo, a ansiedade que a acompanhava parecia se dissipar, enquanto ela se permitia desfrutar do momento.
Sorrindo enquanto se deixava levar pela música. E ali, no meio daquela multidão, ela começou a entender que, às vezes, deixar-se levar pode ser exatamente o que se precisa.
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Atualizado até capítulo 111
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