Sara saiu do escritório de Theo sentindo uma mistura de emoções. As palavras dele ainda ecoavam em sua mente. Ele lhe havia oferecido proteção, não apenas como empresário, mas como dono da máfia. Ela não sabia exatamente o que isso significava, mas parecia ser a única oportunidade de sair daquele pesadelo.
Quando ela se aproximou da sala onde Marta estava, a mulher a olhou com um sorriso curioso, mas logo sua expressão se transformou em preocupação ao perceber a expressão distante de Sara. Marta se levantou rapidamente, aproximando-se dela.
— E então, querida? Como foi? — Marta perguntou, ansiosa para ouvir a resposta.
Antes que Sara pudesse dizer qualquer coisa, Theo entrou na sala com passos firmes e parou ao lado de Sara. Ele olhou diretamente para Marta, com uma leveza nas palavras que contradizia a gravidade da situação.
— Nós vamos nos casar. — Ele disse, com uma calma implacável.
Marta ficou paralisada, o choque evidente em seu rosto. Ela olhou para Theo e depois para Sara, tentando processar o que acabara de ouvir. Ela não entendia o que estava acontecendo. Casamento? Como assim?
— O quê? — Marta perguntou, com a voz um pouco trêmula. — Theo, como assim? Você... você mal a conhece.
Theo olhou para sua mãe com uma expressão impassível, mas sua voz foi firme quando respondeu.
— Eu explico depois, mãe. Agora, vamos tomar café. — Ele fez uma pausa, observando o semblante preocupado de Marta. — E depois, Sara e eu vamos ao shopping comprar algumas roupas para ela. Ela não tem nada.
Sara sentiu uma leve pressão no peito ao ouvir aquelas palavras. Comprar roupas? Para ela? Era uma realidade diferente, mas ao mesmo tempo parecia ser algo necessário. Ela ainda não sabia o que pensar, mas estava claro que sua vida tomaria um rumo completamente diferente agora.
Marta, ainda atônita, olhou para Theo e depois para Sara, sem saber como reagir. Ela suspirou e assentiu lentamente.
— Tudo bem, então. Vamos tomar o café.
O clima estava tenso, e as perguntas de Marta estavam suspensas no ar. Theo, no entanto, parecia determinado, e Sara, por mais que estivesse confusa, não sabia o que mais fazer além de seguir os passos dele. Ela tinha aceitado a proposta, e agora, mais do que nunca, ela precisava se manter firme.
Após o café da manhã, Sara se sentiu um pouco mais tranquila, mas ainda perdida com a mudança drástica em sua vida. Antes de saírem para o shopping, ela olhou para Theo, hesitante, e então perguntou:
— Theo, posso ir a um lugar antes de irmos?
Ele olhou para ela, avaliando a situação, e então assentiu.
— Claro, pode. — Ele respondeu, com uma calma que parecia estar sempre presente em sua postura.
Sara agradeceu e, quando saíram da mansão, ela deu o endereço para o motorista. O trajeto foi silencioso, e Theo se limitou a observá-la de longe, sem perguntar o que a fazia voltar ao seu antigo lar. Mas, assim que chegaram ao destino, ele não conseguiu deixar de perguntar:
— Onde estamos, Sara?
Ela olhou pela janela, vendo sua antiga casa, e então respondeu, com uma calma que parecia não combinar com o turbilhão de emoções em seu interior.
— Na minha casa. — Ela disse, sem encará-lo.
Quando desceram do carro, a recepção foi instantânea. Os empregados da mansão, ao verem Sara, se aproximaram rapidamente, sorrindo com alegria.
— Senhora Sara, como está? — Um dos empregados perguntou, com um sorriso acolhedor. — Sentimos tanto sua falta!
Sara forçou um sorriso, sentindo um nó na garganta ao ver as pessoas que sempre a trataram com carinho. Ela estava em um lugar que, em outro momento, significaria segurança, mas agora, tudo parecia estranho.
— Onde estão Lúcia e Maria? — Perguntou, com uma expressão séria.
Os empregados se entreolharam por um momento antes de responder.
— Elas estão nos quartos, senhora. — Um deles disse, cuidadosamente.
— Chame-as para cá, por favor. — Sara ordenou, com uma firmeza que ela mesma não reconheceu em sua voz.
Alguns minutos depois, Lúcia e Maria desceram para o andar de baixo, ambas com expressões desconfiadas. Quando viram Sara ali, com Theo ao seu lado, a surpresa foi evidente. Lúcia ficou completamente paralisada, e Maria soltou um suspiro, parecendo não acreditar no que estava vendo.
Sara, agora de pé, observava ambas com uma frieza que não mostrava em seu rosto. Theo, por sua vez, se manteve em silêncio, observando a cena com olhos atentos, pronto para agir se necessário.
Lúcia, ainda em choque, olhou para Theo e depois para Sara, sem palavras, completamente sem reação. Ela parecia um pouco confusa e incomodada com a presença do homem ao lado de Sara, que, por sua vez, estava tão imponente quanto ele.
Sara sentiu um frio na barriga, mas não se deixou abalar. Ela sabia o que precisava fazer. Olhou para Lúcia e Maria com uma expressão determinada.
Sara observava Lúcia e Maria com um olhar desafiador. O silêncio na sala era pesado, e o impacto da sua presença parecia desestabilizar as duas.
— O que foi? Viram um fantasma ou pensaram que se livrariam de mim tão fácil? — ela perguntou com uma ironia na voz. — Eu só vim aqui para dar um aviso a vocês: saiam da minha casa. E para comunicar que logo assumirei a empresa do meu pai.
Nesse momento, Lúcia sorriu, como se estivesse se sentindo em vantagem.
— Você não pode fazer isso, Sara. — Lúcia falou, com um tom de certeza, como se estivesse completamente no controle.
Sara não deixou a afirmação passar. Ela a interrompeu com firmeza:
— Eu posso sim, porque estou noiva de Theo. — Ela olhou para Theo, que permaneceu em silêncio, observando a cena. — E vou assumir tudo o que é meu por direito.
Lúcia e Maria trocaram olhares desconfiados. Ambas pareciam incrédulas com o que Sara acabara de dizer. No entanto, a dúvida não durou muito. Theo, em um movimento rápido, agarrou Sara e a beijou na frente de todas, deixando claro para Lúcia e Maria que sua palavra era a última.
O beijo durou apenas alguns segundos, mas foi o suficiente para que Lúcia e Maria ficassem completamente atônitas. Sara, com um leve sorriso no rosto, olhou para as duas e, sem perder a compostura, falou:
— Agora, escutem bem: vocês têm meia hora para sair da minha casa. Não quero mais ninguém aqui.
Lúcia e Maria ficaram em silêncio, mas o ódio nos olhos delas era palpável. Elas estavam furiosas, mas sabiam que não tinham escolha. Não podiam fazer nada contra a decisão de Sara e, ainda mais, não podiam desafiar Theo, que já estava claramente ao lado dela.
Sara então se virou para Theo e disse:
— Vou ao meu quarto pegar minhas coisas. Vou levar tudo o que preciso para sua casa .
Theo assentiu com um breve movimento de cabeça, e Sara subiu as escadas, seu passo decidido. Enquanto isso, Lúcia e Maria se retiraram para seus quartos, murmurando palavras de raiva entre si, incapazes de esconder o ódio que sentiam pela nova situação.
Aquela casa, que antes era delas, agora parecia pertencer a outra pessoa uma pessoa muito mais forte e determinada.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 43
Comments
leyde
é isso aí garota,mostra que vc será a dama da máfia e,manda ir logo conversar no andar de baixo com o parente delas
2025-03-20
6
Anamaria Dos Santos
Theo seguro que de um fim nelas o mais rápido possível essas cobras vão dá trabalho 🐍🐍🐍🐍
2025-03-20
1
Cristina Vichino
estou achando ótima. vamos ver como a Sara se sai nessa empreitada
2025-03-25
1