A fuga da noiva

Dois dias se passaram voando para o desgosto da princesa, ela mal se recuperara daquela noite, e da vergonha de andar seminua na frente de todos, não saiu para passear e ir até o beco do comércio desde então, não queria ser vista, por ninguém, a princesa estava triste e em briga constante consigo mesma.

Por mais que ouvisse os conselhos de sua vó, não queria acabar seus dias com um rapaz igual a Sant, os amigos dele eram os melhores nas justas, um deles ganharia o prazer de sua mão, e sua vida seria um inferno completo.

Desde o dia de sua emancipação seu irmão a tem tratado com certa deferência, os olhares dele a incomodavam, ele batia a sua porta e trazia flores, frutas e até conchas do mar, ele sabia que ela as amava, desconfiada das intenções do irmão ela quis por um fim naquilo.

__ Sant, você acaso não esqueceu que somos irmãos não é?

__ Não esqueci coisa alguma, por que a pergunta, querida irmã?

__ Estas me tratando diferente, até me olha diferente.

__ Ah, você gostaria que eu continuasse a trata-la como criança? eu sempre soube que gostava de nossas brincadeiras.

Sant se aproximou dela , estava tão perto que ela pode sentir seu hálito, cheirava a conhaque da Vila, ela se afastou, mas atrás de si só havia a parede.

__ Vá embora Sant, ou eu grito.

__ E por que haveria de gritar, querida irmã? não estou te batendo como antes, e você nunca gritou, porque faria isso agora.

Chele estava nervosa, seu irmão estava fora de si, ele se encostou mais nela e ela pode sentir algo rígido entre as coxas dele.

__ Sant, se afaste de mim agora, não quero machuca-lo.

Ele riu afastando o corpo do dela que respirou aliviada, o que estaria se passando na cabeça de seu irmão.

Sabia que alguns de seus antepassados casaram irmãos afim de ver se a linhagem voltava mais forte, o que não deu certo é claro. Mas ela jamais teria nada com o irmão, ele era muito bonito e galante, mas ela não o via como homem, se seu pai soubesse disso era capaz de mata-lo.

Sant continuava encostado a porta do quarto e Chele tentava em vão persuadi-lo a sair, mas ele estava irracional a bebida afetara mais ainda o pouco senso que tinha, Ela poderia gritar, da janela todos ouviriam e correriam para ajuda-la, ou ela podia simplesmente lançar o irmão porta a fora com seus poderes, poderia faze-lo se jogar lá embaixo se quisesse, Sant se aproximou novamente, e ela se debruçou sobre a janela.

__ Nem mais um passo Sant.

__ Você vai me dizer que prefere ficar com qualquer um desses pulhas a mim?

__ Você está senil? aonde ficou o resto de seu juízo? és meu irmão mais velho, devia me proteger e não me ameaçar.

__ Mas eu quero protege-la, venha comigo, vamos embora, nos dois formaremos uma nova tribo, ou nos juntaremos aos sem lei, lá não temos que seguir regras e nem obedecer ninguém.

__ Você não está bem Sant, vai embora ou vou contar para nosso pai.

Ele começou a se aproximar dela ameaçadoramente, Chele não teve outra opção, não poderia machucar o irmão, nem mesmo ele agindo como um idiota, então pulou da janela e pousou no chão como se tivesse simplesmente pulado de um galho e não de uma torre.

Olhou para cima e viu a fúria no olhar do irmão, ela correu dali a procura do pai, mas não o encontrou, então foi em busca de sua ama, contou a ela o que houve e pediu que não a deixasse mais sozinha, o irmão estava fora de si.

A ama preocupada obedeceu sabia bem da fama de Sant, não permitiria que ele fizesse mal a irmã, mas não sabia ela que o medo de Chele era o oposto, ela não queria ferir o irmão, mas se ele a encurralasse novamente, não teria escolha.

__ Você precisa prevenir seu pai princesa.

__ Não posso, ele matará meu irmão por isso, talvez ele só esteja passando por uma fase difícil, estava bêbado, talvez nem lembre do que fez pela manhã.

__ Você o protege demais menina, sempre foi assim, mas se tudo aconteceu como me dizes, ele passou dos limites.

Chele passou o resto do dia seguindo a ama por todos os lados, não viu mais seu irmão, talvez o ato dela mais cedo, tenha lembrado a ele que se ela quisesse podia feri-lo, podia defender -se.

A noite ela fechou a pesada porta de seu quarto e a selou com um feitiço, ninguém entraria sem que ela quisesse.

Sant estava hipnotizado pela irmã, nunca antes havia prestado atenção nela, quando a viu quase sem roupas, não conseguia tirar os olhos de seus seios, eram tão bonitos e firmes, as auréolas eram pequenas e rosadas, olhou também para o umbigo dela, e um pouco mais abaixo, os pelos pubianos haviam sido aparados, e apenas uma fina camada cobria sua púbis, ele sentiu vontade de sentir seu membro se apertar ali dentro dela.

Sabia que seu pai e seu povo jamais aceitaria um relacionamento entre eles, na mente de Sant, sua irmã também o queria, estava apenas com medo do pai e do julgamento, então ele soube dos sem lei e decidiu fazer a proposta a irmã antes que ela fosse forçada a casar com um outro qualquer.

Alguma coisa havia mudado dentro dele e ele não sabia quando e nem porque, então se deixou levar pelos sentimentos que o dominavam, Sant não fazia ideia que tudo que sentia não passava apenas de uma ilusão, causada por um feitiço simples feito por uma de suas amazias, porém ela não imaginava que o feitiço sairia errado.

Kendra era a filha de um pastor, era uma jovem bonita e ingênua, não possuía dons mágicos e nem olhos com a marca, porém sabia usar as ervas e os feitiços antigos a seu favor, herdara de sua mãe um livro com pequenos feitiços, nada poderoso, eram mais curas, apaixonantes, alguns capazes de causar a morte.

Sant viu Kendra pela primeira vez nas colinas, quando ela levava a refeição de seu pai, esperou ela voltar pelo caminho sozinha e a seguiu, logo a alcançou e puxou assunto, a moça era ingênua, mas sabia quem ele era, o príncipe.

__ Então, você sempre anda por aqui? como se chama?

__ Me chamo Kendra, meu senhor!

__ Um belo nome para uma bela menina, você quer passear comigo Kendra?

A princípio ela se negou e correu para sua casa, nos dias seguintes Sant tornou a segui -la, até que ela cede-se e aceitasse o convite dele, numa tarde ela aceitou e ele a levou floresta a dentro, a tratava com carinho no começo, se beijavam e se tocavam apenas e depois ela corria para casa, por algum tempo foi assim, até que Sant quis algo a mais, jurou amor eterno a Kendra, disse que ela seria rainha ao seu lado, e ela acreditou.

__ Você jura meu senhor, jura que me ama? que eu sou a única em sua vida?

__ Sim, eu juro.

Assim naquele dia Sant deflorou Kendra, roubando sua inocência e despertando seu desejo de mulher, por algum tempo ele continuou com ela, ela era bonita e o satisfazia bem, porém logo enjoou dela e partiu em busca de novas conquistas, ele apreciava aquele ritual, correr atrás, ganhar a confiança e se satisfazer até cansar só para abandona-las depois.

Algumas choravam e corriam atrás dele, porém ele as chamava de loucas e mandava embora, algumas precisavam ser ameaçadas, afinal ele era o príncipe herdeiro do trono, faria o que quisesse.

Mas Kendra não lidou bem com a rejeição, procurou em seu livro um modo de causar em Sant a mesma dor que ela sentia agora, não queria feri-lo fisicamente, iria deixá-lo apaixonado, perdidamente apaixonado por ela, e o rejeitara, fazendo -o passar pelo mesmo tormento que ela, e assim ela o fez, porém o feitiço tinha algo a mais que ela não sabia, após tomar a poção, ele se apaixonaria pela primeira pessoa que visse ao acordar, mas Kendra achava que ele amaria a ela pôr ter sido quem fez a poção. Pobre Kendra mal sabia o que fazia.

Pela manhã Sant acordou normalmente já imaginando qual de suas amazias veria naquele dia, quando a criada trousse o leite de cabra que ele sempre bebia, o tomou com vontade como sempre, mas aquilo não era apenas leite, a poção de Kendra estava lá dentro, Sant se trocou e foi até o quarto da irmã, naquele dia ela iria passar pelo rito, queria desejar boa sorte, amava a irmã apesar de não se entenderem bem e de culpa-la pela perda da mãe

Sant olhou pelos corredores e não havia ninguém, estranho os corredores sempre eram agitados pela manhã, caminhou até a porta do quarto da irmã, quando abriu ouviu muitas vozes, e a irmã reclamava de qualquer coisa, a primeira coisa que viu, foi as pernas da irmã, cobertas apenas por uma fina malha transparente, subiu mais os olhos e viu seus órgãos íntimos, ela cruzou as mãos em torno deles o escondendo, Sant subiu os olhos pelo colo da irmã, os seios dela eram firmes e bem feitos, quando chegou ao rosto dela, seu coração chegou a parar por um instante, aquela não era a irmã dele, não podia ser a mesma, diante dele estava a mais bela mulher que já vira, ele queria casar com ela, ter filhos e toda essa besteira.

Mas a irmã virou -se e mandou ele ir embora. Sant não sabia o que tinha mudado dentro dele, mas algo mudou.

Nunca antes tinha olhado para irmã como mulher, agora que a viu, não conseguia pensar em mais nada, então começou seus planos de tê-la para si, a convenceria que era o melhor para eles.

Mas a irmã parecia manter gostado disso, por mais que ele investisse ela fugia, e negava-se a dar-lhe seu amor, mas algo dizia a Sant que ela estava apenas com medo do pai, então faria tudo para persuadi-la.

O torneio se seguiu no dia seguinte, Chele não falou com seu pai, só queria que aquilo tudo acabasse logo, viu vários rapazes lutarem entre si e disputarem sua mão, todos passavam por ela lançando olhares apaixonados e soltando beijinhos antes da luta.

Ela estava entediada e mal prestava atenção neles, mas volta e meia pegava seu irmão lhe dirigindo olhares quentes, ela não pôde mais se conter e decidiu contar ao pai o que houve.

__ Pai, preciso falar.

__ Não é hora Chele, seus pretendentes merecem sua total atenção.

Irritada ela não via como chamar a atenção do pai para o assunto.

__ O senhor não viu nada estranho? digo, onde está meu irmão?

O rei passou os olhos em volta e viu o filho petrificado olhando para a irmã, sequer notou o olhar do pai.

__ O que está se passando? porque ele não tira os olhos de você?

__ Ele tem agido estranho comigo, pai. Invade meu quarto e me diz coisas impróprias.

__ Chele você não está querendo apenas se safar do torneio está?

__ Olhe para ele pai, apenas olhe.

Chele levantou e sentou mais a frente, os olhos de Sant a seguiram, passado um tempinho tornou a se sentar ao lado do pai que observava o filho, e Sant a seguia com os olhos, Marsh não gostou nada do modo como Sant olhava para irmã.

__ Que coisas impróprias seu irmão tem lhe dito?

Chele olhou para as mãos envergonhada ainda sem ter certeza de que seria o certo falar com o pai.

__ Diga filha, não a punirei por isso, você de certo não teve culpa alguma.

__ Ele disse que eu era bonita, e tentou me tocar nos seios, disse que tinham os que casar, e que devemos fugir para ficar com os sem lei.

O rei urso ergueu-se de seu assento e gritou com tamanha fúria que todos pararam para olhar o que houve.

__ O quê? ele não ousaria cometer tal despautério.

__ Sente-se pai, acaso acha que eu estou mentindo?

__ Sei que não está, a conheço bem demais, e o conheço também, mas não imaginei que ele pudesse chegar a tal ponto.

__ Pai, isso nunca se deu antes, ele age assim desde o dia de meu rito, notei em seu olhar algo diferente.

__ Porque não viestes até mim neste mesmo dia? acaso concorda com a loucura dele?

__ Claro que não. Mas alguma coisa me diz, que ele não está agindo assim por vontade própria.

__ Acha que está sendo obrigado? mas por quem? como soube dos sem lei?

__ Todos sabem deles pai. Eu peço que não o puna pai, eu acho que alguém tentou conjurar um feitiço de amor para ele, e algo deu errado, eu posso tentar desfazer, só preciso saber quem foi e porque

__ Tem certeza de que não são mesmo os sentimentos dele?

__ Tenho pai, eu sinto.

__ Lhe darei este voto de confiança, mas se ele toca-la, eu nada poderei fazer para defende-lo.

Chele concordou.

Pediu ajuda aos ancestrais e eles mostraram a ela o caminho, após os torneios Chele se viu no bosque sagrado, a beira do lago uma jovem chorava, era Kendra, ela não precisou nem se aproximar mais para saber o que se passava, ouviu os pensamentos da moça, mas ela nunca antes havia ouvido pensamentos de ninguém, achou que era um favor concedido pelos ancestrais.

Ouviu a dor dela, e soube que não agiu por maldade, saiu dali com cuidado para que a outra não notasse sua presença e foi a procura das ervas para desfazer o feitiço no irmão.

Misturou tudo e pediu que a criada fizesse ele beber tudo, assim que bebeu Sant voltou a si, mas algo nele havia mudado, ele passou tempo demais observando a irmã, já podia se controlar e jamais a encurralaria novamente, mas em seu coração o desejo de ter a irmã como sua ainda gritava.

Capítulos
1 Da dor ao amor
2 Não se assuste
3 Revelações
4 Selim, o mago
5 Coração quebrado
6 Sandra, a bruxa de olhos rosa
7 Nova era
8 Jorah
9 O reinado de Jorah, o iluminado
10 Amália
11 Sentimentos
12 Clamor
13 Um pouco de paz
14 A queda de Selim, o mago
15 Chele, a princesa
16 Cada coisa em seu lugar
17 Ritual de passagem
18 A fuga da noiva
19 De volta as masmorras
20 Noivo escolhido
21 E o tempo parou
22 FUTURO ( Florence renasce)
23 Experiências hot
24 Victória
25 Ousadias no carro
26 Milagres
27 Violenc acorda
28 A cidade de pedra
29 Confiança
30 Violenc ressurge das cinzas
31 Uma ajudinha?
32 Chamado estranho
33 cenas quentes
34 Ínicio de uma nova vida
35 Dentro da cidade
36 Inesperado
37 Pompéia 2
38 Despertar lento
39 A cidade começa a reviver
40 Foco na missão
41 Pausa pra respirar
42 Milagre ou magia
43 Impossível disseram eles
44 Junção dos tempos
45 Fatos e mais fatos
46 Vim em paz
47 Encontro real
48 Marsh confuso
49 Princesa adormecida
50 Mais perto do destino
51 Amor a primeira vista
52 A princesa desperta
53 E agora princesa?
54 A verdade aparece
55 Momentos
56 Novas amizades
57 Encontro de almas
58 Desconexões
59 Provocações
60 Leon e Chele
61 Sentimentos
62 Preparativos
63 Ciumes
64 Apaixonados
65 Avassalador sentimento
66 passeios novos
67 Em chamas
68 Passional
69 Intrigas
70 Desafetos
71 inconsequência
72 Cada coisa em seu lugar
73 ousadias
Capítulos

Atualizado até capítulo 73

1
Da dor ao amor
2
Não se assuste
3
Revelações
4
Selim, o mago
5
Coração quebrado
6
Sandra, a bruxa de olhos rosa
7
Nova era
8
Jorah
9
O reinado de Jorah, o iluminado
10
Amália
11
Sentimentos
12
Clamor
13
Um pouco de paz
14
A queda de Selim, o mago
15
Chele, a princesa
16
Cada coisa em seu lugar
17
Ritual de passagem
18
A fuga da noiva
19
De volta as masmorras
20
Noivo escolhido
21
E o tempo parou
22
FUTURO ( Florence renasce)
23
Experiências hot
24
Victória
25
Ousadias no carro
26
Milagres
27
Violenc acorda
28
A cidade de pedra
29
Confiança
30
Violenc ressurge das cinzas
31
Uma ajudinha?
32
Chamado estranho
33
cenas quentes
34
Ínicio de uma nova vida
35
Dentro da cidade
36
Inesperado
37
Pompéia 2
38
Despertar lento
39
A cidade começa a reviver
40
Foco na missão
41
Pausa pra respirar
42
Milagre ou magia
43
Impossível disseram eles
44
Junção dos tempos
45
Fatos e mais fatos
46
Vim em paz
47
Encontro real
48
Marsh confuso
49
Princesa adormecida
50
Mais perto do destino
51
Amor a primeira vista
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A princesa desperta
53
E agora princesa?
54
A verdade aparece
55
Momentos
56
Novas amizades
57
Encontro de almas
58
Desconexões
59
Provocações
60
Leon e Chele
61
Sentimentos
62
Preparativos
63
Ciumes
64
Apaixonados
65
Avassalador sentimento
66
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67
Em chamas
68
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