Se dirigiu ao acampamento com seus homens malignos, lá encontraram esteiras, peles e comida e vinho, também lenha para fazerem uma fogueira e carne de carneiro para ser assada, os soldados ficaram agradecidos.
Amália mandou seus melhores homens ficarem de vigia, caso eles mudassem de ideia, ou tentassem atacar a cidade.
Mas no dia seguinte eles seguiram seu rumo.
As notícias eram aterrorizantes, Selim o mago se recuperou e agora caçava e matava a todos os seus, tomado por um ódio ainda maior, caçava ainda o perfume de Lira, mas seu perfume já não existia, Amália estava preparada para enfrenta-lo se fosse preciso, ela e Florence eram os últimos com dons pelo que ela sabia, Selim os caçaria até encontrar.
Não bastasse isso, os paladinos negros continuavam sua expedição, vez ou outra matavam um de seu povo, que se descuidada e deixava os olhos a mostra.
No dia que Florence fez vinte primaveras, os paladinos negros chegaram sem avisar, todos estavam comemorando o aniversário do seu jovem rei, e nenhum lembrou -se do chá.
Quando os paladinos viram seus olhos brilhantes e coloridos, não pensaram duas vezes, ergueram suas espadas e mataram a todos um por um, Amalia vendo aquilo lançou uma cortina de fumaça sobre todos, com a ajuda de Florence tirou tantos quanto pôde do seu povo dali. cinquenta pessoas ao todo fugiram da cidade que agora queimava.
Amália não conseguiu salvar seu marido, Florence chorava a perda de seus amigos, de seu pai e de sua família.
__ O que faremos mãe?
__ O que sempre fizemos meu filho, vamos nos esconder, reerguer nosso povo e lutar contra eles e contra Selim.
Florence assentiu e correu em busca de um local seguro, a uns cem quilômetros encontrou uma caverna, guiou o que restou de seu povo até lá. Alguns outros que fugiram os encontravam pelos rastros e pistas que deixavam.
Quando passou três dias quase cem dos seus estavam ali.
__ Devemos partir da Grécia o mais rápido possível. Temos que ganhar força contra Selim.
__ Para onde iremos?
__ Os ancestrais nos mostrarão, iremos para um lugar chamado Brasil, lá encontraremos mais dos nossos.
Amália, Florence e os outros seguiram seu caminho, levaram o resto de erva que restou e tomavam para que ninguém soubesse quem eram, embarcaram em um navio e partiram fugindo para o tal Brasil .
Quase um mês depois chegaram, o lugar era bonito, uma imensa floresta verde, cheia de animais selvagens e diferentes, Florence gostou do lugar, correu para explorar, e ficou admirado com o que viu, haviam pessoas marrons que andavam nuas em algumas partes, alguns tinham olhos como os de seu povo, mas ele não se deixou ver, escolheu o melhor lugar para o acampamento de seu povo, uma caverna no alto de uma montanha, de lá poderiam ver quase tudo, e ficava bem no meio da floresta, nenhum paladino iria atrás deles ali.
Montaram seu acampamento ali , Florence corria com o vento espalhando sinais de seus antepassados, para que quem visse fosse até eles.
Ali na floresta ficaram por quase um ano, até que Selim encontrou o povo marrom, ele queimou metade da floresta para caça-los, expondo assim o acampamento, Florence lançou um feitiço de disfarce sobre eles, Selim se foi levando alguns do povo marrom consigo, ele não era mais poderoso igual antes, eram raros os com dons, e eram eles que alimentavam o poder de Selim.
Florence baixou a guarda por uns dias para que se houvesse algum sobrevivente chegasse até ele, as ervas acabaram e seus olhos agora eram visíveis.
Mas quem os encontrou não foi nenhum dos marrons, foram paladinos negros, chegaram a noite em silêncio, mataram os homens de guarda, e todos que encontravam com ou sem olhos coloridos, Florence estava caçando, quando viu uma fumaça se erguendo da direção do acampamento, correu de volta para lá, e viu os paladinos matando seus irmãos, a tenda dele e da mãe era mais longe dali, correu até lá, a mãe estava amarrada na tenda, e alguns soldados a batiam, ele sentiu raiva e partiu pra cima deles, derrubou dois, mas chegaram outros e o seguraram, ele tentou voar, tentou usar seus poderes mas nada acontecia, viu quando atearam fogo no corpo da mãe, e quando tudo queimou, ela não gritou, em seus pensamentos ela lhe disse.
__ Eu não estou ali filho, agora fuja, me vingue, vingue seu povo.
Florence olhou novamente para o corpo da mãe em chamas e gritou, seus olhos brilharam intensamente, a floresta tremeu, e ele se ergueu do solo levando consigo os soldados que o seguravam, um buraco abriu na terra cheio de fogo derretido, Florence puxou um a um os paladinos com seus poderes e os jogou lá dentro, logo não havia mais nenhum, o resto de seu povo o olhava, ele desceu ao chão fechando a fenda, colocou as mãos no chão e lágrimas correram de seus olhos, cada lágrima que caia no solo, dava lugar a uma árvore.
o povo caiu de joelhos e aclamou o nome de Florence, não restava ali mais de cinquenta pessoas, alguns do povo marrom se juntaram a eles quando viram o que aconteceu, Florence estava atormentado, ainda ouvia os pensamentos da mãe, e dos paladinos na sua cabeça, não podia se deixar vencer pela dor, a mãe lhe disse pra vinga-la e ele iria.
Guiou seu povo para outro lugar, depois de dias andando, encontrou duas montanhas geladas, uma de frente para a outra, o lugar era de difícil acesso, seria impossível alguém chegar lá sem ser visto, então ele disse ao seu povo que ali seria seu lar.
O povo questionou, ali não tinha floresta para caçar e pegar madeira seca, não tinha rios, o que fariam ali? Florence estava cansado demais para discutir, voou entre as montanhas e soprou no meio delas, fios de luz coloridos caiam, e logo no lugar do gelo, árvores, grama, e plantações de trigo, milho, arroz, mandioca, nasceram, o povo olhava admirado com o poder de Florence.
Mais a frente por trás das montanhas Florence pisou o solo e um bosque igual ao que tinha no castelo na sua infância cresceu, até a fonte e o Rio estavam lá, ali seria o local de paz dele.
__ O que esperam andem, montam suas tendas, façam as fogueiras de cozinhar e descansem.
Florence lançou outro feitiço ali naquele vale, ninguém poderá entrar sem sua permissão, nem humano, nem mágico. Ele cuidara do que restou de seu povo, e nunca mais homem algum o ameaçaria.
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Atualizado até capítulo 73
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