Clegane esperou até onde deu, mas não ia deixar aquele rei levar sua donzela, ele aproximou -se e atingiu selim com um pedaço de toco de árvore, largou a madeira e agarrou Sabrina antes que ela pudesse gritar ou correr, ele a apertou tanto que ela desmaiou.
Clegane amarrou as mãos e os pés dela com uma corda, e já ia terminar o serviço com Selim quando notou um movimento, Selim havia acordado e se colocado em pé, cambaleante sacou sua espada e encarou o covarde inimigo.
__ Quem és tu, covarde e vil que me atacas por traz? não sabes quem eu sou? pagará por isto com seu próprio sangue.
__ Cala a boca seu, seu, heroizinho de quinta, você morrerá hoje e Sabrina será minha esposa não sua, como deve ser.
__ O que dizes? Por acaso levaste tu uma pancada na cabeça e está delirando?
__ Pensa que pode me assustar com sua espada, eu também tenho a minha.
Clegane mostra sua foice de cortar ossos, enorme e grotesca como ele, Sabrina acorda no instante em que ele investe contra Selim, o som de aço contra aço estrondo altamente pelo bosque, Selim se desequilibra com o golpe, mas recupera-se logo, o carniceiro é alto e forte e sua arma é pesada e grande, porém Selim é ágil e veloz, ele se desvia dos golpes com rapidez e os apara com sua espada, o carniceiro está ficando cansado e Selim vai se aproveitar disso na hora certa, de repente ele tropeça e Selim o acerta com um golpe certeiro no peito, o carniceiro cai no chão tremendo em uma última tentativa ele joga sua foice em direção a selim que se esquiva.
Mas outra pessoa não se esquivou, Clegane sorri e olha sarcástico para Selim
__ Ela, é minha.
Da sua boca saem borbulhas de sangue e Selim olha para traz, seu mundo gira de novo, ele não crê no que vê, não é possível.
As suas costas, amarrada, encostada em uma árvore está Sabrina, a foice não acertou em Selim, mas nela sim, a atravessou em cheio na cabeça, abrindo em duas sua bela face, ela não teve tempo de sofrer ao menos isso.
A dor que invadiu Selim era tamanha que seu coração parecia sangrar, as lágrimas de dor romperam por seus olhos e cego de ódio, Selim arrancou a foice do que restou da sua amada empunhando-a com vigor, ele foi até onde jazia o corpo já sem vida de Clegane, o carniceiro e o despedaçou com tanta fúria, que até os ossos do homem se despedaçaram, Selim se dirigiu ao corpo de sua jovem amada, chorou o quanto pôde, agarrado ao corpo sem vida, amargurado amaldiçoou os deuses que permitiram que sua jovem amada, fosse tão cruelmente morta.
__ Oh, bosque maldito que fostes testemunha de tal atrocidade e nada fizeste, ah arma maldita, eras tu para mim e fostes ter justo com ela, com minha amada, roubando-lhe a vida, deuses malditos como ousam levar a minha amada.
Selim permaneceu ali ao lado de sua amada morta por mais de um dia, até que seu irmão Salazar a pedido de seu pai foi a sua procura, ele foi de bom grado, achando que encontraria seu irmão casado e bêbado desfrutando de sua esposa.
Ao chegar no local Salazar deparou -se uma cena de guerra, um corpo jazia ao chão feito em farrapos, "belo trabalho" ele pensou, quem fez isso?
Mais a frente viu um corpo de uma mulher agora, decerto algum casal de camponeses que foi assaltado, mas é onde estava Selim e sua mulher?
Continuou a procura de seu irmão, até que o achou no rio, as águas estavam vermelhas de sangue e a espada dele jazia igualmente suja as margens.
Ele não achou que o irmão tivesse feito aquilo, então estaria ele ferido? e a mulher?
Ele se aproximou cuidadosamente para espreitar mais de perto, não viu a moça em local algum, será que o irmão havia encontrado sua esposa com outro e os matou? Ele não faria tal coisa, ele não era assim, como ele.
__ Selim! Selim, meu irmão, o que fazes, o que houve ali atrás?
Selim sobressaltou-se, não reconheceu a voz do irmão de imediato, virou -se alcançando sua espada e a apontando para o irmão.
__ Eu, irmão o que fazes? estas louco? o que se passou aqui?
__ Ele, ele a matou, tentou me matar, mas acertou ela, eu o matei depois.
A compreensão caiu sobre Salazar, não houve casamento um salteador qualquer atrapalhou tudo, o irmão estava transtornado, seu semblante era de dor, exaustão e sofrimento, tentando aproveitar -se da situação, ele aproximou -se mais do irmão.
__ Largue a espada irmão acabou, nosso pai o aguarda, está preocupado.
Selim ria nervoso, a razão ainda não havia voltado a seu entendimento. Mas ele obedeceu, largou a espada e saiu do Rio tropeçando, deixou -se cair as margens e chorou feito um menino.
__ Está ferido meu irmão?
__ Não sei! Me ajude Salazar, preciso enterra-la dignamente, e levar a notícia a sua família.
A contragosto Salazar ajudou o irmão, que parecia voltar a raciocinar agora, juntos acabaram uma tumba e enterraram a jovem, Selim pegou para si o lenço que ela usava amarrado a cintura, quanto ao carniceiro apenas o jogaram ao Rio, a foice será entregue ao padeiro para que ele decida o que será feito.
Talvez meu pai decida que Selim não é mais digno após isso, mas não fará tenho certeza, o digno Selim tem crédito suficiente. O bondoso e digno Selim jamais sujara as mãos, ele deve estar em choque ainda, foi a primeira pessoa que ele feriu, a brutalidade com que ele matou aquele homem foi atordoador até mesmo para ele Salazar o torturador.
Selim despertou de sua dor aos poucos , depois de cuidar do corpo de sua amada se dirigiu a casa do padeiro, lá chegando contou o que houve, lamentou pela filha dele e disse a ter vingado, entregou a foice do assassino a ele e disse quem era.
Selim deixou a família chorar sua perda e foi para casa, por quase um mês ficou trancado em seu quarto, se lamentando e amaldiçoado a vida e aos deuses.
Seu pai cansado de ver o filho naquele estado decidiu persuadi-lo a sair de seus aposentos e reagir.
Selim não queria mais viver, afogou-se na dor e na amargura, a cerveja é o vinho eram suas companhias, todas as noites pelas paredes de pedra do Castelo se ouvia os gritos dele, ninguém ousava perguntar nada, seu pai disse a todos que ele estava machucado e que a febre o fazia delirar, apenas duas criadas de confiança sabiam a verdade.
Em uma noite sem lua, negra como o ébano, ele ouviu uma voz, uma doce voz que o chamava, levantou sua cabeça na direção de onde vinha o som, era de fora, apurou a audição e seguiu a voz que o chamava, quando deu Por si estava no bosque, no mesmo lugar onde iria casar com Sabrina, no lugar onde a vida lhe abandonou, caiu de joelhos e chorou sobre a terra.
__ Por que ainda me torturam, oh deuses cruéis, já não fizeram o suficiente com minha vida.
__ Selim! Selim, meu amado, não sabes mais quem sou, não posso descansar, tens que vingar-me.
__ Sabrina querida, es tu? de onde vens, estarei eu louco?
__ Sou eu amado meu, preciso encontrar minha paz, mas tu me prendes, vinga-me amado meu, e seguirei em paz, aguardarei vossa chegada, para juntos estarmos outra vez.
__ O que dizes? eu já vinguei vossa morte, não vês? Aqui também dei fim a vida daquele carniceiro.
__ Por trás dele havia outro, meu amado, um maior, outro que mandou o sacerdote embora, e forneceu ao carniceiro os meios para espiarnos, alguém que o incitou o deixando louco, não foi só culpa dele.
__ Porque o defendes? eu mesmo vi ele matar-te, ele sorriu ao ver o que te fez.
__ Uma bruxa, chamada Sandra, ela o enfeitiçou para espiar-me, ela queria de mim um sacrifício maior para aumentar seu poder, ela queria sangue de inocente, uma vida, vida que nunca pisou na terra, que nunca respirou, mas que é vida.
__ Que dizes, por Deus, não mais me torture.
__ Eu esperava um filho vosso meu senhor, era ele que ela queria, e ela o teve, o usou para libertar um poder negro que há muito havia sumido, ela usou nosso filho para isso, você deve acha-la, e tomar a vida de nosso filho de volta, para que assim eu descanse em paz e siga meu caminho.
__Um filho? oh, deuses sois mais cruéis do que achei, me viraram não só meu amor, mas também o fruto dele, os amaldiçoo mil vezes mais.
O coração de Selim que já estava quebrado de mil formas, perdeu o resto de luz e esperança que havia em si, cego de ódio, decidiu usar seus dias apenas para caçar Sandra a bruxa que acabou com sua vida.
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Atualizado até capítulo 73
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