Praticamente no final da insuportável noite maçante, Fergus caminhou em direção onde Saul estava, trocou apenas duas palavras no com o Presidente dos Estados Unidos e saiu rapidamente sem dar mínima importância, sequer olhando para trás.
Savine estava auxiliando Sâmia na cozinha, a mansão estava lotada e parecia que não esvaziaria nem tão cedo, até porque, os convidados presentes aproveitaram para fortalecerem os laços, estabelecendo conexões praticando o termo mais conhecido no ramo empresarial chamado de “network”.
– Os convidados não vão embora nunca! Meus pés estão latejando e a minha cabeça está começando a doer, será que terei que apelar para um ritual de simpatia com incenso que é mais eficaz do que um raio para expulsar as visitas? – risos –
Sâmia comentou se demonstrando imensamente cansada e sobrecarregada não só pela agitação do evento, mas também, por conta do peso que estava sob a sua responsabilidade principalmente por manter o gerenciamento das equipes no salão em ordem, prezando pelo conforto e averiguando se os visitantes estavam sendo servidos devidamente, zelando também pela preservação e higiene da mansão.
– Sâmia, você e o Jeffrey precisam de alguém para ajudá-los nesses eventos de grande proporção! Principalmente você, que acaba ficando sozinha aqui, já que o Jeffrey fica mais em função do senhor Fergus junto dos outros homens
Savine respondeu amontoando algumas taças que estava sobre a mesa para próxima das centenas de remessas de champanhes que seriam servidos naquela noite, no mesmo instante em as duas conversavam, Fergus apareceu repentinamente na cozinha atrás de Savine e falou
– O que você está fazendo que não sai mais de dentro desse lugar?
Ele rosnou em pergunta enquanto Savine encarava ele e Sâmia ao mesmo tempo surpreendida
– Eu estou executando a obrigação a qual eu fui designada pelo senhor…
Savine respondeu com o coração na boca, voltando ao seu serviço, evitando fazer contato visual com seu patrão
–Sâmia, suspenda todos os serviços nesse exato momento! Quem quiser comer, beber, fechar negócios que façam isso diretamente de suas casas ou qualquer outro tipo de lugar, mas que seja fora da minha mansão, pode ir lá, avisar!
Fergus ordenou fazendo um sinal com a cabeça para Sâmia em direção a porta, onde a governanta entendeu muito bem o recado e saiu imediatamente, deixando ele e Savine sozinhos
– Não olha na minha cara e ficou fugindo de mim o dia inteiro, que porra é essa que está acontecendo com você?
Fergus rugiu rangendo os dentes
– Porque você só sabe falar xingando? Eu não gosto que xingue!
Savine o rebateu irritada
– Já quer mandar em mim, cerejinha? Pois saiba que se for querer mandar em um homem como eu, terá que ser minha, minha mulher e parar de fugir de mim, ouviu bem?
Fergus sussurrou com a voz rouca que seu perfume amadeirado quase deixou Savine inebriada, tonta e quase fora de si
– Então fala isso para sua mulher, aquela que estava ao seu lado te fazendo um carinho no meio salão mais cedo, não eu! Me deixa em paz que estou cumprindo o meu tempo de serviço nesta casa!
Savine retrucou virando as costas para Fergus querendo sumir dali
– Está com ciúmes de mim, cerejinha?
Fergus perguntou tentando se aproximar dela, mais uma vez vislumbrado, desfrutando desse mais novo sentimento que há tempos ele desconhecia, nem imaginava existir
– Para de me chamar disso!!
Savine declarou visualmente ainda mais irritada, porque só de lembrar que o homem que lhe deu o seu primeiro beijo, que curiosamente estava começando a ter sentimentos por ele, estava com outra mulher!
– Essa sua boca cor de cereja me deixa louco! – Fergus respondeu olhando em direção ao lábios a jovem – mas voltando sobre o assunto relacionado a mulher que você viu, eu vou te falar a verdade, porque eu odeio joguinhos e prefiro ser pratico e direto no que eu quero, ela era só mais uma, só mais uma sem importância na minha vida, ela estava atrás de alguém que patrocinasse a sua carreira de atriz e eu atrás de sexo barato, e eu dei um fim nisso, acabei com algo que nem havia começado, que nunca significou nada pra mim!
Fergus finalizou olhando fixamente nos olhos de Savine
– Você não deve me satisfações, eu não sou nada sua, sou apenas uma empregada, cumprindo o tempo de serviço pelo que eu te fiz, ou por um acaso, você esqueceu que fui eu, que te roubei?!
Savine respondeu o relembrando do que fez na intenção de deixá-lo com raiva e o afastá-lo retornando ao seu serviço
– Eu não tenho motivos para esconder nada sobre mim, não tenho rabo preso com ninguém, eu odeio mentiras e eu não vou negar que houve sim, um breve momento que eu queria te ver morta, agonizando, sangrando em qualquer asfalto por aí, mas, bastou um segundo, um segundo apenas, que eu pude ter a certeza que eu mataria qualquer um que ousasse a se aproximar ou encostar um dedo sequer em você, eu não sei que porra de insolência que você fez comigo, que tipo feitiço que jogou pra cima de mim, eu só sei que só em pensar de você longe de mim, eu enlouqueceria, já estou ficando louco com você correndo de mim dentro da minha própria casa, você não entende isso, porra?!
Fergus confessou parte de seus sentimentos que eram conturbados, todos sabiam que ele se tratava de um homem fechado e de comportamento completamente frio e ríspido, mas não se reprimiu por revelar pelo que sentia por Savine, diferentemente de outros homens que tinham receio de revelar o que sentiam por ter a masculinidade frágil, Fergus não tinha medo nada, seu único medo, nesse momento, era de perder a ruiva de olhos azuis parada em sua frente, que tinha o semblante de anjo, anjo esse que ele queria instruir e dominar a sua maneira
– Eu não posso! – Savine negou com a cabeça – Eu tenho todos os motivos pra te odiar, na verdade, eu deveria te odiar, mas, mas eu não consigo! Eu gosto da sua companhia, gosto de estar perto de você, gosto de pensar em você…
Savine revelou deixando Fergus louco se aproximando cada vez mais perto dela, perto de seu rosto, da sua boca…
– Não, por favor, aqui não!
Savine exclamou preocupada
– Eu fiquei o dia inteiro longe de você, cerejinha, porque você correu de mim.. – Fergus sussurrou mais uma vez no ouvido da jovem com a voz ainda mais rouca e carregada de desejo – Vamos sair daqui, solte isso, você não precisa fazer mais nenhum serviço, vem comigo… – Fergus declarou tirando os utensílios de cozinha que estava nas mãos da jovem..
– Eu não posso sair, não posso deixar a Sâmia na mão, não posso fazer isso com ela! Eu prometi que a ajudaria!
Savine respondeu tentando se desviar dele sendo impossível ele era mais rápido e tinha uma excelente percepção de um predador nato
-Você vem por bem, caminhando, ou tenho que te jogar nos meus braços e sair com você por aí, jogada em cima dos meus ombros? Para mim, não tem o menor problema, principalmente a segunda opção, mas quero saber de você, qual vai preferir?
Fergus completou já se preparando para jogá-la em seus braços
– Porque você tem sempre que arrumar duas opções?
Savine rebateu o encarando revirando os olhos
– Porque eu dou as regras, mas sempre com a oportunidade de você escolher, já decidiu, vai andar ou te carrego nos meus ombros??
Fergus perguntou já pegando Savine pelos braços
– Eu vou andando, caminhando, eu vou!
A jovem havia dito se soltando dos domínios de Fergus
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Atualizado até capítulo 91
Comments
sther 💖❣️❣️
eu aceito com todo prazer
2024-12-25
1
Rafael Javarini
aí queria ser a cerejinha dele
2024-11-27
3
Olga Esteves
Estou amando
2024-11-23
0