Fergus Brosnan, 36 anos
Fergus estava deitado dentro de sua cela particular. O cheiro fétido misturado com o odor forte de mofo empoeirado da cadeia o familiarizou relembrando dos velhos tempos de reformatório, quando ele e seu irmão mais novo haviam ficado órfãos após inocentemente seus pais morrerem num trágico acidente de incêndio que foi cruelmente premeditado por uma mulher enciumada ao descobrir a traição de seu companheiro através de um renomado detetive contratado.
Foram dias em que a mulher estava perseguindo seu esposo até o local informado pelo investigador, onde ali seu parceiro passava suas noites de aventuras quentes e amorosas ao lado de seu caso extraconjugal. Foi então que ela colocou seu plano em ação e ateou fogo e gasolina por toda a extensão da área.
Sob as luzes intensas das chamas alaranjadas que rapidamente se alastraram por toda a vizinhança e alcançou as demais casas gerando uma série de explosões, nuvens pesadas de fumaça que trouxeram caos e destruição entre os moradores que nada tinham culpa.
Mas aquela senhora assistia a tudo completamente satisfeita e muito orgulhosa de si mesma; não havia se importado com as terríveis consequências de seu ato ao causar a morte de mais de cinco mil habitantes da pequena aldeia Viking de Njardarheimr, localizada na cidade de Gudvangen que, antes dessa lamentosa catástrofe, a localidade era bastante conhecida como um dos paraísos mais famosos da Noruega com paisagens verdejantes, lagos e vilas costeiras rurais onde Fergus e seu irmão viviam tranquilamente ao lado de seus pais.
A assassina havia sido presa, porém logo foi liberada na sua primeira audiência que ocorreu dias depois de ter efetuado o seu crime já que, por pertencer a uma família de grande influência no território Norueguês, teve o direito ao pagamento de uma bela fiança e ainda debochou no tribunal do júri sem o mínimo de respeito e condolência diante das centenas de vidas que foram bruscamente interrompidas por conta da infidelidade de seu cônjuge somente para satisfazer o desejo de seu ego ferido através de uma mísera vingança, na qual desencadeou traumas e feridas marcadas na alma de quem ficou, e a justiça que deveria ser feita, foi estupidamente falha naquela época onde puniam os mais necessitados e livrava a cara da alta sociedade.
Fergus não achava injusto uma pessoa se defender de uma traição, desde que não envolvessem terceiros e inocentes como aconteceu com a morte de seus pais resultando em uma infância completamente roubada, perdida, e com isso acabou adquirindo uma mente gelida, diabólica e sombria após esses duros acontecimentos.
Ele e seu irmão cresceram no reformatório como dois delinquentes. Eles haviam combinado com o pequeno garotinho de olhos azuis que mais possuía um tenebroso aspecto maligno, em contraste com a sua pouca idade cujo combatia atentamente a qualquer tipo de movimentação em sua volta, a se recusarem a ida para um orfanato.
Em hipótese alguma deixaria um irmão seu desprotegido caso fossem adotados separadamente por algum desconhecido no mundo. Fergus sabia que perderiam o contato e não iria correr o risco de acontecer algum tipo de agressão, abusos ou assassinato como diariamente ocorriam com crianças e adolescentes que, de forma repentina e sem muita explicação pela família adotiva, apareciam mortas e desaparecidas, não, isso nunca!
Optaram por lutar, ferir e até mesmo matar seja lá quem fosse para permanecerem juntos. Pois, descobriram a sujeira do mundo da pior maneira possível, largados e crescidos ali como menores infratores aniquilando garotos de comportamentos bárbaros, revoltados pela infeliz peça do destino. Mas para existir nas trevas era preciso ver a cara da morte para saber que ela está bem viva.
Fergus havia feito muitos jovens inimigos na mesma proporção em que fez muitos aliados. Aprendeu rapidamente a liderar e logo começou a comandar e ser a própria lei daquele lugar com apenas 10 anos de idade. Aos 16 saiu do reformatório e caçou a principal causadora que alimentou seus violentos demônios e movimentou o seu mais profundo inferno particular com sangue nos olhos, cobrou alguns serviços sujos em que foi contratado por grandes contatos e segundos depois ela foi localizada, poucas horas antes dele e seu irmão embarcarem para os Estados Unidos e se associarem a organização criminosa chefiada por Saul Hudson, o Don da máfia norte-americana.
Saul escolhia a dedo jovens garotos com habilidades, inteligência e que não fugiam de uma boa briga no internato para serem seus soldados. Hudson além de chefiar o submundo, ele também chefiava o seu próprio Estado. Conhecido por ser um magnata de sucesso, grande filantropo e sócio humanitário de projetos sociais, utilizou isso muito bem ao seu favor, enxergou todos esses atributos em Fergus e em seu irmão, impossíveis de passarem despercebidos, foram os primeiros a serem convocados com um salário muito bom e estadia cedida pela organização, exatamente tudo que eles precisavam para se instalarem e iniciarem suas respectivas jornadas.
Como estava previsto, antes de embarcar em seu vôo em direção ao seu novo País, Fergus estacionou na frente da casa de sua malfeitora, entrou pelo portão principal sem nenhum pudor e a encontrou tranquilamente com um aspirador de pó em suas mãos realizando a limpeza de uma enorme sala luxuosa enquanto cantarolava sorridente uma canção chamada “My Way” na voz de Frank Sinatra onde a faixa musical exalava a auto afirmação sobre a individualidade e descrevia uma vida vivida sem arrependimentos enaltecendo as escolhas feitas minimizando os erros de que o caminho escolhido valeu muito a pena.
🎶🎶🎶🎶🎶🎶🎶
“…Arrependimentos, tenho alguns,
Mas por outro lado, muito poucos para citar.
Eu fiz o que eu tive que fazer
E continuei fazendo sem isenção.
Eu planejei cada curso traçado,
Cada passo cuidadoso ao longo da trilha,
E mais, muito mais que isso,
Eu fiz isso do meu jeito…”
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Ela vocalizou cada estrofe da canção com louvor, como se estivesse entoando um cântico sagrado. Fergus se lembrou de uma reportagem qual a mulher havia concedido à imprensa em que dizia que Deus havia lhe perdoado e que tudo se fez novo em sua vida, e seu passado já não importava mais.
Fergus pensou em seus pais, e nas outras tantas vítimas desse crime tão absurdo e inconsequente, já não importavam mais? Foram esquecidos somente para aliviar e justificar um assassinato em grande massa usando o nome de Deus em vão?
Sempre que ele se lembrava dessa tal entrevista, a fúria se instalava em sua alma duramente carregada, ele fechou os punhos com tanta intensidade que em seus olhos era perceptível a desumanidade e o desejo árduo de fazer justiça com as suas próprias mãos.
Fergus se aproximou da mulher com agilidade, cravou suas mãos pesadas no pescoço dela e a girou violentamente para si, prendeu seu cotovelo firmemente no queixo e usou seu antebraço nas laterais do pescoço feminino e a apertou com tanta força que ela até tentou gritar amedrontada mas foi rapidamente silenciada por ele.
-Não se preocupe, Eleonor Thomas, assim como você fez naquela noite do dia 25 de Abril em que você matou os meus pais sufocados e queimados vivos pelo fogo na minha casa eu também serei breve em te matar, já decidi a sua sentença e hoje você também vai queimar.
-Socorrooo, nãooo!!! Deus já me perdoou, me deixa em paz!
Ela temeu pela sua vida ao tentar se desprender das garras dominantes de Fergus sendo inútil pela força brutal e o seu tamanho que era três vezes maior que o dela.
-Deus pode até ter perdoado uma assassina filha da puta como você, mas aqui, debaixo do meu poder quem manda e faz o caralho das leis, sou eu!
-Me larga, seu bandido lunáticooo! Eu vou chamar a polícia e eles irão acabar com você!!!
-Sabe, Eleanor, a minha vontade é de queimar você viva bem aqui, no meio dessa sala, seria um espetáculo e tanto pra mim, você não acha?
Eleanor sentiu seu coração quase escapar pela boca com a sensação de medo saltando por suas veias, pelas palavras e a presença sombria e assustadora que Fergus exalava enquanto a música de Frank Sinatra tomava conta do ambiente.
-Essa máquina que você usa para limpar a sujeira desse lugar é ideal para defumar sua alma imunda, e porra, Eleonor, você fede pra caralho! Mas eu sou a pessoa certa para dar um trato em você e te mandar de uma vez para o meu inferno.
Sem perder mais tempo, Fergus pegou uma longa extensão e a conectou na tomada, enroscou os fios no braço esquerdo da mulher que se debatia atordoada lançando uma série de ameaças e xingamentos contra ele.
-Por um momento eu pensei que você estaria chamando por Deus, mas vi que realmente se trata de uma hipócrita desgraçada assim como eu! Somos todos iguais Eleanor, vamos todos para o mesmo lugar. A única diferença entre você e eu é que o tamanho do seu ego te deixou burra e toda vez que eu acender os meus charutos vou me lembrar de você bem aqui, se esturricando, carbonizada como uma puta miserável no meio dessa sala
Fergus soltou uma gargalhada horripilante
-Espero que goste da sua estadia no inferno, mande lembranças a ele por mim.
Fergus ligou o aspirador de pó na extensão elétrica, a corrente de alta tensão atravessou brutalmente o corpo feminino, Eleonor, só teve tempo de gritar já caindo morta no chão da sala, em seguida, ele fechou todas as janelas da casa e caminhou até a cozinha, abriu o registro e a válvula de proteção do gás, girou todos botões do fogão no intuito de aumentar a potência e intensidade de calor sem acender a chama dos queimadores. Quando ele notou o vazamento, acendeu todas as luzes e saiu assobiando da residência.
Fergus caminhou tranquilamente em direção a uma van escura que o aguardava do outro lado da rua, quando a grande explosão aconteceu, a fumaça já havia tomado conta do lugar e pedaços de vidros, madeira, plásticos foram todos arremessados flutuando pelo ar.
Olhou e acenou para uma das câmeras de monitoramento sabendo que seu irmão estava lá, conectado a uma grande rede de computadores que enviava localizações e imagens de segurança em tempo real, era ele quem apagava todo e quaisquer registros de Saul Hudson e seus guardas no reformatório de madrugada para a iniciação e treinamentos da organização, agora ele deletava também os de Fergus. O jovem sabia como derrubar códigos e invadir sistemas de qualquer lugar sem nenhuma dificuldade.
Depois da missão particular, os irmãos Brosnan's se mudaram de vez para os EUA e começaram suas respectivas jornadas na máfia, o chefe da “BlackRock” Saul Hudson tinha a sua própria regra no submundo, todos os seus soldados, conselheiros e subchefes deveriam ter acesso à educação e se formarem em alguma profissão obrigatoriamente em seu campo. No seu código de ética, Hudson costumava dizer: “ Um soldado para chegar ao topo do Mundo não é aquele que apenas sabe manusear uma metralhadora e detém inúmeras habilidades marciais para apagar seja quem for que estiver no seu caminho, na verdade, vai muito além disso. "ESTAR" e se "MANTER" no topo é para líderes, líderes esses que possuem resiliência, estudos científicos e um amplo conhecimento sobre tudo para comandar e dominar o controle sobre homens perigosos.”
Por mérito ao seu monstruoso conhecimento em ciências e tecnologia, Fergus se formou em Engenharia Mecânica e Física Atômica no MIT (Massachusetts Institute of Technology) e estagiou por pouco tempo na Rolls-Royce Industry Corporation. A 3° maior petrolífera que em função de sua genialidade e eficiência em numerosos projetos aprovados pela cúpula da presidência, ganhou notoriedade do diretor executivo Peter Ross e do presidente geral Arthur Campbell.
Fergus elaborou o planejamento da descarbonização de refinarias e usinas petroquímicas por meio da captura de hidrogênio e dióxido de carbono em solos agrícolas, ele utilizou aproximadamente meia tonelada de CO² para sua pesquisa feita em seu laboratório particular onde havia descoberto que se aumentasse a presença de carbono em Terra, contribuiria para saúde e produtividade da cultura e ainda ofereceria outros benefícios como sombra e forragens para os gados amplificando a fotossíntese e retirando os combustíveis fósseis do meio ambiente, isso contribuiu para que ele fizesse um acordo milionário a longo prazo com a “Tess” sua transportadora de armazenamentos como cargas, gases industriais e equipamentos utilizados para fins particulares qual facilitava o esquema de lavagem de dinheiro dos seus negócios ilícitos do submundo assim como seus outros estabelecimentos e comércios internacionais que ele sempre manteve as escondidas utilizando nomes e documentações de fachadas.
O conselho das indústrias Rolls Royce pareciam não se importar com planos de inovações a favor da conservação ambiental, e isso incomodava Fergus ao ponto de fazê-lo implantar, desta vez, sem o aval da diretoria, a produção de biocombustíveis através das microalgas, composta em pasta verde gerada naturalmente em solo que ao passar pelo reator químico são convertidas em óleo refinado usado como uma alternativa energética no etanol, hidrogênio e metano, isso serviu como incentivo no impacto em projetos ativistas o qual ele já havia nomeado de “Green Earth no.1” a fim de despoluir nas mudanças climáticas.
Esse foi o simples motivo que deixaram os líderes da companhia furiosos com Fergus, porém, nesse meio tempo havia uma auditoria silenciosa mediante a pressão dos acionistas, políticos, veículos de informação e o grande público pelo desleixo dos executivos no combate do aquecimento e ebulição global fazendo com que todos fossem afastados de seus respectivos cargos.
Devido ao sucesso do projeto e a descoberta, Fergus foi parabenizado pela bancada política e socioambientalista com o crescente potencial de lucros em novas linhas de negócios.
Fergus chegou bem rápido na liderança e tomou uma breve decisão, incentivado por seu chefe e seu amigo do submundo ele comprou uma grande parte em ações e tornou-se um dos sócios majoritários entre os membros do conselho, foi o mais cotado e eleito para assumir a presidência, que o tornou CEO da Rolls.
Nunca havia restado dúvidas que Fergus se destacava em ser o melhor engenheiro mecânico, físico e gerenciador de projetos daquela companhia, foi ele quem conduziu e comandou o sucesso com sagacidade, tanto que após a sua chegada, alavancou todas as ações de mercado em números muito significativos em anos nunca vistos, onde a Rolls se tornou a única indústria petrolífera a trazer tecnologia e sustentabilidade em um único lugar lucrando mais de 6 trilhões ao ano saindo do 3° lugar para o 1° lugar em pouquíssimo tempo.
Mas o que Fergus sempre quis e realizou com êxito foi fundar a sua própria indústria nuclear a “ Nexus Company”, focada em fabricação de aviões, equipamentos militares, naves aeroespaciais, armas, munições, blindados e explosivos nucleares.
Ele desenvolveu um projeto pessoal e muito significativo em sua companhia chamado “Black Hawk”. Um helicóptero Tiger de uso geral acoplado em um tanque extra capaz de reservar mais de 4 mil litros de água conectado às demais aeronaves, utilizado para auxiliar bombeiros em terra a apagar chamas de incêndio com mais rapidez e segurança.
Ele conseguiu gerenciar muito bem as suas múltiplas jornadas em ser o presidente das indústrias Rolls, o dono da Nexus, empresário e chefiar uma maiores da organizações criminosas norte-americana onde Saul Hudson o nomeou para comandar ao seu lado, se tornando seu braço esquerdo e direito, já que Hudson estava atarefado com a sua agenda de compromisso público e político por ser o governador dos Estados Unidos.
Conhecido por nunca fugir de uma boa briga, até mesmo participava de lutas livres desafiando seu próprio irmão e soldados da organização em duelos dentro de um ringue apenas para se distrair.
Fergus estava há dois dias na cadeia porque presenciou uma tentativa de abuso infantil dentro de um restaurante, onde um sujeito tentava se aproveitar de uma criança e se intrometeu partindo pra cima do indivíduo com uma garrafa de vidro em suas mãos quebrando ao meio e cravando a metade dela no pescoço do homem que caiu morto completamente ensanguentado no chão.
Ele aguardou e se entregou tranquilamente, na verdade, além de defender um ser totalmente indefeso, a sua entrada na prisão tinha um real propósito, havia uma pessoa qual ele queria eliminar e se tratava de um chefe da máfia russa chamado Nikolai Smirnov mais conhecido como o “cara sangrenta” que estava na mira da Interpol por crimes de sonegação fiscal e tráfico internacional de mulheres, Smirnov abandonou o seu país local e a organização que comandava apenas para livrar-se a si mesmo, deixando seus aliados no fogo cruzado.
Munido apenas por um passaporte e documentações perceptivelmente falsas, ele foi condenado e estava cumprindo alguns anos na prisão em solo americano sem direito a extradição e até mesmo comemorou com a decisão por se sentir seguro, pois, sabia que os russos o mataria na cadeia de seu País, mas o que Nikolai não fazia idéia é que por estar no território norte-americano chefiado por alguém que fazia questão da sua caveira, talvez a sua sentença já havia sido julgada por uma autoridade ainda mais poderosa em relação a suprema corte americana.
Fergus estava deitado refletindo nos últimos acontecimentos da sua vida, quando a música “don't cry” da banda Guns and roses terminou de tocar. Após a meia noite, três batidas na grade de ferro foram ouvidas e assim como o combinado entre os policiais que estavam em sua folha de pagamento, a cela em que estava foi aberta e ele saiu em direção a comarca onde Nikolai estava.
Entrou na cela tranquilamente, puxou Nikolai pelo colarinho da camisa e o arremessou contra a parede que acordou com o impacto brutal ficando cara a cara com ele.
-Caralho, Brosnan! Como você entrou aqui?
-Nikolai balbuciava olhando para os lados já se ajoelhando como um grande covarde que era
-Eu sabia que você ia voltar Nikolai, e que iria pedir proteção pra aquela ganguezinha de merda que pensam que eu não vejo o que estão fazendo.
-Cara me desculpa, eu, eu, eu não queria te prejudicar é que eu fui obrigado a fazer tudo aquilo, eles me ameaçaram, porra!
Fergus gargalhou
-Eu vi a forma que você foi ameaçado, recebendo 100 milhões de dólares facilitando a implantação do tráfico clandestino daquelas crianças e mulheres na porra do meu território organizado por aquele filha da puta do Rodriguez, a hora dele também vai chegar como a sua chegou.
-Vamos conversar, Brosnan, por favor!
-Eu não converso com traidores, eu os mato com as minhas próprias mãos.
Fergus rapidamente retirou um lápis do bolso da calça moletom que usava e o lançou velozmente dentro do ouvido de Nikolai que nem ao menos teve tempo para levantar qualquer suspiro, o chefe da máfia russa estava morto aos pés de Fergus que o ergueu e amarrou o pescoço do homem em um lençol branco da cadeia simulando um enforcamento, seria mais um entre os milhares de casos de suicídios na cadeia.
Na manhã seguinte ele foi liberado, os pais da criança quase violada haviam prestado depoimento e provas a seu favor
Seu irmão o aguardava no roll da delegacia com os braços cruzados
-Porque não deixou o serviço para um dos seus soldados? Você é maluco, caralho?
-Você acha que eu entregaria a cabeça de Nikolai na bandeja para um dos meus soldados se deliciarem ao invés de mim? O prazer de ver aquele desgraçado agonizando era somente meu.
Os dois sorriram e depois se abraçaram
-Não é novidade nenhuma pra mim que você é o pior, Fergus Brosnan.
-Eu não teria tanta certeza assim, Cathal Brosnan… sei muito bem que você é um hacker metódico e cirurgião cardiologista da pior raça dos carniceiros que sabe muito bem como destruir e desossar qualquer coisa que vê pela frente.
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Atualizado até capítulo 91
Comments
Olga Esteves
Sou a primeiraaa a ver essa belezura de livro! estou amando
2024-11-12
5
Rafael Javarini
autora do céu que bom que vc resolveu escrever essa história maravilhosa pra nós porque essa obra tá top de mais gostando muito
2024-11-27
1
Isabelle Farias
Ai meu Deus tudo disparou aquiiii
2025-01-02
0