Julie saiu do tribunal, a adrenalina ainda correndo em suas veias. A sensação de ter conseguido justiça para Ana era gratificante, mas a batalha havia deixado marcas. Ela precisava de um momento para respirar, para processar tudo o que havia acontecido.
Enquanto caminhava em direção à saída, sentiu um toque em seu braço. Ela se virou e se deparou com Alex, o promotor, com um sorriso irônico nos lábios.
"Julie, sempre defendendo os "criminosos" com tanto fervor, não se cansa?"
Julie franziu a testa, irritada com a provocação. "Alex, Ana não é uma criminosa. Ela é uma vítima. E eu não me canso de defender aqueles que precisam de ajuda."
"Ah, Julie, você é tão ingênua. A lei é para todos, e ela deve ser aplicada com justiça. Não importa se a pessoa é vítima ou agressor."
"Justiça? Alex, você está falando sério? Ana foi abusada por anos, e você a acusa de agressão? Onde está a justiça nisso?"
Alex deu de ombros, com um ar de superioridade. "A lei é clara, Julie. Quem comete um crime deve ser punido."
"E quem define o que é crime, Alex? Você? O sistema que protege os agressores e culpa as vítimas?"
Alex se aproximou, seu olhar fixo em Julie. "Você está se metendo em um terreno perigoso, Julie. Não deixe que a emoção te cegue."
"Emoção? Alex, eu estou lutando por justiça, por igualdade, por direitos humanos. E se isso te incomoda, é problema seu."
Julie se afastou, deixando Alex para trás. Ela sentia raiva, frustração, mas também uma determinação inabalável. Ela não deixaria que Alex, ou qualquer outra pessoa, a intimidasse. Ela iria continuar lutando por justiça, mesmo que isso significasse confrontar a face da injustiça.
"Você vai se arrepender, Julie. Você vai ver."
A voz de Alex ecoou em seus ouvidos, mas Julie ignorou. Ela sabia que a luta era árdua, mas ela estava disposta a enfrentá-la. Ela estava disposta a lutar por aqueles que não tinham voz, por aqueles que precisavam de ajuda, por aqueles que buscavam justiça.
A imagem de Ana, com seus olhos cheios de esperança, a impulsionava. Ela não podia desistir. Ela não podia deixar que a injustiça vencesse.
De voltar ao escritório Julie sentou em sua mesa é Sarah, com um olhar pesado, se aproximou de sua mesa. "Julie, tenho um caso aqui que precisa da sua atenção."
Julie, com um suspiro, ergueu os olhos. "Fale, Sarah."
"É sobre um caso de estupro coletivo. Uma jovem de 17 anos, chamada Clara, cometeu suicídio após ser vítima de violência sexual por sete homens. A polícia alegou falta de provas e soltou os suspeitos."
Julie sentiu um aperto no peito, um nó de angústia se formando em sua garganta. Era como se a sombra da injustiça estivesse se expandindo, engolindo tudo ao seu redor.
"A mãe de Clara, a Dona Maria, está desesperada. Ela procurou o escritório, implorando por justiça. Ela quer que você defenda o caso."
Julie, com a voz embargada, assentiu. "Eu vou assumir esse caso, Sarah. Precisamos fazer justiça para Clara e sua família."
Dona Maria, com os olhos inchados de tanto chorar, entrou na sala. Ela segurava uma fotografia de Clara, uma jovem sorridente e cheia de vida.
"Julie, por favor, me ajude. A polícia não fez nada, eles deixaram os monstros livres. Minha filha não pode descansar em paz, e eu não vou descansar enquanto eles não forem punidos."
Julie, com o coração dilacerado, abraçou Dona Maria. "Eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance, Dona Maria. Eu vou lutar por Clara, eu vou lutar por justiça."
Julie analisou o caso. A polícia alegava falta de provas, mas havia relatos de testemunhas, mensagens trocadas entre os suspeitos, e até mesmo vestígios de DNA. As provas estavam lá, mas alguém havia decidido ignorá-las.
A raiva ferveu dentro de Julie. Ela não podia acreditar na negligência da polícia, na falta de empatia e na impunidade dos agressores. Ela não podia deixar que esse crime ficasse impune.
Ela se levantou, com um olhar determinado. "Dona Maria, eu vou fazer justiça para Clara. Eu vou lutar por ela, até o fim."
Julie sabia que a batalha seria árdua, que os obstáculos seriam muitos. Mas ela não podia desistir. Ela não podia deixar que a dor de Dona Maria, a dor de Clara, se tornasse mais uma estatística, mais uma injustiça.
Ela iria lutar por justiça, por verdade, por memória. Ela iria lutar por Clara, até que a justiça prevalecesse.
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Atualizado até capítulo 72
Comments
juliana Sereno
Nossa isso Julie lute pelo certo /Good//Good//Good//Good/
2025-01-05
2