A sala de audiência estava lotada. O clima era denso, carregado de expectativa. Julie, com a voz firme e o olhar determinado, apresentou as imagens gravadas pelas câmeras de segurança próximas ao estúdio. As imagens mostravam, sem sombra de dúvidas, que Kim, estava no local no momento do crime. A prova era irrefutável, desmascarando a manipulação das evidências que haviam incriminado Kim.
O juiz, após analisar cuidadosamente as novas provas, decidiu libertar Kim. A decisão foi recebida com um misto de alívio e incredulidade. A justiça, finalmente, começava a ser feita. No entanto, o juiz, com um olhar severo, deixou claro que Kim continuava sendo a principal suspeita. Ele a advertiu para que comparecesse ao segundo julgamento, agora com provas definitivas de sua inocência.
Kim, ainda atordoada com a reviravolta dos acontecimentos, agradeceu a Julie com um abraço apertado. A sensação de liberdade era agridoce. A sombra da acusação ainda pairava sobre ela, mas agora, com a ajuda de Julie, ela tinha a hipótese de provar a sua inocência de uma vez por todas.
Alex, o promotor, esbravejou ao sair da sala do tribunal. O punho cerrado, ele batia na porta com força, como se estivesse tentando descontar a fúria que o consumia. A libertação de Kim era um golpe baixo, um ataque pessoal à sua reputação e à sua convicção de que ela era a culpada.
Ele havia dedicado muito do seu tempo àquele caso, construindo um castelo de provas, e agora, de repente, tudo desmoronava. A imagem de Julie, com seu sorriso vitorioso, o enchia de raiva. Ela havia conseguido, com um golpe de mestre, desvendar a farsa que Luna havia criado.
A frustração o consumia. Ele não aceitava a derrota. Kim tinha que ser punida, e ele faria de tudo para garantir que isso acontecesse. O segundo julgamento seria sua chance de se reerguer, de provar que ele estava certo, que Kim era a assassina. Ele não descansaria enquanto não a visse atrás das grades novamente.
O apartamento de Kim parecia um palco de crime, cada canto carregando a memória do terror que havia vivido. O cheiro de sangue ainda pairava no ar, mesmo após a limpeza. Mark, com um olhar preocupado, abraçou Kim, tentando confortá-la.
"Não é seguro ficar aqui, Kim," disse ele, a voz carregada de preocupação. " Este lugar está cheio de lembranças ruins."
Kim assentiu, a cabeça pesada de cansaço e medo. Ela sabia que Mark estava certo, mas a ideia de deixar seu lar, o único lugar que lhe restava, a deixava ainda mais vulnerável.
Julie, percebendo a angústia de Kim, ofereceu seu apartamento. "Você pode ficar lá até que tudo isso se resolva," disse ela, com um sorriso gentil. "Eu entendo o que você está passando."
Kim, com a voz embargada, recusou a oferta. "Obrigada, Julie, mas eu vou ficar bem. Preciso de um tempo para organizar meus pensamentos."
Julie, compreendendo a necessidade de Kim por privacidade, deixou o endereço de seu apartamento em um papel, caso ela mudasse de ideia. "Se você precisar de qualquer coisa, não hesite em me procurar," disse ela, com um abraço reconfortante.
Julie é Mark se despedir de Kim e vão para seus apartamentos.
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Esther Gonçalves Felipe Gonçalves Felipe
pois então o Alex vai morrer de exaustão por não ter descansado 👌
2025-03-08
0
juliana Sereno
A traidor tem que ter deixado algum rastro..
2025-01-05
2