A sirene da polícia ecoou pelos corredores do prédio luxuoso, um som estridente que rasgava o silêncio da noite. A porta do apartamento de Kim se abriu com um estrondo, e os policiais, com seus rostos impassíveis, invadiram o local.
Kim, em estado de choque, ainda tentava processar o que havia acontecido. O corpo do fã, sem vida no chão, a imagem do apartamento revirado, a culpa que a consumia, tudo se misturava em um turbilhão de emoções.
Antes que Mark pudesse chegar, a polícia a prendeu, acusando-a de assassinato. As câmeras dos repórteres, famintas por sensacionalismo, invadiram o local, capturando cada momento da prisão.
A notícia da prisão de Kim se espalhou como um incêndio. Em questão de segundos, jornais, revistas e canais de televisão estampavam a manchete: "Idol de K-pop presa por assassinato de fã".
A imagem de Kim, antes símbolo de sucesso e esperança, agora era associada à violência e à crueldade. O público, sedento por escândalos, se dividiu em dois: os que a condenavam e os que a defendiam, acreditando em sua inocência.
Mark, ao chegar no local, encontrou um cenário de caos. A polícia o impediu de se aproximar de Kim, e a imprensa o bombardeou com perguntas e acusações. Ele sabia que precisava agir rápido, que a carreira de Kim estava em jogo, que sua vida estava em risco.
A fama, que antes a elevava, agora a arrastava para o abismo. Kim, a garota que havia escapado da miséria e da violência, agora enfrentava a pior prisão de todas: a prisão da injustiça, da desconfiança e da solidão.
O escritório do promotor Alex era um labirinto de arquivos, pastas e um ar carregado de expectativa. Kim, sentada em uma cadeira de metal, encarava a mesa imponente, onde Alex, com um olhar penetrante, a observava.
"Kim, você está sendo acusada de assassinato. Você tem algo a dizer em sua defesa?", questionou Alex, sua voz fria e implacável.
"Eu sou inocente! Não matei ninguém.", respondeu Kim, sua voz trêmula, mas firme. "Eu estava em uma sessão de fotos quando tudo aconteceu. Não estava no meu apartamento."
Alex, com um sorriso cínico, cruzou os braços. "Uma sessão de fotos? Sem testemunhas, sem provas. Só sua palavra."
"Mark sabe! Ele pode confirmar!", exclamou Kim, com um fio de esperança em sua voz.
"Mark não pode entrar aqui sem um advogado. E mesmo com um advogado, só pode falar sobre o caso com sua permissão.", respondeu Alex, com um tom de superioridade.
"Mas ele sabe que eu estava em uma sessão de fotos! Ele pode confirmar!", insistiu Kim, desesperada.
Alex se levantou, caminhando até a janela, observando a cidade lá embaixo. "Vamos ver se sua história bate com a realidade. Diga-me, onde era essa sessão de fotos?"
Kim, com a voz fraca, descreveu o local. "Era um estúdio no centro da cidade, perto do rio. O nome é Flower."
"Eu sei onde é.", interrompeu Alex, com um sorriso cruel. "Vou verificar se você está dizendo a verdade. Se estiver mentindo, a sua situação vai piorar."
Alex saiu da sala, deixando Kim sozinha com seus funcionários é um policial. Ela sabia que a verdade era a única arma que tinha, mas a desconfiança pairava no ar.
Enquanto isso, Alex se dirigia ao estúdio onde Kim alegava estar. Luna, que havia se tornado secretária da sócia de Mark, o havia precedido. Ela ofereceu uma quantia generosa aos funcionários do estúdio para que eles confirmassem a história de que Kim não havia estado lá.
Os funcionários, corrompidos pela ganância, aceitaram a oferta e mentiram para Alex, dizendo que Kim não havia comparecido à sessão de fotos.
Alex, satisfeito com a "confirmação", voltou para o escritório, com a certeza de que Kim estava mentindo. A armadilha se fechava sobre ela, e a sombra da culpa se tornava cada vez mais densa.
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Cecília De Lima
o pior sentimento é a inveja
2025-03-25
1
Rosiane Patrício
tem muita gente invejosa mesmo
2024-11-21
2
Camilly Milly
meu deus..
2024-11-17
1