Sentado na sala com uma xícara de café em uma das mãos, Noah aguardava impaciente a mulher que tinha maltratado Leah, Só de pensar nisso, trincou o maxilar. Tinha que se concentrar para não estrangular a mulher que lhe trouxe dor. Com o canto dos olhos, viu o seu desabor entrar na sala.
_ Senhor, vim quanto antes, mas precisei revisar alguns papéis na empresa. _ Diz a mulher caminhando para o centro da sala, falando como se estivesse no seu ambiente. Esperou sinal de Noah para que se sentasse, porém, ele ficou impassível, como se não notasse.
_ Senhorita Person. Há quanto tempo nos conhecemos? _ Começa Noah.
_ Desde que você nasceu, eu já estava junto a seu pai na empresa. _ Diz a mulher fingindo um sorriso parental.
_ Exato e quando, nesses 21 anos de convivência, eu lhe dei permissão para tratar meus assuntos pessoais? _ Questiona Noah.
_ Ora, senhor, desde sempre sou eu que organizo a agenda familiar, isso também incluir o que o senhor faria. _ Responde sem entender o questionamento.
_ A senhorita se enganou, isso são atribuições de uma secretaria, mas isso não te dá o direito de intervir na minha vida pessoal. _ Noah fala, fuzilando com o olhar a mulher parada à sua frente.
_ O senhor vai ter que ser mais específico. _ Falou, já passando as mãos suadas pela saia nervosamente.
_ A senhorita se gaba muito de seus feitos como secretária pessoal, e tem uma memória exemplar de tudo que se diz de sua função. _ Noah queria pegar ela assim mesmo, acoada.
_ Isso é um fato, senhor.
_ Então, me diga o que aconteceu aquele dia enquanto eu fazia a prova na universidade? _ Viu a mulher ficar pálida e correr os olhos na sala até encontrar o olhar impassível de Luck.
_ Eu...Eu... Não sei bem o que o senhor está querendo saber. _ Tentou se fazer de desentendida.
_ Não seja ridícula! Quero saber o que falou para a jovem que me procurava. _ Fala, se levantando e fuzilando a mulher com os olhos, ela se assusta, pois apesar de jovem, a altura e porte de Noah, passou um frio que congelou a espinha da mulher.
_ Eu não me recordo desse fato, bem senhor... Foi um dia atípico... Viu o sangue subir aos olhos de Noah que a encaravam.
_ Atípico? E assim que você chama o dia da morte de minha mãe e meu irmão, "Dia atípico"? _ Era melhor, ele começou a esbravejar. Tanto que outros dois seguranças entraram correndo na casa. Ambos sendo dispensados por Luck.
_ O senhor tinha mais o que fazer do que perder tempo com garotas bobas de universidade, e eu estava certa, olha onde o senhor chegou hoje. Uma garota daquela atrapalharia sua ascensão meteórica. _ Falou a mulher com orgulho.
_ Fala de uma vez o que você falou para ela, sua megera. _ Vociferava Noah para todo mundo ouvir.
_ Eu disse: Que o senhor não tinha tempo a perder com uma garota como ela e que outras garotas também tentaram esse mesmo golpe, mandei ela se recompor porque não era a primeira e certamente não seria a última", levei ela até a escada e ela caiu, ela já não estava bem. Ela parecia doente e caiu, eu não empurrei, ela simplesmente caiu. _ A mulher falou só agora se dando conta do que tinha feito.
_ Eu não vi essa parte, as escadas ficavam fora do meu campo de visão. _ Falou Luck, se aproximando.
_ Ponha-se no seu lugar empregado! _ Person advertiu com ódio no olhar. _ Se alguém me delatou, esse alguém deve ter sido você. Afinal, o que aquela cabra tinha de mais? _ Ela destilou todo seu veneno.
_ Sua bruxa... _ Noah voou para cima da mulher, contido por Luck, essa sem ação caiu sentada, afundando no sofá, pressentindo a retaliação.
_ Cala sua boca! Sai daqui, nunca mais eu quero te ver. E você vai sair sem um tostão da companhia. Sua... _ Noah tinha sangue nos olhos e gritava, se Luck não estivesse segurado, teria feito uma besteira sem tamanho, estava visivelmente transtornado.
_ Saia daqui, Person. Ou eu não vou me responsabilizar. _ Falou Luck ainda segurando Noah.
A mulher, pálida como a morte, se esgueirou, parando junto à saída da sala. E não deixou de lançar mais um resquício e veneno.
_ Pensa bem, meu jovem, se eu não tivesse afastado aquela garota, nunca teria a posição que tem agora. O ramo empresarial não é lugar para homens fracos. Eu te fiz forte e isso você não pode tirar de mim. _ Ela ergue a cabeça e sai da sala, deixando Noah com o amargor de saber que aquelas palavras poderiam ser verdadeiras.
Ele respira fundo, levando a mão na nuca, as últimas palavras poderiam ser verdades. Afinal, teve que ser duro para que as pessoas o respeitassem, mas a que custo.
_ Vamos, eu já preparei tudo, o piloto nos espera, já consegui um contato para nos ajudar, não adianta ficar se retorcendo pelo veneno que te foi lançado. _ Luck diz, segurando em um dos ombros do amigo.
_ Eu nem sei por onde começar... _ Diz Noah perdido em seus próprios pensamentos.
_ Para sua sorte, hoje eu sou o cérebro. Consegui contato com uma das secretarias da universidade. Leah Miller trancou o curso de medicina há alguns meses... _ Luck fala.
_ Trancou? _ Noah olha apreensivo.
_ Sim, saiu para cuidar de um familiar doente. _ Luck continua.
_ Será a tia dela?
_ Disso eu já não sei, mas como contato, ela deixou o telefone exatamente dessa tia. _ Luck emenda.
_ E você conseguiu? _ Noah questiona.
_ Ainda não, mas vamos até chegar lá. Meu contato me falou que conseguiria o endereço dela. _ Luck fala. _ Pedi à governanta para arrumar suas coisas, vamos buscar Leah?
Pela primeira vez, uma chama de esperança se formou em Noah. Nas horas seguintes, eles entraram num voo a caminho do desconhecido.
Noah não conseguiu relaxar um momento, a ansiedade e o medo tomaram conta. A ansiedade de poder ver Leah novamente e o medo da rejeição. A hipótese dela ter se machucado ou de alguém ter feito algo contra ela, queimava sua garganta. Precisava encontrá-la, pedi perdão por ter deixá-la daquele jeito, explicar o que tinha acontecido nos últimos meses, e quem sabe ela lhe perdoaria, entregaria seu colo para que enfim ele pudesse desabar. Sentia seus miolos em frangalhos, nunca tinha se sentido tão perdido em toda sua vida. Nessas horas, tinha Luck para aconselhar. Tinha perdido uma conselheira forte e precisava de alguém para o cargo de confiança. Tinha tentado falar com Luck sobre ele tomar esse cargo, durante o trajeto de carro até o aeroporto.
_ Preciso de alguém em quem eu possa confiar para me ajudar a gerir toda minha agenda. Eu não teria outro alguém além de você, brow. _ Falou Noah com o amigo que sentava ao seu lado no carro.
_ Eu agradeço sua confiança, mas não posso deixar o cargo de segurança. Mas já tentaram contra a sua vida nos últimos meses. Se você me permitir, prefiro ficar com a chefia da segurança, não confio nos homens que trabalham para a empresa. Preciso achar homens de confiança para te proteger. _ Luck fala despretensiosamente.
_ Eu confio esse cargo a você, vou te promover ao cargo de chefe de segurança. _ Lembrou-se da tentativa de sequestro que recebeu no mês passado. Homens armados o pegaram desprevenido na saída de uma assembleia em que a maioria dos acionistas tinha deixado a empresa e vendido por um terço do valor suas ações. Por sorte, Luck percebeu a tempo e, com maestria de um assassino frio, atirou e derrubou 3 dos 4 homens que estavam no sequestro. O quarto homem foi abatido por Scott. O máximo que ele fez foi empurrar um dos sequestradores e se abaixar enquanto eles nem tiveram tempo de desviar.
_ Isso me deixa com um problema. Quem eu vou colocar para preencher o cargo da megera velha? _ Falou Noah sobre Person.
_ Se você me permite, eu tenho ideia de uma pessoa. _ Diz Luck, olhando para o amigo.
_ Estou aberto à sugestão.
_ Theresa. _ Completa Luck.
_ Tessa? Sua irmã? _ Diz Noah, desacreditando da oferta. Ela era uma garota baixinha e brava e, quando ficava nervosa, ninguém ficava no caminho dela, ou ela tratorava tudo.
_ Sim, Tessa. Ela é esperta, inteligente e ninguém ousa ficar na frente dela. _ Luck fala rindo, lembrando da irmã.
_ Mas quantos anos ela tem? Ele fala pensando por um minuto.
_ Tessa fez 20, ela é um ano mais nova que você. _ Ele fala.
_ Faça uma boa proposta para ela e passe também as informações sobre as atribuições que ela vai ter na função, se ela aceitar... Pode ser ótimo ter ela por perto.
Cerca de uma hora depois daquela conversa, o jatinho particular pousou no aeroporto. Encaminharam para o hotel onde ficariam hospedados até encontrar Leah, se instalou no quarto separado de Luck. Tinha esperado que a encontrasse. Poderia trazer ela para lá e passar um tempo com ela. E quem sabe... O telefone toca, é Luck no outro quarto.
_ Oi! Noah! Camille chegou aqui. _ Disse Luck.
_ Aqui? _ Ficou sabendo que essa era uma secretária viúva fogosa, que trabalhava na secretaria da universidade.
_ Sim, ela veio trazer no hotel, acho que veio buscar o pagamento dela. _ Disse rindo maldosamente. _ Me dá 30 minutos e a gente sai. Cara, preciso mesmo de 30 minutos, ela veio de liga. _ Luck fala vitorioso.
_ 30 minutos ou eu vou aí.
_ Valeu, irmãozinho. _ Desligou Luck.
Noah riu, pensando que, assim que encontrasse, Leah precisaria de bem mais que 30 minutos. Deitou na cama com a mão no rosto, levou a mão no bolso e retirou de dentro uma calcinha rosa que estendeu diante seus olhos. Queria mostrar para ela que ele lembrou dela nesses últimos meses e, mais tarde, contaria que fez algumas "homenagens" para ela. Riu com os pensamentos. Não que não tivesse tido oportunidade, mas não teve cabeça para olhar para outras mulheres, nem aquelas secretarias que ficavam desfilando seus saltos e sentando sedutoramente em sua frente. Person tratava de colocar todas para correr, o que ajudava já que ele não tinha olhos para outras mulheres. Às vezes, a noite conseguia se lembrar do cheiro que exalava dela, aquele cheiro tinha ficado impregnado em suas narinas, se excitou só de lembrar de como ela se entregou para ele e se derreteu sua boca. Ficou excitado assim como ficava nas noites em que deitava sozinho, relembrando dela. Precisou levantar e foi se aliviar, não queria parecer um tarado quando chegasse perto dela. Mas sentia que agiria assim. Mesmo após se masturb*r precisou tomar uma ducha. Meia hora depois, estavam saindo em direção ao endereço que Luck conseguiu. Chegando em frente ao prédio, viu o tamanho da diferença social que os separava, ficou apreensivo de saber que ela morava em um bairro daqueles, o prédio era bem antigo e, quando chegou no andar, os corredores eram escuros. Bateu na porta, incomodado com o ambiente à volta. Luck permaneceu alerta o tempo todo. Em uns poucos segundos, escutou algo enferrujado rangendo do lado de dentro. Logo em seguida, foi presenteado com uma visão de uma senhora com aparência dócil, pequena e magra com uma mangueira de oxigênio no nariz.
_ Sim, em que posso lhe ajudar, meu jovem? _ Ela pergunta com um olhar terno.
_ Eu sou Walker, senhora Miller, estou procurando sua sobrinha Leah. _ Se apresentou.
_ Walker... Noah Walker? _ Diz a senhora com um pequeno sorriso no olhar, o que deixou Noah feliz, pensando que aquilo poderia ser um bom sinal. Afinal, se ela sabia quem era, ele poderia significar algo.
_ Que bom te conhecer, senhor Noah. _ A mulher fala baixo, estendendo a mão em direção a ele.
_ É um prazer, senhora. _ Diz ele, segurando a mão fria.
_ Vejo que Deus me ouviu, e vou poder chutar seu traseiro antes de morrer. _ Diz a mulher ainda com um olhar doce.
_ Senhora?... _ Diz sem entender.
_ Entre, não quero que os vizinhos pensem mal de mim. E o grandalhão entra também. Vê se pode uma mulher na minha idade receber dois rapazes em casa. _ Diz ela, se afastando, se dirigindo ao interior do apartamento. Seguindo até a cozinha, ela aponta para as cadeiras enquanto arrasta o pequeno tanque de oxigênio com as rodinhas rangendo. Um cheiro doce de hortelã aromatiza o ambiente, ela fala alguma coisa sobre ter sorte por fazer chá para a tarde inteira, coloca as xícaras e volta carregando o bule até o centro da mesa. Senta e começa a servir as 3 pequenas xícaras. Respira com certa dificuldade, o que chama a atenção de Noah.
_ Senhora, Miller...
_ Falência pulmonar grau 4. Eu cresci numa cidade chamada Flit, noroeste de Detroit, meus pais tinham plantação e eu vivia com meu irmão em meio às plantações, nunca me importei com agrotóxicos, até meu pulmão parar de funcionar. Pago o preço da falta de conhecimento de meus pais. _ Ela responde já antecipando a pergunta de Noah. _ Os médicos não sabem explicar nem como eu continuo viva. Por isso, estou saboreando você, se remexendo e tentando buscar indícios de Leah. _ Ela diz com um sorriso.
_ Eu preciso falar com ela.
_ O pior, que eu acredito, consigo ver no seu olhar, mas não posso negar a satisfação de ver você assim. Mas tenho pouco tempo e não quero perder o tempo que me resta fazendo joguinhos. _ Ela se levanta e caminha para a sala. Ela estende a mão para Noah a ajudar sentar, levanta as pernas e se deita para ficar com o troco mais elevado, ajudando assim a respiração.
_ Assim, está melhor? _ Ele pergunta, incomodado, não queria parecer insensível, porém ela o estava torturando.
_ Você parece um bom rapaz, o que me leva a querer saber por que tratou minha sobrinha tão mal. Minha menina sempre foi tão doce. _ A mulher franze a testa, olhando profundamente para ele. _ Você não parece um rapaz ruim.
_ Eu nunca tratei ela mal. Passamos por vários desencontros e nos perdemos. Não consigo encontrá-la por mais que eu tente. Somente hoje conseguimos seu endereço. _ Noah fala.
_ E nem pergunte como conseguimos essa informação. _ Luck completou, seria difícil explicar que subornou uma funcionária em troca de sexo, que por sua vez entrou no sistema e roubou o endereço.
_ Acho que não vou querer saber os detalhes... _ Ela diz sendo respondida com uma grade não de ambos. _ Que seja, há alguns meses minha sobrinha entrou por aquela porta com o rosto vermelho de tanto chorar, porque você, jovem Walker entrou na vida dela e de alguma forma fez uma bagunça no mundinho dela. Quatro dias depois, depois de muito chorar, ela decidiu voltar para estudar. Não sei o que você fez a ela, mas posso imaginar, ela estava num misto de vergonha e anseio em te encontrar novamente... _ Ela fez uma pausa proposital.
_ Sete meses e 24 dias. _ Falou, suspirando Noah. _ O mesmo dia em que meu pai morreu.
_ Meu Deus, ela não sabia disso, voltou para a universidade e teve que aguentar os abusos dos outros alunos, sofreu bullying, e piorou muito quando ela resolveu te procurar. Tentei persuadi-la a não te procurar mais, porém ela estava decidida a te encontrar. Até o fatídico dia.
_ Como?... _ Sentiu o ar falhar, Noah.
_ Ela descobriu que você poderia aparecer na universidade. Ela ficou radiante, me ligou contando que você poderia ser o ex-aluno misterioso. E no dia, ela te procurou, te viu, e foi barrada por seus seguranças. _ Lançou um olhar para Luck, que abaixou a cabeça. _ Ela tentou falar com você, mas, como ela foi barrada, já estava tão cansada mentalmente que acabou sofrendo um acidente. Ela rolou os degraus da escada e quebrou o braço. Depois disso, ela mudou e não a vi mais. Sou irmã do pai dela, e como meu irmão foi embora para a Índia com a familia, ela decidiu ir ficar com a mãe. _ Ela termina.
_ Eu não sabia de nada disso. Naquele dia, minha mãe e irmão morreram também. _ Noah completa.
_ Que infelicidade sua. Eu sinto muito saber. _ Ela diz compadecida.
_ Mas, agora que eu estou aqui e vou buscar ela, a senhora pode me dar o endereço dela? _ Ele olha para a mulher. _ Preciso muito ver ela e explicar tudo que aconteceu.
_ Eu queria muito te ajudar, muito mesmo, ainda mais sabendo sua versão da história, mas eu e a mãe dela não nos falamos, e para piorar, o número dela foi desativado há mais de 2 meses. Eu não posso te ajudar.
Noah passa a mão no cabelo e olha para Luck com olhar perdido.
_ Mas com o nome da mãe dela podemos localizar. _ Luck diz.
_ Esse é um dos motivos por que não posso ajudar, a mãe dela se casou e adotou o nome do novo marido. Foi um dos motivos da nossa briga.
_ Eu perdi ela... Mais uma vez ela foi tirada de mim. _ Noah fala, se levantando e derrubando a cadeira.
_ Calma, Noah. _ Luck fala, levantando também.
_ Eu sinto muito. Mas ela quebrou o braço e teria que tirar o gesso em algum lugar, talvez pelo nome dela vocês consigam encontrar. Tenho certeza de que o grandão aí pode conseguir.
_ Isso, ligue para o Alvarez, ele pode ser útil. _ Fala para Luck, lembrando do detetive particular de seu pai. Porém, percebeu que Luck já digitava freneticamente no celular. _ E a senhora? Precisa de algo? Tem algo que eu possa fazer?
_ Não meu jovem, eu já venci minha cota nessa vida. Eu decidir viver assim, sozinha, nunca quis me casar, nem ter filhos, não queria trazer ninguém nesse mundo para viver amargurado junto comigo. E daqui a alguns meses eu também não vou estar aqui. _ Disse, segurando as mãos de Noah, que se ajoelhava a seu lado, tomando suas mãos entre as suas. _ Não termine como eu, consigo ver nos seus olhos que é isso que você tem feito.
_ Eu preciso de um motivo para voltar a viver. Sinto que ela, Leah, e meu ponto de equilibrio.
_ Então, não importa o tempo que passar, se for verdadeiro, vocês vão se encontrar. Se for para ser, será...
_ Eu só não sei quanto tempo mais vou aguentar. _ Falava baixo para somente ela ouvir, apesar de Luck estar envolvido numa ligação, não queria transparecer para o amigo mais do que já tinha mostrado.
_ Não se feche para o amor. _ Ela completa dando batidinhas em suas mãos.
_ Obrigado por tudo, acho que precisava conversar com alguém além dele. _ Diz ele, forçando um sorriso, apontando para Luck.
Ambos riem.
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Atualizado até capítulo 25
Comments
Marileiva Rocha
Buguei, o Noah quando ficou com a Liah tinha 21 anos, se passaram menos que 8 meses e ele já está com 24 anos, essa cronologia está errada.
2024-12-13
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