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Pela manhã Leah acorda e fica com as bochechas quentes ao notar a mão de Noah sobre seu seio descoberto.
_ O que eu fiz? Droga, onde eu estava com a cabeça? _ Ela pensa. Ela se lembra do que aconteceu, quando ela desceu da mesa, podia ter ido embora, mas quando se deu conta de quem estava ao lado dela, os joelhos não responderam. Ela estava sob o efeito de medicamento, mas aquilo era uma grande desculpa. Podia ter ido embora, porém, quando eles caíram e ela subiu em cima dele, tudo saiu dos eixos. Na verdade, ela começava a achar que realmente o eixo do mundo estava fora do lugar. Quando o cara mais lindo da universidade iria olhar para ela, com óculos na cara e cabelo preso naquele coque sempre bagunçado. Ela se esquivou das mãos grandes dele e se levantou com cuidado para não acordá-lo, não sabia como encarar ele. E aqueles olhos, Deus, ela estava realmente ferrada. Juntou as roupas rápido, tentando juntar sua dignidade e vestiu-se, a saia ainda estava na cintura, que vergonha, a calcinha devia estar em algum lugar, porém ela não encontrou. Saiu do quarto nas pontas dos pés com os tênis nas mãos e pediu aos céus que não houvesse ninguém acordado naquela maldita casa. Saiu da casa, e por milagre, não tinha ninguém acordado. Andou por alguns quarteirões até chegar ao seu dormitório, os pés doíam, porque estava tão nervosa que nem lembrou de colocar os tênis. Entrou no quarto, que não tinha ninguém, como de costume, já que as amigas não voltavam para casa depois dessas farras, sentou na cama com cuidado, pois estava dolorida, quando se lembrou do que viu e de como tinha aguentando tudo aquilo, não uma mais duas vezes, colocou as mãos no rosto e afundou nas pernas.
_ Meu Deus, eu sou uma perdida. _ Quando se deu conta do que tinha acontecido, começo a se remoer de remorso. Ao menos ele lembrou de colocar preservativo. _ Porque agi como uma qualquer. Ele vai rir da minha cara.
_ Você agora e minha, você entendeu? _ Ela lembrou.
_ Meu Deus, eu sou mais uma das conquistas do Noah Walker! _ Ela se deprimiu de como seria tratada agora.
Ela estava completando seus dezenove anos hoje, e o que ela tinha feito, a maior burrada, agora ia ter que aguentar aquele bando de marmanjos se insinuando para ela. Logo ela que se dedicou a vida toda a ser a filha ideal, a aluna ideal, as melhores notas da turma, mesmo depois do divórcio dos pais, se aplicou ainda mais. Quando seus pais se casaram novamente e tiveram outros filhos, ainda usavam ela como exemplo. Ela passou a adolescência sonhando com o casamento perfeito. Mesmo quando suas amigas começaram a ter vida sexual, ela se manteve no ideal do casamento perfeito com damas de honras, um padre e seu príncipe encantado. Agora nunca poderia entrar na igreja toda de branco com véu e grinalda, como uma mulher pura para seu marido. Ao invés disso, fez como tantas garotas da universidade, saiu para curtir uma noitada e acabou enfiada na cama de um homem qualquer. Qualquer não, Noah Walker, o cara mais lindo que ela já tinha visto, porém, já ouviu algumas meninas chorarem pelos cantos, após passar uma noite com ele, e ele simplesmente não ligar, e fingir que nada daquilo tivesse acontecido. Levantou de sobressalto. Ela não poderia ser mais uma... Juntou toda sua coragem, juntou algumas peças de roupa, entrou no banheiro para tomar um banho e se amaldiçoou por continuar pensando em Noah, aqueles flashbacks dele beijando seu corpo e descendo mais e mais... Ela estava toda assada, não era possível ainda pensar nele daquele jeito e ficar excitada, e ficou mais horrorizada ainda ao constatar que ela estava mesmo "excitada" pensando nele, os seios ficaram pesados de tal maneira que ela não conseguia conter, ligou o chuveiro no frio para terminar seu banho e saiu batendo os dentes tremendo. Ao menos, o frio não deixava ela com esses pensamentos. Colocou uma roupa e desceu apressadamente, saindo para a rua com uma mochila a tiracolo. Precisava fugir de toda essa loucura, por sorte o reitor da faculdade acabara de chegar de táxi, o mesmo que ela usou para fugir dos seus problemas.
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Noah acordou pouco depois das 7, a cama ao lado dele estava vazia, ele deu um sorriso lembrando das horas passadas com Leah, ela devia estar no banheiro. Se assustou quando olhou ao redor da cama e não viu vestígios dos tênis. Levanto-se mesmo sem roupas e caminhou até o banheiro. Ficou aborrecido quando não a encontrou. Tomou um banho rápido, ela definitivamente não era como as outras garotas. Devia estar se sentindo envergonhada. Sentiu uma ereção pulsante quando se lembrou dos olhos dela ao descer de encontro...
_ Ei amigo! Nós vamos atrás dela, ela te fez subir e vai te fazer descer. Riu acariciando o membro, mas preferiu não demorar ali.
Precisava encontrar Leah para saber se ela estava bem, e quem sabe ela até aceitasse sair com ele. Sentiu um aperto repetino, estranho imaginar que ela pudesse dizer não. "Não", não era uma palavra que as mulheres diziam para ele no dia seguinte, na maioria das vezes ele que dizia isso. Não que ele se achasse aquilo tudo, porém tinha planos. Os planos incluíam tornar a empresa do pai, de TI, em uma das 3 maiores dos Estados Unidos. Aquilo poderia ser radical para um jovem de 21 anos, porém já tinha traçado essa meta na sua vida. E sabia que era alcançável, já que atualmente era a maior do estado do Texas. Para se distanciar do poder da família, tinha ingressado no curso de administração em Boston, ali onde quase ninguém sabia quem era seu pai. Queria levar a vida de um aluno normal, mesmo sabendo que aquilo para ele era mais um passatempo, precisava vivenciar isso. E assim fez, mudou sozinho e ingressou no curso de administração para graduar e tomar a frente os negócios do pai. Porém, ao se lembrar de Leah concentrada nos livros, com aquele cabelo bagunçado e óculos pendurados no nariz. Riu para si, lembrando. Em nada lembrava a Leah que passou a noite com ele, mesmo com aquelas bochechas coradas, ela era linda, sexy, aquele corpo foi feito para ser agraciado. Não queria parecer um tolo, mas assim ele estava. procurou o celular em cima da cama, nem sabia o número dela, viu uma ponta rosa saindo debaixo do travesseiro e, como suspeitou, riu ao se dar conta de que ela não achou a calcinha e foi embora sem. Lembrou dos caras tentando olhar debaixo da saia dela e trincou o maxilar com raiva. Saiu apressado, colocando a calcinha dentro do bolso, trancando a porta atrás de si. Quando veio para a fraternidade, um dos membros mais velhos, amigo do meu pai, providenciou para que eu tivesse um quarto privativo para poder estudar, sabendo que eu era diferente dos outros caras. A prova disso estava vindo em sua direção, um guarda-costas disfarçado de estudante, seu único amigo de verdade, Luck.
_ Bom dia, Luck. _
_ Bom dia, senhor. _ Respondeu Luck.
_ Porra, cara, já te pedi para não me chamar assim.
_ Bom dia, Noah. Dormiu bem? Disse Luck para atormentar o amigo.
_ Engraçadinho! Você viu ela saindo? _ Pergunta dobrando a manga da camisa, para parecer casual.
_ Vi, sim, Farreal deu uma carona para ela. _ Ele para bruscamente e vira para Luck, que ri da cara dele. _ Calma, cara brincadeira, ela saiu há 1 hora, ela se esgueirou pelas calçadas e consegui acompanhar até ela chegar ao dormitório.
_ Obrigado por ter acompanhado ela, você viu o que eles fizeram com ela ontem?
_ Vi, sim, e quando eu ia interferir, um garanhão pulou na frente e salvou a donzela.
_ Seu idiota!
_ Eu queria ser o idiota que passou a noite naquela boca rosada.
_ Cara, você perdeu o senso de vez? Está maluco? Eu vou pedir outra pessoa para vir me fazer companhia.
_ Cara a pequeninha te colocou no bolso. E ela?... _ Fala mais sério, Luck, vendo as feições do amigo tranquilizar num sorriso.
_ Cara não é da sua conta. _ Fala sorrindo, Noah Vamos que eu quero levar uma pessoa para tomar café.
_ Cara você odeia café.
_ Eu topo o sacrifício.
Nas próximas horas, Noah e Luck rodam a universidade atrás de Leah, que como mágica desapareceu. Uma das colegas de biblioteca dela, Angela Travis, disse ter visto ela pela manhã bem cedo, pegando um táxi, e se alguém sabe onde ela pode estar, é um nerd do último período que sempre está atrás dela. Anton Vallen. Depois de alguns minutos procurando o garoto, eles o encontram na sala dos professores corrigindo provas.
_ Nossa, nem sabia que isso era possível! - Diz surpreso Luck.
_ Sou aluno do último ano de administração, tenho uma matéria todas as semanas sobre o mercado digital no jornal local. Professor substituto... Por que não seria possível? Responde secamente Anton.
_ Eu leio sua sessão toda semana, acho bem interessante sua visão sobre o mercado, principalmente... _ Noah se corrige, às vezes, quando acha alguém para discutir, esquece do seu papel. _ Deixa para lá, eu queria que você me ajudasse, tem uma aluna aqui, Leah... _ Deixa no ar para descobrir o sobrenome.
_ Miller? _ Diz ele, curioso com aquele início estranho de conversa.
_ Isso, a Leah Miller, ela ficou de me ajudar com um material do curso, mas parece que ela saiu da universidade, e eu preciso muito que ela me ajude.
_ Engraçado, não sabia que vocês estudavam os mesmos cursos, não seria a Leah Taylor?
_ Sabe, na verdade não sei o sobrenome dela, ela foi indicada por uma amiga em comum. _ Tenta, Noah. _ É uma que sempre está na biblioteca com vários livros na mesa, ela usa óculos.
_ É a Miller, mas ela não tem amigas...
_ Cara só me responde, você sabe onde ela está? Preciso dela. _ Um silêncio constrangedor paira no ar, interrompido pelo telefone de Luck, que se afasta para atender.
_ Você sabe ou não? _ Pergunta sem paciência, Noah.
_ Ela tem uma tia, que mora aqui, mas eu posso te ajudar caso...
_ Não só me fala o nome da tia dela e onde mora.
_ Ela mora...
_ Noah? _ Chama Luck.
_ Cara Luck, se você me interromper mais uma vez... _ Para estático ao olhar para o amigo que retribui o olhar serio.
_ Seu pai...
_ Fala, cara, o que tem meu pai? _ Fala já partindo pra cima de Luck.
_ Sua mãe acabou de ligar, seu pai passou mal e está internado, o estado dele... sua mãe pediu para você ir. Ele vira as costas e sai correndo em direção à fraternidade. Em poucos minutos, ambos juntam as coisas de que precisam e Luck já providenciou até o carro.
_ O jatinho já está no aeroporto, já estão nos esperando. _ Diz Luck a entrar no carro no banco da frente. Noah não diz uma palavra, enquanto ele passou a manhã toda procurando uma garota, seu pai estava morrendo.
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Atualizado até capítulo 25
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