Arábia Saudita
Pov's Aaliyah.
Algumas semanas depois....
Conforme os dias e semanas iam se passando, mais Faruk e eu nos aproximamos. Seu primeiro casamento estava indo de mal a pior, ele não estava disposto a ceder as chantagens da primeira esposa.
Então, todas as noites, dormíamos no mesmo quarto. Eu já estava me acostumando com a presença dele, mas não dividiamos a mesma cama.
Quem acordava durante a madrugada para pegar Muhammad no berço, era sempre ele. Faruk era muito dedicado e amava cuidar do nosso bebê.
Neste momento ele se encontrava trocando a fralda. Me desencostei da parede, quebrando o momento do silêncio;
— Próximo mês começa o Ramadã, conforme o calendário lunar.
— O mês sagrado para nós muçulmanos.— completou ele, abrindo um sorriso de leve.
— Faruk....— o chamei, cabisbaixa, sentindo uma vergonha ao falar.— Eu tava pensando.... Meu tio nunca me permitiu que eu estudasse, ele sempre disse que o estudo para uma mulher era algo insignificante, e que eu deveria me dedicar aprender a ser dona de casa e cuidar do meu marido.— lhe encarei sem jeito.— Mas ultimamente eu venho repassando sobre essa questão...
— Você quer estudar, Aaliyah?
— Quero.
— Posso te ensinar, sem nenhum problema.
— Esta falando sério?— me surpreendi, emocionada.
— Nahim.— sorriu e seus olhos brilhavam.— E posso te levar numa escola.
– Shukran. — o agradeci, indo até onde estava— Seria muito bom, mashallah!
Sentei ao seu lado na cama, e ele segurou na minha mão, a beijando. Aquele gesto balançou o meu coração que começou a disparar.
Olhávamos um pro outro, enquanto os nossos olhos refletiam uma alegria imensa. Foi a primeira vez, que eu pude sorrir de verdade.
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Na manhã seguinte acordamos bem cedo, para que ninguém visse. Saíamos antes do amanhecer, meu esposo me levou a um centro educacional.
Aqui na Arábia precisava da autorização do marido ou de algum membro familiar que fosse homem, para representar a mulher em certas ocasiões.
Ele estava assinando o termo que me autorizava a estudar. Sorri, enquanto admirava o meu bebezinho que dormia em meus braços.
— Pronto, irei te esperarei aqui fora, Aaliyah. — quando finalizou, avisou.
Havia também restrições; os homens ficavam separados e as mulheres em outro ambiente. Muitos lugares aqui no meu país, havia essa proibição de pessoas de sexos opostos ficarem no mesmo ambiente.
Eu iria para uma sala que haveria só mulheres. E para minha surpresa... Não havia nenhuma.
Eu era a única aluna que a professora muçulmana iria ensinar.
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10 horas da manhã....
Participei da minha primeira aula. Sai da sala tão feliz e vi que Faruk me aguardava. Quando ele ergueu a cabeça, retribuiu ao sorriso que lhe lancei.
– Vamos?
– Vamos.
Fomos caminhando para ir pra casa, até que....assim que chegamos juntos, todos estavam reunidos na sala.
Sogra estava chorando, com a mão na cabeça. Sua nora ao seu lado, tentando acalma-lá.
— Eu não irei!
— Mama.
— O que está havendo?— Faruk interrogou, sem entender a reação.
— Seu irmão vai casar.
— Ele não já está casado?— o moreno percorreu sua atenção para americana, que cruzou os braços.
– Tô me referindo a Zayn, aquele ingrato.— a mais velha soou abalada.– Que nos abandonou e virou às costas para família.
Quem era Zayn? Fiquei em dúvida. Sogra dizia com tanta mágoa. Entreolhei pro meu marido, confusa.
— Tá na hora de perdoá-lo.— Faruk enfatizou.— Não podemos renega-ló a vida inteira, ele é sangue do nosso sangue.
— Mama tem razão, irmão. Zayn é um ingrato!— Ali Nejat falou em voz alta.— Não respeitou os costumes e fugiu como um covarde.
— Igual que você fez com o seu segundo casamento. — a indireta pareceu afeta-ló. Tanto que ele me olhou após.
— Eu só a devolvi, porque eu fui enganado.
— Ou porque você não a amava o suficiente.
Os dois ficaram frente a frente, se enfrentando. Havia uma disputa acontecendo.
— Não me insulte, irmão.
— Basta! — sogra interrompeu a discussão. — Não quero mais nenhum tocando no nome daquele bastardo e nem brigando por causa dele. Só tive dois filhos e Alláh matou o terceiro.
— Mãe, isso é um absurdo.— meu esposo rebateu. — Você não permitiu que Ali Nejat trouxesse uma estrangeira pra dentro de casa, por que não pode permitir que Zayn retorne para casa?
– Porque aquele bastardo irá se casar com uma indiana que adora vários deuses, isso é um haram contra Alláh.
— Se a senhora não irá ao casamento, eu irei e levarei as minhas esposas.
— La, habibi, eu não irei.
— Você vai. — ele afirmou e a mulher bufou.
— Adoro casamentos, eu também irei.— a americana se pronunciou espontaneamente.
— Nem pensar, babe.
Suspirei fundo ao ouvir meu ex-marido chamá-la daquela forma, eu me sentia incomodada.
— Onde será o casamento?— Faruk perguntou.
— Índia, Nova Délhi.
Talvez aquela fosse a minha oportunidade de recomeçar longe da Arábia.
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O que acharam? Faruk levou a Aaliyah pra estudar.
AALIYAH
Muhammad
Faruk
Khadija
Ali Nejat
Diana
Sogra.
Zayn.
Noiva indiana.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
Marcia Gomes
lindos os personagens da história.
2024-10-24
1
Gil Vania
ela tem estudar mesmo ser independente sai daquela casa abrir seus próprios caminhos
2024-10-22
1
Ana Paula Cardoso Pereira
mas capítulo autora
2024-10-21
1