19:45 PM
Pov's Aaliyah.
Nossos rostos estavam a centímetros de distância. Meus olhos estavam fechados, estava prestes a sentir os seus lábios colados aos meus. As nossas respirações estavam ofegantes. E quando finalmente iria acontecer o meu primeiro beijo...
— Ali Nejat!
Fomos interrompidos, e nos afastamos rapidamente envergonhados com a entrada da minha sogra.
— Que historia é essa que irá viajar?
Abaixei a cabeça, tensa. Era intimidador à presença da própria.
—Al'umu, irei levar a minha esposa para conhecer Meca.— respondeu, entreolhando para mim.
Meus olhos ficaram mexidos quando se referiu à mim como esposa. Até abri um sorriso tímido, este que retribuiu.
— Aquele inútil de Faruk também vai.—a mais velha reclamou.
— O irmão quer levar a cunhada para passear.
— Vocês mimam demais essas mulheres, Ali Nejat. O lugar delas é na cozinha e não no meio da rua. Depois não se arrependam quando o nome de vocês forem jogados ao vento.
— Mama, não jogue praga. É haram! É pecado— a repreendeu, mas foi ignorado.
— Bishallah! – a anfitriã se retirou inconformada.
— Arrume suas coisas, ok?— meu marido pediu.— Eu vou esperar lá embaixo.
— Habibi.— o impedi de prosseguir, e ele virou a cabeça para trás; segurei em sua mão na hora, mirando o nosso contato.— Shukran.— lhe agradeci através do olhar.
As nossas mãos foram separadas em câmera lenta e ainda podia sentir o calor do nosso toque.
Sorri, sentindo o meu coração disparar.
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Quando terminei de ajeitar a bagagem, carreguei, descendo às escadas. Meu marido levou a pequena mala até o porta-malas do carro.
Encontramos com o seu irmão e sua cunhada, o casal estava nos esperando.
Eu e Khadija fomos no banco detrás; e os homens na frente.
Ambos conversavam tão alto, sobre assuntos relacionados à mesquita. Eles riam em alguns momentos, aquele clima estava tão bom. A cunhada me cutucou por um instante.
— Ainda bem que vou me livrar daquela naja por alguns dias. Inshallah!— comemorou. — Ali Nejat te deu isso?— avistou o colar sobre a minha abaya.
— Nahim, ele me presenteou.— sorri, toda contente.
— Será que você conseguiu conquistá-lo, Aaliyah?
— Acho que sim.— afirmei, esperançosa, levando os meus olhos até o meu esposo que dirigia.
— Você sabe que um homem para ter uma segunda esposa, precisa da anuência da primeira né?
Esmoreci, chateada.
— Por que está dizendo isso, Khadija?— soei, triste.
— Eu nunca vou aceitar Faruk ter uma segunda esposa. Não permita o mesmo. Você não pode dividir o seu marido com outra. Porque ele nunca vai conseguir amar as duas igualmente, sempre uma vai ser a mais privilegiada.
— Tem toda razão.— enchi os meus olhos de lágrimas, concordando. — O que eu posso fazer? Sogra confessou que ele tem uma estrangeira.
— Por isso que ele está te dando presentes, porque quando ele quiser trazê-la, você não vai conseguir dizer um não para ele.
Montei uma postura insegura ao observá-lo, quase chorando.
O trajeto inteiro fiquei em silêncio, sentindo aquele nó na garganta.
Não poderia exigir nada ou impor alguma coisa, não havíamos nos casados apaixonados. Era um matrimônio por conveniência.
Ele abriu a porta do veículo, estendeu a mão e recusei:
— Aaliyah...
— Marḥaba!
— Aconteceu algo?
— La.— neguei.— Estou apenas cansada.
– Yalla, venha cá.— abriu um pequeno sorriso de canto ao me chamar.— Ali fica a Mesquita de Caaba. É o templo sagrado.— apontou em direção. — Amanhã te levarei lá, habibti.— seus olhos que brilhavam me miraram, e fui preenchida pela intensidade da nossa troca de olhar.
Suspirei, com o meu coração quase querendo sair pela boca.
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Alguns minutos...
Entramos na hospedagem, estávamos a sós no quarto.
Ali Nejat fez um leve movimento de querer tirar o meu hijab para pôde ver o meu cabelo. Porém, não o permitei e retirei a sua mão.
— Não sinta vergonha, Aaliyah, eu sou o seu marido.
— Até quando? — rebati, e o vi reagir surpreso.— Até quando cansar de mim e me devolver como fez com a primeira?
— Minha mãe já te encheu a cabeça?
— A cunhada me alertou.
— Irei avisar ao Faruk que cunhada é muito fofoqueira e está se metendo em meu casamento.
— Que casamento?— encarei nós dois, com as lágrimas caindo pelas minhas bochechas — Isso não é real! Eu nem sequer sabia o seu nome quando eu me casei. Foi o meu tio que te escolheu, Ali Nejat, e não eu.
— Você não está feliz, Aaliyah?— me fez a pergunta, e o não respondi.
— Acho melhor que não me toque, e não aja como o meu marido. Eu não quero me machucar.
— Sabe por que eu devolvi a primeira? Porque ela se sentia obrigada e eu não queria uma pessoa ao meu lado infeliz. Eu não a amava, ela também não. Se você não está de acordo com essa situação, eu posso te devolver.— ergui o meu rosto, chorando. — Você tem total liberdade para escolher.
— Sabe qual é preço que uma mulher paga ao ser devolvida? Você não faz ideia, Ali Nejat! Somos tratadas como um objeto descartável.—aos prantos, chorava.
— Você não é um objeto, Aaliyah, você é uma pessoa.—se proximou para me abraçar, mas recusei.
— Você seria capaz de me amar?
— Claro que seria!
— Abriria mão do amor que sente pela estrangeira?— as minhas palavras, lhe fizeram se afastar de mim.
Parecia tão dividido, até que....
Senti seus lábios tocados aos meus pela primeira vez, de uma forma inesperada. Quis hesitar, no entanto, havia um imã nos mantendo juntos. Nossas bocas se mantinham grudadas, sem haver qualquer movimento. Nossos olhos se encontravam abertos. Eu estava tão paralisada, que eu não fazia ideia de como era beijar. Aos poucos ele foi meio que conduzindo o o nosso primeiro beijo. Assim como eu, ele parecia inexperiente.
E por um momento nos soltamos. E ele olhou bem no fundo dos meus olhos e disse:
— Não há nenhuma estrangeira, inventei isso a minha mãe para que ela não me obrigasse a continuar casado. Nunca houve ninguém em minha vida, você será a primeira habibti.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
Anne Nunes (^з^)-☆
que bom que não tem ninguém 😁👏🏻👏🏻.
2024-10-13
1
Noidinha lima
caraca vai dizer que o Ali é donzelo,passada se for gostei.
2024-10-12
0
Patricia M
coitada casa de sogra presta pra nada kkkkkk ainda mais uma sogra que trata a nora como empregada
2024-10-07
0