POVS Aaliyah.
Quarto.
Sexta-feira-03:00 AM.
Ele era tão pequenino. O mantinha em meus braços, o amamentando. A sensação de ser mãe a primeira vez era tão incrível, que eu não parava de sorrir.
Faruk já havia expulsado a sogra do quarto, depois daquele comentário, ele se aborreceu e pediu que ela saísse.
Estávamos nos dois admirando o bebê, o tempo todo o meu marido ficava com a cara de bobo. Ficava mal por estar compactuando com a mentira, mas eu não tinha escolha.
— Deixa que eu cuido dela. Pode ir dormir, habibi.
— Prefiro ficar aqui, Khadija.
— La, la! Amanhã é outro dia. E eu vou cuidar dela— sua primeira esposa se impôs, recusando — Vá se deitar.
— Deixa eu olhar mais uma vez o meu filho.— o mesmo pediu, abrindo um largo sorriso ao pronunciar a palavra "meu filho"— Alláh me abençoou grandiosamente. Shuran, Aaliyah.
Mais uma vez me agradeceu, olhando para o fundo das minhas íris. Eu conseguia enxergar a alegria em seus olhos verdes.
Ele fez carinho na bochecha do recém-nascido e depositou um beijo na testa. Após, fez o mesmo em mim.
Percebi que Khadija virou a cara naquela hora, ao vê aquilo. Minha melhor amiga parecia completamente desconfortável.
— Boa noite, habibti!— se despediu também dela, a cumprimentando.
— Boa noite! — o respondeu, seca, não o permitindo que a tocasse.
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Alguns minutos depois ....
E logo depois que não havia mais ninguém no quarto, ela falou:
— Levanta Aaliyah, você vai embora desta casa.
— Como assim? — soei confusa.
— Irei te ajudar a fugir.
— Eu estou de resguardo.— argumentei.— E o meu bebê ainda é muito frágil, eu não posso levá-lo nessa condição.
— Você não vai levá-lo.
Esmoreci quando jogou aquilo.
— Como não?
— Esse bebê pertence a Faruk, é o que diz as leis. E meu habibi e eu cuidaremos muito bem dele. Não há espaço para você nesta casa, Aaliyah.
— E e-eu achei que...
— Você achou errado!— me cortou, com tanta ignorância. — Só te ajudei, porque sabia que esse pobre bebê ficaria morando na rua. Eu arrisquei a minha pele para te proteger, mas você fica seduzindo o meu habibi de frente dos meus olhos.
— Não é verdade, Khadija.— enchi os meus olhos de lágrimas, chorando. — Juro pelo profeta que não aconteceu nada entre mim e Faruk!
— Ainda.— a encarei. — Faruk está se apaixonando por você, você não vê?
— Ele pode tá confundindo, eu não tenho culpa.
— Será que não?— a mirei chocada.— Você deu a ele um filho homem. Sabe o que significa? Que você é a principal, até a sogra terá que te engolir.
Fiquei em silêncio e abaixei a cabeça, arrasada.
— Eu não vou a lugar nenhum, sem o meu filho.— declarei, o protegendo em meus braços.
— Você quer agora que eu vou chamar Faruk e dizer tudo?— me ameaçou.— Direi a ele que eu também fui enganada.
— Alá é testemunha de quem inventou essa mentira foi você, Khadija.— meu tom soou embargado, ao acusá-la.
— Alá é testemunha também de que você é uma naja, igual sogra. E se você permanecer nesta casa, eu perderei o meu marido e perderei o meu posto de primeira esposa.
Arregalei os olhos, mal, pelo quão mudada estava. Até o jeito de falar comigo, havia uma arrogância.
A própria tirou de dentro da abaya várias joias e jogou sobre a cama.
— Isso daqui vai te ajudar a recomeçar longe daqui.— olhei em sentido os colares.
— Não vou deixar o meu bebê.
— Você não tem querer, Aaliyah. Yalla! — me chamou, e continuei negando com a cabeça.— Vamos, antes que todos acordem.
– Khadija, eu te imploro, não faça isso comigo. Só quero ter o direito de vê o meu bebê crescer.— a supliquei.
— La!— tomou Muhammad dos meus braços.— Esse bebê pertence a essa família.
Chorava ouvindo as palavras que ela dizia.
— Se cubra.— mandou, me entregando o hijab.
E assim fiz.
Tive que sair daquela casa como uma fugitiva, o meu coração estava dilacerado. Eu estava deixando para trás o meu bebê, eu não tinha sequer para onde ir.
E quando cai no chão da calçada, chorando do lado de fora do portão, só queria poder gritar pelo nome do meu bebê e pegá-lo de lá.
Inesperadamente ouvi o som do portão se abrindo e uma esperança nasceu....
Não era Khadija, era outra pessoa.
Me assustei, quando estendeu a mão para mim, me encarando com pena.
— Levanta.
— Eu não sou digna de voltar lá pra dentro.— choraminguei.
— Quem manda nessa casa sou eu.— fixei meu olhar em direção a figura da mais velha.— E você fica.
— Eu cometi um haram, sogra. Eu menti. Esse bebê é do Ali Nejat.
— Eu sei.
— Sabe?
— Faruk também sabe e não se impõe. Venha.— me deu espaço para entrar:
Era a pessoa que eu menos esperava que ia me estender a mão, era a que mais estava me ajudando agora.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
Noidinha lima
anciosa pra ver o desfecho da história.👏🏾👏🏾👏🏾
2024-10-12
1
Rhee Silva
seria bom se ela deixasse o ali negativo ter o casamento em paz também
2024-10-11
1
Ana Paula Cardoso Pereira
mas capítulo autora
2024-10-11
0