Pov's Aaliyah.
Arábia Saudita.
05:00 AM
Não havíamos consumado o casamento, ele optou em respeitar o meu momento e falou que não iria me obrigar a nada. Inclusive optou em dormir no chão do quarto e eu na cama.
Levantei vagarosamente para não causar nenhum barulho. Já estava tocando o primeiro toque para o início da oração. Todo muçulmano tinha que orar cinco vezes ao dia.
Cubri os meus cabelos com hijab, e me aproximei de onde o meu esposo estava deitado de mal jeito. Ajoelhei-me e cutucei o seu braço de leve:
— Ali Nejat.— pronunciei o seu nome, baixinho.— Ali Nejat. — apenas se virou para o outro lado, seu sono estava pesado demais.
Me retirei do quarto, não conhecia muito bem a casa. Era dois andares; resolvi descer para andar de baixo em busca de achar um tapete.
Oravamos de joelhos e sempre em direção a Meca, a cidade sagrada.
O profeta Muhammad para nós muçulmanos foi o último profeta enviado por Alláh. Através dele foi fundado o Islã. E no alcorão havia cinco pilares que todo muçulmano deveria seguir, e um deles era:
"Não existe outro Deus há não ser Alláh, e o profeta Muhammad é o seu mensageiro. "
Fechei os olhos e me curvei de joelhos, na sala de estar. Li um versículo do Alcorão, fazendo minha oração.
Assim que terminei, fui direto para cozinha. Estava conhecendo um pouco mais da casa que seria minha.
Sabia cozinhar muito bem, desde de pequena fui ensinada a fazer tudo. Eu gostava de arrumar casa, limpar, cozinhar.
Eu estava feliz naquela manhã, estava sorrindo e animada para preparar o café da manhã pro meu esposo.
Montei a mesa, estava ansiosa esperando-o descer.
Ouvi o som dos seus passos apressados e meu coração começou a bater acelerado, quase querendo sair pela boca.
E assim que apareceu, sorri:
— Bom dia.
— Bom dia!— o cumprimentei, sorridente.
Ele nem sequer olhou para aquilo que havia preparado, somente pegou uma fruta na geladeira e saiu comendo.
O acompanhei até porta, estava chateada, mas talvez estivesse atrasado para o trabalho.
Seus olhos escuros olharam para mim. Estávamos sem saber o que fazer na presença um do outro.
— Você pode lavar a minha roupa?
— Uhum.— assenti.
— Volto à noite. Tchau!— deu um beijo na bochecha, me deixando corada.
— Tchau, habibi. — acenei.
— Não me chame de habibi.— me cortou.— Estou brincando, Aaliyah. — exibiu um sorriso, me arrancando uma risada espontânea— Pode me chamar do que quiser, habibti. — segurou em minha mão, acariciando.
Encarei o gesto, sentindo um frio na barriga. Enquanto nos olhávamos com o brilho nos olhos, sorríamos.
— Ali Nejat.— a voz autoritária soou no fundo.— A incompetente da sua nova esposa, tá fazendo o quê aí parada na porta?
Estremeci totalmente quando viramos....
Engoli em seco, abaixando a cabeça de forma submissa. Senti o meu marido apertar ainda minha mão, como se quisesse me passar segurança.
— Mãe, Aaliyah tava se despedindo de mim.
— O lugar dela é na cozinha.— o repreendeu.— Vá toma conta da casa. Yalla! Yalla! Não quero esposa preguiçosa dentro desta casa.
Sai rapidamente e quando passei ao seu lado, apertou o meu braço, na frente do seu próprio filho e disse;
— Saiba o seu lugar. Caso ao contrário, ele irá te repudiar como fez com a primeira e te jogará no vento. Ele não se apaixona por muçulmanas, só por estrangeiras.
— Mãe, não fale besteira.— a advertiu.
— E não é verdade, Ali Nejat? Irá trazer aquela firanghi estrangeira para dentro desta casa, jogará o nome da nossa família ao vento.
Enchi os meus olhos de lágrimas, ficando mal ao ouvir aquilo.
Eu não tinha a menor chance.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
Sandra Regina
Só tem cobras e escorpião no romance pois ele já trai ela antes de casar agora piorou tudo mais ela vai ter força para sair dessa batalha
2024-11-13
1
Ioneide Martins
há de início uma sogra brucha meu Deus que cina desça menina 😪😪😪
2024-10-28
0
Patricia M
eita que a coitada vai sofrer na mão da sogra
2024-10-07
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