Khadija
Faruk.
Aaliyah
Ali Nejat
Pov's Aaliyah
NA MANHÃ SEGUINTE.....
Eu me sentia tão inválida, não tinha voz para me defender e o quanto eu estava sendo exposta, me doía muito.
Ali Nejat me levou até a casa do meu tio, ele queria uma explicação. Meus olhos estavam vermelhos de tanto que já havia chorado.
— Estou devolvendo ela.— foi essas palavras que mencionou. — Sua sobrinha não presta. Vocês dois!
Meu tio entreolhou para mim, decepcionado. Era nítido que ele não estava entendendo o que havia se passado e o porquê daquela humilhação toda.
— Ali Nejat, tem que seguir os costumes.— a sua cunhada interviu.— Você não pode abandona-lá aqui. E se ela tiver grávida? Um homem não pode abandonar uma mulher grávida. É haram!
— Khadija tem razão, irmão. Temos que levá-la para casa.
— Eu não quero essa mulher na nossa casa, Faruk.— respondeu, olhando-me com desprezo.
Abaixei a cabeça, chorando ainda mais.
— E nem eu quero ela aqui.— ouvi a voz do único familiar que eu possuía.
As lágrimas escorreram pelo meu rosto de imediato.
— Tio?— sussurrei, com o tom embargado.
— Se o seu marido não te quis, é porque há algum motivo. Não ser quero ser mal visto na mesquita. Yalla, saía daqui! Saía!— o mais velho gritou, me expulsando.
Tudo que eu estava passando, era tão humilhante. Não tinha mais nada, a não ser a minha própria vida.
Levantei daquele chão frio, cabisbaixa. E Khadija saiu me guiando até o carro, estava tão mal psicologicamente;
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Alguns minutos...
O caminho inteiro até a casa do Ali Nejat foi em silêncio. A única pessoa que eu poderia me proteger daquilo, me virou às costas.
— Já voltaram da viagem?— fomos recebidos na entrada, escutando aquele tom de deboche.
— Agora não, sogra.— Khadija a cortou.— Saía da frente!
— Quem é você para me mandar sair da frente, sua hortaliça? Não sei o que Faruk viu em você, cobra. É uma inútil!!
— Mama, respeite minha esposa.
— Gosto do Ali Nejat porque não é covarde, já você Faruk, só serve para ser mandado por essa daí.
— Sogra, que Alláh diminua os seus dias!
— Tá ouvindo, Faruk? Sua esposa tá me amaldiçoando.
— Khadija.
— Marido, foi ela que começou.
Entramos na residência. Eu era segurada, pois não estava conseguindo andar direito. O meu corpo estava tão fraco.
— Cadê Ali Nejat?— me virei ao escutar — Por que essa outra tá com cara de choro?
— Mama, Ali Nejat pediu o divórcio.
— Ainda bem que Alláh abriu os olhos dele a tempo.
— Sogra, você não pode calar a boca um minuto?— se estressou. — Não vê o quanto Aaliyah está sofrendo.— apontou para mim, e mais lágrimas caíram.
A mais velha sequer se comoveu, simplesmente rebateu dizendo:
— Eu não queria mesmo esse casamento, mas Ali Nejat teimou comigo. Essa daí é igual a você, uma hortaliça.
Khadija saiu me puxando para que eu não desse ouvidos.
— Não liga para ela.
— Eu não quero ficar aqui.
— Você vai ter que esperar três luas, Aaliyah. Até lá, Ali Nejat vai ter se arrependido e vai querer se casar com você novamente.
— Mas eu não quero.
— Como assim não quer?— parou, me encarando surpresa.— Uma mulher sem marido não é nada. Pelo profeta, não fale besteira!
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2 MESES DEPOIS...
Os meses que se passaram foram os mais difíceis.
— Daqui a pouco eles vão entrar.— Khadija avisou, trazendo uma macia com água.
— É você vai que averiguar?
Ela assentiu que sim com a cabeça.
— Por favor se eu tiver grávida, diga para eles que eu não estou— implorei, em desespero.
— Eu não posso mentir, Aaliyah, senão é capaz de Faruk querer me jogar no vento.
— O meu bebê é a única coisa que me restou.— toquei em minha barriga em cima da abaya, a confessando enquanto chorava.— Em nome de Alláh, Khadija, me ajude.
— É fora do meu alcance, Aaliyah, posso até ser morta se ocultar uma informação dessa. O bebê pertence a Ali Nejat, ele tem obrigação de sustentar e cuidar.
As portas se abriram, e os demais membros da família entraram.
Esse seria o momento que o meu destino estaria selado para sempre a Ali Nejat.
Vi que o próprio estava sério, nem me olhou nos olhos, fui ignorada completamente.
Deitei na cama e mais uma vez cutuquei Khadija, a suplicando através dos meus olhos.
— Deixa que eu checo.— a muçulmana mais velha tomou a frente.
— La, sogra! — a impediu.— Eu sou parteira, eu sou mais experiente.
— Mama, não atrapalhe Khadija.
— Você faz tudo que essa primeira esposa manda, Faruk. Todos devem zombar de você na Mesquita. Eis um imbecil!
— Mãe, não fale assim com o meu irmão.— o outro o defendeu.
Fomos interrompidos quando com a voz alta:
— Aaliyah não está grávida.
— Tem certeza?— Ali Nejat se pronunciou, surpreso.
— Absoluta, cunhado, não há um bebê.— ela entreolhou para mim, e a agradeci, emocionada.— Aaliyah já pode ir, voltar para casa da família.
— Eu não tenho mais família.— soei triste.
— Você que pensa Aaliyah... Conversei com Faruk, ele irá te tomar como esposa, se assim quiser. Eu dei o meu consentimento.
— QUE HISTÓRIA É ESSA IRMÃO?— Ali Nejat gritou, partindo para cima, ao confronta-ló.— TÁ MALUCO?
— Não disse que essa hortaliça não presta!— a mãe deles acusou, olhando para Khadija. — Essa cobra quer trazer contenda para dentro desta casa.
Enquanto todos brigavam, bem alto gritei:
— Eu me caso!— concordei, e o silêncio ensurdecedor percorreu.
Todos os olhares se voltaram para mim, e principalmente do homem que havia me rejeitado.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
Claudia
esse FDP fez isso pq a moça não sangrou ou ele fez de propósito, nojento FDP 🤮🤮🤬🤬
2025-02-19
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Noidinha lima
eita eita a coisa tá ficando animada.
2024-10-12
0
Patricia M
que cachorrada dessa família primeiro essa cobra da sogra agora o ex marido safado que usou a coitada
2024-10-07
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