Capítulo 11: Escolhe Luca

Connor adentra a sala da direção, um ambiente elegante e bem cuidado. A sala possui um ar moderno e agradável, com móveis de madeira polida e um leve toque de sofisticação. Plantas verdes e saudáveis enfeitam os cantos do espaço, dando um ar natural e acolhedor, claramente evidenciando o gosto pessoal da diretora por elementos vivos e tranquilizantes. Pendurado na parede, há um quadro emoldurado que traz a filosofia da escola, enquanto a mesa de madeira maciça, no centro, mantém uma organização impecável, exceto pela bagunça que Connor estava prestes a fazer.

Connor, com uma expressão apreensiva, olha ao redor para se certificar de que está sozinho antes de começar a vasculhar as gavetas da mesa da diretora. Seus movimentos são rápidos e precisos, como se soubesse o que estava procurando. Ele murmura para si mesmo, em um tom frustrado:

- Tem que ter algo… - Dizia enquanto vasculhava as gavetas do lado direito - onde está?

Enquanto isso, do lado de fora da sala, Luca observa em silêncio.

"Por que ele entrou na sala da direção se a diretora está ocupada na cantina?"

Ele franze a testa, sentindo que algo estava muito errado. Pensamentos confusos passam por sua mente:

"Será que ele tá aprontando algo?" Luca se vê dividido entre ignorar o que estava acontecendo e se envolver, já que, como supervisor de Connor, ele deveria garantir a ordem na escola e, acima de tudo, evitar escândalos.

"Será que eu deveria...?" – Luca pensa, sua mente nublada pela dúvida.

Porém, sua indecisão não dura muito. Ele respira fundo e decide agir. Sem hesitar mais, ele caminha rapidamente até a sala e abre a porta de uma vez, determinado a confrontar o que quer que estivesse acontecendo.

Dentro da sala, Connor, agora vasculhando outra gaveta à esquerda

" Deve estar por aqui" pensa para si

Entretanto, leva um susto tão grande que seu corpo recua, encostando-se à mesa. Ele para de respirar por um momento, esperando o pior. Ao ouvir a porta se abrir, seus olhos se arregalam e ele murmura para si mesmo:

- Merda.

Luca abre a porta e aparentemente não vê Connor na sala então decide chamar por ele

- Connor!

Porém, ao reconhecer a voz que o chamou, ele percebe que não era a diretora, mas sim Luca, e solta o ar preso.

- Luca? – Connor questiona, sem acreditar que era ele ali, no lugar da diretora.

Luca fecha a porta, mantendo o olhar fixo em Connor, que ainda se esconde parcialmente atrás da mesa. Sem perder tempo, Luca pergunta:

- O que você tá fazendo na direção enquanto a diretora não está?

Connor, ainda em estado de choque, tenta desviar a atenção e rebate:

- E o que você tá fazendo aqui?

Luca explica que havia visto Connor entrar na direção de forma suspeita e decidiu segui-lo para descobrir o que estava acontecendo. Seu olhar rapidamente se fixa na pasta de documentos que Connor segurava, com o título claro: "Históricos".

- O que você tá procurando na pasta de históricos, Connor? – Luca pergunta, agora ainda mais intrigado.

Connor, sem paciência, responde com desdém:

- Não era pra você estar aqui. Isso não te interessa.

Mas Luca não cede:

- Interessa, sim. Sou seu supervisor. Tudo o que você fizer vai pesar sobre mim.

Connor, claramente incomodado, tenta ignorar as palavras de Luca enquanto joga a pasta sobre a mesa e começa a vasculhar desesperadamente pelos documentos. Seu foco estava nos registros dos terceiros anos.

- O que você tá querendo com isso? – Luca insiste, aproximando-se cada vez mais. – Precisamos sair daqui antes que alguém nos pegue.

Mesmo sob pressão, Connor continua vasculhando até que finalmente encontra o que estava procurando. Dentro da pasta havia um documento com a etiqueta "3°B" , e por ali Connor procurava um histórico. Um sorriso aliviado surge em seu rosto quando ele retira um documento com o nome Alissa Bryan.

Achei! – Connor solta, sem perceber o tom alto de sua voz.

Luca, agora ainda mais nervoso, se aproxima rapidamente:

- Olha,No Momento não me importa o que você quer com isso, mas a gente tem que sair daqui, agora!

Connor, ainda com o coração acelerado, joga a pasta de volta na gaveta, fechando-a com força. Ele olha para Luca com uma expressão tensa, mas resignada:

- Tá, vamos.

Sem mais palavras, Luca abre a porta e ambos saem da sala da direção de forma apressada. O som dos passos ecoa pelos corredores desertos enquanto se dirigem ao banheiro, longe de olhares curiosos e da presença autoritária da diretora.

Os dois caminham lado a lado, mas o silêncio entre eles era carregado de tensão. Luca ainda estava em choque com o que presenciou, mas sabia que teria que lidar com essa situação delicada, principalmente se aquilo envolvesse a reputação da escola ou algo mais grave.

Connor, por outro lado, parecia aliviado por ter encontrado o que procurava, mas o medo de ser descoberto ainda o consumia. Enquanto se afastavam da direção, o clima entre eles permanecia carregado de perguntas sem respostas.

Connor e Luca entra apressadamente no banheiro da escola. O ambiente vazio os envolve em uma sensação de alívio momentâneo, mas não há tempo para relaxar completamente. Ambos respiram fundo, tentando processar o que acabaram de fazer, enquanto o silêncio predomina. Os sons leves da água pingando na pia e o eco de suas respirações são os únicos ruídos que quebram o ambiente.

Luca, ainda preocupado, olha para Connor e questiona diretamente:

- O que você quer com isso? – Sua voz carrega mais curiosidade do que acusação, mas o tom é firme.

Connor evita o olhar de Luca por um momento, jogando água no rosto como se isso fosse aliviar o peso da situação.

- É algo pessoal – responde, tentando encerrar o assunto. – Não precisa ficar sabendo.

Luca, insatisfeito, cruza os braços e insiste:

- Claro que importa. Eu sou seu supervisor, e tudo que você faz afeta..

Antes que Luca pudesse terminar a frase, Connor, com um sorriso de desdém, completa:

- "Tudo que eu faço afeta você também..." – Sua voz imita o tom sério de Luca, como se estivesse debochando.

Ele olha para Luca com uma expressão provocadora, como se soubesse exatamente o que estava por vir.

Luca, sentindo a pressão crescer, pergunta de forma mais incisiva:

- Se você sabe disso, por que não me conta logo o que tá acontecendo? – Sua paciência começava a se esgotar.

Connor suspira, frustrado, e responde:

- Porque é delicado demais pra você ficar sabendo. Acredite, você não quer entrar nisso.

O clima entre eles pesa com o silêncio que se segue. Luca percebe o nome "Alissa Bryan" no documento, e, de forma mais calma, pergunta:

- Quem é Alissa Bryan?

Ao ouvir isso, Connor endurece. Seu rosto se fecha, e a frustração parece crescer. Ele solta um breve suspiro antes de pedir:

- Luca, para de fazer perguntas.

Os dois se encaram por um tempo, em um momento carregado de olhares intensos, como se ambos estivessem esperando uma resposta não verbal, uma compreensão que não precisasse ser dita. O peso da situação se espalha pelo ambiente, e por um instante parece que ambos esperam algo mais profundo do que meras palavras.

Após alguns segundos, Luca decide tentar outra abordagem, abaixando o tom:

- Esse documento vai prejudicar minha função como supervisor? – pergunta, genuinamente preocupado.

- Connor finalmente desfaz a postura de confronto e responde, com uma voz mais melancólica:

- Não. Esse documento não vai te afetar. É sobre algo... particularmente esquecido. Não vai pesar pra você.

- Se é algo esquecido, o que você quer com ele? E por que é esquecido? – Luca questiona, tentando compreender melhor o que estava acontecendo.

Connor, claramente mais abalado com a situação do que antes, abaixa a cabeça por um momento. Sua expressão muda para algo mais triste e introspectivo. Ele responde, sem olhar diretamente para Luca:

- Você não precisa se preocupar. Se um dia for necessário, eu te conto.

Luca sente a tensão crescer novamente, ainda sem entender por completo o que estava acontecendo. Ele sabe que precisa reportar algo ao conselho, mas também sente que há algo muito pessoal em jogo. Sua mente se enche de perguntas, mas antes que ele possa expressar mais dúvidas, Connor o interrompe:

- Mas Connor, como que eu vou relatar isso para o conselho? - perguntou Luca preocupado

- É só não colocar isso no relatório – diz Connor, quase como se estivesse oferecendo um ultimato.

Luca encara Connor, sem saber o que pensar. O ar de indecisão que o envolve é palpável.

Connor se vira para Luca, com uma expressão mais sombria:

- Agora você vai ter que repensar de que lado você está, Luca. O meu... ou o do conselho. – Ele faz uma pausa para que as palavras pesem ainda mais. – Se você ficar do meu lado, talvez eu te conte por que quero esse documento. Mas é uma escolha sua.

Antes que Luca pudesse dizer qualquer coisa, Connor vira as costas e sai do banheiro, deixando Luca sozinho com seus pensamentos.

Luca, agora confuso e em conflito, fica parado no centro do banheiro, observando seu reflexo no espelho. A mente dele está cheia de perguntas sem respostas: "Devo relatar isso? Por que ele quer tanto esse documento? Será que estou disposto a saber o que realmente está acontecendo?"

O Ponto de visão se afasta em uma nota de tensão e indecisão, com Luca encarando seu reflexo, questionando qual será seu decisão.

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