A Revelação de Muri

No majestoso castelo de Althoria, Muriel estava sentado à mesa do salão, observando Renato e sua irmã trocando risadas. A luz suave da manhã iluminava os rostos felizes, mas seu coração estava distante. A lembrança da noite anterior ainda estava fresca em sua mente; o toque suave de Renato em sua cintura e aquele beijo que fez seu mundo girar. A tensão entre eles parecia um fio delicado, prestes a se romper a qualquer momento.

Sentindo-se sufocada pela confusão que a dominava, Muriel decidiu se afastar e ir para o jardim. O cheiro de flores frescas e o canto dos pássaros ajudaram a acalmar sua mente. Muriel passou a mão nos lábios, relembrando a intensidade do toque de Renato. "Eu sou um anjo", pensou, "não posso me permitir pensar em coisas tão mundanas e apaixonadas!" Ela fechou os olhos, tentando afastar os sentimentos que a envolviam, mas o coração batia forte, como se quisesse gritar.

De repente, a presença de Renato a surpreendeu, fazendo-a despertar de seus pensamentos. Ele se aproximou com um sorriso travesso, perguntando por que ele estava tão assustado. "Estava apenas pensando", Muriel respondeu, escondendo a verdade de seus sentimentos. Mas, com o jeito provocador de Renato, sentiu seus joelhos fraquejarem, enquanto ele se inclinava para segurar seu queixo.

A respiração quente dele bateu em seu rosto, fazendo Muriel estremecer. "Pelo visto, alguém está querendo me enxergar melhor, não é, anjinho?", disse Renato, sua voz rouca e cheia de sedução. Muriel, corado até a raiz dos cabelos, se afastou rapidamente, tentando recuperar a compostura. "Não é isso", insistiu ele. "Estou apenas pensando em quando meus óculos vão estar prontos para poder ler!"

Renato soltou uma risada suave e, notando sua ansiedade, garantiu a Muriel que não havia motivos para se preocupar. "Os óculos estarão prontos amanhã", prometeu. "Você vai enxergar muito bem, inclusive a mim!" As palavras de Renato trouxeram um sorriso ao rosto de Muriel, que, mesmo envergonhado, percebeu que os caminhos para a redenção entre eles estavam apenas começando. A manhã poderia ter trazido incertezas, mas também trouxe uma esperança renovada para um futuro mais claro.

Muriel observava com admiração enquanto Renato se afastava em direção à rainha. Com cabelos vermelhos ao vento e um charme irresistível, Renato era um verdadeiro reflexo de liderança e coragem. A rainha, com um olhar ansioso, aguardava seu aproximar-se, esperando ansiosamente por notícias que poderiam mudar o destino do reino. Muriel, por outro lado, sentia seu coração acelerar, não apenas pela aparência de Renato, mas pela urgência da missão que se aproximava.

Elisabeth, aproximou-se dele e informou sobre o plano de buscar um amuleto em uma cidade vizinha. Este amuleto, segundo rumores, tinha o poder de ocultar os poderes de Muriel, que foram ameaçados pela recente contaminação de seu corpo com o sangue demoníaco. Apesar de ser um arcanjo, Muriel se sentia vulnerável, ciente de que suas habilidades poderiam machucar inocentes se não fossem controladas. Com essa informação fresca em sua mente, Muriel decidiu que precisava se preparar para a jornada que o aguardava.

Enquanto pensava em se arrumar, Elisabeth fez um alerta importante. Ela enfatizou a necessidade de Muriel levar uma espada, já que o caminho até a cidade seria perigoso. Os demônios, mesmo em situações delicadas, eram astutos e a presença de Muriel poderia atrair problemas. Hesitante, Muriel expressou sua relutância, argumentando que preferia usar seu arco celestial, um símbolo de sua verdadeira essência e distanciamento. No entanto, Elisabeth foi inflexível, explicando que os poderes celestiais poderiam ferir não apenas os inimigos, mas também amigos e aliados.

Consciente da profundidade dos perigos que iminentes os aguardavam, Muriel finalmente concordou em levar a espada. Ao entrar na escuridão, ele sabia que era um risco usar suas habilidades, pois a escuridão tinha um jeito traiçoeiro de consumir os poderes celestiais. Muriel pensou em estratégias para evitar ferir outros, decidindo que dependeria de sua força bruta, guardando seu arco celestial para um momento de maior necessidade. Essa decisão fez com que ele refletisse sobre sua identidade, lembrando-se de que mesmo um anjo poderia se adaptar às circunstâncias.

Com a determinação renovada, Muriel se preparou para a jornada. Sentia a mistura de ansiedade e emoção, sabendo que essa busca não era apenas uma missão, mas também um teste de sua força interior. As palavras de Elisabeth ecoavam em sua mente, enquanto ele se preparava mentalmente para o que viria. Eles estavam prestes a enfrentar desafios imensos, mas a esperança de encontrar o amuleto que poderia ajudá-lo era suficiente para acalmar a tempestade em seu coração. Juntos, partiriam para resolver um mistério que poderia alterar o curso de suas vidas no reino de Althoria.

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