Em uma vibrante cidade repleta de vendedores coloridos e aromas irresistíveis, Muriel e Elisabeth caminhavam animadamente, absorvendo toda a energia ao redor. Muriel, um anjo curioso, não conseguia esconder sua surpresa em relação à vida demoníaca que se desenrolava diante de seus olhos. Enquanto Muriel se aproximava para observar os produtos, Elisabeth, com um sorriso enigmático, via seu desconforto em sua hesitação. Ela sabia que a mente de Muriel estava cheia de questionamentos sobre a realidade que ele nunca havia experimentado.
Elisabeth explicou que levou anos para que as coisas na cidade se tornassem tão normais e pacíficas, uma transformação impulsionada pelo novo rei, Renato. Ele havia substituído seu pai e cortado com as rígidas regras que antes governavam a vida demoníaca, permitindo que cada indivíduo escolhesse como se apresentar ao mundo. A revelação de que muitos demônios agora tinham liberdade para se manifestar de maneira mais humana deixou Muriel intrigado, ampliando seu conhecimento sobre a cultura que antes considerava estranha.
Novamente, a curiosidade de Muriel foi despertado quando avistou uma taverna ao longe. Embora ele soubesse que, como anjo, precisava manter sua pureza e inibir seus desejos, o desejo de explorar a diversão de uma taverna era inegável. Elisabeth, compreendendo seu anseio, concordou em acompanhá-lo, mas advertiu que deveria moderar o consumo de álcool devido a suas responsabilidades. Assim, os dois se aventuraram em busca de novas experiências e diversão.
Ao entrarem na taverna, foram recebidos por uma jovem prestativa que lhes perguntou o que gostariam de beber. Elisabeth, confiante, pediu duas cervejas, enquanto Muriel permanecia em silêncio, absorvendo o ambiente ao seu redor. Ele olhou com admiração para os frequentadores da taverna, que exprimiam suas demons traços híbridos, uma mistura fascinante de humanidade e demônios, e isso apenas aumentava sua curiosidade sobre as diferentes formas de ser.
Conforme as cervejas chegaram e conversas animadas começaram, o clima se tornou leve e descontraído. Muriel compartilhou um pouco de sua vida como anjo, revelando os rigorosos padrões que o forçavam a manter a pureza a todo custo. Elisabeth, por sua vez, comentou sobre as enormes mudanças que Renato trouxe para os demônios, destacando o alívio que sentiam após tanto tempo vivendo sob regras opressoras. Juntos, eles exploravam não apenas suas diferenças, mas também a maneira como cada um lidava com os desafios de suas existências.
À medida que a noite avançava e a cerveja continuava a fluir, Muriel começou a pensar sobre os laços humanos e a simplicidade das relações que a vida demoníaca oferecia. Seus pensamentos eram confusos e, ao mesmo tempo, intrigantes. Com cada nova conversa, Muriel dava passos em direção a um entendimento mais profundo sobre si mesmo e sobre o que significava se relacionar com outros. Assim, a jornada de um anjo na cidade dos demônios estava apenas começando, cheia de descobertas e potencial para novas amizades, explorações e, quem sabe, até mesmo um pouco de diversão inesperada.
Enquanto caminhavam em direção ao castelo, Elisabeth, em seu estado alterado, começou a falar incessantemente. "Você sabia que as estrelas têm nomes secretos, Muriel? Eu acho que uma delas se chama... Tortuga!" Ela exclamou entre risos, e Muriel não pôde evitar sorrir. Para ele, cada palavra confusa de Elisabeth era uma joia que reforçava a conexão única que eles compartilharam. Muriel ouvia com atenção, tentando não perder nenhuma de suas conversas hilárias, que variavam desde teorias sobre gatinhos mágicos até planos malucos de construir um foguete com a caneta dela.
A amizade de Muriel e Elisabeth se fortalecia a cada passo dado sob a luz da lua. Ele se sentia grato por poder protegê-la, rindo das bobagens que ela dizia. A jornada para o castelo, embora cheia de risadas e confusões, trouxe um calor especial ao coração de Muriel. Assim que chegaram à porta majestosa do castelo, Muriel conduziu Elisabeth para dentro, onde a paz e a tranquilidade reinavam. Ele sabia que ela precisava de descanso e um pouco de cuidado.
Com delicadeza, Muriel a levou até seus aposentos, assegurando-se de que ela estivesse confortável. “Você vai ficar bem, minha amiga,” ele sussurrou, cobrindo-a com uma manta suave. Muriel saiu do quarto de Elisabeth devagar, cada passo cuidadosamente calculado para não acordá-la. O olhar sereno dela ao dormir o fez sentir que havia cumprido sua missão de amigo, e ele se afastou em silêncio, enquanto a noite continuava a brilhar lá fora.
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Elisabeth mede 1,90 m de altura e é irmã do rei, que a considera como tal por ser a única que sempre o entendeu e auxiliou na sua jornada rumo ao trono. Em virtude disso, ela ocupa a função de sua principal conselheira. Elisabeth costuma se vestir com roupas formais, sendo incomum vê-la usando vestimentas casuais; além disso, ela tende a adotar uma postura austera, evitando exibir sorrisos em demasia, embora aprecie interagir com Muriel, mesmo sem reconhecer essa relação publicamente.
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Atualizado até capítulo 24
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