~ William ~
Eu vou ensinar a ela boa parte de tudo o que sei, não quero que fique desprotegida e muito menos vulnerável diante dessas pessoas, não confio no meu tio, sei que ele está com raiva de mim, afinal de contas, eu atirei em sua perna e foi por uma justa causa, mas sei que provavelmente vai querer dar o troco, ele nunca aceitou a ideia do meu pai ter deixado tudo para mim e o Sebastian, ele sempre teve ambição perante a isso.
Já faz um mês do nosso casamento, um mês que a Marisa está tentando atormentar a minha vida, mas ela não vai conseguir, já disse a ela tudo que eu tinha para falar, vou arcar com as minhas responsabilidades, vou assumir esse filho mesmo não querendo, mas ficar ao lado dela, ou fazer tudo que eu desejo com a minha esposa, eu não vou, ela que fique por lá e bem longe da gente.
Hoje eu vou levar a Jai para um lugar importante, eu acabei de fechar a venda de uma grande carga dos meus produtos, vai sair daqui diretamente para a Coreia, meus negócios estão se expandindo e nada pode dar errado, já faz meses que estamos tentando fechar esse negócio, meus produtos são de alta qualidade, posso dizer que é " ouro em formato de pó ", e não quero que ninguém atrapalhe isso.
Acabamos de acordar, chegamos em casa há alguns dias, ficamos na Itália bem mais tempo do que o previsto, mas eu já sabia que isso poderia acontecer, abrir um cassino requer atenção e nada pode dar errado.
Também aproveitei para apresentar a minha mulher a cidade linda que estávamos, fizemos de tudo um pouco, ela ficou encantada!
- William, você já matou alguém? - ela saiu do banheiro ainda com a cara amassada e o cabelo desgrenhado.
Adoro ver ela assim, com esse rosto inocente e essa voz doce e meiga, tudo nela me encanta e me deixa excitado mesmo eu não querendo estar.
Eu sorri para a sua pergunta e a segurei pela cintura, cheirei o seu pescoço e apertei a sua bunda a fazendo grunhir.
- posso ser sincero com você? - pus uma mecha do seu cabelo atrás da orelha e beijei os seus lábios - eu já matei muitas pessoas, nenhum delas eram dignas de pena, eram cruéis, perversas e já haviam tirado a vida de pessoas inocentes e ninguém sentiram falta delas - dei de ombros e me afastei dela - nesse mundo só vence os mais espertos, e como minha esposa, vai ficar entre muitos perigos, eu não queria que fosse assim, mas infelizmente essa é a nossa realidade e quero que aprenda a se proteger.
- eu vou ter que matar pessoas? - ela arregalou os olhos e eu neguei enquanto a olhava sério.
A única coisa que pode me desestabilizar, é ela, nada mais importante para mim, somente a segurança dela, eu mataria qualquer pessoa que a colocasse em risco sem pensar duas vezes, meteria uma bala em sua cabeça e a manteria segura novamente.
- não vai precisar matar ninguém, meu anjo, mas eu prefiro que seja assim, não pode mostrar a sua fraqueza para as pessoas, elas sempre tocam na parte que mais dói na gente, e eu não quero que fique desprotegida e nem despreparada se algo acontecer comigo - toquei o seu rosto e fechei os olhos enquanto respirava fundo - eu te amo, te amo demais e não sei o que faria se algo acontecesse a você.
(...)
Tomamos café em meio a risos e conversas aleatórias, ela e a Júlia estão se dando super bem, minha irmã pediu desculpas por tudo o que disse e também pela forma que agiu, viu que foi boba e infantil.
Amanda está super estressada com os últimos preparativos do seu casamento com o Sebastian, ela anda gritando pela casa e atacando todo mundo com palavras.
Meu irmão está louco! graças a Deus o meu casamento foi rápido e sem muita pataquada.
- porquê vocês não tem um bebê? - Júlia olhou para Jai e ela olhou para mim - sério, eu não acredito que a Marisa vai ter um filho seu, desculpa tocar no assunto, mas essa mulherzinha é muito baixa! Já imaginou tudo que ela não vai fazer para tentar ter o William de volta? todos nós sabemos que ela não vai deixar vocês em paz.
- Júlia tem razão! vocês deveriam providenciar logo essa criança, já são casados, se amam - Amanda segurou a mão de Jai em cima da mesa e ela sorriu entranho - eu estou louca para ter um sobrinho, Marisa vai infartar!
- é, quem sabe um dia, não é?
Não sei porque, mas eu senti que ela ficou diferente, não é coisa da minha cabeça, eu sinto que ela não se sentiu confortável com essa conversa e por isso eu decidi mudar de assunto.
- eu vou ensinar a Jai a se proteger, deveria fazer o mesmo com Amanda - olhei para o meu irmão - nunca se sabe o que pode nos acontecer, apesar dos nossos seguranças andarem sempre atentos, não podemos andar desprevenidos.
- isso! Boa ideia, William! - Amanda olhou para Sebastian visivelmente empolgada - eu quero aprender atirar, e também quero andar como as mulheres dos filmes que carregam uma arma presa na perna, talvez eu queira entrar assim na igreja! - ela ficou pensativa por alguns minutos e a gente riu.
- está maluca? - Jai gargalhou sem acreditar e assim foi o nosso café da manhã.
Eu fiz algumas ligações durante o dia, e uma delas foi para o meu tio, antes de sair para resolver os últimos detalhes da transportadora da carga, eu preciso falar com ele.
- amor, eu vou sair por alguns minutos e daqui a pouquinho estou de volta - ela está na cozinha preparando o almoço, eu tenho um presente para lhe entregar, mas é surpresa, talvez fique para amanhã porque ainda faltam alguns detalhes, mas tenho certeza que ela vai adorar, também quero levá-la para sair depois que tudo estiver resolvido hoje a noite, tenho outro presente e esse já pode ser entregue.
- tudo bem, eu vou fazer a melhor macarronada que já comeu em toda sua vida! - ela beijou os meus lábios - vai sair com a Marisa? - seu sorriso morreu e eu neguei.
- não, eu já disse que todos os assuntos que eu for resolver com a Marisa, quero que esteja ao meu lado, é um outro assunto que não vem ao caso agora - peguei sua mão e olhei sua aliança de casamento - porque ficou tão séria quando a Júlia falou sobre termos um bebê? não quer ter filhos comigo?
- sim, eu gostaria muito de poder te dar filhos um dia, esse era o meu maior sonho quando estava trancada no quanto, eu sempre imaginei que sairia de lá e construiria uma família que me amasse e me acolhesse - ela me abraçou repentinamente e pude ouvir os seus soluços de choro.
- o que foi, Jai? - acolhi o seu corpo e beijei o topo da sua cabeça - é alguma coisa séria que quer me contar?
Ela respingou fundo, e ainda abraçada a mim começou a falar algumas coisas.
- quando eu era criança, eu sentia muitas dores no pé da barriga, eu era apenas uma menina, isso foi se empurrando até que chegou ao ponto de eu ter um hemorragia severa, eu estava na escola, me levaram para o hospital e quando chegou lá, uma das minhas trompas havia se rompido, eu a perdi, William, na época eu não entendia muito bem, e quando eu perguntei ao meu pai, ele disse a mim que eu era seca igual a minha mãe, que eu nunca poderia ter filhos - ela se afastou de um ainda com lágrimas nos olhos e me olhou - eu nunca vou poder ter filhos com você, William, eu sou tão seca como uma folha no deserto.
- Amor...
- Vai ter um filho com outra mulher, ela ainda é louca por você, William, e você não sabe o quanto isso está me fazendo mal - ela passou a mão no rosto - eu sei que tudo isso foi antes da gente acontecer, mas eu não consigo evitar esse ciúmes, essa raiva e até mesmo a inveja que sinto dela.
- Jai...
- ela está dando a você algo que eu nunca vou poder te dar, ela vai dar a você, William, o filho que deveria ser nosso, e ele vai unir vocês dois para sempre, e eu tenho certeza que de uma maneira ou outra, ela vai usar essa criança para tentar separar a gente, e o meu maior medo é que ela consiga.
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Atualizado até capítulo 30
Comments
Ana Regina Fernandes Raposo
EU ACHO QUE ELE QUERIA MAGOAR ELA.
2024-11-13
0
Maria Cristina
nunca ouvi isso,acho que o pai dela exagerou
2024-10-16
2
Marta Monteiro
estamos juntas autora /Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm/
2024-08-16
0