Apolo Narrando.
— Após o jantar, estávamos todos reunidos à mesa e o ambiente parecia agradável, pelo menos para mim. No entanto, ao observar Pedro, percebi que ele parecia distante, quase como se estivesse contando os grãos da comida. Em nenhum momento o vi colocar o garfo na boca. Para não incomodá-lo com perguntas, optamos por terminar a refeição em silêncio. Alguns minutos depois, todos se levantaram; Thomas dirigiu-se ao seu quarto e Pedro me acompanhou até o meu. O silêncio de Pedro era notável e bastante desconfortável e me incomodava muito. Buscando romper o silêncio, decido conversar com ele e digo: Filho, podemos conversar? Aguardo a resposta dele.
Pedro — Não é necessário, pai. Estou bem, apenas não estou no meu melhor momento. Está bem, irei-me deitar. Faço o necessário para acomodar o meu pai na cama, desejo-lhe boa noite e me retiro.
Apolo — Boa noite, filho. Pai te ama muito, viu?
Pedro — Eu também te amo, pai.
— Após deixar o meu pai no quarto, caminhando em silêncio, dirigi-me ao meu próprio quarto, onde peguei a minha mochila. Ao olhar para a minha arma, pensei. Ele acreditou que poderia permanecer escondido para sempre. Chegou o momento, Rhael, de transformar a sua vida num verdadeiro inferno. Vou enviá-lo ao fundo do abismo. Coloquei a arma na mochila e saí discretamente.
Sonho... Do Apolo.
— Após tomar meus medicamentos, logo adormeço profundamente e sou transportado para outro mundo. Não se trata de um lugar sombrio, mas sim de um campo verdejante, repleto de flores raras que nunca havia visto em toda a minha vida. Há alguém segurando minhas mãos, mas a luminosidade é tão intensa que não consigo ver seu rosto. No entanto, a voz dela chega a mim, suave e doce, tentando me comunicar algo. Com o passar do tempo, a intensidade da luz diminui lentamente, e então consigo reconhecer seu rosto: era Alice. O olhar dela se tornou sério, e percebi que ela estava lutando para se expressar. Logo, ela começou a falar.
Alice — Não quero que vocês fiquem tristes por minha causa. Eu parti deste mundo para sempre, mas estou bem aqui. Vim apenas para deixar um recado. Apolo, coloquei a mão em seu rosto e disse: 'Proteja o Rhael, eu imploro, meu amor. Não deixe quê Pedro e Rhael machuque um ao outro. O Rhael é inocente em tudo isso, sempre foi, e você sabe disso. Agora preciso ir, meus momentos aqui estão se esgotando. Fique em paz dê um beijo nós nosso filho por mim. Adeus.
— Sou Trago à realidade um episódio que ocorreu em meu quarto de um sonho, com meu grito estrondoso, meu coração disparou de forma intensa. O suor escorria pelo meu rosto, como gotas de chuva. Peguei meu celular e verifiquei que eram 5 da manhã, quando de repente, Thomas entrou abruptamente no meu quarto e perguntou o que havia acontecido.
Thomas — Ao abrir a porta, deparei-me com Apolo, que estava visivelmente assombrado, com os olhos arregalados. Tentei acalmá-lo e perguntei o que ocorreu.
Apolo — Thomas, algo está prestes a acontecer. Alice conversou comigo e a vi em meu sonho. O Pedro está determinado a matar o Rhael, e precisamos impedir que ele cometa o maior erro de sua vida.
Thomas — Quando ele mencionou o nome de Alice, pensei que Apolo estava delirando. No entanto, ao recobrar a realidade, saí apressadamente do quarto de Apolo e me dirigi para o quarto do Pedro, mas ele não estava lá. Tentei ligar para o celular dele, mas a chamada sempre ia para a caixa postal.
Reflexões de Thomas.
Caso Pedro venha morrer, tenho a intenção de retaliar ele, por duas vezes, caso eu tenha a oportunidade de chegar a tempo. Frustrado, bato a mão no espelho e parto em busca dele. Entretanto, Apolo me intervém, solicitando que eu o leve junto nessa viagem.
Rhael Narrando.
— Estava determinado a entrar no quarto do meu pai hoje. Olhei para o meu celular e vi que eram seis da manhã. Aproveitei a distração dele, já que ele costuma acordar cedo para receber os lucros que chegam em caixas de um caminhão de outro estado. Caminhei pelo corredor com cautela, sempre lançando olhares para trás, pois não queria me surpreender com nada. Ao chegar à porta do seu quarto, percebi que estava trancada, mas aquilo não era um obstáculo para mim; eu estava decidido a entrar. Com uma chave de fenda em mãos, começo a mover a tranca da porta. Após alguns minutos, consigo abri-la e noto que o quarto está bem organizado, com todos os objetos em seus devidos lugares. Meus olhos percorrem cada item enquanto me movo rapidamente, à procura da maldita caixa. Após vinte minutos de busca intensa, percebo um piso falso no chão. Ao me agachar, constato que realmente se trata de um pequeno buraco que pode acomodar uma caixa. Minhas mãos tremem ao abrir. Ao abrir a caixa que segurava em mãos, fiquei intrigado com a razão pela qual guardaria um objeto tão inofensivo. No fundo da caixa, encontrei diversas fotografias, que não eram comuns. Cada uma delas apresentava datas escritas à mão. Eram imagens da minha mãe sendo violentada pelo Guilherme, além de uma foto da minha família inteira às lágrimas se juntam em meus olhos embaçando minha visão me esforçando para não perder as forças diante daquela revelação. O que me deixou ainda mais revoltado foi encontrar uma imagem do Apolo sendo torturado. Para minha surpresa, havia também uma carta acompanhada de uma foto de um homem que parecia ser um pouco mais jovem que meu pai, com a inscrição Cárter e com o mesmo sobrenome, do meu pai e penso porquê o meu pai nunca, menciono quê ele tem um irmão mais novo.
— Unindo minhas forças para me reerguer e buscando sentir-me forte, a realidade se impose sobre mim, permitindo-me, assim, confrontar meu próprio pai. Senti angústia, dor e um profundo sentimento de culpa. Era uma experiência angustiante, mas eu sabia que precisava manter a cabeça erguida e optar pelo caminho correto. Era imperativo expor a verdade: meu pai é responsável pela morte da minha mãe e foi ele quem deixou Apolo naquela cadeira de rodas. Ele é um verdadeiro monstro, e que ele enfrente as consequências de seus atos e quê ele apodreça, no inferno.
— Estou a caminho de encontrar o meu pai, independentemente de onde ele esteja, sem considerar as consequências que isso pode trazer. Quando avisto Miguel logo em seguida, ele tenta me deter, mas estou tão determinado que não consigo ouvir. Minhas mãos estão suando de nervosismo, pois não consigo localizar meu pai nos cômodos da casa. Decido seguir em direção ao seu escritório, mas antes de entrar, sou interrompido por Miguel novamente. Olho para ele e digo — Eu descobri a verdade, Miguel, e chegou a hora.' Ele me impede e responde que eu não estava em condições de continuar. E eu falo — Estou perfeitamente bem e entro.
Máximo — Estava tão concentrado na quantia de dinheiro que recebemos hoje que nem percebi quando Rhael entrou pela porta, com uma expressão alarmante. Parei o que estava fazendo e perguntei o que havia acontecido.
Máximo — O que houve, Rhael? Parece que você viu um fantasma. No entanto, percebo que seu olhar não expressava medo, mas sim ódio e raiva, e então ele respondeu.
Rhael — Eu te odeio. Você me fez acreditar durante todos esses anos que o verdadeiro vilão da história era Apolo.
Máximo — Levantei-me rapidamente da cadeira e, em seguida, sinto uma leve tontura, mas logo passa. Digo: — Sobre o que você está falando, Rhael?
Rhael — Com uma voz alta e grave, respondo — Você é responsável pela morte da minha mãe e deixou Apolo incapacitado naquela cadeira. Não se faça de inocente, Máximo; você não merece nem o chão que pisa. Do fundo do meu coração, desejo que você passe a eternidade no inferno não querendo ouvir nem há última palavra do meu pai, saio dali em lágrimas.
Máximo — Você está enganado a esse respeito. Sinto meu coração acelerar e percebo que não posso mais me permitir essa tensão, mas Rhael fez questão provocar.Decido sentar-me na cadeira novamente e chamo o Miguel de forma apressada. Ele prontamente vem até mim, e eu o instruo a buscar meus medicamentos. No entanto, logo sinto pontadas intensas na cabeça, que me forçam a ajoelhar com as mãos na cabeça. Começo a me debater no chão, enquanto minha visão fica turva e, em seguida, começo a vomitar, perdendo a consciência.
Miguel Segurança.
— Os medicamentos do Senhor Máximo estavam em minha mão, mas ao chegar na porta, percebo que ele já havia desmaiado completamente. Saí correndo para buscar o Rhael, na esperança de que ele pudesse me ajudar. Foi em vão a minha busca por Rhael. Peguei meu celular e liguei para ele, mas em nenhum momento ele atendeu à minha chamada. Voltei a verificar como estava o máximo, e ao me agachar, percebi que ele não tinha pulsação. O que restava agora era esperar o retorno de Rhael e ver o que ele poderia fazer em relação ao corpo de seu pai.
Rhael
— Deixei minha casa sem um destino claro, sentindo-me desorientado e desamparado. A cada passo que dava pela calçada, não conseguia me preocupar com as pessoas ao meu redor; apenas me via chorando a dor que apertava meu peito. Era um peso insuportável, e eu desejava apenas que a dor cessasse. Se ao menos um carro me jogasse para longe, talvez eu me sentisse melhor.
Pedro
— Finalmente, Rhael, encontrei você. Vou seguindo os seus passos com cautela, dirigindo lentamente o meu carro.
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Atualizado até capítulo 25
Comments
❤️🔥autora_Fêêniix🔞🔥
finalmente porraaaa
2024-08-31
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