Sete Anos Depois.

Pedro Narrando.

— Os anos passam rapidamente e, num instante, encontro-me sorrindo de lado, segurando com uma das mãos um pequeno porta-retratos da minha mãe. Sinto saudades dela, e pode ter passado vários anos, sua lembrança permanece viva em minha mente. Aprofundar-me nesses pensamentos só me traz tristeza, mas agora, a busca por justiça finalmente chegou. Esperei sete anos para chegar até este ponto, e agora, aos dezessete anos, sinto-me maduro e preparado para enfrentar qualquer situação. Reconheço que meu pai ainda não assimilou completamente essa situação, mas estou determinado em relação ao que quero. Certa vez, ouvi Apolo afirmar que a vingança é um prato que se serve frio; no entanto, para mim, a vingança chega quando menos se espera.

Um pouco sobre mim: estou no último ano escolar e evito ao máximo me envolver em conflitos no colégio. Durante toda a minha trajetória, costumava seguir sozinho, mas agora as circunstâncias mudaram, e meu tio Thomas está constantemente me supervisionando.Não o julgo e não posso afirmar que fui moldado pela dor. Nos últimos anos, tudo o que aprendi foi conforme a vontade do Thomas. Passei por diversos desafios, incluindo longos períodos em ambientes de mata fechada, a fim de entender como é sobreviver sem equipamentos domésticos. Os resultados foram excelentes, e não me arrependo de nada disso. Neste momento, estou determinado a encerrar esse capítulo da minha vida, e quero garantir que esse passado nunca mais seja reaberto.

Confesso que passei por uma transformação na minha aparência, realizando várias tatuagens, o que deixou meu pai bastante irritado. Eu o respeito muito, mas tenho solicitado que ele me permita viver a minha vida. Tenho recebido propostas de trabalho, incluindo a de segurança particular, pelas minhas habilidades, especialmente de pessoas ligadas ao chefe de uma organização. Essas relações são conhecidas do meu avô e do Thomas, o que me deixou intrigado. Pedi orientação ao Thomas, que me aconselhou a agir com cautela, e decidi manter a calma em relação a essa proposta.

Um pouco mais distante dali.....

Rhael

— Atualmente, estou imerso nas atividades do galpão, dedicando-me diariamente a colocar minhas habilidades em prática. Estou enfrentando um desafio com um dos subordinados do meu pai. Cada manhã traz uma nova rotina, repleta de experiências que deixam marcas em minha pele. Meu pai afirma que todo esse esforço vale a pena e que não posso voltar atrás nem demonstrar fraqueza neste momento. Com apenas quinze anos, continuo enfrentando diversas cobranças impostas pelo meu pai, que faz questão de me lembrar que o encontro com o Pedro está se aproximando. Mantenho o meu foco na luta, embora receba alguns golpes no rosto e no abdômen. Também contra-ataco meu adversário, mas sou surpreendido por um soco no queixo, o que deixa meu pai de mau humor. Já sabia que precisava preparar meus ouvidos para ouvir.

Máximo — Onde está a sua mente, Rahel?

Aproximo-me dele, fixando meu olhar e digo — É dessa forma que você enfrentará seus inimigos, caindo com um simples golpe?

Rhael — Pai só foi um momento de distração da minha parte, não percebi quando ele me atacou, pois algo tirou minha atenção. Retornarei para corrigir isso, pois o senhor sempre me repreende por não agir adequadamente na frente deles. O senhor sabe o quanto isso me envergonha, mas percebo que meu pai simplesmente baixa a cabeça e me ignora completamente. Logo, vejo-o sinalizando para um dos homens, que se aproximam e me seguram, arrancando minha camiseta e aplicando cinco chicotadas em minhas costas, enquanto ouço suas ordens.

Máximo — Se eu ouvi uma lágrima, certamente serão mais cinco e, a meu ver, isso será suficiente para que você não me enfrente novamente. Percebo o quanto ele é resiliente diante da adversidade; sei o quanto isso o impacta. Observo que ele fecha os olhos a cada golpe e, como mencionei, ele não derramou sequer uma lágrima, o que torna a sua superação ainda mais admirável Assim que terminaram de aplicar a punição em Rhael, mandei que ele fosse imediatamente ao banheiro para tomar um banho, refletir e pensar sobre sua atitude para a próxima vez em que desejar me questionar.

— Eu estava profundamente irritado com toda a situação, mas não quis demonstrar fraqueza diante dele. Permiti que a água escorresse pelo meu corpo, abaixei a cabeça e deixei as lágrimas caírem, sentindo a dor das feridas que ainda latejavam em minhas costas. Algum tempo depois, saí do banheiro, vesti uma calça e permaneci em pé no meu quarto, pensando na Alice. Até agora, não consigo entender como ela faleceu naquele acidente de carro. Meu pai evitou entrar em detalhes sobre o ocorrido, mas eu apenas queria saber a verdade.

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Comments

❤️🔥autora_Fêêniix🔞🔥

❤️🔥autora_Fêêniix🔞🔥

nossaaa que lindos amei que capítulo foi esse a não eu quero maiss

2024-08-19

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