Uma Vida Infeliz. Apolo Narrando.

 — Já se passaram três dias desde que recebi alta do hospital, e a realidade ainda não se instalou em mim: o fato de que nunca mais poderei andar. Estou imerso em minhas tristezas, lutando para sobreviver e me adaptar a esta nova fase da minha vida. Confesso que não tem sido nada fácil. Conversei com Carter sobre a possibilidade de me mudar para a casa dele, mas a hesitação me dominou. O orgulho falou mais alto por um tempo, mas não consegui resistir e acabei abaixando a guarda, aceitando morar com meu pai, que tomou essa decisão por mim Ele optou por vender a casa que era minha e de Alice. Ainda é difícil acreditar que Alice está realmente morta, sem um enterro digno ou uma cerimônia de despedida. Essa será a lembrança que guardarei de sua partida para o resto da minha vida.

— Atualmente, não estou mantendo uma rotina definida, uma vez que meu pai contratou uma enfermeira adicional para cuidar de mim. Seu nome é Joana, uma senhora de aproximadamente 50 anos, conhecida por sua generosidade. A convivência tem sido positiva, embora eu sinta certo constrangimento durante os momentos em que ela realiza a troca do meu material e a manutenção da minha sonda. Joana me trata com muito respeito, mas, de qualquer forma, é uma situação à qual ainda não me acostumei. Os médicos recomendam que eu permaneça em recuperação por mais dois meses, após os quais poderei voltar às atividades, ainda que seja em uma cadeira de rodas. Talvez um dia eu me adapte a essa vida sem graça.

— Já passava das 18:00 durante essas 72 horas na casa do meu pai, e ainda estou enfrentando um enigma para dormir à noite. Meu filho Pedro sempre me ajuda e demonstra preocupação com meu bem-estar; às vezes, isso chega a ser um pouco irritante, pois, da minha parte, eu não buscaria ajuda. Reconheço que posso ser arrogante em algumas ocasiões. Quem sabe um dia eu mude; quando chegar à velhice, vou diretamente para a sala de jantar, onde todos estarão reunidos e a refeição servida. As dores são insuportáveis, mas consigo lidar com isso.

— Após 20 minutos, já havia terminado a minha refeição, pois a comida do hospital era tão insípida que não conseguia nem sentir o cheiro; tudo que era servido eu acabava recusando. Hoje, meu pai solicitou que fossem preparados peixe grelhado, salada, arroz e feijão; até vinho ele pediu para ser servido, embora não para mim, pois estou tomando medicação para a dor e não posso misturar álcool com os remédios. Antes de eu me afastar da mesa, meu pai pediu à Joana que me acompanhasse até o escritório dele, pois gostaria de ter uma conversa comigo.

Carter —Sou um pai que está envelhecendo e se sentindo cansado. Você possui ao seu redor conforto, lazer, e o mais importante, a companhia do seu filho Você pode estar perguntando-se sobre o que estou tentando transmitir com tudo isso. No entanto, antes de continuar, gostaria de lhe fazer uma pergunta: você permitiria que eu treinasse o Pedro, um amigo próximo, para melhorar suas habilidades?

Apolo — Não estou completamente certo sobre a direção que o senhor deseja seguir com essa questão, mas pelo que percebo, parece que o objetivo é treinar o Pedro para que ele se torne o quê exatamente?

Carter —Fiz uma volta ao redor da mesa do meu escritório, pois a tensão entre Apolo e eu já era palpável. Quando mencionei a possibilidade de treinar o Pedro e respondi à sua pergunta, minha resposta foi decisiva, e impactante Qual é a sua opinião sobre um assassino?

Apolo — O senhor possui um senso de humor admirável e aprecio suas piadas. Contudo, voltando à sua proposta, gostaria de questioná-lo: por que você acredita que seria apropriado treinar o Pedro para se tornar um assassino?

Carter — Refleti sobre o assunto e, apesar de você não querer que eu mencione o nome dele, o Rhael continua sendo seu filho. Acredito que você não deve ignorar essa realidade e deve aceitar sua nova maneira de viver, dando o devido reconhecimento ao Pedro em sua nova posição.

Apolo — Peço que não faça esse pedido. Ele não será como eu, pois jamais o enxerguei dessa forma. Ele ainda é uma criança de 10 anos e, com certeza, encontrará as melhores maneiras de viver e prosperar. Contudo, minha resposta é não.

Carter — Eu fiquei surpreso com a resposta negativa dele, mas ainda não desisto. Digo a ele: Quê Pedro já está na faixa etária apropriada. Será que não está avaliando a situação de forma adequada? Como é possível aceitar isso tão rapidamente, sem demonstração de arrependimento ou dor?'

Apolo — Eu me tornei um inválido, Pai, e o senhor está me pedindo para que eu aceite minha nova realidade? Isso não pode ser sério. Chamo pela Joana para está me levando para o meu quarto.

— Após a Joana, juntamente com a outra enfermeira, me acomodarem cuidadosamente em minha cama, meus pensamentos se voltam para a proposta do meu pai de transformar o Pedro em um justiceiro, que tomaria para si a responsabilidade de fazer justiça sobre o próprio irmão. Aceitar ou não essa ideia é a questão que permanece em aberto. Em meio a esses reflexões, acabo mergulhando em um sono profundo.

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Comments

Elisabete Claudino da Silva

Elisabete Claudino da Silva

eu acho que Alice não morreu ...ela tem que voltar e matar esse homem do mau

2024-08-23

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❤️🔥autora_Fêêniix🔞🔥

❤️🔥autora_Fêêniix🔞🔥

sim sim e vdd, como ele ia ser feliz sendo aleijado perdeu a mulher que amava e depois perdeu o filho, agora ele depende dos outros para tudo coitado não é fácil, tenho certeza se não fosse o Pedro ele tiraria sua vida, nossa não vejo a hora de todos pagarem pelo oque fizerem e eu descobrido do apolo Pedro deve ser treinado sim para se vingar daqueles que fizeram mal para a sua família

2024-08-09

4

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