Pablo…
Acordei bem cedo e fui para a academia, precisava relaxar um pouco.
Fiz um treino bem completo de musculação, ombros (desenvolvimento elevação lateral, elevação frontal, remada alta, crucifixo inverso), peito(Supino reto, supino inclinado, barra solta, supino reto com halter, flexão de braço e bench press com elástico), bíceps (rosca martelo, rosca direta sentado, rosca direta e bíceps corda), tríceps (tríceps testa, tríceps coice, tríceps banco), costas (serrote, superman, extensão de costas, remada alta e baixa) e ABS(abdominal com bola, abdominal infra e abdominal oblíquo). Encerrei com alguns alongamentos e voltei para o dormitório.
Sempre tive uma rotina fixa de exercícios e gosto muito de começar o dia me exercitando ou correndo.
Pego as minhas roupas e vou para o chuveiro. Após um longo banho, vou para a minha primeira aula do dia, matéria principal ciência política.
Anoto tudo o que julgo importante, três jogadores do time de basquete cursam direito e ouço eles reclamando do treino de ontem, dizem que estão com todos os músculos doendo, outro diz que mal conseguem pisar no chão.
… Fracotes!…
Eu e William, saímos da sala conversando.
— Ouviu os caras reclamando de dor?
— Sim, são uns fracotes!
— Qual o nome da técnica mesmo?
— Ana Paula!
— Claro! Ana Paula Bennett, filha do dono da universidade!
— Espera! Como sabe disso?
— Ouvi falar!
— Até parece que faz o estilo de pessoa que reproduz o que ouviu falar! Nem gosta de fofocas…
— Eu vi ela pelas corredores, apenas isso!
Ele arqueia uma das sobrancelhas e sorri, zombando, reviro os olhos e desfiro um soco de leve em seu braço.
— Ela é muito gata e joga muito bem! Já assisti a jogos dela!
— Assistiu? — pergunto, com uma das sobrancelhas arqueada.
— Que foi? Parei de jogar, mas ainda curto assistir aos jogos!
— O que rolou, que ela parou de jogar profissionalmente?
— Não sei! Pode ser que tenha machucado! — diz e dá de ombros. — Qual o interesse?
— Nenhum interesse! — digo e ele dá um risinho.
— Pelo que sei, ela namora! Fica esperto! — diz e sinto uma pontada no peito.
No intervalo, empresto as minhas anotações para William e vou até a quadra de basquete. Estava ansioso para ver aquela loira linda.
Para a minha decepção, o ginásio está vazio, mesmo assim eu entro e fico no meio da quadra. Meu coração dispara e a cesta parece me chamar, fecho os olhos e me imagino em campo, todos gritando o meu nome.
De repente, sinto mãos quentes cobrirem os meus olhos, sei que se trata da mulher mais linda que já conheci, pois todo o meu corpo estremeceu.
— Sei o que se passa na sua mente! — sussurra em meu ouvido e um arrepio percorre o meu corpo.
Seguro as suas mãos, tiro dos meus olhos e me viro de frente para ela. Algo nos conecta com muita força, nosso olhar é intenso e não conseguimos parar de olhar um para o outro. Ainda segurava as suas mãos, mas ela quebra o clima, se afastando.
— Disse que sabe o que eu estava pensando! O que é?
— Imaginava você no meio de uma partida, com todos gritando o seu nome, a um passe de dar a cesta da vitória!
Arregalo os olhos e ela sorri.
— Não se preocupe, não sou vidente! — diz se afastando, indo em direção à arquibancada. — Já estive no mesmo lugar que você! — diz, deixando a sua mochila e colocando sobre o banco.
— O que uma patricinha, filha do dono de uma das universidades mais conceituadas do país, sabe sobre isso?
Ela revira os olhos e dá um sorriso amarelo. Percebo que tal comentário a chateou.
— Me desculpe, não quis te chatear!
— Tudo bem, quando aceitei o cargo, sabia que ouviria esse tipo de comentário! Só não pensei que ouviria isso de você…
— De mim?
— Cara, você é muito parecido comigo… na questão do basquete, claro! — disfarça, após pigarrear. — Vejo no seu olhar o quanto ama o basquete, mesmo fugindo, isso daqui tudo te chama! Só queria entender o motivo de desistir…
— E você, por que desistiu?
— Estourei meu joelho e tive que fazer três cirurgias! Ninguém quer um jogador machucado!
Arregalo os olhos, com espanto.
— Sinto muito! — digo e ela dá de ombros.
Ela senta-se no banco e sento-me ao seu lado.
— Não sinta, a culpa foi minha! Me dediquei mais do que deveria ao time e agora estou eu aqui! Isso é o mais perto do que posso chegar de uma quadra, fora o medo que sinto de machucar novamente!
Olhamos para a quadra e sinto algo estranho, essa garota desperta tantas coisas em mim, não sei explicar.
— Eu amo o basquete, por isso acabei aceitando treinar o time! É um esporte imprevisível, quando estou em quadra tudo se torna mágico! Amo as improváveis viradas que o time dá a cada segundo do jogo, meu coração bate no mesmo ritmo do relógio do placar…
Olho fixamente para ela, enquanto descreve as suas emoções em quadra.
— Espero que um dia volte a jogar e colocar todo o seu talento em prática! — diz, trazendo o olhar em direção ao meu.
Nos olhamos fixamente, meu coração bate em ritmo acelerado e engulo em seco, com tantas sensações sentidas, quando estou ao seu lado.
O seu assistente entra na quadra, nos fazendo sair daquela química absurda.
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Atualizado até capítulo 130
Comments
Teena
Misericórdia, tô cansada e suada só de ler esse negócio kkkk
2024-11-20
1
Tatiana Fonseca Naffah Bertoni de Melo
Magia vc é maravilhosa detalhista e formidável amando cada capítulo. Parabéns e muita saúde
2024-08-26
1
Adiji Abdallah
Vdd Luciane
2024-08-13
0