Nicholas…
Não sei onde estava com a minha cabeça, em acreditar que uma mulher linda, como Gislene, se interessaria por um homem mais velho do que ela.
Quando a chamei para almoçar, minha intenção era conhecê-la melhor, mas ela convidou Ana Paula e percebi que isso nunca vai dar certo. Preciso tirar essa menina da minha cabeça.
Após tantos anos, ela foi a primeira mulher a me fazer sentir vivo novamente, se é que me entendem.
Sempre fui muito fiel ao meu amor por Adeline, acreditei que o nosso amor era para sempre e que iríamos superar a depressão que ela entrou, após o falecimento de seu pai. Contudo, me enganei, ela seguiu em frente com a sua vida, enquanto eu parei.
Acordo bem cedo, faço a minha higiene matinal, me arrumo e desço para correr com as minhas filhas.
Sempre gostei de estar presente na vida delas e não tem nada melhor do que praticar um esporte junto delas.
Corremos por cerca de uma hora, ao voltamos nos alongamos e cada um foi para o seu respectivo quarto se arrumar.
Ao sair do meu quarto, encontro com Adeline.
— Bom dia, Adeline!
— Bom dia, Nicholas!
Nos olhamos fixamente, meu coração dispara e não sei explicar, que mesmo com o passar dos anos ainda continuo amando essa mulher.
— E então, como está indo à Universidade?
— Tudo ótimo! — digo fazendo sinal com uma das mãos, para ir na minha frente.
— Nunca imaginei que deixaria a sua empresa para cuidar se uma simples Universidade!
— Não se trata de uma simples Universidade, é o lugar que minha mãe levantou com muito esforço e amor!
— Não tem que fazer isso…
— Faço por ela e por mim mesmo! Eu amo a minha família e sempre estarei aqui por cada um deles e vou honrar a memória deles!
— Isso é alguma indireta?
— Não sou homem de dar indiretas!
Nossas filhas descem as escadas a cumprimentam com um beijo e um abraço.
Tomamos o café, com elas contando como foi ontem. Amo ver a felicidade estampada no rosto delas.
Ana Paula, decide ir em seu carro para a Universidade e dá carona para Dionnes, porque o motorista pediu para falar comigo.
Vou até o escritório e o motorista entra, havia me esquecido que ele está perto de se aposentar.
— Me desculpe, eu realmente havia me esquecido!
— Tudo bem, senhor!
— Será que pode ficar mais alguns dias até eu encontrar outro motorista?
— Claro que sim!
Agradeço e ele me deixa a sós.
Ligo para a minha secretária da empresa e peço para providenciar um novo motorista até o final da semana.
Pego a minha maleta e sigo para a Universidade.
Ao chegar, Gislene está em sua mesa.
O perfume dessa mulher me deixa desnorteado.
— Bom dia, senhorita!
Ela arqueia uma das sobrancelhas.
— Bom dia!
Vou para a minha sala, minutos depois Gislene entra na sala e fecha a porta.
— Algum problema? — pergunto me colocando de pé.
— Sua secretária da empresa ligou e perguntou para quando pode marcar as entrevistas com os candidatos ao cargo de motorista?
— Amanhã!
Ela se vira e ao tocar na maçaneta da porta, parece pensar por alguns segundos.
Se vira novamente de frente para mim e se aproxima da minha mesa.
— Me desculpe senhor, não quero ser inconveniente, mas o meu irmão está a procura de emprego, posso garantir que é de extrema confiança, já trabalhou em várias coisas, inclusive de segurança!
Penso por alguns segundos e massageio as têmporas.
— Eu realmente não tenho muito tempo para entrevistas, mande seu irmão vir aqui hoje a tarde e se me agradar, o emprego será dele!
— Obrigado, Nicholas! Muito obrigada, mesmo!
— Não me agradeça ainda, vamos ver como seu irmão vai se sair!
— Posso te fazer uma pergunta?
— Sim!
— Eu sou bem honesta e não gosto de mal entendidos! Gostaria de saber se fiz algo errado, está estranho!
— Não se preocupe! Não fez nada de errado, eu é que confundi as coisas!
— Confundiu as coisas?
— Quer que eu seja sincero, senhorita?
— Por favor! Sou muito sincera e gosto que também sejam comigo!
Me aproximo dela e a mesma dá alguns passos para trás, seu peito sobia e descia com a respiração pesada.
Antes que pudesse falar qualquer coisa, somos interrompidos por alguém batendo na porta.
Rapidamente ela abre e se trata do diretor administrativo.
Gislene pede licença e saí desnorteada da minha sala.
O diretor administrativo trouxe todo o levantamento das finanças do colégio desde que o antigo reitor assumiu a direção. Tivemos uma longa reunião, explicou-me tudo e tirou algumas das dúvidas que surgiram.
Nem saí para almoçar, pois não estava com cabeça e avisei Gislene e a liberei para ir almoçar.
Algum tempo depois...
Gislene entra carregando uma bandeja com um prato de comida e suco.
— Trouxe o seu almoço! Não pode ficar sem se alimentar, meu irmão diz que saco vazio não para em pé! — diz divertida.
Sorrio de seu comentário.
Ela arruma uma mesa aleatória que havia ali, quando me aproximo, acabo esbarrando nela, a fazendo se desequilibrar e imediatamente a seguro pela cintura.
Nosso olhar se encontra, nossas respirações descompassam, sinto-a estremecer e imediatamente meu membro enrijeci feito pedra com seu corpo quente colado ao meu.
— Está tudo bem?
— Si… Sim! — diz se afastando. — Com licença!
Ela saiu apressada da minha sala e eu sorrio vitorioso, pois pude sentir o quanto ela reagiu à nossa aproximação.
>>>>>>>>>>>>>>
Gislene…
Hoje fiquei muito feliz, após acordar e ir até a cozinha e ver o meu irmão já de pé preparando o café.
Abri um lindo sorriso e o abracei fortemente.
— Como dormiu a noite, mana? — pergunta, me servindo o café.
— Bem, por quê?
— Passei pelo seu quarto, estava gemendo como se estivesse com dor, passei a mão na sua testa e estava suando frio, pensei em te acordar, mas logo foi se acalmando!
Meu rosto queima de vergonha, deve ter sido a hora que sonhei com aquele coroa gostoso da porr@.
— Deve ter sido algum pesadelo… sabe que ainda tenho pesadelos com aquelas noites nas ruas! — disfarço, dando um gole em meu café.
— Também tenho! — responde ele, com um olhar triste.
— O que vai fazer hoje?
— Procurar emprego! Já chega de ficar te dando gastos!
— Não seja bobo!
Tomamos café, terminamos de nos arrumar e saímos juntos de casa.
Ele vai atrás de emprego e eu vou para o trabalho.
Fiquei animada com a possibilidade de Raul conseguir um emprego com Nicholas, pois sei o quanto é difícil encontrar emprego atualmente.
Avisei Raul sobre a vaga de emprego e o horário que tinha que estar aqui e ele ficou muito animado.
O mais tenso foi quando questionei Nicholas se havia algo errado, pois a sua frieza me incomodou muito. Quase tive um ataque cardíaco com a nossa aproximação, principalmente quando seguro a minha cintura com aquela pegada forte.
Eu saí de sua sala com as pernas bambas.
No decorrer do dia, evitei entrar em sua sala e todo recado que precisava lhe dar, ligava.
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Atualizado até capítulo 130
Comments
Josigg Gomes Galdino
Não entendi esse homem, está interessado na Gi, mas também sente o coração disparar, quando vê a ex mulher, isso é coisa de homens cafajestes,decida de uma vez, seja homem, não pode querer, ficar com duas mulheres, a sua ex não te quer,e a Gi não merece ter um homem pela metade, e ainda apaixonado pela ex esposa
2025-04-01
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Josigg Gomes Galdino
Até agora,estou achando o Nicholas,um cafajeste, ele diz que ama a ex esposa,e sente desejo por Gi
2025-04-01
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Josigg Gomes Galdino
Vai ser Raul, e como ele é exper no volante, vai acabar salvando a filha dele
2025-04-01
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