Ana Paula...
Convido Dionnes para nos acompanhar ao jogo e a mesma aceita.
Desço até a sala, para esperar minha irmã e minha mãe está sentada no sofá.
— Vai sair filha?
— Sim! Vamos ao jogo do Renato!
Me aproximo, pouso um beijo em sua testa e ela acaricia o meu rosto.
— Como ele está?
— Bem, nos falamos por telefone e está muito ansioso com essa temporada! O técnico disse que, se ele se destacar nessa temporada, será um dos escolhidos para a NBA!
— Então é por esse motivo que quer tanto que o acompanhe nessa viagem?
— Por favor, mãe! Sei que não gosta do Renato…
— Filha, não tenho nada contra o Renato! Ele só não é o homem ideal para você!
— E o homem ideal para mim seria um empresário, bem-sucedido…
— Talvez! Não descarto essa possibilidade, mas pode ser qualquer um, desde que te faça feliz, que não te use para crescer profissionalmente e acima de tudo… que te ame, do jeito que merece!
— Mãe…
— Já disse o que tinha para falar, não quero discutir!
Sorrio fraco.
Ela se coloca de pé, deixa um beijo em minha e diz:
— Sei que às vezes pego pesado, mas eu amo você e a sua irmã, quero apenas que sejam felizes!
— Então devia ficar feliz por termos seguido o caminho que escolhemos para nós, mesmo não sendo em sua empresa!
— Quero que sejam bem sucedidas, sabe o quanto dói te ver chorando pelos cantos da casa, por não poder mais jogar? Não quero que a sua irmã passe pelo mesmo…
— Parece até que está…
— Não ouse terminar a frase! Amo vocês mais do que tudo nessa vida! Só queria poupá-las de sofrer como o meu pai sofreu! Ele não pôde mais jogar basquete, ficou depressivo..., acredita mesmo, que eu quero isso para vocês? O que mais dói é ver que a história está se repetindo com você!
Ela saiu e fico estática, pois essa é a primeira vez que mamãe dá uma justificativa verídica de seus motivos de ser contra a carreira que escolhemos.
— Vamos, Ana! — diz Dionnes, descendo as escadas.
Sorrio, a abraço e seguimos para a garagem.
Fomos o caminho todo cantando as nossas músicas favoritas.
Encontramos Gislene na entrada principal, ela não quis que a buscasse em sua casa. Gislene, nunca aceita carona até a sua casa, nem nunca me convidou para ir até lá, acredito que possa ter vergonha por ser simples. Eu também não insisto, pois não quero que fique desconfortável.
Nos cumprimentamos e entramos. Nos acomodamos na primeira fileira da arquibancada, logo atrás de onde o time de Renato ficaria.
Começam as apresentações, os jogadores vão entrando e a torcida vai à loucura. O local estava lotado, a torcida de ambos os times muito animada.
Renato entra, acena com a mão para mim e se posiciona com o time.
Gislene e Dionnes, pareciam torcer contra e alguns torcedores olhavam feio para elas. Gislene dava de ombros, não se importando com os olhares.
O jogo foi emocionante, o placar com pouca diferença de um time para outro, Renato não passava a bola e tentava se destacar entre os outros e isso estava prejudicando todo o time. No final do penúltimo tempo, o time adversário saí com uma vantagem de três pontos na frente.
Faço sinal para meu namorado vir até mim.
— O que pensa que está fazendo?
— Dando o meu melhor!
— O jogo de basquete é esporte coletivo, os olheiros estão aqui observando o time na totalidade, se não passar a merda da bola, vão perder e pode dar adeus à NBA! Eles não vão querer um jogador que quer se destacar acima do time!
Ele respira fundo.
— Olha para mim! Eles estão te marcando e, por isso, terá que passar a bola! A melhor opção que tem é o técnico colocar o jogador 55, você vai passar a bola para ele quando estiver sendo marcado e terão grandes chances!
Ele concorda e faz o que digo. Como é o capitão do time, o treinador sempre segue as suas ideias, que, na verdade, são minhas.
Deram início ao último tempo, seguindo conforme eu disse, ganham com uma diferença no placar de dez pontos. O time comemora, ele vai falar com os repórteres, minha amiga e irmã ficam de braços cruzados, revirando os olhos.
— O que foi meninas?
— Não me conformo, desse idiota nunca te citar! Se não fosse pelo seu conselho, eles teriam perdido!
Acho engraçado a revolta delas.
Ficamos sentadas na arquibancada, aguardando todos irem embora. Assim que tudo está mais tranquilo, elas seguem para o carro e eu vou até o vestiário parabenizar o meu namorado.
Encontro com alguns de seus colegas no corredor, passo por eles, os cumprimentando e sigo o meu trajeto.
A porta está fechada e ouço alguns gemidos.
Meu coração erra as batidas, toco a maçaneta e abro devagar, temendo o que possa ver. Pelo espelho, vejo Renato transando com uma garota, ela está de quatro no banco e ele está afundando dentro dela.
Fico em choque com tal cena.
— Que gostosa! Porr@… — dizia ele e desferia tapas na bunda da mulher.
— Mais força, Re… mais força!
Meu estômago embrulha, os dois gritam chegando ao limite.
Minhas pernas falham e não consigo sair dali, minha vontade é correr para o mais longe possível, mas não consigo.
— Re, quando vai terminar com aquela sem sal? — diz, se colocando de pé.
— Sabe que isso está fora de cogitação, eu amo a Ana Paula, mesmo que ela não saiba me satisfazer como você, sua gostosa! — diz, sentando-se e puxando para o seu colo.
— Não, ama! Porque é a mim que procura todas as noites… — diz a mulher agora, olhando em direção à porta.
Ela me viu ali e fez questão de sentar de uma vez em seu membro, o fazendo urrar.
— Diz que me ama, que sempre irá me amar! Diz que aquela sem sal só serve, porque sua família é muito rica e...
— Chega! Isso não é da sua conta! Tenho grandes planos para o futuro com Ana Paula, eu preciso dela ao meu lado! Agora vamos parar de falar dela, porque quero te fuder muito fundo, porque é a única que sabe me satisfazer de todas as maneiras possíveis!
Cheia de ódio, viro para sair dali, porém, vejo um balde de água suja, provavelmente de quem estava limpando o local. Pego o balde, abro a porta abruptamente os assustando e jogo toda a água em cima deles.
— Isso é para apagar o fogo de vocês, seus nojentos!
— Ana... não é nada disso do que está pensando, eu...
— Nunca é o que estamos pensando não é mesmo? Vocês dois se merecem, dois lixos!
Saio de lá correndo e não controlo o choro.
No estacionamento, peço para Dionnes ir dirigindo, Gislene já havia ido embora.
Minha irmã fica revoltada ao saber o que o maldito fez.
Chegamos em casa, vamos para o meu quarto, ela faz eu deitar em seu colo e choro copiosamente, com aquela cena nojenta e as palavras deles ecoando na minha mente.
Não consigo dizer nada, apenas choro, sentindo muito nojo de mim mesma, me sentindo a pior mulher do mundo.
... Como eles conseguem, nos fazer sentir tão mal?...
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Atualizado até capítulo 130
Comments
Josigg Gomes Galdino
Só vendo para acreditar que o Renato não é flor que se cheire , ele deu sinais de ser uma pessoa ruim, interesseira, oportunista e ganancioso, que só estava com ela,por interesse,toma distraída, será que ela vai esbarrar no Pablo e vai beijá-lo
2025-04-01
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Josigg Gomes Galdino
Até a mãe dela não gosta do Renato, isso quer dizer que são três contra um, não vejo a hora dela quebrar a cara, está com ele porque quer, e não vai ser por falta de aviso, conselho, os sinais estão bem claros, só ela que não quer ver
2025-04-01
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Josigg Gomes Galdino
Continua achando engraçado, e vai quebrar a cara, é claro que Renato está te usando e te traindo, sua otária
2025-04-01
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