Ana Paula...
Acordo, faço a minha higiene pessoal, me arrumo e ligo para o meu pai. Após chamar três vezes ele atende.
— Bom dia, minha filha!
— Bom dia, papai! Como o senhor está?
— Estou bem e você?
— Morrendo de saudades do senhor!
— Também estou morrendo de saudades de vocês! Já resolvi os meus assuntos por aqui e daqui a alguns dias estarei de volta!
— Que notícia maravilhosa, papai! Dionnes vai adorar saber disso, já falou com ela?
— Ainda não, quero fazer uma surpresa! Sei que ela queria que eu estivesse nas provas eliminatórias, para definir quais atletas irão entrar para o time, então vou chegar de surpresa!
— Ela ficará muito feliz!
— E você, meu amor, como está? — pergunta, se referindo ao fim da minha carreira no basquete.
— Estou levando, pai! O Renato me convidou para viajar com ele e o time de basquete nos próximos campeonatos, mas não sei se vou! Ainda não me decidi…
— Sinceramente, eu acho que não deveria ir!
Meu pai, nunca gostou do meu relacionamento com Renato, dizia reviver a sua história com a mamãe. Contudo, eu gosto muito dele e estarmos juntos é sempre ótimo.
Conversamos mais um pouco, me despeço e encerro a chamada.
Passo pelo quarto de Dionnes e nos cumprimentamos com um beijo e um forte abraço.
Descemos conversando sobre a competição, ela está animada e muito confiante, diferente dos outros anos.
— Fico feliz, que esteja tão confiante mana!
— Eu me dediquei muito, Ana, estou focada e não vou deixar nada nem ninguém me tirar o foco! Farei parte da equipe e estarei no pódio das próximas competições!
— É assim que se fala!
Nossa mãe, estava na sala de estar. Nos cumprimentamos com um abraço apertado e ficamos conversando assuntos relacionados a sua construtora, ainda insiste para que eu vá trabalhar com ela.
Apenas ouvimos, então Dionnes muda o assunto. Para fugir dela, decidimos sair mais cedo para correr, ao invés de ir para a academia.
Despedimos de dona Adeline e saímos de casa, apressadas.
— Dona Adeline não muda!
— Não! — respondo sem ânimo.
— Vai trabalhar com ela na construtora?
— Não sei! Estou tão confusa com todas as coisas que aconteceram! Saber que não posso mais jogar…
— Não pode se entregar à tristeza, mana, ainda pode jogar, só que…
— Não profissionalmente! Me dediquei tanto ao time e até eles me viraram as costas! Ninguém quer contratar uma jogadora machucada…
— Ana…
— Vamos correr e esquecer esse assunto, tá!
Começo a correr em sua frente e logo me alcança.
Corremos por uma hora, após o que aconteceu tive que voltar às atividades físicas gradualmente, fazendo exercícios para fortalecimento, mesmo não tendo mais dores.
Voltamos para casa e após fazermos o alongamento, ela subiu para se arrumar para ir para o ginásio.
Vou para o meu quarto, tomo um banho e combino de almoçar com Gislene.
Me arrumo e passo no orfanato, que ajudo todos os meses. Faço doações de dinheiro, brinquedos e, aos sábados à noite, fazemos uma noite especial, um dia pizza, outro cachorro-quente, lanches e com várias brincadeiras. Renato, me acompanhou apenas uma vez, ele nunca tem tempo, mas ajuda financeiramente.
Passei a manhã toda brincando com as crianças, acredito que a maior doação que podemos fazer é de dar amor e carinho a esses pequenos.
Damos um abraço em grupo, me despeço da diretora, das cuidadoras e vou embora.
Gislene, me esperava na porta do restaurante.
Cumprimento com um beijo no rosto e um abraço, entramos de braços dados no restaurante e fazemos o nosso pedido.
— E então amiga, está gostando do trabalho? — pergunto.
— Adorando, pensei que não me adaptaria, por passar tantos anos trabalhando em bares, mas estou gostando! Acredita que estou pensando em fazer faculdade?
— Sério? Isso é ótimo!
— Ainda não me decidi, estou estudando todas as carreiras, para ver qual faz o meu estilo!
— Torcendo por você, minha amiga!
— E você, já se decidiu o que vai fazer enquanto nenhum time te chama?
— Eles não vão me chamar amiga!
— Porque são uns idiotas, não sabem a profissional que estão abrindo mão!
— Renato, me convidou para acompanhá-lo nos próximos jogos de basquete, estou pensando em ir!
— Desculpe, amiga, sabe que sou muito sincera! Acho que não deveria ir, esse cara está encostado em você! Se chegou onde chegou, é porque teve a sua ajuda, você o transformou no jogador talentoso que é hoje, com suas dicas! Ele nem se dá ao trabalho de te agradecer, por todas as coisas que fez, te dar o reconhecimento que merece!
— Não quero reconhecimento, faço porque amo!
— Sim, mas ele deveria fazer questão de reconhecer isso diante de todos, mas não, finge que conquistou tudo sozinho! Eu não vou com a cara dele e sabe bem disso!
— Está parecendo o meu pai falando!
— Pelo visto, nos daríamos muito bem! — diz divertida.
— Ele está solteiro amiga!
— Que isso amiga! Com todo o respeito, mas não gosto de homens muito mais velhos que eu!
Dou risada.
— Meu pai é um gato, tá!
— Não duvido, porque você e a sua irmã são lindas!
Continuamos conversando assuntos aleatórios e rindo com alguns comentários engraçados que ela fazia.
— Hoje a noite, é o primeiro jogo da temporada, me acompanha?
— Está bem, deixando claro que estou indo para te acompanhar!
Assenti com a cabeça e sorri.
Após o almoço, a deixo na Universidade e sigo para casa.
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Atualizado até capítulo 130
Comments
Josigg Gomes Galdino
Já estou vendo um casal aí, o pai dela e a amiga.
Mais uma pessoa falando mal do namorado dela, e ela não viu ainda, que esse Renato , não é pra ela, que o pai e a amiga dela, tem razão, tomara que ela o flagre traindo ela
2025-04-01
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Josigg Gomes Galdino
Se até a amiga dela fala isso do Renato, só demonstra que ele não presta, e ela é cega,o Renato está dando sinais e ela não vê
2025-04-01
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Josigg Gomes Galdino
O seu pai tem razão, Renato não serve pra vc,eu acho que ele traí ela, e se não gosta de crianças, não é boa pessoa
2025-04-01
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