Pablo…
Hoje tenho uma prova muito importante na faculdade e não posso me atrasar. Acabei bebendo demais na festa que Isla, a garota mais popular e rica da Universidade organizou em sua mansão.
Acabei passando a noite com ela, até que é bem gostosinha e boa de cama. Sabe levar um homem à loucura com aquela boca…
Acordo e ela continua dormindo, rapidamente troco de roupa e sigo para a faculdade.
Ao chegar, vejo alguns rapazes jogando basquete na quadra do lado de fora e são ótimos, têm uma enterrada animal, só lhes faltam algumas coisas, como aprender que o basquete é um jogo coletivo.
Afasto meus pensamentos e encontro meu colega de quarto no corredor.
— Está atrasado, trouxe seu material! — diz me entregando a minha mochila.
— Valeu, cara! Você é o melhor amigo de todos!
— Sei! — diz irônico. — Vamos logo!
Seguimos rindo para a sala de aula.
William, além de colega de quarto, é um ótimo amigo. Seu sonho era ser jogador profissional de basquete, mas descobriu muito jovem que tem cardiomiopatia hipertrófica no coração, um problema que dificulta o bombeamento de sangue pelo coração e teve que interromper os seus sonhos.
Admiro muito a família unida que tem, seus pais vêm todo final de semana visitá-lo, durante a semana ligam para saber como ele está, e deixam claro o quanto sentem orgulho dele.
Sentamos em nossos lugares e o professor aplica a prova.
Acredito que tenha ido muito bem, a prova estava bem fácil.
No corredor, encontramos com o idiota do capitão do time de basquete, ele bate nos livros de William, o fazendo derrubá-los no chão, seus amigos dão risada.
— Olha por onde anda seu idiota! — digo rispidamente.
— Como é? Sabe com quem está falando? — diz ele, vindo na minha direção.
— Disse para olhar por onde anda! — respondo entre os dentes, o desafiando com o olhar. — Sei muito bem com quem estou falando, com o capitão valentão de merda de um time fracassado de basquete!
Ele intenta vir para cima de mim, mas seus amigos o seguram, William também me puxa pelo braço, nos fazendo sair do corredor.
— É inútil, cara! Deixa esses idiotas no canto deles!
— Mas…
— Mas nada! Sabe que o problema deles é comigo, porque saí do time!
Respiro fundo e seguimos para o refeitório.
Enquanto lanchamos, conversamos e James, o capitão do time, não parava de me olhar com ódio.
— Ele não vai te deixar em paz, agora!
— Quero mais é que esse imbecil vá se ferrar!
— Vai para casa hoje?
— Sim! Estou devendo uma visita para a minha irmãzinha!
Ele sorri.
— E você, vai para casa?
— Sim, meus pais pagaram uma passagem para eu passar o final de semana com eles, aniversário de casamento!
— Legal!
Após um dia exaustivo de estudo e adiantando alguns trabalhos da faculdade, sigo para casa.
Coloco os fones de ouvidos, a touca da blusa e vou correndo até em casa. Ouvindo música e correndo, entro numa luta travada dentro de mim, lembrando dos momentos com o meu irmão. Ele se foi e com ele levou tudo de bom que restava em mim.
Ao chegar no nosso bairro, a quadra de basquete estava vazia, fico ali, observando, pego uma bola que está ali no canto e começo a quica-la no chão, dou dois passes para frente e a arremesso, fazendo uma cesta de 3 metros.
— Ótimo! — diz aplaudindo.
Levo um grande susto e ao olhar para trás, é o meu pai.
— O que faz aqui? — pergunto asperamente.
— Por favor, Pablo! Por que não podemos ter uma relação de pai e filho? Por que sempre tem que estar armado para falar comigo?
— Agora quer ser o meu pai? Teve tantos anos e só agora, quer se aproximar?
— Isso não é verdade! Eu sempre tentei me aproximar de você e do seu irmão, mas nunca me deixaram…
— Não fala dele! — digo entre os dentes.
— Sei que continua doendo, perdeu seu irmão, mas eu também perdi… perdi o meu filho, eu sei a dor que está sentindo!
— Não, você não sabe!
— Eu sei, sim! Eu perdi o meu filho! Pode não acreditar, mas eu amo vocês, sempre amei e sempre vou amar, mesmo que não acredite! Eu não sei o que aconteceu, que fez com que afastassem de mim, mas…
Sorrio com ironia.
— Não sabe, você nos abandonou!
— Não! Eu e a sua mãe terminamos um casamento onde ambos estavam infelizes. Eu vim para cá atrás de trabalho, mas mandava cartas toda semana e o dinheiro da pensão! Quando consegui me estabilizar e fui visitá-los, estavam revoltados e...
— Chega! Eu não quero ouvir mais nada! Seu tempo de ser pai, já passou!
— Pablo! Pablo!
Vou em direção a minha casa, o deixando lá.
Não consigo olhar para trás, pois me recordo de todas as palavras do meu irmão, de tudo o que me dizia a respeito dele e meu ser é dominado por um enorme ódio.
Entro em casa e minha mãe e irmã, estão sentadas na mesa da cozinha.
— Pablo! — diz Anabele.
A garota vem correndo em minha direção, a pego no colo e a abraço fortemente.
— Que surpresa, irmão!
— Como está, irmãzinha?
— Melhor agora que chegou! Mamãe estava me ajudando com o dever!
Olho para a nossa mãe e ela sorri fraco.
Seu semblante está cansado e abatido, meu coração fica apertado, pois a última vez que nos vimos, tivemos uma discussão muito séria.
— Como está mamãe?
— Bem, e você?
Apenas concordo com a cabeça.
— Vai passar o final de semana conosco? — pergunta ela.
— Sim!
Anabele me puxa para ajudá-la a fazer a lição de casa e minha mãe vai para a cozinha preparar algo para comermos.
Entrar em casa e não ver o meu irmão amado aqui, faz-me querer ir embora e nunca mais voltar, porém, tenho a minha mãe e irmã.
Tenho que me esforçar por elas…
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Atualizado até capítulo 130
Comments
Josigg Gomes Galdino
Eu acredito no pai dele, acho que faltou diálogo entre eles, e o tio do Pablo,se aproveitou da situação, e envolveu o irmão dele,nos negócios sujos dele
2025-04-01
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Josigg Gomes Galdino
Pablo devia perguntar das cartas, para a mãe dele, se ela recebeu, vai dizer, se não recebeu,foi o tio dele que receptou as cartas
2025-04-01
1
Josigg Gomes Galdino
Acho que a mãe dele está doente, só falta ela morrer e ele ter que cuidar da irmã dele
2025-04-01
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