Jingfei está um pouco surpresa, afinal nos quase três anos de casada, nunca
compartilhou a mesa com o marido, a única exceção são os jantares
com os generais e os capitães.
Xiuying, o que será que aconteceu? Será que ele está nervoso com
alguma coisa?
Senhora, apenas vá e descubra.
Que maravilha de conselho!
A sala de refeição é grande o suficiente para comportar todo o staf
de comando do marechal, mas ficar sozinho ali, é deprimente.
Me chamou, esposo?
Vamos jantar?
Mas …
__ Nossa conversa no bosque foi interrompida pelo frio. Podemos
continuar no jantar, o que acha? - o marechal está nervoso. Como
iniciar uma conversa? Ele não sabe. Se a conversa fosse sobre
guerras, armas, magia, cultivo ou politica, o marechal estaria
tranquilo, mas aquela é uma pessoa que não é um soldado, é a sua
esposa.
Para a alegria do marechal, Jingfei sentou-se a seu lado e com uma
serenidade que ele não tem, começou a conversar. Depois de provar
um pouco da comida, Jingfei elogiou o cozinheiro, algo que faz com
todos os servos, quando terminam uma tarefa, perguntando ao marechal
se concordava com ela, o marechal concorda e depois desse início
bobinho, Jingfei falou sobre o mercado de animais, algo em que a mãe,
como mercadora, era uma das pioneiras e o marechal colocava algumas
observações, já que ele participou das negociações, para espanto
de Jingfei, que nesta viagem a mãe não a levou, senão, teria
conhecido o marido a anos atrás. Uma história leva a outra e os
dois estão bem animados na conversa até a chegada da sobremesa,
depois o chá é servido na varanda, apesar de todo frio.
O marechal não quer se afastar, conversar com a esposa está sendo
muito bom. Jingfei é divertida ao contar uma aventura e o marechal
aprendeu que sorrir não causa mal algum as pessoas.
O jantar foi muito bom, a companhia tornou tudo bem divertido. O
marechal não se arrepende de ter convidado a esposa, descobre muitas
coisas sobre ela e o marechal, contou muitas coisas sobre ele. Zhang
Huizong percebe que sua esposa é uma pessoa diferente, é alegre
naturalmente, teimosa, espirituosa, decidida e consegue conquistar o
respeito das pessoas, sem imposições. Como um adolescente, Zhang
Huizong está na cama, imaginando cada detalhe dos momentos em que
esteve na companhia de Jingfei, imagina o marechal que aquilo foi um
encontro e adormece feliz, algo muito incomum também.
Faltando duas horas para o chá mensal, um servo sai da mansão dos Zhang,
levando o arranjo de flores, um presente para a imperatriz-mãe.
Jingfei prefere enviar seus presentes antes, para não chamar muita
atenção.
Todos estão prontos e pela primeira vez, o marechal vai acompanhar a
família até o chá oferecido pela bisavó.
Sobrinho, estamos prontas. Vamos?
Vamos esperar minha esposa.
Ela não vai na nossa companhia, prefere ir só, naquela liteira
simples.
O marechal acha aquilo tudo muito estranho, afinal a carruagem da
família, é grande o suficiente para dez pessoas, não consegue
imaginar porque a esposa prefere chegar sozinha.
Jingfei entra na sala com toda a sua beleza celestial, suas vestes são de um
cinza bem claro, com belos bordados de flores nas mangas e um belo
penteado, com dois grampos de ouro enfeitando-os.
Tia Meirong lança a Jingfei um olhar de desdém, entretanto o olhar mais
importante é o do marechal, que fica encantado ao ver, pendurado na
faixa da cintura da esposa, o jade da família e a faixa com um
bordado central de um dragão dourado.
Vamos, sobrinho, não é correto chegarmos atrasados. Sua esposa vai
depois.
Tia, isso não é o correto. A carruagem da família tem espaço
suficiente para todos.
Não se preocupe, esposo. Na minha liteira, eu vou mais sossegada.
O marechal percebe agora porque a esposa gosta de ir sozinha, tia
Meirong tem um olhar maldoso em direção a Jingfei e isso não
agradou ao marechal.
Podemos resolver isso agora. Tia, a senhora vai com as concubinas na
carruagem e eu vou com minha esposa na liteira menor.
Mas, sobrinho …
__ É assim que vai ser.
O marechal traz para dentro de sua casa, a postura que tem com seu
exército, ele dá uma ordem e quer ser obedecido. Assim sendo, na
carruagem da família vai tia Meirong e as concubinas e na liteira,
que Jingfei agradeceu por ter tido a idéia de reformar e acrescentar
o brasão da família, vai o casal dragão.
Tia Meirong bufou de raiva e quase quebrou o precioso leque, batendo na
lateral da carruagem, enfim, seu plano não deu certo, de novo.
As tardes de chá da imperatriz-mãe, são realizadas sempre em seu
pavilhão, que é maior que todos os outros, para fúria da
imperatriz Guang Li Hua. Os servos limparam a neve e espalharam as
mesas e tamboretes por todo o pátio externo. Na varanda, a esquerda
e direita da grande porta, estão duas mesas para o imperador e sua
esposa e para os príncipes. Com grande esforço, a imperatriz-mãe
reserva um lugar para o primeiro conselheiro, os demais ficam no
pátio.
Atravessando o portão, vem caminhando devagar, cumprimentado
outros convidados, está o casal dragão. Para a alegria da imperatriz-mãe, que sabe de
tudo o que aconteceu na mansão, assim como o primeiro conselheiro
Yan Cong. A imperatriz-mãe aposta suas fichas na felicidade de seu
bisneto. Um menino que cresceu se sentindo como um fardo na vida do
avô e sem a presença do pai. Ela acredita que Jingfei fará esse
valoroso príncipe, se tornar um homem feliz.
Tia Meirong chega minutos depois e escolhe uma mesa próxima da varanda.
Ela nunca teve permissão de se sentar a mesa na varanda, mesmo antes
do casamento do marechal. Tia Meirong sabe que a imperatriz-mãe a
exclui deliberadamente, mas finge que isso não a incomoda.
O casal dragão foi separado, as mulheres se reúnem em um canto e os
homens em outro. A conversa feminina é sobre a família e a conversa
masculina é sobre a família, o exército e as conversas que
ouviram.
O imperador, anteriormente, sentia um tédio enorme nessas reuniões e
geralmente conseguia escapar, mas agora ele tem um motivo que está
sentada em uma mesa próxima e para lá que seus olhos se voltam a
todo o instante, mesmo agora que foi até o grupo de homens
conversando, seu olhar carinhoso foi em direção a sua amada
concubina Lin Ehuang.
A conversa dos homens está animada. Fala-se das invasões bárbaras
nas províncias de Jade Branco e Negro, aliás, é por isso que o
terceiro príncipe não está presente, as constantes investidas dos
bárbaros o impediu de comparecer, sua função é impedir algum tipo
de acampamento nas terras abandonadas das províncias e é o que ele
está fazendo. Em certo momento, o silencio se estabelece, enquanto
bebericam o delicioso vinho.
Irmão Huizong, que história é essa de que você e sua esposa são
o casal dragão? - quebra o silêncio o imperador.
Não sei nada sobre isso, vossa majestade. Casal dragão?
Marechal, devo explicar isso ao senhor. - interrompe o general Ji
Liao em meio aos risos abafado dos demais. - Acontece marechal, que
uma conversa saiu da mansão logo após a punição dos culpados por
trair e desobedecer à senhora Zhang. Na verdade, o primeiro a
chamá-los assim, foi o cavalariço que gritava a pleno pulmões, que
a senhora Zhang acertou ao casar com o marechal, gritava ele que os
dois são dragões na crueldade.
Aquele homem é um idiota. Ele foi punido por ter traído a confiança
da senhora Zhang, minha esposa e merecia a morte, mas sendo
benevolente, ela decidiu vendê-lo.
Benevolente, diz você? - interrompe o imperador. - Sabe bem o que
acontece naqueles navios, o homem terá muita sorte se conseguir
sobreviver por dois ou três anos nos remos.
O marechal sente uma pontada de orgulho no coração, afinal, as
pessoas, mesmo que seja baseado em uma fofoca, os consideram um casal
e iguais em caráter e postura. O marechal fica corado, teve um
pensamento indecoroso, quando olhou para a esposa que sorria do outro
lado do pátio.
Ficou satisfeito com mais esse título, bisneto?
Imperatriz-mãe, isso é fruto de fofocas. - explica o marechal.
Na verdade, bisneto, esse titulo cai bem em vocês dois. Eu explico.
- diz a imperatriz-mãe quando todos ao redor olham para ela com
duvida no rosto. - Vejam bem, um dragão é um ser mistico poderoso,
dizem que dependendo de sua descendência, eles podem ser bons ou
maus. Os dragões bons lutam por justiça e morrem por ela, são
corretos em sua atitudes, leais a seus princípios e a seus mestres,
que geralmente são pessoas bondosas, pois eles não caminham com
pessoas que são indignas. Isso, bisneto, é o que você e sua esposa
são. Pessoas corretas, lutam pela justiça, leais e com um bom
coração. O titulo fica bem em vocês. É uma pena não vermos mais
dragões, dizem que a cinco mil anos atrás, os dragões povoam os
céus do continente, mas que depois da Grande Guerra, eles apenas
desapareceram.
Todos ao redor concordam com as explicações da imperatriz-mãe que
aproveita para dar um exemplo de luta pela justiça, contando o
ocorrido com o mercador Meng Jiang.
Isso foi o ato de lealdade mais belo que vi e ainda por cima derrubou
um mal entendido com palavras justas e lógicas. Esse imperador,
verificou a história da cunhada e realmente a mulher vive em Mar
Azul, mais precisamente no porto, que é perto para que ele a visite
regularmente. Apostei no correto e acertei.
O mesmo fiz eu, dando ao mercador um dos meus navios e ele voltou
carregado e um acordo de comércio com Gor foi restabelecido. Sua
esposa, bisneto, é uma preciosidade e merece ser a esposa do dragão.
- completa a imperatriz-mãe\, sorrindo satisfeita.
Se o coração do marechal sentiu um lampejo de orgulho, agora ele está
totalmente coberto pelo orgulho e olhar para a esposa foi automático
e ela já está olhando para ele. Um rubor na face de um e de outro,
algo que não passou desapercebido pelos presentes. O marechal
observa que as nobres conversam com Jingfei com naturalidade, sem a
expressão esnobe de antes, é como pensou, a esposa conquista a
confiança dos outros sem imposições.
Pai e filha conversam e destilam o veneno.
O imperador não disfarça, o amor que sente por aquela mulher! O que
faremos, pai?
Ficaremos calmos, isso sim. Não se preocupe que ninguém vai tirar
seu lugar, afinal a imperatriz vai cuidar do futuro imperador. -
completa a frase, o conselheiro Yan Cong, com um sorriso maldoso.
Na volta para a mansão, o casal dragão é visto dormindo dentro da
liteira, ela com a cabeça no ombro dele e este com a cabeça apoiada
na cabeça dela, o romantismo está no ar, também em uma dimensão
paralela.
Alguns dias depois, o marechal vai sair em outra missão, empurrar de volta
a seu país, os bárbaros que teimam em atravessar a fronteira e
outra vez, Jingfei está acordada, ajudando o marechal a colocar a
armadura. O ato de ajudar a colocar a armadura, só foi possível
depois de alguns dias de conversa e finalmente, Jingfei ganha essa.
Isso se torna um habito, assim como esperar pelo marido na porta da
mansão, quando este retorna de alguma missão.
Os dois vivem em um relacionamento platônico quase perfeito, quase, por
que os dois querem mais.
O marechal já se acostumou em ver a bela imagem de sua esposa na porta
da mansão. A porta é feita de madeira escura e Jingfei as vezes
veste branco, outra vez, estava de azul e em uma outra vez, vestia o
cinza e preto. Sempre com o cabelo arrumado e enfeitado. Para o
marechal, é a visão dos céus.
Em uma de suas viagens, na volta presenteou a esposa com um filhote de
cachorro da mesma raça de Kiri. Jingfei chorou e abraçou o marido,
que ficou sem ação, com a sincera emoção. Fazia tempo que não
recebia a atenção de alguém.
__ Ele vai se chamar Kiri também. - fala Jingfei com os olhos cheios de
lágrimas. - Ele será uma continuação do outro Kiri.
Muitos presentes vieram. Nada de joias, o marechal percebeu que sua esposa
gosta de coisas mais úteis, como flores para o jardim, pássaros,
vasos com belas ilustrações, ornamentos de jade e coisas que fazem
com que ela sorria de maneira sincera, que a deixa feliz.
Os dias de convivência, se tornaram momentos íntimos e de
conhecimento. Jingfei ouve Huizong com carinho e atenção. Ouve as
várias histórias sobre a infância e adolescência, sobre a dor da
solidão e a dor da rejeição do pai. Jingfei conta sobre os anos de
alegria ao lado da mãe e da avó, conta sobre as viagens, as coisas
novas, os idiomas diferentes, sobre a paisagem de cada novo país que
visitava e conta tudo isso, com os olhos brilhando. Os dois estão se
conhecendo e aprendendo que cada um deles tem seu valor e seu mundo
particular, deve ser respeitado.
A primavera está no seu auge, os dias estão mais quentes, o verão
está longe ainda, mas ficar dentro de casa é complicado.
As noites são mais frescas e em uma noite tranquila, Jingfei passa
correndo pelos cômodos da mansão procurando por uma luneta, uma
peça que trouxe da casa do pai e que foi presente da mãe. O
marechal somente observa o ir e vir da esposa. Aqueles pés pequenos
que parecem deslizar no piso polido e o sorriso infantil, parecendo
que a esposa vai fazer uma traquinagem.
Esposa, o que procura?
Esposo, procuro minha luneta.
Luneta? A esposa tem uma?
Sim, foi presente da minha mãe e quero observar a chuva de estrelas!
Chuva de estrelas, hoje?
Esposo, esqueceu?
Eu não sabia que era hoje. - o marechal esta envergonhado, sempre
soube desse fenômeno, mas o avô sempre o proibiu de ver e depois,
com o passar dos anos, deixou de se importar com essas coisas, aliás,
deixou de se incomodar com uma série de coisas.
Venha, esposo, vamos apreciar as estrelas caindo!
Sem perguntar nada, Jingfei pega na mão do marido, que não oferece
resistência e caminham até a ponte que liga à Casa da
Contemplação, que é o melhor lugar para observar as estrelas em
queda.
Olhe, esposo, já começou! Vamos fazer um pedido? - Jingfei está
vibrando de entusiamo, depois de anos, está vendo de novo uma chuva
de estrelas na companhia de alguém.
Um pedido?
Sim, esposo. Algo que você queira muito e que parece impossível de
acontecer, mas não pode contar para ninguém.
Com as mão postas, os dois fecham os olhos e pedem por algo. As estrelas
continuam caindo, muitas delas.
Você gosta disso? Ver as estrelas?
Sim, aprendi a ler nas estrelas a direção a seguir, aprendi alguns
nomes delas. - Jingfei olha as ultimas estrelas que passam pelo céu
e caem em algum lugar bem longe. - Dizem os astrólogos, que uma
chuva assim é sinal de bom preságio e fazer um pedido com certeza
será atendido, pois os deuses estão felizes.
Mas as estrelas estão caindo do céu, os deuses não deveriam estar
tristes por isso?
__ Não, esposo. De acordo com os astrólogos, quando as estrelas caem,
é sinal de que os deuses querem ajudar a nós humanos e para cada
estrela, é preciso fazer um desejo e os deuses fazem com que o
pedido se realize. É um presente dos Céus para nós.
O marechal não sabia dessa parte, nunca participou antes, só via os
colegas da academia correrem para ver as estrelas, sendo essa a
primeira vez que vê essa tal chuva de estrelas e o mais importante é
que está na companhia de sua esposa, mas o mais importante do que
tudo isso, é que sua esposa segura sua mão com naturalidade.
Os servos também correram para ver a chuva de estrelas e todos puderam
ver a cena mais romântica que aquela mansão presenciou até aqueles
dias, o casal dragão juntos e de mãos dadas. Os servos querem muito
que o casal seja feliz, eles não tem do que reclamar, os dois tratam
de maneira justa todos os servos, não são abusivos e,
principalmente, a senhora Zhang é educada e sabe reconhecer quem faz
seu serviço muito bem. Esperam eles, que tia Meirong não volte
nunca mais, afinal, com a presença da jovem senhora, até o marechal
está mudado, está muito mais atencioso.
Uma torcida enorme, deseja que o casal dragão seja feliz.
É o auge da primavera e no final do mês, é o chá oferecido pela
imperatriz-mãe e que sempre é no dia do Festival da Primavera. O
pavilhão está enfeitado com lanternas coloridas e muitas flores. O
perfume doce das flores se espalha pelo ar, que se mistura com os
aromas dos saborosos biscoitos e diversos doces.
A cerimonia do chá, como a imperatriz-mãe gosta de chamar, começa
sempre na décima quinta hora do dia e esse dia em particular, está
muito agradável, com uma leve brisa refrescando todo o pátio onde
estão as mesas e os convidados.
Desta vez a imperatriz-mãe resolve que em vez de várias mesas espalhadas
pelo pátio, deve ter apenas duas grandes mesas, onde todos vão se
acomodar. As mesas estão enfeitadas com os arranjos que Jingfei
presenteou a imperatriz-mãe, mas está causando alguns comentários
maldosos. A imperatriz-mãe saí em defesa da bisneta e logo surge o
marechal para ajudar.
Senhora esposa do conselheiro. - é dessa forma que a imperatriz-mãe
se dirige aquela mulher e a qualquer uma que para ela não tem valor.
- Está questionando o trabalho duro que a esposa do segundo príncipe
fez?
Todas daquele círculo se calam e abrem espaço para que a imperatriz-mãe
se aproxime mais.
É um arranjo grotesco, isso é que é! - exclama uma mulher mais
velha que as outras do círculo, mas mais nova do que a
imperatriz-mãe e é também sua prima, por isso ela tem a ousadia de
confrontar a imperatriz-mãe. - São coisas de que lugar?
Por isso que precisamos educar as mulheres, para que não nos
envergonhe ou a seus maridos. Bisneta Jungfei, explique a essa mulher
o significado do arranjo.
Todos os arranjos têm como finalidade lembrar a primavera e para
isso, a flor mais resistente, tanto no frio como no calor, é o
girassol, ao redor dela estão as flores com todas as suas cores, as
folhagens representam o renascer das florestas. - explica Jingfei com
bastante calma.
Já ouvi falar nesse tipo de arranjo, parece que vem de um reino
além-mar, não é verdade? - pergunta uma mulher ao lado da velha, a
prima da imperatriz-mãe.
Sim, senhora. É a arte das Flores Eternas, dos povos do reino do Sol
Nascente.
A explicação foi rápida e as perguntas sobre como fazer os arranjos,
surgem de todos os lados. Muitos dos convidados se aproximam para ver
a disputas em palavras entre Jingfei e a prima da imperatriz-mãe,
que esteve doente e só saiu da cama para comparecer a reunião e
aborrecer as pessoas, um dos seus jogos favoritos, mas desta vez não
deu certo, a jovem esposa do segundo príncipe tem uma proteção de
peso e para que não exista dúvida, o marechal está ao lado de sua
esposa, com o olhar que pode matar alguém.
A tarde transcorreu sem maiores problemas, mas o marechal não deixou a
esposa sozinha em momento algum, ele se tornou sua sombra.
Quando o congo do palácio sinaliza a vigésima hora, os fogos explodem nos
céus para enchê-lo de cores e brilho. Muitos convidados aplaudem e
outros sorriem para o belo espetáculo. Em um canto, estão Huizong e
Jingfei, olhando para as cores e de mãos dadas. Esse ato foi
involuntário, mas depois de alguns segundos, os dois perceberam o
que fizeram, entretanto, nenhum deles soltou a mão do outro. Essa
cena se transformou no assunto da semana e os comentários começam
sempre do mesmo modo.
__ O casal dragão, merece esse título.
Jingfei está ansiosa, há muito tempo sabe que está apaixonada por seu
marido. Não pela sua beleza física, que apenas faz parte do
conjunto, mas o caráter íntegro, uma personalidade forte, mas que
sabe ceder quando vê que seu julgamento pode estar errado e a voz,
aquela voz parece uma carícia nos ouvidos de Jingfei. A cada dia,
admira mais e mais o marido.
Xiuying, estamos no caminho certo?
Claro, senhora.
Eu posso me apaixonar pelo marechal, digo, isto pode atrapalhar de
alguma forma?
Senhora, se eu disser que isto não consta nos planos, o que fará?
Vai deixar de amá-lo?
Agora é tarde para isso, eu já me apaixonei. - Jingfei suspira
olhando para o lago cristalino. - Se você me disser para me afastar
dele, por que isso pode fazer com que o plano não dê certo, eu com
certeza o farei, afinal, ele faz parte da população que queremos
salvar, mas depois de tudo salvo, vou querer ficar com ele para
sempre. Vou lutar por isso, você entende?
Eu entendo, mas eu não vou fazer tal pedido, é seu amor por ele que
fortalecerá a todos, para que possamos derrotar Tian.
Ainda bem. - Jingfei respira aliviada, não quer ficar longe do
marido, quer ter a oportunidade de ser feliz também. - Eu mereço
ser feliz.
Xiuying também está satisfeita com o que está acontecendo. Em breve o
imperador será pai do bebê que Ehuang trará ao mundo e o marechal
será pai do belo menino que Jingfei carregará. Os dois meninos vão
liderar o império e desenvolverão todas as áreas do
desenvolvimento humano. O império Jinhai deixará de ser um império
no continente, para ser o próprio continente.
Os primos serão leais um ao outro e a seus princípios, serão
responsáveis não só pelo crescimento de Jinhai, mas por fazerem
que outros reinos tenham conhecimento do cultivo e da magia, ajudando
a evoluir a espécie.
Xiuying imagina que a Senhora Das Águas esteja satisfeita também, com o
desenvolver da missão e isso a enche de orgulho, passando a
acreditar um pouco mais em si. A única coisa que a preocupa e isso
fica lá no fundo de sua mente, é que a Senhora Das Águas nunca
disse como Jingfei e Ehuang vão derrotar Tian.
Não é o momento de cobrir o sol, depois penso nisso, quando o
momento chegar. - pensa positivamente Xiuying.
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Atualizado até capítulo 48
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