Capítulo 19 As maravilhas de um bom relacionamento

Jingfei está um pouco surpresa, afinal nos quase três anos de casada, nunca

compartilhou a mesa com o marido, a única exceção são os jantares

com os generais e os capitães.

 Xiuying, o que será que aconteceu? Será que ele está nervoso com

alguma coisa?

 Senhora, apenas vá e descubra.

 Que maravilha de conselho!

A sala de refeição é grande o suficiente para comportar todo o staf

de comando do marechal, mas ficar sozinho ali, é deprimente.

 Me chamou, esposo?

 Vamos jantar?

 Mas …

__ Nossa conversa no bosque foi interrompida pelo frio. Podemos

continuar no jantar, o que acha? - o marechal está nervoso. Como

iniciar uma conversa? Ele não sabe. Se a conversa fosse sobre

guerras, armas, magia, cultivo ou politica, o marechal estaria

tranquilo, mas aquela é uma pessoa que não é um soldado, é a sua

esposa.

Para a alegria do marechal, Jingfei sentou-se a seu lado e com uma

serenidade que ele não tem, começou a conversar. Depois de provar

um pouco da comida, Jingfei elogiou o cozinheiro, algo que faz com

todos os servos, quando terminam uma tarefa, perguntando ao marechal

se concordava com ela, o marechal concorda e depois desse início

bobinho, Jingfei falou sobre o mercado de animais, algo em que a mãe,

como mercadora, era uma das pioneiras e o marechal colocava algumas

observações, já que ele participou das negociações, para espanto

de Jingfei, que nesta viagem a mãe não a levou, senão, teria

conhecido o marido a anos atrás. Uma história leva a outra e os

dois estão bem animados na conversa até a chegada da sobremesa,

depois o chá é servido na varanda, apesar de todo frio.

O marechal não quer se afastar, conversar com a esposa está sendo

muito bom. Jingfei é divertida ao contar uma aventura e o marechal

aprendeu que sorrir não causa mal algum as pessoas.

O jantar foi muito bom, a companhia tornou tudo bem divertido. O

marechal não se arrepende de ter convidado a esposa, descobre muitas

coisas sobre ela e o marechal, contou muitas coisas sobre ele. Zhang

Huizong percebe que sua esposa é uma pessoa diferente, é alegre

naturalmente, teimosa, espirituosa, decidida e consegue conquistar o

respeito das pessoas, sem imposições. Como um adolescente, Zhang

Huizong está na cama, imaginando cada detalhe dos momentos em que

esteve na companhia de Jingfei, imagina o marechal que aquilo foi um

encontro e adormece feliz, algo muito incomum também.

Faltando duas horas para o chá mensal, um servo sai da mansão dos Zhang,

levando o arranjo de flores, um presente para a imperatriz-mãe.

Jingfei prefere enviar seus presentes antes, para não chamar muita

atenção.

Todos estão prontos e pela primeira vez, o marechal vai acompanhar a

família até o chá oferecido pela bisavó.

 Sobrinho, estamos prontas. Vamos?

 Vamos esperar minha esposa.

 Ela não vai na nossa companhia, prefere ir só, naquela liteira

simples.

O marechal acha aquilo tudo muito estranho, afinal a carruagem da

família, é grande o suficiente para dez pessoas, não consegue

imaginar porque a esposa prefere chegar sozinha.

Jingfei entra na sala com toda a sua beleza celestial, suas vestes são de um

cinza bem claro, com belos bordados de flores nas mangas e um belo

penteado, com dois grampos de ouro enfeitando-os.

Tia Meirong lança a Jingfei um olhar de desdém, entretanto o olhar mais

importante é o do marechal, que fica encantado ao ver, pendurado na

faixa da cintura da esposa, o jade da família e a faixa com um

bordado central de um dragão dourado.

 Vamos, sobrinho, não é correto chegarmos atrasados. Sua esposa vai

depois.

 Tia, isso não é o correto. A carruagem da família tem espaço

suficiente para todos.

 Não se preocupe, esposo. Na minha liteira, eu vou mais sossegada.

O marechal percebe agora porque a esposa gosta de ir sozinha, tia

Meirong tem um olhar maldoso em direção a Jingfei e isso não

agradou ao marechal.

 Podemos resolver isso agora. Tia, a senhora vai com as concubinas na

carruagem e eu vou com minha esposa na liteira menor.

 Mas, sobrinho …

__ É assim que vai ser.

O marechal traz para dentro de sua casa, a postura que tem com seu

exército, ele dá uma ordem e quer ser obedecido. Assim sendo, na

carruagem da família vai tia Meirong e as concubinas e na liteira,

que Jingfei agradeceu por ter tido a idéia de reformar e acrescentar

o brasão da família, vai o casal dragão.

Tia Meirong bufou de raiva e quase quebrou o precioso leque, batendo na

lateral da carruagem, enfim, seu plano não deu certo, de novo.

As tardes de chá da imperatriz-mãe, são realizadas sempre em seu

pavilhão, que é maior que todos os outros, para fúria da

imperatriz Guang Li Hua. Os servos limparam a neve e espalharam as

mesas e tamboretes por todo o pátio externo. Na varanda, a esquerda

e direita da grande porta, estão duas mesas para o imperador e sua

esposa e para os príncipes. Com grande esforço, a imperatriz-mãe

reserva um lugar para o primeiro conselheiro, os demais ficam no

pátio.

Atravessando o portão, vem caminhando devagar, cumprimentado

outros convidados, está o casal dragão. Para a alegria da imperatriz-mãe, que sabe de

tudo o que aconteceu na mansão, assim como o primeiro conselheiro

Yan Cong. A imperatriz-mãe aposta suas fichas na felicidade de seu

bisneto. Um menino que cresceu se sentindo como um fardo na vida do

avô e sem a presença do pai. Ela acredita que Jingfei fará esse

valoroso príncipe, se tornar um homem feliz.

Tia Meirong chega minutos depois e escolhe uma mesa próxima da varanda.

Ela nunca teve permissão de se sentar a mesa na varanda, mesmo antes

do casamento do marechal. Tia Meirong sabe que a imperatriz-mãe a

exclui deliberadamente, mas finge que isso não a incomoda.

O casal dragão foi separado, as mulheres se reúnem em um canto e os

homens em outro. A conversa feminina é sobre a família e a conversa

masculina é sobre a família, o exército e as conversas que

ouviram.

O imperador, anteriormente, sentia um tédio enorme nessas reuniões e

geralmente conseguia escapar, mas agora ele tem um motivo que está

sentada em uma mesa próxima e para lá que seus olhos se voltam a

todo o instante, mesmo agora que foi até o grupo de homens

conversando, seu olhar carinhoso foi em direção a sua amada

concubina Lin Ehuang.

A conversa dos homens está animada. Fala-se das invasões bárbaras

nas províncias de Jade Branco e Negro, aliás, é por isso que o

terceiro príncipe não está presente, as constantes investidas dos

bárbaros o impediu de comparecer, sua função é impedir algum tipo

de acampamento nas terras abandonadas das províncias e é o que ele

está fazendo. Em certo momento, o silencio se estabelece, enquanto

bebericam o delicioso vinho.

 Irmão Huizong, que história é essa de que você e sua esposa são

o casal dragão? - quebra o silêncio o imperador.

 Não sei nada sobre isso, vossa majestade. Casal dragão?

 Marechal, devo explicar isso ao senhor. - interrompe o general Ji

Liao em meio aos risos abafado dos demais. - Acontece marechal, que

uma conversa saiu da mansão logo após a punição dos culpados por

trair e desobedecer à senhora Zhang. Na verdade, o primeiro a

chamá-los assim, foi o cavalariço que gritava a pleno pulmões, que

a senhora Zhang acertou ao casar com o marechal, gritava ele que os

dois são dragões na crueldade.

 Aquele homem é um idiota. Ele foi punido por ter traído a confiança

da senhora Zhang, minha esposa e merecia a morte, mas sendo

benevolente, ela decidiu vendê-lo.

 Benevolente, diz você? - interrompe o imperador. - Sabe bem o que

acontece naqueles navios, o homem terá muita sorte se conseguir

sobreviver por dois ou três anos nos remos.

O marechal sente uma pontada de orgulho no coração, afinal, as

pessoas, mesmo que seja baseado em uma fofoca, os consideram um casal

e iguais em caráter e postura. O marechal fica corado, teve um

pensamento indecoroso, quando olhou para a esposa que sorria do outro

lado do pátio.

 Ficou satisfeito com mais esse título, bisneto?

 Imperatriz-mãe, isso é fruto de fofocas. - explica o marechal.

 Na verdade, bisneto, esse titulo cai bem em vocês dois. Eu explico.

- diz a imperatriz-mãe quando todos ao redor olham para ela com

duvida no rosto. - Vejam bem, um dragão é um ser mistico poderoso,

dizem que dependendo de sua descendência, eles podem ser bons ou

maus. Os dragões bons lutam por justiça e morrem por ela, são

corretos em sua atitudes, leais a seus princípios e a seus mestres,

que geralmente são pessoas bondosas, pois eles não caminham com

pessoas que são indignas. Isso, bisneto, é o que você e sua esposa

são. Pessoas corretas, lutam pela justiça, leais e com um bom

coração. O titulo fica bem em vocês. É uma pena não vermos mais

dragões, dizem que a cinco mil anos atrás, os dragões povoam os

céus do continente, mas que depois da Grande Guerra, eles apenas

desapareceram.

Todos ao redor concordam com as explicações da imperatriz-mãe que

aproveita para dar um exemplo de luta pela justiça, contando o

ocorrido com o mercador Meng Jiang.

 Isso foi o ato de lealdade mais belo que vi e ainda por cima derrubou

um mal entendido com palavras justas e lógicas. Esse imperador,

verificou a história da cunhada e realmente a mulher vive em Mar

Azul, mais precisamente no porto, que é perto para que ele a visite

regularmente. Apostei no correto e acertei.

 O mesmo fiz eu, dando ao mercador um dos meus navios e ele voltou

carregado e um acordo de comércio com Gor foi restabelecido. Sua

esposa, bisneto, é uma preciosidade e merece ser a esposa do dragão.

- completa a imperatriz-mãe\, sorrindo satisfeita.

Se o coração do marechal sentiu um lampejo de orgulho, agora ele está

totalmente coberto pelo orgulho e olhar para a esposa foi automático

e ela já está olhando para ele. Um rubor na face de um e de outro,

algo que não passou desapercebido pelos presentes. O marechal

observa que as nobres conversam com Jingfei com naturalidade, sem a

expressão esnobe de antes, é como pensou, a esposa conquista a

confiança dos outros sem imposições.

Pai e filha conversam e destilam o veneno.

 O imperador não disfarça, o amor que sente por aquela mulher! O que

faremos, pai?

 Ficaremos calmos, isso sim. Não se preocupe que ninguém vai tirar

seu lugar, afinal a imperatriz vai cuidar do futuro imperador. -

completa a frase, o conselheiro Yan Cong, com um sorriso maldoso.

Na volta para a mansão, o casal dragão é visto dormindo dentro da

liteira, ela com a cabeça no ombro dele e este com a cabeça apoiada

na cabeça dela, o romantismo está no ar, também em uma dimensão

paralela.

Alguns dias depois, o marechal vai sair em outra missão, empurrar de volta

a seu país, os bárbaros que teimam em atravessar a fronteira e

outra vez, Jingfei está acordada, ajudando o marechal a colocar a

armadura. O ato de ajudar a colocar a armadura, só foi possível

depois de alguns dias de conversa e finalmente, Jingfei ganha essa.

Isso se torna um habito, assim como esperar pelo marido na porta da

mansão, quando este retorna de alguma missão.

Os dois vivem em um relacionamento platônico quase perfeito, quase, por

que os dois querem mais.

O marechal já se acostumou em ver a bela imagem de sua esposa na porta

da mansão. A porta é feita de madeira escura e Jingfei as vezes

veste branco, outra vez, estava de azul e em uma outra vez, vestia o

cinza e preto. Sempre com o cabelo arrumado e enfeitado. Para o

marechal, é a visão dos céus.

Em uma de suas viagens, na volta presenteou a esposa com um filhote de

cachorro da mesma raça de Kiri. Jingfei chorou e abraçou o marido,

que ficou sem ação, com a sincera emoção. Fazia tempo que não

recebia a atenção de alguém.

__ Ele vai se chamar Kiri também. - fala Jingfei com os olhos cheios de

lágrimas. - Ele será uma continuação do outro Kiri.

Muitos presentes vieram. Nada de joias, o marechal percebeu que sua esposa

gosta de coisas mais úteis, como flores para o jardim, pássaros,

vasos com belas ilustrações, ornamentos de jade e coisas que fazem

com que ela sorria de maneira sincera, que a deixa feliz.

Os dias de convivência, se tornaram momentos íntimos e de

conhecimento. Jingfei ouve Huizong com carinho e atenção. Ouve as

várias histórias sobre a infância e adolescência, sobre a dor da

solidão e a dor da rejeição do pai. Jingfei conta sobre os anos de

alegria ao lado da mãe e da avó, conta sobre as viagens, as coisas

novas, os idiomas diferentes, sobre a paisagem de cada novo país que

visitava e conta tudo isso, com os olhos brilhando. Os dois estão se

conhecendo e aprendendo que cada um deles tem seu valor e seu mundo

particular, deve ser respeitado.

A primavera está no seu auge, os dias estão mais quentes, o verão

está longe ainda, mas ficar dentro de casa é complicado.

As noites são mais frescas e em uma noite tranquila, Jingfei passa

correndo pelos cômodos da mansão procurando por uma luneta, uma

peça que trouxe da casa do pai e que foi presente da mãe. O

marechal somente observa o ir e vir da esposa. Aqueles pés pequenos

que parecem deslizar no piso polido e o sorriso infantil, parecendo

que a esposa vai fazer uma traquinagem.

 Esposa, o que procura?

 Esposo, procuro minha luneta.

 Luneta? A esposa tem uma?

 Sim, foi presente da minha mãe e quero observar a chuva de estrelas!

 Chuva de estrelas, hoje?

 Esposo, esqueceu?

 Eu não sabia que era hoje. - o marechal esta envergonhado, sempre

soube desse fenômeno, mas o avô sempre o proibiu de ver e depois,

com o passar dos anos, deixou de se importar com essas coisas, aliás,

deixou de se incomodar com uma série de coisas.

 Venha, esposo, vamos apreciar as estrelas caindo!

Sem perguntar nada, Jingfei pega na mão do marido, que não oferece

resistência e caminham até a ponte que liga à Casa da

Contemplação, que é o melhor lugar para observar as estrelas em

queda.

  Olhe, esposo, já começou! Vamos fazer um pedido? - Jingfei está

vibrando de entusiamo, depois de anos, está vendo de novo uma chuva

de estrelas na companhia de alguém.

 Um pedido?

 Sim, esposo. Algo que você queira muito e que parece impossível de

acontecer, mas não pode contar para ninguém.

Com as mão postas, os dois fecham os olhos e pedem por algo. As estrelas

continuam caindo, muitas delas.

 Você gosta disso? Ver as estrelas?

 Sim, aprendi a ler nas estrelas a direção a seguir, aprendi alguns

nomes delas. - Jingfei olha as ultimas estrelas que passam pelo céu

e caem em algum lugar bem longe. - Dizem os astrólogos, que uma

chuva assim é sinal de bom preságio e fazer um pedido com certeza

será atendido, pois os deuses estão felizes.

 Mas as estrelas estão caindo do céu, os deuses não deveriam estar

tristes por isso?

__ Não, esposo. De acordo com os astrólogos, quando as estrelas caem,

é sinal de que os deuses querem ajudar a nós humanos e para cada

estrela, é preciso fazer um desejo e os deuses fazem com que o

pedido se realize. É um presente dos Céus para nós.

O marechal não sabia dessa parte, nunca participou antes, só via os

colegas da academia correrem para ver as estrelas, sendo essa a

primeira vez que vê essa tal chuva de estrelas e o mais importante é

que está na companhia de sua esposa, mas o mais importante do que

tudo isso, é que sua esposa segura sua mão com naturalidade.

Os servos também correram para ver a chuva de estrelas e todos puderam

ver a cena mais romântica que aquela mansão presenciou até aqueles

dias, o casal dragão juntos e de mãos dadas. Os servos querem muito

que o casal seja feliz, eles não tem do que reclamar, os dois tratam

de maneira justa todos os servos, não são abusivos e,

principalmente, a senhora Zhang é educada e sabe reconhecer quem faz

seu serviço muito bem. Esperam eles, que tia Meirong não volte

nunca mais, afinal, com a presença da jovem senhora, até o marechal

está mudado, está muito mais atencioso.

Uma torcida enorme, deseja que o casal dragão seja feliz.

É o auge da primavera e no final do mês, é o chá oferecido pela

imperatriz-mãe e que sempre é no dia do Festival da Primavera. O

pavilhão está enfeitado com lanternas coloridas e muitas flores. O

perfume doce das flores se espalha pelo ar, que se mistura com os

aromas dos saborosos biscoitos e diversos doces.

A cerimonia do chá, como a imperatriz-mãe gosta de chamar, começa

sempre na décima quinta hora do dia e esse dia em particular, está

muito agradável, com uma leve brisa refrescando todo o pátio onde

estão as mesas e os convidados.

Desta vez a imperatriz-mãe resolve que em vez de várias mesas espalhadas

pelo pátio, deve ter apenas duas grandes mesas, onde todos vão se

acomodar. As mesas estão enfeitadas com os arranjos que Jingfei

presenteou a imperatriz-mãe, mas está causando alguns comentários

maldosos. A imperatriz-mãe saí em defesa da bisneta e logo surge o

marechal para ajudar.

 Senhora esposa do conselheiro. - é dessa forma que a imperatriz-mãe

se dirige aquela mulher e a qualquer uma que para ela não tem valor.

- Está questionando o trabalho duro que a esposa do segundo príncipe

fez?

Todas daquele círculo se calam e abrem espaço para que a imperatriz-mãe

se aproxime mais.

 É um arranjo grotesco, isso é que é! - exclama uma mulher mais

velha que as outras do círculo, mas mais nova do que a

imperatriz-mãe e é também sua prima, por isso ela tem a ousadia de

confrontar a imperatriz-mãe. - São coisas de que lugar?

 Por isso que precisamos educar as mulheres, para que não nos

envergonhe ou a seus maridos. Bisneta Jungfei, explique a essa mulher

o significado do arranjo.

 Todos os arranjos têm como finalidade lembrar a primavera e para

isso, a flor mais resistente, tanto no frio como no calor, é o

girassol, ao redor dela estão as flores com todas as suas cores, as

folhagens representam o renascer das florestas. - explica Jingfei com

bastante calma.

 Já ouvi falar nesse tipo de arranjo, parece que vem de um reino

além-mar, não é verdade? - pergunta uma mulher ao lado da velha, a

prima da imperatriz-mãe.

 Sim, senhora. É a arte das Flores Eternas, dos povos do reino do Sol

Nascente.

A explicação foi rápida e as perguntas sobre como fazer os arranjos,

surgem de todos os lados. Muitos dos convidados se aproximam para ver

a disputas em palavras entre Jingfei e a prima da imperatriz-mãe,

que esteve doente e só saiu da cama para comparecer a reunião e

aborrecer as pessoas, um dos seus jogos favoritos, mas desta vez não

deu certo, a jovem esposa do segundo príncipe tem uma proteção de

peso e para que não exista dúvida, o marechal está ao lado de sua

esposa, com o olhar que pode matar alguém.

A tarde transcorreu sem maiores problemas, mas o marechal não deixou a

esposa sozinha em momento algum, ele se tornou sua sombra.

Quando o congo do palácio sinaliza a vigésima hora, os fogos explodem nos

céus para enchê-lo de cores e brilho. Muitos convidados aplaudem e

outros sorriem para o belo espetáculo. Em um canto, estão Huizong e

Jingfei, olhando para as cores e de mãos dadas. Esse ato foi

involuntário, mas depois de alguns segundos, os dois perceberam o

que fizeram, entretanto, nenhum deles soltou a mão do outro. Essa

cena se transformou no assunto da semana e os comentários começam

sempre do mesmo modo.

__ O casal dragão, merece esse título.

Jingfei está ansiosa, há muito tempo sabe que está apaixonada por seu

marido. Não pela sua beleza física, que apenas faz parte do

conjunto, mas o caráter íntegro, uma personalidade forte, mas que

sabe ceder quando vê que seu julgamento pode estar errado e a voz,

aquela voz parece uma carícia nos ouvidos de Jingfei. A cada dia,

admira mais e mais o marido.

 Xiuying, estamos no caminho certo?

 Claro, senhora.

 Eu posso me apaixonar pelo marechal, digo, isto pode atrapalhar de

alguma forma?

 Senhora, se eu disser que isto não consta nos planos, o que fará?

Vai deixar de amá-lo?

 Agora é tarde para isso, eu já me apaixonei. - Jingfei suspira

olhando para o lago cristalino. - Se você me disser para me afastar

dele, por que isso pode fazer com que o plano não dê certo, eu com

certeza o farei, afinal, ele faz parte da população que queremos

salvar, mas depois de tudo salvo, vou querer ficar com ele para

sempre. Vou lutar por isso, você entende?

 Eu entendo, mas eu não vou fazer tal pedido, é seu amor por ele que

fortalecerá a todos, para que possamos derrotar Tian.

 Ainda bem. - Jingfei respira aliviada, não quer ficar longe do

marido, quer ter a oportunidade de ser feliz também. - Eu mereço

ser feliz.

Xiuying também está satisfeita com o que está acontecendo. Em breve o

imperador será pai do bebê que Ehuang trará ao mundo e o marechal

será pai do belo menino que Jingfei carregará. Os dois meninos vão

liderar o império e desenvolverão todas as áreas do

desenvolvimento humano. O império Jinhai deixará de ser um império

no continente, para ser o próprio continente.

Os primos serão leais um ao outro e a seus princípios, serão

responsáveis não só pelo crescimento de Jinhai, mas por fazerem

que outros reinos tenham conhecimento do cultivo e da magia, ajudando

a evoluir a espécie.

Xiuying imagina que a Senhora Das Águas esteja satisfeita também, com o

desenvolver da missão e isso a enche de orgulho, passando a

acreditar um pouco mais em si. A única coisa que a preocupa e isso

fica lá no fundo de sua mente, é que a Senhora Das Águas nunca

disse como Jingfei e Ehuang vão derrotar Tian.

 Não é o momento de cobrir o sol, depois penso nisso, quando o

momento chegar. - pensa positivamente Xiuying.

Capítulos
1 Capítulo 1 - O Reino das Águas
2 Capítulo 2 Um tiro perfeito, na direção errada
3 Capítulo 3 A Sala de Espera
4 Capítulo 4 O Caminho é longo
5 Capítulo 5 A festa de casamento
6 Capítulo 6 A nova casa
7 Capítulo 7 O jantar em família
8 Capítulo 8 O Imperador está morto! Viva o novo Imperador!
9 Capítulo 9 O futuro imperador
10 Capítulo 10 A Coroação
11 Capítulo 11 O retorno a cidade natal
12 Capítulo 12 Estamos de volta!
13 Capítulo 13 Momentos complicados
14 Capítulo 14 O palácio imperial
15 Capítulo 15 Uma concubina preferida
16 Capítulo 16 De volta a mansão Zhang
17 Capítulo 17 Um jantar para diversão dos convidados.
18 Capítulo 18 A convivência do casal dragão
19 Capítulo 19 As maravilhas de um bom relacionamento
20 Capítulo 20 O rumor
21 Capítulo 21 O aniversário de casamento
22 Capítulo 22 A Peregrinação
23 Capítulo 23 A terra treme
24 Capítulo 24 A terra treme e o palácio sangra
25 Capítulo 25 - Parte 1 - A terra treme, mas a esperança é sem fim
26 Capítulo 25.I – Parte 2 A terra treme, mas a esperança é sem fim
27 Capítulo 25.II – Parte 3 A terra treme, mas a esperança é sem fim
28 Uma vida e um sonho
29 O imperador e sua amada
30 A Sabedoria de Lin Ehuang
31 Um jantar muito divertido
32 Um corte no tempo – Os irmãos Tian
33 Um corte no tempo e um lugar para os irmãos Tian
34 Um corte no tempo e o alimento de Tian Long
35 As dificuldades de se governar
36 Conhecendo um ao outro e um convite
37 De volta a Jade Azul
38 Muitas aventuras do casal dragão
39 Um corte no tempo para os sonhos
40 Os Bárbaros
41 O Ataque
42 Os Bárbaros e a coragem
43 A volta para casa
44 O Festival do Fim do Outono
45 A despedida
46 Um continente desunido
47 Observações: Fim do primeiro Livro
48 Observações 2ª Parte
Capítulos

Atualizado até capítulo 48

1
Capítulo 1 - O Reino das Águas
2
Capítulo 2 Um tiro perfeito, na direção errada
3
Capítulo 3 A Sala de Espera
4
Capítulo 4 O Caminho é longo
5
Capítulo 5 A festa de casamento
6
Capítulo 6 A nova casa
7
Capítulo 7 O jantar em família
8
Capítulo 8 O Imperador está morto! Viva o novo Imperador!
9
Capítulo 9 O futuro imperador
10
Capítulo 10 A Coroação
11
Capítulo 11 O retorno a cidade natal
12
Capítulo 12 Estamos de volta!
13
Capítulo 13 Momentos complicados
14
Capítulo 14 O palácio imperial
15
Capítulo 15 Uma concubina preferida
16
Capítulo 16 De volta a mansão Zhang
17
Capítulo 17 Um jantar para diversão dos convidados.
18
Capítulo 18 A convivência do casal dragão
19
Capítulo 19 As maravilhas de um bom relacionamento
20
Capítulo 20 O rumor
21
Capítulo 21 O aniversário de casamento
22
Capítulo 22 A Peregrinação
23
Capítulo 23 A terra treme
24
Capítulo 24 A terra treme e o palácio sangra
25
Capítulo 25 - Parte 1 - A terra treme, mas a esperança é sem fim
26
Capítulo 25.I – Parte 2 A terra treme, mas a esperança é sem fim
27
Capítulo 25.II – Parte 3 A terra treme, mas a esperança é sem fim
28
Uma vida e um sonho
29
O imperador e sua amada
30
A Sabedoria de Lin Ehuang
31
Um jantar muito divertido
32
Um corte no tempo – Os irmãos Tian
33
Um corte no tempo e um lugar para os irmãos Tian
34
Um corte no tempo e o alimento de Tian Long
35
As dificuldades de se governar
36
Conhecendo um ao outro e um convite
37
De volta a Jade Azul
38
Muitas aventuras do casal dragão
39
Um corte no tempo para os sonhos
40
Os Bárbaros
41
O Ataque
42
Os Bárbaros e a coragem
43
A volta para casa
44
O Festival do Fim do Outono
45
A despedida
46
Um continente desunido
47
Observações: Fim do primeiro Livro
48
Observações 2ª Parte

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