Capítulo 10 A Coroação

Quando a comitiva imperial sai da Estrada Comum em sentido a Estrada

Imperial, o príncipe herdeiro Guang GangGuang está irritado,

nervoso e com o corpo dolorido. Observando o rosto mal-humorado do

irmão, Zhang Huizong se aproxima.

 Irmão GangGuang, por que a irritação? Nunca tratou seus servos com

essa grosseria.

Os dois cavalgam sozinhos, se adiantaram dos demais, para uma conversa

informal entre irmãos.

 Na verdade estou mais nervoso do que irritado. - Guang GangGuang

sorri de nervoso. - Irmão, na verdade não me sinto pronto! Entende

o que falo? Sino-me intimidado com a ideia de governar!

 Irmão, isso é preocupação e não medo. O pai o treinou muito bem

e ele tinha, assim como eu, confiança em você e em sua capacidade

de tomar as decisões corretas, como fez com o reino que acabamos de

visitar. - Zhang Huizong toca no ombro do irmão. - Não se deixe

levar pelos maus pensamentos, você é capaz, eu sei.

 Você é um bom irmão, razão teve meu pai em reconhecê-lo. Você é

um homem digno.

Os irmãos continuam a conversar, Zhang Huizong detalha os pontos nobres

do caráter do irmão e Guang GangGuang devolve os elogios. Só uma

pessoa está interessada naquela conversa, é o conselheiro Yan Cong,

para ele a aproximação do marechal do futuro imperador não é nada

boa para ele e seus planos.

A Estrada Imperial está toda enfeitada com lanternas de todas as

cores. Aqui e ali, ramos de flores enfeitam as fachadas das lojas e

casas, todos estão em festa pela coroação do novo imperador, que

devia ter voltado no mês anterior, mas uma aparição de bárbaros,

fez com que demorassem um pouco.

Em um ataque rápido, os bárbaros surgiram na dianteira e na

retaguarda, mas a agilidade dos marechais e seus soldados, não

permitiu que uma tragédia acontecesse.

O príncipe herdeiro Guang GangGuang é um homem habilidoso na espada,

foi um dos melhores alunos na escola militar, mas em determinado

momento da pequena batalha, o príncipe herdeiro se vê cercado por

mais de dez bárbaros, é obvio que a intenção é matar o príncipe,

mas a ajuda vem de seus irmãos, que cavalgam de direções opostas e

quando o príncipe herdeiro está prestes a receber uma machadada na

cabeça, uma espada voa pelo ar e atinge em cheio o peito do bárbaro,

antes que ele abaixe o machado. O príncipe herdeiro luta bravamente

e se junta a ele seus dois irmãos e logo aqueles bárbaros fogem,

quando a quantidade deles diminui tragicamente.

Enquanto a comitiva se reorganiza e os feridos atendidos, o marechal Guang

Chonglin junta alguns de seus homens e vasculha a região a procura

de mais bárbaros e se é seguro continuar. O marechal Zhang Huizong

fica para a defesa da comitiva, se os bárbaros resolverem voltar.

O príncipe herdeiro tem um ferimento leve no braço esquerdo, nada de

mais, mas o primeiro conselheiro faz disso uma tragédia.

 Sua escolta não está bem preparada, deve utilizar sua guarda

pessoal, como sugeri …

 Como, conselheiro Yan, os bárbaros sabiam de nossa rota?

 Marechal Zhang, todos sabem dessa viagem do príncipe …

 O senhor tornou isso publico?

 Claro que não! O que insinua?

 O mesmo que o senhor com relação a mim. Nós dois não somos

incompetentes, isso não era para acontecer. O itinerário do

príncipe não deveria ser de conhecimento de ninguém, foi o

combinado, para a segurança do próprio príncipe. O senhor não

acha estranho que bárbaros, que costumam atacar somente na

fronteira, estejam tão distante dela e com conhecimento do trajeto

da comitiva?

 O que quer dizer, irmão?

 Que talvez alguém tenha deixado essa informação chegar até os

bárbaros.

 Queira me desculpar se eu o ofendi, senhor marechal, garanto que não

foi minha intenção, mas uma guarda pessoal é uma sugestão minha,

para a maior segurança do príncipe, herdeiro desse império. - o

conselheiro Yan sabe quando recuar e é por isso que não gosta de

Zhang Huizong, o homem é astuto demais. - Com a guarda pessoal, a

ajuda seria melhor. - finaliza a cobra sorrindo.

 Nós controlamos a situação muito bem. - fala o marechal Zhang

Huizong, com o peito inflado pelo orgulho de ver que seus soldados se

saíram muito bem e sem muitos ferimentos graves.

 O que importa agora é ver se os feridos foram todos cuidados. - diz

o príncipe herdeiro. - Depois vamos averiguar quem deixou escapar

nossa rota.

 Vossa majestade precisa de uma guarda pessoal. - insiste o

conselheiro Yan.

 Eu ainda não sou o imperador, quando o momento chegar, eu verei

isso. - encerra o assunto o príncipe herdeiro se encaminhando até

um grupo de soldados e servos feridos.

O marechal Zhang Huizong acompanha o irmão, algo sobre essa história

de guarda pessoal, o desagrada, mas não sabe explicar o que é.

O marechal Guang Chonglin se aproxima rápido em seu cavalo.

 Descobriu algo, príncipe?

 Meu relatório será entregue ao príncipe herdeiro, conselheiro Yan.

- o príncipe se afasta sem dar maiores explicações. Ele também

não gosta do primeiro conselheiro Yan.

 Cães estúpidos! Um dia todos vocês serão apenas uma lembrança,

eu prometo. - resmunga para si, o conselheiro Yan Cong.

A entrada na capital foi uma festa, um mensageiro avisa a

imperatriz-mãe do sucesso da viagem e o povo festeja alegre que mais

um país foi anexado ao grande império Jinhai e sem a necessidade de

uma guerra. Todos saúdam o príncipe herdeiro e futuro imperador.

Muitos acham o príncipe muito gentil, outros que ele é um grande

diplomata e muitos acham que o príncipe é um grande líder. Não

importa o que o povo ou os conselheiros acham, o príncipe herdeiro

Guang GangGuang prometeu a si mesmo e ao irmão, que será um grande

imperador.

Uma semana antes da entrada triunfal do príncipe herdeiro na capital, o

Pavilhão do Sol está em polvorosa. Três mulheres correm de um lado

para o outro, tentando salvar tecidos ricos e belos. Uma tina cheia

de água está nos fundos da casa e nela Jia mergulha o linho branco,

para tentar remover a tinta preta. Em outra tina, Xiuying mergulha a

seda manchada de preto também, na terceira tina, Jingfei olha

desanimada para o brocado branco todo manchado e o azul todo

desfiado, possivelmente, a golpes de faca, seu coração está pesado

e dividido, não sabe se chora de tristeza pela maldade feita ou se

explode de raiva.

 Quem poderia fazer tal coisa? - pergunta Jia.

 Basta que você vire seu rosto em direção a próxima casa. -

responde Jingfei.

 Elas não teriam coragem! É um presente da imperatriz-mãe! - diz

Xiuying.

 Claro que teriam coragem! Quem as encoberta?

 O marechal não está, para que a senhora conte a ele e eu ouvi o

mordomo Yun Qin dizer que ele ficará no palácio imperial até a

coroação. - informa Jia.

 Mesmo que a senhora compre novos tecidos, não serão iguais a esses.

O que faremos?

Jingfei olha para os tecidos boiando na água. Boa parte dos tecidos estão

manchados, muito pouco poderá ser usado.

__ Jia, você vai até a loja de tecidos e compre alguns botões. Vou

fazer uma lista dos que quero e também da loja de pedraria. Não se

preocupe, tive uma idéia para salvar nosso dia e o dia da coroação.

Jingfei, a original, viajou com a mãe e a avó por muitos países e viu

muitas vestimentas diferentes, o que deu a Isa a idéia de unir tal

informação com as vestimentas comuns a esse império. Tia Meirong e

as concubinas ainda não venceram.

Novamente o palácio está colorido com as lanternas acesas. Flores enfeitam os

batentes das várias janelas e portas. No ar, o cheiro dos incensos,

todos pedem paz e prosperidade ao novo imperador. Os portões são

abertos de hora em hora, para a chegada dos convidados e são muitos

convidados, incluindo a família de Jingfei, que agora são parte,

distante, da família imperial.

O pátio interno, da entrada, está coberto de mesas para os convidados

que não tem autorização para entrar no salão do imperador, mas a

coroação propriamente dita, ocorrerá na frente da porta principal

do palácio, para que todos vejam.

 Huizong!

 Pois não, imperatriz-mãe.

 Huizong, você pode me chamar de bisavó quando estivermos a sós,

entendeu?

 Sim, bisavó.

 Você tem o olhar duro de seu avô materno e a beleza de sua mãe,

mas seu caráter integro é o de seu pai e não adianta exclamar por

dentro, porque você sabe que é verdade, mesmo que ele tenha

sucumbido as intrigas do palácio contra a sua mãe, ele nunca deixou

de se considerar seu pai e lutou muito, contra todos que achavam que

você não fazia parte da família imperial. Assim como eu acho que

você é o escudo do novo imperador e do império, seu pai também

acreditava nisso. - termina uma orgulhosa bisavó.

 Eu agradeço, bisavó.

 Está cuidando de sua esposa?

 Estou fora a um bom tempo, mas as notícias que recebei é que tudo

na mansão está bem.

__ Seja cuidadoso com sua esposa, ela é uma mulher gentil, delicada e

inocente. Esse lugar destrói pessoas assim, você sabe. - diz a

imperatriz-mãe se referindo a mãe do marechal. - E parece que as

coisas na sua casa, não estão muito bem, não. - encerra a conversa

a imperatriz-mãe, que andava de braços com o bisneto. - Nos veremos

mais tarde.

O marechal Zhang Huizong tem muitas coisas na mente, além de

investigar como os bárbaros chegaram tão longe no país e sem que

ninguém percebesse, tem que investigar como a informação do

trajeto da comitiva saiu do palácio, tem que explicar ao irmão mais

novo, porque vinte de seus soldados, incluindo um capitão, pediram

transferência para suas tropas, sem que pareça que ele agiu de

má-fé e agora tem que cuidar da esposa, contra quem ele não sabe.

O marechal é forte e destemido, mas é meio lerdo para algumas

coisas. Tia Meirong não é de sua total confiança e as concubinas,

na sua opinião, não são inteligentes, então não compreende bem

as palavras da bisavó. Um pouco lerdo, realmente.

O marechal Zhang Huizong está pronto. Usa seu traje na cor preta, como

sempre, com detalhes em dourado e nos punhos, o bordado de um dragão

e segura na mão sua espada. Os cabelos estão presos em um coque no

alto da cabeça e o prendedor, feito de metal, tem um dragão

esculpido. Esse é o traje do segundo príncipe e Primeiro Marechal

de Guerra Zhang Huizong.

A luxuosa carruagem do marechal para a frente do portão imperial e

dela descem tia Meirong e as duas concubinas do marechal. Todas

sorriem muito, nenhuma delas está preocupada com Jingfei, estão

certas que aquela garota não vai aparecer na coroação.

Duas semanas atrás, Li Liling e Ji Huang, entraram na casa de Jingfei

depois que ela saiu para o chá da tarde com a imperatriz-mãe, um

encontro que se tornou habitual. As duas levavam com elas, tintas

pretas em pequenos vidros, para que ninguém suspeitassem de nada. As

servas das duas, viram o que elas fizeram, mas sabem qual o castigo

se contarem para alguém, então apenas fizeram o que foi mandado, ou

seja, despejar a tinta nos tecidos novos da esposa do marechal.

Sorrindo muito, elas voltam para o Pavilhão da Noite, onde vivem.

Sorrindo estão até agora, na entrada principal. A primeira concubina é Li

Liling, que esperava se tornar a esposa, mas surgiu essa garota

Jingfei e estragou tudo, mas se hoje a esposa do segundo príncipe

não comparecer, talvez o segundo príncipe pense em mandar para a

Mansão das Esquecidas, a esposa que o desafia abertamente e mude seu

olhar para a concubina que está a seu lado a muito tempo.

Está tudo pronto para a coroação, em breve Guang Li Hua será chamada de

imperatriz e em breve poderá dar a luz o herdeiro do trono. Seu

remédio chegou e sem ler as instruções, tomou de um gole só, mas

está satisfeita, seu sonho se concretizará em breve.

O imperador está com seu luxuoso traje verde, que é a cor dos

imperadores desde sempre. Os cabelos presos no alto da cabeça, em um

coque, e no prendedor está esculpido a Fênix em dourado. Eis aí o

novo imperador, que vai governar Jinhai por toda a sua vida. Aí está

um homem que aprendeu a não confiar em ninguém, mas que precisa de

certas pessoas por perto, para governar o império. Aí está um

homem que não ama ninguém, quer dizer, não ama uma mulher em

especial, todas elas foram impostas em sua vida, nunca escolheu

nenhuma. Aí está um homem que acha que não está pronto para ser

imperador, mas quando olha para seu lado esquerdo, encontra o olhar

tranquilo e confiante de seu irmão Huizong e sente que o irmão

acredita mais nele do que o pai ou outra pessoa qualquer, isso o

tranquiliza um pouco.

Uma comitiva precede o imperador, são os conselheiros, seguidos pela

imperatriz e suas servas e depois o imperador, ladeado de seus

irmãos, que são os guardiões do império e logo atrás estão

outros Guardiões, são os grandes mestres do cultivo do Império

Jinhai.

O imperador vai caminhar até o centro do pátio interno, acompanhado

da imperatriz, e lá em cima de um palanque, vai saudar os quatro

ventos, pedindo proteção para seu reinado.

Na varanda que cerca o palácio, tem uma divisão. De um lado ficam as

esposas dos príncipes e dos principais conselheiros. A

imperatriz-mãe senta-se na primeira cadeira e as demais na

sequência. A imperatriz-mãe está preocupada, pois ainda não viu

Jingfei. No lado esquerdo da varanda ficam as concubinas dos

príncipes e do imperador.

Antes que o imperador chegue ao palanque, Jingfei senta-se ao lado direito

da imperatriz-mãe. Plena e tranquila.

 Desculpe o atraso, majestade, muitas carruagens na entrada. -

responde uma sorridente Jingfei.

A imperatriz-mãe olha para as roupas de Jingfei que trata logo de

explicar.

 Tive uma idéia e usei os tecidos que me deu. Ficou bom?

 Minha querida, você está linda! - um sorriso se espalha pelo rosto

da velha senhora, que olha para tia Meirong, sentada na última

fileira de cadeiras, que está de boca aberta, literalmente.

O imperador já cumpriu com os rituais da coroação, é hora de voltar

para o interior do palácio e receber os convidados e os presentes.

Os conselheiros ficaram na escadaria, cada um em um degrau, os marechais

no primeiro degrau. A ordem de entrada será invertida, agora sobem

primeiro os marechais simbolizando a proteção ao imperador, logo em

seguida entra o imperador e sua esposa e por ultimo, os conselheiros.

No grande salão imperial, Guang GangGuang senta-se pela primeira vez

no trono de madeira vermelha e ornamentos de ouro, pela primeira vez

ouve seus súditos aclamaram seu nome.

 Vida longa ao imperador Guang GangGuang! - isto foi repetido por três

vezes, como o protocolo exige.

E eis aí o novo imperador de Jinhai.

A cerimonia foi muito emocionante para o imperador, que tem os olhos

marejados. Ele foi educado durante toda a vida para chegar nesse

momento. No ventre da mãe, já era chamado de sua majestade. Nunca

Guang GangGuang pensou em ser outra coisa que não fosse ser

imperador, o que na verdade ele quer até agora, é que o pai o

tivesse ensinado mais.

Jingfei está ao lado da imperatriz-mãe e pergunta coisas sobre a coroação,

uma conversa tranquila, ela sabe que uma pequena pausa no assunto,

fará com que a imperatriz-mãe pergunte sobre os tecidos e em certo

momento, não há mais o que perguntar.

 Pequena Jingfei, estes são os tecidos, que presentei você?

 Senhora, resolvi fazer algo diferente …

 Você é boa demais, eu sei disso. Para não causar uma discussão

desnecessária, inventa algo aceitável. Muito bom, é uma atitude

digna. - a imperatriz-mãe respira fundo, seu espião já contou o

que aconteceu e ela tem um plano para proteger a pequena Jingfei.

Antes dos cumprimentos ao imperador começar, a imperatriz-mãe alcança o

marechal Zhang.

 Sua esposa sofreu um ataque dentro de sua propriedade, o que fará?

 Ataque?

 Uma invasão e os tecidos que dei de presente foram arruinados, mas

ela é brilhante e fez algo lindo para não envergonhar a casa dos

Zhang. Faça algo, ela precisa de uma guarda pessoal e logo! -

encerra a conversa a imperatriz-mãe.

Todos estão caminhando para o salão de festas, um salão enorme com

portas para os jardins. A corte será a primeira a dar os parabéns

ao imperador e cada membro da corte entregará seu presente, para que

isso aconteça, um outro trono foi colocado no salão, tão bonito

quanto o trono original, é o Trono dos Festejos, usado para as

grandes festas e que pode ser colocado em qualquer lugar, afinal, é

proibido por lei retirar o trono principal do lugar.

Os primeiros a cumprimentar o imperador são seus irmãos e suas

respectivas esposas. O marechal Zhang Huizong se aproxima de sua

esposa, oferece seu braço e Jingfei pousa delicadamente a mão no

antebraço do marido, seu sorriso é sincero para ele, que não ri.

Eles caminham pelo tapete de maneira harmoniosa, como um casal que

treinou os passos a muito tempo. Alguém faz um comentário com uma

voz um pouco alta.

 Quem disse que eles não são um casal? Até as roupas são iguais!

Alguns riem, outros sussurram sobre a qualidade das vestes do casal Zhang.

Jingfei passou a semana bordando pedrarias no robe, que é de seda,

tingido de preto, não só pelo ataque, mas tingiu mais ainda,

ficando muito bonito. As pedrarias que mandou comprar, foram bordadas

em torno do punho da manga e em torno da barra. As vestes internas

são cinzas, resultado do tingimento irregular do ataque no linho

branco, por cima deste e antes do robe, uma saia em seda branca,

único pedaço que se pode salvar, toda bordada com delicadas flores

em fios de ouro. Como é uma festa de gala, as regras dizem que o

penteado tem que ser bem elaborado, mas Isa e Jingfei tem mais essa

coisa em comum, não se incomodam muito com regras de comportamento

que não tem peso na vida delas e sendo assim, Jingfei está com os

cabelos soltos, bem escovados e brilhantes, na cabeça usa a tiara de

princesa, como o falecido imperador a chamou. Brincos de ônix preta

e uma leve maquiagem, para que sua aparência jovem se destaque mais

ainda. Jingfei está linda, até o marido levantou a perfeita

sobrancelha dessa vez.

O marido está satisfeito por sua esposa estar de acordo com suas cores

e estar linda, mas duas concubinas e uma tia Meirong não estão.

Torceram o nariz assim que a viram e uma raiva subiu por suas

colunas, é ódio puro.

O marechal Zhang Huizong fez seu juramento de lealdade ao imperador e

foi acompanhado pela esposa, que depois ofereceu ao imperador uma

flor-de-cera.

 Esta flor, imperador, não morre, assim como sua sabedoria e

capacidade para ser um grande líder dessa nação.

O imperador ficou satisfeito com o presente simples, mas com uma

simbologia muito grande, assim como com as palavras de sua cunhada.

 Este imperador, agradece o presente e suas palavras, cunhada.

A flor está dentro de uma cúpula de vidro, é azul, com grandes

pétalas, muito bonita e diferente. Alguns membros da corte torceram

o nariz, outros acharam interessante o presente e bem de acordo, pois

a flor jamais morrerá e a esposa do primeiro marechal deseja que o

imperador e sua sabedoria vivam para sempre.

Depois deles, é a vez do marechal Guang Chonglin e a esposa. O juramento do

irmão caçula do imperador é feito com uma voz firme e sem

hesitação, assim como o marechal Zhang fez.

As concubinas do imperador, também querem oferecer um presente. As três

se sentam na frente do trono, cada uma está com um instrumento de

cordas, que produz um som harmonioso e celestial e Lin Ehuang vai

cantar. Quando a apresentação começa e o som melodioso e suave

ecoa pelo ambiente, todos fazem silêncio e quando Lin Ehuang começa

a cantar, nenhum som a mais, além dos sons dos instrumentos, é

ouvido. Sua voz é leve como a brisa, a canção é uma homenagem ao

imperador, fala de um homem corajoso que conquistou o mundo. A voz de

Lin Ehuang tem o timbre perfeito para cada momento da música, como

se sua voz foi feita para aquela música ou a música foi feita para

sua voz. Todos estão encantados, atentos aquele momento mágico, mas

ele termina. Ninguém se move e um imperador encantado por ter tal

talento em sua casa, é o primeiro a aplaudir e os outros o seguem.

Foi uma apresentação belíssima e uma voz igual ao canto de um

rouxinol.

Os membros da família real fizeram suas homenagens, é hora dos demais.

É a vez dos conselheiros, mas as palavras deles fazem parte do

protocolo, então são as mesmas que eles só repetem. O último

conselheiro se afasta, agora é a hora dos representantes de outros

países do continente. Muitos sorrisos e presentes. Os representantes

estão ansiosos para tratar com o novo imperador, muitos já imaginam

muitos negócios entre eles e outros estão querendo a anexação.

Isto é assunto para mais tarde, todos sabem disso, mas em cada

presente há um lembrete para que o imperador saiba das intenções

de todos eles.

Enfim chega a vez dos governadores das províncias do império Jinhai. São

trinta e duas províncias, logo são trinta e dois governadores, que

são acompanhados por seu principal conselheiro, um comandante das

forças militares da região e algumas pessoas de renome. Dentre

essas pessoas, está Liang YongLiang e sua esposa. Suas atitudes

estão diferentes, antes ele fazia questão de conversar com qualquer

um para chamar de amigo e ficar em evidencia na corte, mas hoje,

Liang YongLiang está em silêncio, seus olhos estão colados no

imperador, o homem não pisca.

Jingfei observa o pai e a madrasta, para ela, os dois estão iguais, a não

ser por aquele olhar fixo no imperador. Algo não está bem.

 Será que aqueles dois, querem pedir alguma coisa ao imperador? -

pensa Jingfei. - Isso é demais!

Como Jingfei está ao lado do marido, no lado esquerdo do imperador, ela

não pode se afastar para falar com o pai e ela quer muito fazer

isso, sente que algo não está certo.

Os governadores se aproximam um a um, quando chega a vez do governador

da província do Mar de Jade Azul, sua comitiva se aproxima, algo não

está normal, observa Jingfei. A comitiva tem o mesmo tipo de olhar

fixo no imperador, sem brilho e eles mal respiram.

 O que aconteceu com eles? - pergunta-se Jingfei.

Quando a comitiva está a menos de cinco passos do trono, o governador abre

o pequeno baú que carrega para que o imperador veja seu presente e

quando isto acontece, uma adaga surge na mão do governador que se

joga em direção do imperador, na sequência, toda a comitiva

desembainha suas adagas e se lançam em direção ao imperador. Tudo

é muito rápido, mas Jingfei também é rápida e se joga sobre o

pai, que cai e na sequência derruba o governador, que atrapalha as

outras pessoas da comitiva. O clima se torna caótico, gritos

assustados das damas e a imperatriz que corre assustada. Os

conselheiros se refugiam atrás dos soldados. Jingfei continua

segurando a cintura do pai.

 Pai, pare com isso! O que está fazendo? - grita Jingfei ao pai que

parece não ouvir nada.

O governador se levanta e tenta novamente apunhalar o imperador, mas

seus irmãos estão na frente e após uma breve luta, o governador

está morto. Outros membros da comitiva continuam a lutar com os

soldados, mas são apenas homens de comércio e não lutadores, sendo

assim, morrem com simples golpes de espada. Jingfei ainda segura o

pai, gritando para que ele desperte, mas a madrasta passa por ela e

carrega uma espada, correndo em direção do imperador. Liang Shuchun

grita, assustando mais ainda as damas e alguns conselheiros, seus

olhos estão esbugalhados, em seu rosto não tem um pingo de

sanidade. Uma espada voa no ar e atravessa o corpo delgado da senhora

de meia idade, como se perfurasse uma folha. Uma mulher ambiciosa e

cheia de sonhos de grandeza, morreu parecendo uma louca.

Liang YongLiang se desvencilha da filha e a empurra para longe, um dos

guardas da comitiva ergue a espada para ferir Jingfei, mas esta se

afasta com rapidez e pega uma bengala caída perto dela e acerta o

homem com ela. O pai caminha firme entre os soldados em direção ao

imperador, mas ele está cercado por soldados e na frente deles está

seus dois irmãos para defendê-lo. Em segundos, outra comitiva se

movimenta, todos gritando e com os olhos esbugalhados, se jogam sobre

os dois marechais e os soldados, tudo isso para que Liang YongLiang

possa se aproximar do imperador. Jingfei percebendo a manobra, usa o

lado curvado da bengala para derrubar o pai, que se vira com os olhos

cheios de ódio e com a espada, que pegou próxima, enfrenta Jingfei,

que se esquiva com agilidade, não quer ferir o pai e continua

chamando por ele, para que desperte. Jingfei acredita que o pai está

sob alguma influência, sabe que o pai jamais atentaria contra a vida

do imperador, ele tinha muios planos.

Os soldados estão ocupados tentando afastar a segunda comitiva de uma

outra província, quando uma terceira surge. Os guardas dessas

comitivas são bem treinados e o oficial que os comanda também e um

deles se aproxima do marechal Zhang Huizong, é clara a intenção do

oficial em querer matar o marechal, assim como outro oficial que está

lutando com o marechal Guang Chonglin. Com os marechais mortos, os

soldados ficariam desnorteados e o imperador seria uma presa fácil.

Seria? Não, claro que não. Meros oficiais lutando contra dois

grandes marechais, especialistas na esgrima e grandes desenvolvedores

em seus cultivos. Nunca foram páreos.

Jingfei ainda luta contra o pai, que por incrível que possa parecer,

adquiriu uma força enorme e a cada golpe de espada desferido contra

a bengala, Jingfei sente os braços tremerem, mas agindo com o

conhecimento de Isa na esgrima, Jingfei joga fora a bengala e pega

uma espada no chão e luta de igual para igual com o pai. Os golpes

de Liang YongLiang são poderosos, mas Jingfei é habilidosa, se

esquiva de um lado para o outro, já antecipa que não terá mais

como evitar de ferir o pai e por segundos de distração, o pai fere

seu ombro, algo superficial, mas que acorda Jingfei, que com um

movimento rápido, gira em torno de si mesma e desfere o golpe mortal

no peito do pai e a espada atravessa o coração de Liang YongLiang.

Percebendo o que fez, Jingfei se joga sobre o corpo do pai, mas ao

fazer isso, um dos guardas das comitivas, levanta a espada para

corta-lhe a cabeça, no entanto, vindo de algum lugar, uma cadeira

acerta o guarda e desperta Jingfei, que empunha a espada. Quando o

guarda se levanta e vê Lin Ehuang, a concubina do imperador,

segurando uma bandeja, pronta a se defender, mas o guarda deu as

costas para sua outra oponente, que não desperdiçou o momento e o

transpassou com a espada.

O caos se instalou, duas outras comitivas também se revelaram e atacam

os guardas próximos, as pessoas no pátio se escondem onde podem, a

disputa está feroz, as pessoas das comitivas não se importam em

morrer, querem matar o imperador e tentam a todo o custo atravessar a

barreira de soldados ao redor dele. Outra leva de soldados aparecem,

são soldados do general Chen Shoi Ming, que é o responsável pela

segurança da capital e do palácio imperial. Os soldados que chegam

vão aos poucos controlando a situação, matando os supostos

agressores e no final, todos os membros das cinco comitivas, estão

mortos.

Jingfei está sobre o corpo sem vida do pai, chora muito e a seu lado está a

concubina Lin Ehuang, tentando consolá-la.

 A senhora não tinha outra maneira de se defender! Não foi sua

culpa! Algo aconteceu!

Jingfei para um pouco o choro e olha para a mulher que a ajudou.

 Sim, isto é verdade! Algo aconteceu!

As coisas estão se acalmando, as pessoas curiosas para ver os

agressores se aproximam.

 Majestade! Isto foi um ato de traição!

 Onde estava o senhor primeiro conselheiro, quando atacaram o

imperador? - pergunta o marechal Guang Chonglin. - Não acabou de

jurar proteger o imperador com sua vida? - finaliza ele com ironia.

 Terceiro príncipe, quem sou eu para empunhar uma espada? Sua espada

é a mais habilidosa, sei disso e fiquei tranquilo sabendo que nosso

imperador estava seguro sob a proteção de seus irmãos. - responde

o conselheiro Yan Cong para um marechal Guang Chonglin sorrindo em

deboche. - Vossa majestade! Isso foi um ato de traição! Essas

províncias, provavelmente se uniram contra vossa majestade.

 Isso não é verdade! - grita Jingfei, segurando nos braços o corpo

do pai. - Eu conheço o governador Meng Yuan, ele sempre …

 Seu pai ajudou nesse ataque! - vocifera o conselheiro Yan Cong.

 O senhor não observou os olhos deles? Não estavam comuns! Havia

algo de errado!

 Fácil falar agora! Todos estão mortos!

 Acha que mataria meu próprio pai se ele estivesse normal? Não era o

comportamento de meu pai, ele nunca faria algo assim. O senhor sabe

bem como ele era, ele não faria algo assim!

 Afaste-se dele senhora Zhang! Rápido!

Vendo que Jingfei não se move, Lin Ehuang a puxa pelos ombros e surpresa,

assim como todos que presenciam a cena, vê uma fumaça escura, meio

acinzentada, sair da boca de Liang YongLiang e de todos os outros,

que até pouco tempo, tentaram matar o imperador.

 Conselheiro Yang Dingxiang, o que está acontecendo? Como sabia

disso? - pergunta o imperador.

 Observando um dos corpos, vossa majestade. Parece que quando a vida

se foi, alguma coisa estava parada na boca e quando eu abri a boca de

um deles, parece que uma ordem foi dada e todos abriram a boca e a

fumaça escura saiu. - explica o conselheiro Yang Dingxiang.

 Magia? - pergunta o marechal Guang Chonglin.

 Parece ser, mas …

 Mas, o quê? - pergunta o imperador.

 Algo assim já foi visto, não sei onde. - o conselheiro se levanta e

olha para o imperador. - Preciso verificar nos livros antigos. Isso –

aponta o conselheiro para o corpo a seus pés. - é uma magia antiga

de um cultivo proibido.

 Isso não é outro de seus delírios? - pergunta o conselheiro Yan

Cong com deboche.

 Qual explicação tem para isso, que seja melhor, que a explicação

do conselheiro das ciências? - pergunta o marechal Zhang Huizong.

 É certo que o que aconteceu não é normal, mas alguém ter usado o

cultivo proibido? Acho que é um pouco demais. - retruca o

conselheiro Yan Cong.

 Conselheiros, quero todos envolvidos em descobrir o que aconteceu,

entendido? São cinco províncias costeiras, grandes portos que

recebem e enviam mercadorias todos os dias, qualquer interrupção

nisso pode causar problemas para o resto do império. Eu quero saber

o que aconteceu, entenderam?

 Sim, vossa majestade. - respondem todos.

 Vossa majestade, eu peço sua autorização para ir até a cidade Mar

Azul. - pede chorando Jingfei. - Minha irmã não está aqui e sei

que alguma coisa deve ter acontecido …

 Nós cuidaremos das informações sobre a cidade. Volte para casa.

Marido, sei que se preocupa com o imperador, por isso não estou

zangada por ter me defendido sozinha, mas algo aconteceu na cidade

Mar Azul e com minha irmã. Tendo o dever de filha mais velha em

minhas costas, eu devo verificar se minha irmã está bem e cuidar

dela. Vossa majestade, eu imploro. - Jingfei se ajoelha e coloca a

testa no chão.

 Vossa majestade. A senhora Zhang é uma boa filha, nota-se bem e

defendeu vossa majestade das investidas do pai. Talvez um olhar

diferente do olhar mecânico dos soldados possa nos dar uma visão

melhor do que aconteceu. - o conselheiro Yan Cong olha para o colega

ao lado. - Talvez seja uma boa idéia ir junto o conselheiro das

ciências para uma outra avaliação e já que a senhora Zhang é

muito leal a sua família, o ideal será que o marechal designe sua

capitã e seus soldados para essa missão. Se estiver de acordo,

vossa majestade.

 Excelente …

 Vossa majestade, desculpe interromper, mas eu vos imploro também,

para que eu possa acompanhar a senhora Zhang …

 Isto não é uma brincadeira!

 Conselheiro Yan, meus irmãos mais novos …

 A senhora Zhang e a capitã poderão ver isso.

 Conselheiro, elas não sabem onde fica minha casa e …

 Está tudo bem, concubina Lin Ehuang, você pode ir. - finaliza o

imperador.

Lin Ehuang e Zhang Jingfei se olham e tocam a mão uma da outra.

 Está pronta para ser deixada para trás? Sabe disso, não é?

 Estarei pronta e esperarei pela senhora. - responde confiante Lin

Ehuang.

As coisas estão mais calmas, os representantes de outros reinos ou os

próprios reis, estão se despedindo e partindo com muita rapidez,

assim como os governadores das outras províncias. A pilha de

presentes não foram abertas, mas ninguém se lembrou de abrir nenhum

deles, aliás, alguns olham com muita desconfiança para eles. O

primeiro marechal pede a dois homens para abrir uma por uma, as urnas

de presentes e com muito cuidado.

As concubinas do imperador não moram no palácio, tem sua própria

residência, a Casa das Concubinas, que não fica muito longe do

palácio. A casa tem seis cômodos, três quartos para as três

concubinas, uma sala comum e uma sala de banho. Antes que chegue na

casa, Lin Ehuang é detida por um dos guardas que a manda esperar

pelo imperador. Onde ela está, é um caminho de pedras, que corta um

belo jardim.

 Concubina Lin Ehuang, espero que seja cautelosa nessa viagem.

 Vossa majestade, eu serei.

Silencio.

O imperador quer falar algo, mas não sabe o quê. Lin Ehuang também

quer falar, mais não sabe o quê. Os dois ficam ali parados, olhando

para a lua bonita no céu, um ouvindo a respiração do outro, até

serem interrompidos.

 Vossa majestade, os marechais o aguardam.

 Eu quero agradecer pela canção. - diz finalmente o imperador.

 Foi um presente bobo. - diz uma ruborizada concubina.

 Foi um belo presente.

Silêncio.

 Cuide-se e volte para casa.

__ Sim, vossa majestade.

No portão estão Jingfei e suas servas, esperando a carruagem, quando o

marechal Zhang Huizong as alcança.

 Que modos foram aqueles diante do imperador?

 Garanto que não faltei com respeito ao imperador, senão ele falaria

alguma coisa.

 Você é muito atrevida! Desista dessa loucura agora! Eu pedirei

desculpas ao imperador por sua ousadia!

 Ousadia, diz você? Minha família está praticamente morta! Ninguém

se preocupou em me proteger durante aquele ataque! Ousada? Sou ousada

porque eu posso! Sou ousada em me preocupar com minha família, assim

como você, querido esposo, se preocupou com seu irmão. Agora me

solte, eu tenho coisas para fazer.

Talvez o marechal Zhang Huizong, pensou que teria mais um bibelô na sua

casa, mas já percebeu que tem como esposa uma mulher com

personalidade. Um sorriso no canto da boca, modifica o rosto sempre

impassível do grande marechal.

 Vou designar dois soldados para sua segurança pessoal. Aguarde um

pouco. - decide o marechal Zhang Huizong.

 Que seja. - responde Jingfei.

A carruagem chega e a senhora Zhang entra, mas mal a carruagem se

moveu, um servo está a frente e pede para falar com Jingfei.

 Estes cavalos são da imperatriz-mãe, um presente para a senhora e a

concubina Lin Ehuang.

O servo se afasta rápido, o condutor da carruagem pega os cavalos e

Jia conduz a carruagem. Está tudo pronto para o próximo passo.

 Isso deveria acontecer? Digo, está tudo dentro do roteiro da

história?

__ Sim, senhora Zhang, está tudo correndo perfeitamente bem.

Outra vez Jingfei desconfia que Xiuying sabe mais do que diz. Ela respira

fundo, a lua as segue e espera que a boa sorte também as siga.

Capítulos
1 Capítulo 1 - O Reino das Águas
2 Capítulo 2 Um tiro perfeito, na direção errada
3 Capítulo 3 A Sala de Espera
4 Capítulo 4 O Caminho é longo
5 Capítulo 5 A festa de casamento
6 Capítulo 6 A nova casa
7 Capítulo 7 O jantar em família
8 Capítulo 8 O Imperador está morto! Viva o novo Imperador!
9 Capítulo 9 O futuro imperador
10 Capítulo 10 A Coroação
11 Capítulo 11 O retorno a cidade natal
12 Capítulo 12 Estamos de volta!
13 Capítulo 13 Momentos complicados
14 Capítulo 14 O palácio imperial
15 Capítulo 15 Uma concubina preferida
16 Capítulo 16 De volta a mansão Zhang
17 Capítulo 17 Um jantar para diversão dos convidados.
18 Capítulo 18 A convivência do casal dragão
19 Capítulo 19 As maravilhas de um bom relacionamento
20 Capítulo 20 O rumor
21 Capítulo 21 O aniversário de casamento
22 Capítulo 22 A Peregrinação
23 Capítulo 23 A terra treme
24 Capítulo 24 A terra treme e o palácio sangra
25 Capítulo 25 - Parte 1 - A terra treme, mas a esperança é sem fim
26 Capítulo 25.I – Parte 2 A terra treme, mas a esperança é sem fim
27 Capítulo 25.II – Parte 3 A terra treme, mas a esperança é sem fim
28 Uma vida e um sonho
29 O imperador e sua amada
30 A Sabedoria de Lin Ehuang
31 Um jantar muito divertido
32 Um corte no tempo – Os irmãos Tian
33 Um corte no tempo e um lugar para os irmãos Tian
34 Um corte no tempo e o alimento de Tian Long
35 As dificuldades de se governar
36 Conhecendo um ao outro e um convite
37 De volta a Jade Azul
38 Muitas aventuras do casal dragão
39 Um corte no tempo para os sonhos
40 Os Bárbaros
41 O Ataque
42 Os Bárbaros e a coragem
43 A volta para casa
44 O Festival do Fim do Outono
45 A despedida
46 Um continente desunido
47 Observações: Fim do primeiro Livro
48 Observações 2ª Parte
Capítulos

Atualizado até capítulo 48

1
Capítulo 1 - O Reino das Águas
2
Capítulo 2 Um tiro perfeito, na direção errada
3
Capítulo 3 A Sala de Espera
4
Capítulo 4 O Caminho é longo
5
Capítulo 5 A festa de casamento
6
Capítulo 6 A nova casa
7
Capítulo 7 O jantar em família
8
Capítulo 8 O Imperador está morto! Viva o novo Imperador!
9
Capítulo 9 O futuro imperador
10
Capítulo 10 A Coroação
11
Capítulo 11 O retorno a cidade natal
12
Capítulo 12 Estamos de volta!
13
Capítulo 13 Momentos complicados
14
Capítulo 14 O palácio imperial
15
Capítulo 15 Uma concubina preferida
16
Capítulo 16 De volta a mansão Zhang
17
Capítulo 17 Um jantar para diversão dos convidados.
18
Capítulo 18 A convivência do casal dragão
19
Capítulo 19 As maravilhas de um bom relacionamento
20
Capítulo 20 O rumor
21
Capítulo 21 O aniversário de casamento
22
Capítulo 22 A Peregrinação
23
Capítulo 23 A terra treme
24
Capítulo 24 A terra treme e o palácio sangra
25
Capítulo 25 - Parte 1 - A terra treme, mas a esperança é sem fim
26
Capítulo 25.I – Parte 2 A terra treme, mas a esperança é sem fim
27
Capítulo 25.II – Parte 3 A terra treme, mas a esperança é sem fim
28
Uma vida e um sonho
29
O imperador e sua amada
30
A Sabedoria de Lin Ehuang
31
Um jantar muito divertido
32
Um corte no tempo – Os irmãos Tian
33
Um corte no tempo e um lugar para os irmãos Tian
34
Um corte no tempo e o alimento de Tian Long
35
As dificuldades de se governar
36
Conhecendo um ao outro e um convite
37
De volta a Jade Azul
38
Muitas aventuras do casal dragão
39
Um corte no tempo para os sonhos
40
Os Bárbaros
41
O Ataque
42
Os Bárbaros e a coragem
43
A volta para casa
44
O Festival do Fim do Outono
45
A despedida
46
Um continente desunido
47
Observações: Fim do primeiro Livro
48
Observações 2ª Parte

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