Capítulo 17

Pessoal, eu não tenho publicado mais capítulos pois estou empenhada em terminar uma outra obra chamada: A Wolf das chamas ❤️‍🔥 mais não esqueci dessa obra não, espero que tenham um pouco mais de paciência em relação a essa obra é claro se quiserem continuar lendo ela. Bom, aproveitem o capítulo bjs😘

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_Emilly_

Ele me beijava como se estivesse faminto pelos meus lábios, aquela puta sensação estava me embriagando e fazendo eu cometer a mesma burrada outra vez...

* Não! *

Empurrei ele com força e tropecei numa estante próxima.

- Machucou?

Perguntou ele ainda com um desejo exacerbado na voz...

Emilly- Vai embora!!

Falei com o resto de voz que havia me sobrado, porém meus olhos não saíram dele! Eu não tinha medo de nada antes, mas agora o simples fato de ele estar a poucos centímetros de distância me faz estremecer dos pés a cabeça.

- Não! Eu não vou embora.

Emilly- Então fique aí plantado!

Falei me virando e indo praticamente correndo para o banheiro e me trancando logo em seguida. O meu coração estava acelerado como se eu tivesse acabado de participar de uma corrida de carro... Não sei que merda está acontecendo comigo, só sei que é perigoso demais e eu não posso me dar ao luxo de me apaixonar, ainda mais por um estrupício desse que na nossa primeira vez me chamou de prostituta. Escutei ele bater na porta mas ignorei, logo em seguida eu escutei a sua respiração pesada contra a porta mandando uma onda de arrepios pelo meu corpo!

Como esse cazzo tem tanto controle sobre mim assim?

* Que vontade de matar um...*

Mais uma vez ele bateu, porém, eu ignorei e fui tomar um banho gelado para apagar aquele fogo que crescia no meio das minhas pernas.

Rafael- Você não vai fugir de mim para sempre sereia!

* Era só o que me faltava, que apelidinho escroto é esse? *

Tomei o meu banho e fiquei lá por um bom tempo enquanto rezava para ele não estar mais no quarto quando eu abrir a porta.

Peguei o meu roupão e me vesti indo de encontro a maçaneta da porta, girei ela vagarosamente e quando eu abri a porta por completo eu não o encontrei lá. Mas algo me dizia que ele ainda não desistiria tão fácil...

Fui até a minha mochila e peguei uma camisola de cetim. Normalmente só uso camisolas desse tipo, é mais fresco e confortável...

Assim que eu terminei de me vestir eu passei um perfume e escovei o cabelo.

Estava arrumando a minha cama quando de repente eu senti um hálito quente na minha nuca me fazendo pular de susto!

Era o ordinário do homem que não me deixava em paz.

Emilly- Você não desiste mesmo né?

- Do que eu quero? Nunca!

Emilly- O que você quer? O que eu tenho você pode encontrar em qualquer bordel por aí.

- Não quero uma puta, quero você! E aliás o que você tem eu não encontro em lugar nenhum.

Dei um sorriso sarcástico e falei:

Emilly- Papo furado!

- Nunca falei tão sério na minha vida.

Ele me olhava intensamente fazendo eu entrar em conflito comigo mesma. A razão e a porra do tesão estavam numa luta intensa naquele momento!

Emilly- Posso saber o seu nome?

Ele me olhou surpreso e depois falou:

- Você realmente não sabe o meu nome? Ou está se fazendo de desentendida?

Dei um sorriso irônico e falei com ironia:

Emilly- Não senhor celebridade, eu não sei a porra do seu nome!

Ele deu um sorriso divertido e falou enquanto mordiscava o lábio inferior:

- Interessante... Então, prazer, eu me chamo Rafael Gonçalves Alencar.

* Não pode ser...*

Me levantei e dei dois passos para trás sentindo tudo ao meu redor girar enquanto o meu coração parava no peito.

Rafael- Porque está assim?

Perguntou ele me olhando estranho...

Emilly- Você disse Rafael?

Rafael- Sim, porque? Já ouviu falar de mim?

Perguntou ele com um sorriso lindo nos lábios.

Isso só pode ser brincadeira, o destino está mesmo me pregando uma peça ridícula! Ele não pode ser o meu Rafael doce e amoroso, isso não faz o menor sentido.

Emilly- Você é... É filho do Antônio?

Perguntei temendo a resposta...

Rafael- Como sabe o nome do meu pai?

Perguntou ele com um olhar estranho...

Me virei sentindo os meus sentimentos me sufocarem e fui para a sacada pegar um pouco de ar...

Rafael- Não vai me responder?

Senti sua voz grossa atrás de mim me cortou como uma lâmina afiada...

Ele não pode ser o Rafael, tem que ser uma coincidência.

Emilly- Você-

Rafael- Me conhece?

Olhei para trás e encontrei o seu olhar intenso me encarando como se eu fosse uma incógnita.

Emilly- Eu...

Dei uma pausa e respirei fundo tentando formular as palavras que insistiam em sair da minha boca...

Emilly- Você era amigo da Angel...

Ele me olhou com espanto enquanto dava dois passos para trás.

Rafael- Como sabe disso?

Sua voz saiu falha quase que embargada enquanto o vento gelado da noite soprava nas minhas costas causando um clima gélido e desconfortável.

* Ele ainda pensa em mim?...*

Emilly- Você ainda ama ela?

Perguntei temendo a resposta...

Ele me olhou furioso e agarrou os meus ombros falando com raiva:

Rafael- Me responda!! Como sabe que eu era amigo da Angel? Só a família dela sabe... E como sabe que eu a amava?

Seu olhar era intenso e assassino. Senti um calafrio percorrer o meu corpo e quase que revelei a minha identidade mas aí eu me lembrei do porquê de ter vindo aqui...

Emilly- Eu sou a prima dela...

Falei a primeira coisa que me veio à mente, mantendo o meu olhar firme no dele. Seu olhar foi de fúria para incredulidade...

Rafael- Você também maltratava ela? ME RESPONDE PORRA!!

Empurrei ele com tudo para o quarto e lancei o meu olhar frio para ele falando logo em seguida:

Emilly- Não maltratei a minha prima caralho!

Sua expressão ainda estava em uma carranca como se ponderava entre acreditar ou não.

Emilly- Ela me contou sobre você... Eu sou filha da tia dela que morreu.

Ele me olhou agora com angústia e dor, naquele momento eu senti o meu coração cortar em milhões de pedaços...

Rafael- Como eu nunca fiquei sabendo sobre a sua existência? Eu vasculhei cada possível filho da puta que tenha feito aquele incêndio criminoso mas não achei nenhuma pista de quem tenha feito aquela merda!

Ele se levantou abruptamente com um olhar assassino e continuou...

Rafael- Você sabe que isso te faz suspeita, não é?

Emilly- E porque diabos eu ia matar a minha própria mãe? Aliás, você não me encontrou porque eu limpei os meus rastros.

Rafael- Porque fez isso?

Perguntou ele com uma expressão sombria.

Suspirei e olhei para o lado caçando uma resposta para aquilo, até que me veio em mente algo óbvio.

Emilly- Porque o incêndio foi criminoso. Alguém estava tentando nos matar, porém naquele dia a Angel havia pedido para eu comprar um sorvete para ela...

Falei me lembrando da minha tia morrendo nas minhas mãos... Aquela dor me tomou novamente e quando eu percebi, lágrimas estavam escorrendo na minha face.

* Mais que merda! *

Odeio demonstrar fraqueza então rapidamente sequei elas.

Emilly- Quando eu voltei...

Rafael sem esperar muito me abraçou forte como se compartilhassemos da mesma dor...

Senti as suas lágrimas escorrerem no meu ombro exposto enquanto soluços quase que inaudíveis invadiam o ambiente.

Aquilo não demorou muito, pois logo eu me afastei virando o meu rosto para o lado, eu não poderia me dar ao luxo de demonstrar fraqueza...

Emilly- Naquele dia eu perdi tudo! Perdi a esperança de um dia melhor, perdi a fé mas ganhei a raiva, ganhei o ódio e a amargura. Não quero você perto de mim e eu falei sério quando disse que não quero mais repetir aquele erro!

Rafael- Eu não consigo esquecer aquele dia... Eu simplesmente não consigo!

Falou ele por um fio enquanto se escorava no parapeito da sacada. Olhei para ele de relance e vi nos seus olhos o sofrimento enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto!

Eu me odeio por mentir para ele e me odeio ainda mais por não poder fazer nada para tirar esse sofrimento do seu peito. Pensei que ele havia se esquecido de mim há muito tempo, mesmo eu não conseguindo fazer isso. Pensei que ao retornar tudo seria diferente e que ele já estaria casado ou com filhos, mas a realidade é que ele se tornou um mafioso igual a mim.

Bom, pelo menos ele não está fugindo da própria máfia!

* Que ironia do destino...*

Em algum momento eu cogitei falar a verdade mais ao ver o sofrimento que causei a ele eu me arrependi.

Rafael- Me fala sobre ela...

Escutei a sua voz rouca falar enquanto ele olhava para os pés tentando não se entregar às lágrimas que insistiam em cair. Meu coração se quebrou ainda mais vendo aquilo e eu não pude deixar de me sentir culpada... Mas se eu revelasse, faria alguma diferença? Talvez ele lutasse até o fim para ficar comigo mais e depois? Eu não posso abandonar tudo aquilo que eu construí até agora e ainda mais a vingança que eu venho planejando contra o Guilherme! Eu não sou uma ovelhinha, eu sou o lobo mal dos contos de fadas então não esperem nada além disso vindo de mim.

Mesmo que eu tenha que empurrar esses meus sentimentos loucos para dentro de mim, eu não revelarei a minha identidade!

Emilly- Não vou falar nada, não quero me lembrar de nada! Porque você tinha que aparecer?

Me virei com a minha ansiedade a mil e contemplei aquela cidade pequena mais aconchegante ao mesmo tempo, de repente eu senti seus braços fortes me abraçarem por trás. Fechei os olhos com temor e soltei um suspiro longo tentando não me entregar aquele sentimento louco que batia dentro do meu peito...

Eu não posso amá-lo, eu não sou mais a Angel, eu sou o monstro chamado Emilly Barbieri Vizzini!

Tentei me soltar enquanto lágrimas escorriam do meu rosto, mas tudo o que eu consegui foi fazer ele me virar pela cintura prensando o meu corpo contra o parapeito da sacada.

Rafael- Eu não consigo parar de pensar em você... Eu...

Eu não conseguia encará-lo, se eu fizesse isso eu me entregaria aquele sentimento esmagante dentro do peito e seria o meu fim.

Rafael- Olha pra mim...

Falou ele com a voz embargada...

Emilly- Eu não consigo...

De repente eu senti o seu toque firme no meu queixo fazendo eu encará-lo e quando os nossos olhares se encontram o meu coração saltou do peito. Seu olhar penetrante parecia até mesmo a de um predador nato, acredite ou não, eu sei realmente distinguir os dois lados de uma pessoa.

Rafael- Você ainda vai tentar fugir de mim? Não viu o quanto os nossos caminhos estão interligados?

Emilly- Não posso me dar ao luxo de trilhar por esse caminho. Tenho obrigações e deveres!

Rafael me encarou estranho e depois perguntou:

Rafael- Que deveres?

Emilly- Sou uma mulher de negócios hoje em dia e em breve voltarei para o meu país. Não quero mais levar a carga do meu passado para o meu futuro!

Menti com uma pitada de verdade.

Ele me olhou parecendo decepcionado e depois falou:

Rafael- Espero que não se arrependa!

Falou e depois foi embora com uma carranca no rosto. Assim que ele fechou a porta as lágrimas caíram como cascatas, me sentei no chão e abracei as minhas pernas chorando como nunca!

* Já está feito e não tem volta...*

No final eu sabia que aquilo teria que ser feito.

Pessoas como eu não merecem a felicidade!

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Curtem e comentem 😉 ❤️

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Continua...

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