_Emilly_
Comprei para ela muitas roupas, bolsas, sapatos, maquiagens, acessórios e por aí vai... Ela a todo momento tentava me parar, para ela aquilo tudo era demais e segundo ela "ela não merecia tudo aquilo". Mais eu vou fazer ela enxergar o próprio valor e ninguém nunca mais vai pisar nela! Não enquanto eu estiver aqui.
Depois de comprar um monte de coisas eu levei ela no salão mais renomado da cidade e paguei um limpa completo. Aproveitei e também fiz algo em mim pois já estava precisando um pouco!
Depois voltamos pra casa exaustas e quando chegamos lá nos deparamos com uma sobremesa divina!
Emilly- Já falei que você é a melhor hoje Dulce?
Ela apenas sorriu e nos deixou lá comendo. Carol agora já estava mais extrovertida e me contava um monte de coisas que ela havia vivido na casa dela e no bordel... Fiquei surpresa quando ela disse que fez amizade com as garotas de lá e até conseguia escapar as vezes das mãos daqueles homens horríveis. Fiquei com muita raiva e decidi que iria meter bomba naquela merda de bordel! Segundo ela, lá as garotas são todas traficadas de outros países e continentes. Enquanto ela ia me falando eu ia imaginando inúmeras torturas para eles!
Assim que terminamos de almoçar eu falei para ela se arrumar, pois eu iria apresentar ela para o conselho hoje mesmo.
Entrei no meu quarto e fui direto para o banheiro me lembrando das minhas inúmeras chacinas enquanto sentia a minha cabeça latejar.
* É, eu realmente preciso me aposentar...*
Desliguei o chuveiro e sai nua pelo quarto escutando uma bela ópera enquanto dançava me imaginando em uma plantação verde.
Assim que me vesti, eu fui ao encontro da Carol. Ela é uma menina linda e decidida, sei que ela é a escolha certa para esse cargo.
Assim que entrei na sala eu escutei ela conversando alegremente com a Dulce.
Emilly- Vamos?
Ela assentiu e eu me despedi da Dulce. Fui o caminho todo explicando como ela deveria se portar, falei também da história que eu inventei sobre ela. Ficamos combinadas de eu falar que eu escondi ela do conselho por muitos anos no exterior e também falei que iria treinar ela para assumir o meu cargo.
Assim que chegamos, uma chuva fina caiu, mas não o suficiente para nos molhar, o local em que marcávamos as reuniões do conselho era em uma área isolada perto de uma capela em Florença. O prédio era bem antigo, mas nada feio, era bem bonito na verdade! Desenhos de anjos eram espalhados pelas imensas paredes do local.
Enquanto eu ia passando, os homens iam abaixando as suas cabeças em sinal de respeito! Aqui nessa porra quem manda é eu.
...
Assim que eu cheguei na porta eu falei para a Carol esperar até eu Ordenar ela para entrar. Assim que cruzei as enormes portas da sala de reuniões já me deparei com aqueles velhos rabugentos sentados me olhando com os mesmos olhares de sempre. O típico olhar " Cadê o herdeiro da máfia? ".
Ignorei seus olhares e fui até o meu lugar.
Emilly- Boa tarde senhores.
- Boa tarde, chefe!
Falaram todos em uníssono.
Assim que eu me sentei já começaram a amolar o meu saco!
- Chefe eu sei que você está fazendo o possível pela máfia e reconhecemos o seu valor, mas precisamos de um herdeiro para continuar o seu legado!
Falou Francisco, um dos conselheiros chefes.
- Uma das cargas de HK foram extraviadas e precisamos cuidar disso. Herdeiros não são prioridade aqui conselheiro Francisco!
Falou outro conselheiro chefe chamado Marco.
Bati a minha mão na mesa atraindo a atenção de todos.
Emilly- Depois eu cuido do estraviamento, agora eu irei apresentar a minha herdeira.
- Haha chefe, eu sei que você foi adotada, mas o seu caso foi único pois precisávamos de um herdeiro e o antigo don não teria mais como gerar filhos, porém agora a senhora é extremamente saudável e pode sim gerar um herdeiro direto para a máfia!
Falou um dos outros conselheiros chamado Vitório.
Emilly- É melhor calar essa boca caralho! Não me interrompa quando eu estiver falando algo, vocês podem ser mais velhos mais eu sou a dona dessa porra aqui e exijo respeito!!
Falei me levantando e encarando o cazzo (merda)!
Ele apenas assentiu amedrontado me dando espaço para eu falar o que tinha para falar.
Emilly- Continuando o que eu estava falando, na verdade eu tenho um herdeiro de sangue direto.
Um deles se levanta surpreso enquanto diz:
-Mas isso é muita afronta! Como pôde esconder algo assim chefe?
Engatilhei a minha 12 e meti uma bala na cabeça dele enquanto apontava para os outros membros. Todos se assustaram e se encolheram de medo, menos o Vitório...
*Velho safado!*
Acho que preciso lembrar eles do que eu sou capaz.
Fui assobiando até um licor que havia perto do telão e dei um gole, sem mais delongas eu assobiei e entraram 7 homens armados apontando as armas a laser para todos os conselheiros, todos ficaram calados e o velho do Vitório ficou branco igual papel.
Emilly- Eu tinha um trabalho a fazer hoje, apresentar a herdeira e resolver alguns assuntos, mas vocês decidiram torrar a minha paciência. Acho bom lembrarem que se estão vivos é por minha causa e eu não terei dó de matar qualquer um de vocês!
Essa era a verdade por trás de tudo, no início nenhum dos conselheiros aprovaram a decisão de eu comandar a máfia no lugar do meu pai adotivo e com isso o meu pai ficou put#! Em uma noite escura eu fiquei sabendo que ele estava armando para matar todos eles, fiquei às espreitas e agi nas sombras. Meu plano era só um: fazer o conselho me dever a vida!
Um dos maiores princípios da máfia é ser fiel àquele que te salvou a vida. Nenhuma traição é tolerável!
Então quando já estava tudo armado eu chamei o papi e falei sobre o meu plano, de início ele falou que aquilo não iria funcionar pois o conselho cairia para cima dele com tudo se escapassem, mais foi aí que eu prometi liderar a máfia com punhos firmes e acharia um local para ele viver em paz. Após ouvir isso, ele concordou imediatamente e fingiu todo o processo em que ele mataria os velhos! Eu fui nas sombras e fingi matar os homens do meu pai com uma arma de festin, foi um tremendo teatro, eu e o meu velho riamos muito desse dia!
Saudades do meu velho pai...
Afastei aquelas lembranças e falei:
Emilly- Vocês me conhecem desde que eu era uma adolescente e sabem que eu não brinco no serviço. É melhor pensarem duas vezes antes de me trair, pois da mesma forma que eu salvei a vida de vocês eu posso acabar com elas!
Seus rostos empalideceram e Vitório logo abaixou a bola tentando parecer convincente, mas eu já mandei logo ele calar a matraca!
Apresentei a Carol e fiquei encabulada com a sua postura. Ela estava tentando a todo custo se mostrar eficiente, mas quando chegarmos eu vou logo dizer a ela que esses velhos só respeitam a base de ameaças, eles nem ousaram olhar feio para ela na minha frente, mas sei que é só questão de tempo...
Saímos de lá e eu fui deixar a Carol no apartamento, depois fui para a empresa e passei o restante do dia lá trabalhando e acertando alguns perrengues da máfia pelo telefone.
No final do meu expediente eu estava cansada e doida para um vinho com queijo. Fui a última a sair da empresa como sempre e quando estava no estacionamento senti a presença de alguém atrás de mim, sorri de lado enquanto me virava com um ar zombeteiro.
Emilly- Ora ora... Pelo visto meus inimigos ainda não aprenderam.
Nove homens com toucas ninjas pretas e tacos de basebol apareceram atrás de mim...
Estarei o pescoço e soltei a minha bolsa no chão, a adrenalina estava me tomando por todo o corpo enquanto eu retirava o salto. Olhei para o mais musculoso e fiz um gesto com a mão o chamando para prová-lo! Mesmo com a touca eu pude ver claramente um olhar de "desafio aceito" e sem perder tempo ele veio para cima de mim tentando a todo custo me acertar com o taco para o lado direito e para o lado esquerdo porém somente o som do ferro batendo no chão era audível pois eu me esquivei de todos os golpes com muita facilidade enquanto estralava os dedos da mão.
Emilly- Não me deixem entediada.
Falei com um tom irônico.
* É... O meu queijo e o meu vinho vão ter que esperar.*
Outro homem veio para cima de mim tentando a todo custo me acertar, porém eu peguei na sua camisa e tomei impulso no chão dando um salto mortal e quebrando a cara do grandalhão. Com um sorriso satisfeito eu comecei a socar a cara do homem que eu estava segurando a camisa com o cotovelo do braço direito. Logo um líquido vermelho mais conhecido como (sangue) veio a cair pelos seus olhos e nariz...
- Merd@!
Falou o homem com o nariz quebrado. Meu sorriso aumentou ainda mais quando mais três vieram ao meu encontro distribuindo socos e chutes na minha direção, me esquivei de todos os golpes enquanto soltava a fera enjaulada dentro de mim. Só se ouvia grunhidos e barulho de ossos quebrando, no fim eu andei tranquilamente até as minhas coisas que eu havia largado no chão e peguei elas com um sorriso satisfeito, fui até o meu carro e parti em direção a minha casa escutando uma bela de uma música clássica. Vocês devem se perguntar: Porque essa mafiosa impiedosa gosta tanto de música clássica?
A resposta é simples, a música clássica me trás paz no meu mundo turbulento e bagunçado. Meu sonho é me livrar de tudo o que me tira o sono e finalmente encontrar a tão sonhada paz! Eu estou sonhando alto? Talvez, mas não vou desistir sem tentar. Esse é o único sonho que eu ainda não realizei!
Tomara que a garota já esteja dormindo para não me ver com essas roupas ensanguentadas, não que esse sangue seja meu, porém não quero assombrá-la mais do que ela já está assombrada.
Amanhã mesmo tratarei de buscar uma ajuda psiquiatra e psicológica para ela, posso ser uma hipócrita por não ter ido a nenhum desses dois a minha vida inteira, mas sinto que preciso protegê-la. Sei que ela dará uma boa mafiosa, vejo isso no seu olhar afiado e por ser uma garota decidida!
Demorou uns 30 minutos e eu já estava em casa, estacionei o meu carro na garagem e fui em direção ao elevador, quando entrei na caixa de metal o meu celular começou a vibrar.
Olhei no visor e percebi que era o meu Consigliere.
Emilly- Já está sentindo saudades?
Falei assim que atendi com um sorriso zombeteiro.
Eduardo- Sim, a ponto de quase enlouquecer.
Falou ele irônico. Sorri com aquilo enquanto as portas do elevador se abriam, assim que saí eu falei:
Emilly- Mais você consegue ficar mais louco do que já é?
Escutei uma gargalhada do outro lado.
Eduardo- Para eu alcançar o nível hard de loucura seria preciso me transformar em uma segunda Emilly.
Dessa vez fui eu quem gargalhei enquanto caminhava até a minha porta, assim que abri percebi que todos já estavam deitados e somente as luzes estavam acesas.
Emilly- Bom, e o que queria falar comigo? Tenho certeza que não era para falar da minha insanidade.
Eduardo- Na verdade eu queria falar sobre o conselho.
Emilly- O que eles querem agora?
Eduardo- A sua cabeça.
Falou ele em um tom sério, fazendo eu perceber que ele não estava brincando. Eu conhecia o Eduardo a bastante tempo e sei que blefar não faz parte de um dos seus inúmeros defeitos...
Emilly- Eles devem estar preparados então para receber um belo tiro na fuça então.
Eduardo- O problema não é eles... Bom, na verdade eles tem uma grande parte nisso... O problema é que...
Emilly- Sabe muito bem que paciência não é uma virtude que eu tenho. Desembucha!
Eduardo- Eles estão te sabotando com a ajuda de alguém muito próximo a você. Se não agirmos agora não sei se conseguiremos dar um fim nessa infestação de ratos!
Porra! Agora mais essa... Alguém próximo de mim? Mais quem caralho? Os únicos próximos o bastante para causar uma merda era o Eduardo e o... Não, ele não seria capaz de fazer isso!
Emilly- Tem certeza? Porra Eduardo você sabe que os únicos próximos de mim é você e o-
Ele então terminou de completar a minha frase e falou:
Eduardo- Guilherme.
Emilly- Não. Simplesmente não...
Falei engolindo um bolo que se formou na minha garganta.
Eduardo- Eu sei que você considera ele um pai para você mais você mais do que ninguém sabe o que a ganância pode causar nas pessoas. Não deveria confiar tanto assim em alguém!
Senti a minha respiração prender nos meus pulmões sem querer sair enquanto o meu mundo parecia girar ao meu redor.
Emilly- Depois eu te ligo.
Foi a única coisa que eu consegui dizer assim que desliguei a chamada, no mesmo instante aparece uma mensagem do Guilherme dizendo:
Guilherme- Poderíamos nos encontrar amanhã? Quero conversar com você sobre algo.
Arremessei o meu celular longe enquanto um zumbido aguçava nos meus ouvidos...
* Merda esse inferno voltou! *
Falei correndo para o meu quarto e indo até o banheiro vomitar sem parar.
Ele não faria algo assim... Não faria... Ele me salvou.
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Continua...
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Atualizado até capítulo 57
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