Capítulo 05

_Emilly_

Eu sabia que tinha dedo podre desses velhos malditos!

Eduardo- Fala a nossa língua!

- Ele é alguém muito poderoso no ramo agrícola, seu nome é Francesco Colombo Costa.

Eduardo- Que cazzo!

Emilly- Que idiota! Ele achou mesmo que eu não iria descobrir quem era?

Eduardo- Isso é claramente uma afronta chefe! Ele está declarando guerra.

Dou um tiro na cabeça do homem e vou andando lentamente para fora, chegando no meu carro eu escoro no capô e ascendo um cigarro...

Emilly- Quer?

Digo oferecendo um para ele.

Eduardo- Não obrigado. O que pretende fazer agora?

Dou um trago e fico olhando os corpos despedaçados.

Emilly- Não é óbvio? Eu vou arrancar a cabeça dele na frente daqueles velhos.

Eduardo- Você é boa. Mas não vai dar merda não? Bom... Considerando que é a maior máfia da Itália.

Emilly- E eu sou a chefe dessa máfia! Preciso fazer com que me respeitem. Liga para o Guilherme e fala para ele me encontrar na cede da máfia amanhã às 7:30 vou falar para o meu secretário adiar uma reunião...

Ele assente e depois entra no carro.

Eduardo- Bom, eu acho que eu vou ter que ir com a senhora, então nos encontramos lá...

Confirmo com a cabeça e depois entro no meu carro, antes de ligar o carro eu disco um número.

- Sim senhora?

Emilly- Quero que limpe uma bagunça pra mim...

- É só mandar a localização...

Emilly- Vou mandar. Não quero policiais rondando essa área.

- Entendido.

Assim que mando a localização eu ligo o carro e vou em direção ao meu apartamento em que eu mandei a Carol.

Chegando na garagem eu puxo o freio de mão e saio do carro, entro no elevador e aperto no degrau.

Assim que cheguei no andar fui até a minha porta e disquei a senha, abri a porta e me deparei com a Dulce ( minha empregada )

Me aguardando na porta.

Dulce- Boa noite senhora!

Emilly- Como a garota está?

Dulce- Ela está bem.

Emilly- Aonde ela está?

Dulce- Está em um dos quartos de hóspedes.

Emilly- hum...

Não sei se devo conversar com ela... Não levo jeito com criança e nem adolescente. Acho que é melhor tirar essa roupa ensanguentada primeiro ou vou acabar assustando a garota.

Entrei no meu quarto e fui direto para o banheiro, tomei um banho quente e passei bastante produto na pele. Lavei o cabelo e depois sequei, fui até o closet e vesti uma camisola...

* Preciso descansar para amanhã, mas antes preciso conversar com a garota...*

Solto um longo suspiro e vou até o quarto em que ela está, bato na porta, mas nada da garota abrir.

* Que saco! *

Emilly- Ei garota! Tá dormindo?

Mais silêncio... Decidi então entrar, por sorte a porta estava destrancada. Fui adentrando até entrar no quarto, olho ao redor e não vejo ela então descido procurar ela no banheiro, fui em direção a porta do banheiro que estava entreaberta e vi uma cena muito familiar... A garota estava cortando os pulsos.

Eu também já fiz isso. Admito que não fiz para me matar e sim para a dor física superar a dor mental... É uma tática boa mas não adianta de nada!

Descido então esperar ela no quarto. Me sento em uma cadeira e cruzo as pernas e os braços, não demorou muito e ela saiu, assim que ela me viu tomou um susto de imediato!

Carol- A senhora está aí há muito tempo?

Falou ela escondendo os braços atrás do corpo. Olhei atentamente para a sua expressão e soltei um suspiro, era como se eu estivesse me vendo a muito tempo atrás...

Emilly- Como passou o dia? Você está bem?

Carol- Estou bem sim senhora...

Emilly- Por favor não me chame de senhora. Somos mãe e filha agora, porém pode me considerar uma irmã mais velha, pode me chamar pelo nome.

Ela me olhou com espanto, mas logo ficou alegre.

Carol- Muito obrigada mesmo... Eu me sinto segura ao lado da senh- de você...

Dou um sorriso de canto e me levanto desamassando a roupa. Fui saindo do quarto, porém antes de cruzar a porta eu falei:

Emilly- Amanhã eu vou lhe apresentar para o conselho como minha filha legítima. Ninguém precisa saber que eu te adotei, na sua certidão de nascimento constará que você tem 13 anos e não 14. Seu nome também vai mudar, então pensa em um nome bonito até amanhã de manhã...

Fechei a porta e fui para o meu quarto completamente exausta. Me deitei e fiquei olhando o teto me lembrando do passado...

_Flashback_

Estávamos no porão da casa.

- Por favor mãe para!!

Falei eu com um desespero enorme.

- Calada sua bastarda!

Eu estava ferida enquanto o menino que eu amava levava chicotadas por ter me livrado da morte minutos atrás.

Fui em sua direção e levei uma chicotada no rosto.

- É hoje que eu me livro de você! Pegue as suas tralhas e coloque em uma mala ou eu mato esse maldito moleque na sua frente.

Olhei para as escadas e vi minha irmã rindo em deboche enquanto enrolava os seus cabelos lindos e loiros. Ela era o colírio da família, a linda e inocente Vivian! Porém era uma miatura do capeta.

Corri para sair do porão, porém antes de chegar na escada o chicote de minha mãe me alcançou batendo nas minhas costas arrancando sangue! Olhei para trás apenas para constatar o sorriso de escárnio de minha mãe.

- DEIXA ELA EM PAZ!!

Ouvi o meu amado falar antes de levar outras chicotadas. Com lágrimas nos olhos e com a voz embargada eu falei;

- Por favor! Eu vou arrumar as minhas coisas, mais a senhora me promete que não irá mais bater nele?

Falei juntando as mãos enquanto chorava compulsivamente.

- Irei ser bondosa uma última vez na sua vida! Apenas vá.

Falou ela sem paciência nenhuma. Corri em direção às escadas, mas fui parada pela minha irmã que me impediu de ultrapassá-la.

Vivian- Não tão rápido esquisita.

Sem aviso prévio ela me dá um tapa no rosto e sorri com zombaria. Eu apenas choro silenciosamente e ultrapasso ela em direção ao que era o meu quarto imundo e insalubridade.

_Fim do Flashback_

* dimenticare ( esqueça ) *

Fechei os olhos e dormi.

No dia seguinte acordei bem cedo, olhei no despertador e percebi que era 6:10, fui até o meu closet. Peguei um conjunto e coloquei sobre a cama, fui até o banheiro e fiz as minhas higienes, aproveitei e tomei banho. Saí do banheiro e fui até a minha mesa de maquiagem, fiz uma maquiagem neutra e fui me vestir, com tudo pronto eu passei um perfume e peguei os acessórios e sapato.

Assim que cruzei as portas do meu quarto eu pude sentir o cheiro da comida da Dulce. Ela era uma cozinheira de mão cheia!

Chegando na cozinha eu fui pegar um copo de leite.

Emilly- A garota já acordou?

Dulce- Ainda não senhora.

Emilly- Fala para ela que eu passo aqui antes do almoço para levá-la até o psiquiatra.

Dulce- Sim senhora!

Mordi uma maçã e esperei ela por o meu prato.

Emilly- O cheiro está divino como sempre Dulce.

Ela dá um sorriso sem jeito e fala:

Dulce- Obrigada senhora Emilly!

Assim que ela pôs o meu prato eu devorei tudo como se não comesse a anos. Assim que terminei coloquei o prato na pia e fui até a garagem para começar um novo dia!

Como eu havia combinado de encontrar o Guilherme na cede eu escolhi o meu Impala para fazer ele babar como sempre.

Ascendo um cigarro e entro no carro...

Dirigi o caminho todo escutando a minha ópera favorita!

Chegando lá eu já avisto ele de longe fumando um charuto, desci do carro e fui em sua direção, engatilhei a minha arma e apontei para ele.

Sua gargalhada ecoa por todo o ambiente.

Guilherme- Você não muda mesmo menina!

Emilly- Passa tudo seu velho.

Guilherme- Velho? Sua pirralha, eu vou te mostrar quem é o velho.

Falou ele sacando a sua arma, ficamos lá apontando as armas uma para o outro enquanto conversávamos.

Guilherme- Você continua atrevida!

Emilly- E você um velho babão. Cadê as namoradinhas?

Guilherme- Você sabe que isso não é para mim.

Emilly- E nem para mim.

Guilherme- Mais, ao contrário de você, eu não tenho que dar um herdeiro para a máfia!

Emilly- Não vou mais precisar fazer isso...

Guilherme- Vai matar os conselheiros é?

Falou ele sorrindo divertido, porém eu permaneci séria e em silêncio.

Guilherme- Espera, não me diga que você vai fazer isso?

Falou ele sério e com medo. Dei meio sorriso irônico e falei:

Emilly- AINDA não. Mas tenho um plano para eles deixarem de pegar no meu pé...

Falei frisando a palavra 'Ainda'.

Guilherme- E que plano seria esse?

Emilly- Vou adotar uma garota.

Ele me olha espantado e com as sobrancelhas arqueadas.

Guilherme- Você sabe que o conselho não vai aprovar, né?

Emilly- E porque não? Eu também fui adotada pelo papi.

Guilherme- Aquilo foi exceção. Estávamos em crise pois não havia um herdeiro e o antigo don não poderia mais gerar filhos. Ao contrário de você que é jovem e saudável!

Emilly- O problema é que eu não quero colocar um filho meu nesse meio.

Guilherme- Compreendo, mas você precisa dar um jeito, pois o conselho não quer nem saber.

Emilly- É aí que entra o meu plano B. Vou fingir que ela é a minha filha e que eu perdi ela, vou também falar que era por isso que eu não queria ter outro filho, pois não queria tirar o lugar dela de direito!

Guilherme- Haha o conselho vai pirar com outra mulher comandando eles. Tomara que ela tenha pulso firme igual você, pois aqueles velhos não vão facilitar para ela!

Emilly- Eu vou treiná-la. Bom, era isso o que eu queria te falar. Mas enfim, você me apoia?

Guilherme- Sabe que eu te apoio em tudo garota! Você é como uma filha para mim.

Emilly- Obrigada! E você é o meu salvador.

Ele sorri e assente. Depois adentrei a base com aquilo na cabeça... Eu preciso ser convincente! Arrumei algumas coisas e depois marquei uma reunião com o conselho à tarde umas 4:30. Depois de marcar a reunião eu fui até a minha empresa trabalhar, trabalhei até meio dia e depois fui para casa almoçar e depois ir comprar algumas coisas para a Carol, eu teria que deixar ela belíssima. Agora ela era a filha da chefe da máfia italiana e teria que se comportar como tal!

Chegando em casa eu subo e tomo um banho, depois almoço com a Carol e vou até o closet escolher uma roupa.

No fim eu escolhi algo social como sempre e depois desci as escadas e para a minha sorte ela já estava pronta!

Emilly- Vamos?

Ela assente e depois vamos em direção às compras.

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Curtem e comentem 😉✨

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Continua...

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