Capítulo 04

_Emilly_

Assim que cheguei fui recebida como uma verdadeira dama da máfia. Entrei com o Eduardo direto para a área vip e chegando lá eu me deparei com nada mais nada menos do que o broxa do Alexandre Henrique, meu cliente que está "perdidamente apaixonado" por mim.

Espero que ele não estrague a minha festinha se não eu vou ser obrigada a retirar a minha desert da bolsa.

Assim que me sentei com o Eduardo num sofá felpudo, uma das garçonetes veio nos servir.

- Boa noite madame... O que vão querer?

Emilly- Me manda um bom e velho whisky.

Eduardo- Já começou a sem graça da noite.

Emilly- Quer levar uma bala na cara, meu caro Consigliere?

Eduardo- Não obrigado. Eu vou ficar com uma tequila mesmo...

A garçonete que já estava se tremendo anota os nossos pedidos e sai em disparada.

Eduardo- Tinha que assustar aquela gostosa?

Emilly- Fica longe de mim então.

Eduardo- Só vou largar do seu pé quando eu achar um rabo de saia decente.

Emilly- Você não presta.

Eduardo- Aprendi com a minha don da máfia.

Dei um sorriso sarcástico e fiquei mexendo no celular para ver se a Carol me mandou alguma mensagem. De repente eu senti o Eduardo me cutucar e eu já olhei irritada pra ele...

Eduardo- Olha lá na frente, não é o cara que você abusou recentemente?

Olhei para frente e vi Alexandre se agarrando com uma striper enquanto me olhava acariciando a bunda da mulher.

Emilly- Eu não abuso de ninguém.

Eduardo- Quanto ele aguentou?

Emilly- uns 7 ou 8 Orgasmos. Não sou obrigada a lembrar de orgasmos dos outros...

Eduardo- E depois ainda diz que não abusou do coitado. Deixa eu adivinhar, ele ficou todo apaixonadinho igual os outros...

Emilly- Já era esperado... E eu não abusei dele, ele não aguentou nem um terço do que eu queria.

Falei olhando para o celular novamente e fazendo cara de tédio.

Eduardo- Você só pode ser uma máquina, isso não é nem um pouco normal!

Emilly- Sim, sou uma máquina de matar.

Falei dando um sorriso cheio de ironia.

Eduardo- Ele está se corroendo de raiva por você não estar dando atenção para o showzinho dele hahaha que otário!

Emilly- Homens são assim...

Eduardo- Assim você me ofende.

Nossas bebidas chegaram e eu comecei a apreciar a minha bebida enquanto fechava os olhos e suspirava, quando eu abri os olhos depois de um tempo já não vi mais o Eduardo.

* Deve ter arranjado um "rabo de saia descente" *

Suspirei mais uma vez e joguei a cabeça para trás escutando aquela música horrível.

* Preferia estar em casa escutando as minhas músicas clássicas *

De repente eu sinto uma mão no meu ombro e quando eu olho para trás percebo ser um homem bêbado e completamente fora de si. Ele vai descendo as suas mãos até encostar no meu peito e diz:

- Você vai ser minha hoje, gracinha.

Dei um sorriso macabro e sem me mover muito, apenas retirei a minha desert da bolsa e espoquei a cabeça dele em um tiro certeiro, me encharcando de sangue até na boca. Olhei para frente e percebi o olhar de horror de Alexandre, uma gritaria começou e eu apenas saboreei o sangue engolindo com o Whisky logo em seguida. Dei umas leves mastigadas imaginárias e fechei os olhos apreciando a gritaria junto com a iguaria na minha boca... O medo humano é a única coisa que pode te tirar de muitos perigos!

De repente me vem um flashback de quando eu era criança.

Estou cheia de lama e ensanguentada, ao meu redor está uma verdadeira zona de guerra. Crianças matando umas as outras e eu no meio completamente imóvel com um corte na barriga, olhei para frente ainda com as vistas embaçadas por causa da lama e vi uma menina correr na minha direção com uma adaga. Apenas entrei em posição de ataque e matei a menina com a própria adaga dela, gritos e mais gritos ao meu redor me trás uma adrenalina jamais vista e eu parto pra cima de novo.

Fim do flashback.

Assim que abri os olhos, vejo um Eduardo com a cara de tédio pra mim.

Eduardo- Tinha que acabar com a minha diversão?

Emilly- O que é mais divertido do que espocar a cabeça de um bêbado estuprador?

Eduardo- Você tem razão. Mas eu já tava quase lá chefe... Poderia ter resolvido isso com outros meios menos drásticos.

Apenas dou um sorriso zombeteiro e termino a minha bebida.

Emilly- Vamos logo. Eu tenho um racha para ganhar...

Ele me olhou com divertimento e depois ambos saímos da boate ao som de gritarias, quando estava prestes a sair sinto uma mão no meu ombro, olhei para o dono da mão lentamente e quando percebi quem era dei um sorriso irônico. Peguei a mão dele e retirei do meu ombro abruptamente...

Emilly- Eu não te falei que não gosto de contato físico?

Era o Alexandre.

Alexandre- Quando eu te fod# naquela noite você não se importou com isso.

Emilly- Correção meu caro: Eu te fod#! Você assim como vários outros não passou de um caso.

Ele me olha com fúria e diz:

Alexandre- Isso não vai ficar assim. Vou te denunciar por homicídio...

Dou uma gargalhada com vontade enquanto olho para a figura patética na minha frente e depois digo:

Emilly- Fique à vontade. Aliás, diga também que se trata de Emilly Barbieri Vizzini.

Ele me olha com desdém e eu apenas me viro e vou para o meu carro, Eduardo entrou no dele e seguimos até o nosso local de racha favorito.

Chegando lá já se passava da meia noite e o clima estava obscuro, a rua estava deserta e a neblina estava densa, ficamos alinhados e eu abri a janela do motorista. Ele fez o mesmo e nos encaramos com sorrisos repleto de adrenalina seu olhar vagava pelo meu carro e quando ele me olhou de novo ele falou:

Eduardo- Essa belezinha vai ser minha hoje.

Dou um sorriso confiante e digo:

Emilly- Veremos meu Consigliere, veremos...

Assim que me viro eu puxo o freio de mão e passo a primeira marcha, a adrenalina ferve nas minhas veias e borbulha pedindo mais.

Dei a primeira curva sem tirar o pé do acelerador e começamos uma verdadeira perfeição de racha!

Me sinto em velozes e furiosos enquanto o meu Consigliere tenta a todo custo me ultrapassar, quando ele está chegando perto eu passo mais uma marcha e acelero ainda mais... O local em que estamos correndo é uma rua em cima de um precipício, ou seja, se der merda um de nós pode morrer, principalmente por causa dessa neblina. Mas eu não me importo com isso, pois sei muito bem o que eu estou fazendo, quando me dei conta vejo o cazzo me ultrapassar.

Passo mais uma marcha e ativo a turbina que sai a todo vapor me dando ainda mais velocidade, olho no velocímetro e percebo que estou chegando a 420 km/h. Isso é insano! A adrenalina liga o motor na minha cabeça dando mais combustível para a minha insanidade. A uma curva muito perigosa à frente e uma ideia me surge na hora! Acelero ainda mais sem frear e ultrapasso ele quando estou chegando na curva eu puxo o freio de mão e viro o volante a 20 graus para a direita e 40 graus para a esquerda.

O carro faz uma curva insana criando uma fumaça no pneu enquanto eu comemoro batendo no volante.

Emilly- Porra é isso aí!! Hahaha

Para esquentar mais ainda a corrida eu coloco uma música latina para tocar chamada: Daddy

Yankee- Gasolina.

Meu motor ronca pedindo marcha mas eu acelero ainda mais até ele implorar pela maldita marcha, foi aí que eu passei a quarta marcha. Ao longe eu vejo um caminhão vindo na minha direção, ele está na contra mão.

* Babaca! *

então me vem uma ideia de lunático! Acelero ainda mais e desligo os faróis, ele não percebe a minha aproximação porque esse carro é o puro capeta camuflado nas sombras, quando cheguei mais perto eu ascendi o farol de uma vez fazendo o homem virar o caminho às pressas. Ele buzina, eu apenas abro a janela e dou o meu dedo do meio para ele!

Emilly- Hahaha muito bom!

Olho no retrovisor e vejo o Eduardo se aproximar, piso ainda mais no acelerador e quando dou por mim já estávamos chegando na minha mansão, ligo para ele no meu painel eletrônico do carro.

Abaixo um pouco a música e logo ele atende.

Emilly- Quem chegar por último é a mulher do padre.

Escuto ele dá uma gargalhada do outro lado e dizer:

Eduardo- É melhor já ir preparando o seu vestido de casamento.

Emilly- Haha...

Desligo a chamada e aumento mais ainda a música chegando a dançar, ele começa a tentar me ultrapassar, mas eu não dou brecha e bloqueio todas as suas possíveis passagens. Estou sorrindo ao vento, pois não vou dar o meu bugatti hoje! Porém o meu sorriso some do rosto quando eu vejo um monte de homens armados na frente da minha casa, ligo apressadamente para o meu Consigliere.

Eduardo- O que foi? Está com medinho?

Emilly- Para o carro!

Eduardo- O quê?

Emilly- PARA O CARRO PORRA!

Ele freia bruscamente e eu também, assim que saímos do carro ele vem ao meu encontro...

Eduardo- O que foi chefe?

Emilly- Tem a porra de uns merdas na frente da minha casa.

Ele olha mais a frente e percebe o batalhão na minha porta.

Eduardo- Eu vou chamar reforços...

Emilly- Não. Eu vou acabar com a farra deles!

Eduardo- Chefe eu sei que você é insana, mas esse tanto de cara é demais até para você.

Dou um sorriso de lado para ele e vou caminhando até o meu porta malas, assim que eu abro ele o meu Consigliere falta dar um infarto.

Eduardo- Agora eu sei que você é insana mesmo.

Emilly- Liga para os funcionários e fala para eles irem para o subterrâneo. Eu vou meter bala em tudo!

Eduardo- Sim senhora!

No meu porta malas havia uma bazuca, um Míssil pequeno balístico de curto alcance, uma sub metralhadora, dois fuzil e um monte de granadas.

Bom eu acho que isso vai bastar.

Eduardo- Pronto, os funcionários estão seguros. Qual vai ser o plano?

Pego a bazuca e enquanto eu recarrego ela eu falo:

Emilly- Bom... O plano vai ser simples. Vai ser só tiro porrada e bomba!

Ele dá uma gaitada e me ajuda no manejo da bazuca. A nossa sorte é que da onde estamos há uma moita grande impedindo que os miseráveis nos vejam, então vai ser muito fácil acabar com eles.

Eduardo- Não tem colete não?

Emilly- Tem, só que está no seu carro.

Eduardo- Você quis dizer seu né? Já que você só havia me emprestado.

Emilly- Não, eu quis dizer seu mesmo. Pode ficar com ele já que a nossa aposta foi interrompida por uma das minhas pontas sem nó.

Ele faz uma cara de surpresa e depois diz:

Eduardo- Eu já falei que você é a melhor chefe de todos os tempos?

Emilly- Não precisa disso. A sorte foi que eu não trouxe a Carol para a minha casa, se não ia dar merda...

Eduardo- Você pretende mesmo destruir a sua casa por causa desses merdas?

Emilly- Eu tenho várias mansões espalhadas pelo mundo, isso não é nada.

Além do dinheiro da máfia, eu ainda tenho mais de trilhões na minha conta, por causa das minhas inúmeras empresas espalhadas pelo mundo.

Assim que nos posicionamos eu me lembrei de algo, peguei o meu celular no bolso e coloquei para tocar na caixa de música da mansão.

a música escolhida foi: Beethoven's 5th Symphony.

Assim que a música clássica começou a tocar, os homens tomaram um susto e começaram a mirar a arma para a casa, mal sabendo eles que eu estou na sombra deles.

Quando a música começou a chegar no ápice eu atirei com tudo no meio deles fazendo corpos voarem e tiros se espalharem para todos os lados.

A frente da minha mansão foi pra vala, mas junto com ela eu levei um monte de almas para o inferno!

Eles apontavam as armas para todos os lugares parecendo um monte de galinhas com o pescoço torado. Acabei gargalhando com aquilo e peguei o meu míssil, ativei ele e programei no controle depois de ter resolvido tudo eu posicionei o míssil, dou um sorriso psicopata para o meu consigliere e aperto no botão de disparar, não demorou muito e o míssil explodiu tudo jogando a frente da minha mansão para os ares junto com estilhaço de corpos explodidos. Eu gargalhava junto com o Eduardo até doer a barriga... Olhei para frente e vi um monte tentando fugir, porém eu fui mais rápida! Peguei um colete, a minha sub metralhadora e fui com tudo atirando e assobiando no ritmo da música, Eduardo vinha logo atrás com uma arma no ombro sorrindo igual um verdadeiro coringa da máfia. Quando acabei tudo o que restaram foram corpos e corpos espalhados por todos os lados, havia apenas um sobrevivente que gritava pedindo misericórdia.

Emilly- Vou lhe dar uma chance de morrer rápido.

- Eu falo tudo o que a senhora quiser, só não me torture por favor!

Emilly- Eu sempre cumpro com a minha palavra!

Olhei para o Eduardo e acenei com a cabeça para o indivíduo, ele entendendo na hora segurou a perna do "sobrevivente" e começou a arrastar até o resto de mansão que havia sobrado. Ele gritava de dor enquanto era arrastado até os escombros, chegando lá eu arrastei uma cadeira e pedi para o Eduardo colocar ele sentando nela. Engatilhei a minha desert e apontei para a cabeça dele em forma de ameaça, suor respingava da testa dele enquanto seus pés balançavam freneticamente me irritando. Olhei para o Eduardo que entendendo o recado, meteu um murro na cara dele!

Emilly- Para de me irritar porra! Fala logo tudo o que você sabe.

- Eu... Eu recebi a ordem de um dos conselheiros.

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Continua...

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