Otávio...
Vou até a lanchonete, aquela garota diz que não vai aceitar a proposta e ainda manda eu pagar a conta do lanche que comeu.
— Essa mulher vai acabar me enlouquecendo, vó!
— Só estava brincando, Tavinho! Ela aceitou a proposta, mas tem algumas condições que vamos conversar no hotel!
— Não, espera aí! Condições? Eu vou pagar, ela não tem que exigir nada!
Dona Yolanda massageia as têmporas.
— Não me faça te bater aqui na frente de todo mundo, Tavinho! Ynara precisa do dinheiro sim, mas vai aceitar, porque, está pensando nas crianças também! E a ajuda aqui é mútua, meu querido!
Respiro fundo, pois ela tem razão.
Peço para a garçonete trazer um bolo de chocolate, assim que me serve, voltamos a conversar.
— Adiante uma das condições!
— Quer que faça o pedido de casamento!
— O que? Nem pensar! Eu não farei isso vovó!
— Não é uma má ideia, temos que parecer o mais normal possível, vamos tirar foto de tudo e assim vai parecer que realmente se apaixonaram e...
— Isso está fora de cogitação!
— Pare de agir feito uma criança mimada e birrenta! — diz irritada.
Nã vou discutir com ela, vou falar com o meu pai, tenho certeza que vai me ajudar nesse assunto, minha vó enlouqueceu, isso sim.
Minha vó pega uma colher do plástico e pega um pedaço do meu bolo.
— Por favor, vó! Sabe que odeio que usem o mesmo copo, colher que eu, ou que comam da minha comida!
— Não mudou essa maninha ainda? Sou da família, só queria um pedaço!
— Peça um para a senhora! Eu não mudei e nunca vou mudar, nem mesmo com Ângela que tinha mais intimidade, aceitava fazer esse tipo de coisa!
Ela come o bolo e estreita os olhos me repreendendo.
Tenho essa mania desde criança, meu estômago não aceita a refeição, se alguém mexer no que eu estiver comendo, mesmo que a colher esteja limpa como foi o caso agora.
Uma vez eu e Amanda saímos para jantar, ela mexeu no meu prato experimentando a comida que eu havia pedido, depois disso eu nem consegui mais terminar a refeição. Ela pediu desculpas e disse que não sabia que eu tinha essas manias.
Eu e minha avó, Seguimos para o hotel.
Vou direto para o meu quarto, tomo um banho demorado e relaxante na banheira e depois ligo para o meu pai. Conto-lhe o que está acontecendo e os planos malucos da sua mãe.
— Desculpe, filho, mas eu não interfiro nos assuntos da sua avó! Quando dona Yolanda, coloca uma coisa na cabeça, não tem como tirar! Deu corda para ela, agora aguente!
— Dei corda para essa ideia maluca, agora ela quer me enforcar!
— Confie na sua avó, se ela escolheu essa garota, é porque, ela é especial!
— E ela é... especialista em arrumar encrenca!
Meu pai gargalha.
— Cuidado para não se apaixonar! O amor e ódio andam lado a lado!
— Deus que me livre! Eu passo!
— Vai dizer que não é bonita?
— Sim, mas o que tem de linda tem de encrenqueira!
— Confie na sua avó e pense nas crianças!
Respiro fundo e solto o ar pela boca.
— Vou pensar no que fazer! Mas eu não caso!
Me despeço dele e encerro a chamada.
......Essas mulheres vão me deixar maluco!......
Meu celular toca e é Amanda, penso em rejeitar, mas pode ser algo importante sobre os meus filhos. Nos cumprimentamos e ela diz que as crianças passaram o dia bem.
— Me desculpe te ligar, Tavinho, mas é que... precisava ouvir a sua voz! Sei que pode parecer estranho e errado, mas sinto a sua falta!
— Amanda!
— Me deixa falar, Tavinho! Não aguento mais guardar para mim o que estou sentindo! Estou completamente apaixonada por você, não poder te ver, conversar com voce é angustiante...
— Esse realmente não é um bom momento para falarmos disso!
— Sei que pelo telefone não é o jeito certo, mas precisava desabafar! Quando voltar, nós conversamos!
Antes que eu falasse que isso nunca poderia acontecer, ela encerra a chamada e fico frustrado.
Não é que seja insensível, mas não posso deixar que ela venha nutrir mais sentimentos por mim, ela é uma grande amiga, mas nunca senti nem atração por ela.
Desço para jantar com a minha vó no restaurante e ficamos conversando assuntos aleatórios.
Volto para o meu quarto e durmo.
"Estou no hospital, os corredores estão vazios, vejo Ângela, corro até ela, mas está cada vez mais longe, cada vez que me aproximo, ela aparece mais longe e quando me dou conta, estou na U.T.I neonatal, onde minhas crianças estão internadas.
— Nossos bebês são lindos, Tavinho! — diz uma voz ao meu lado e levo um susto, ao ver Ângela ao meu lado.
— Minha linda, eu... — digo com lágrimas nos olhos.
— Não tenho mais tempo, Tavinho! Nossos filhos precisam de você, estão em perigo... ela é a mulher certa! Ela é a escolhida para ser a mãe que eles vão precisar! Nossos filhos precisam de vocês!
Desaparece e acordo deseperado chamando por ela.
Afago o rosto nas mãos e respiro fundo, buscando normalizar a minha repiração que se desregulou com tal sonho.
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Atualizado até capítulo 114
Comments
Graça Barbosa
eita que o sogro já aprovou a nora kkkkkkkk
2024-12-10
1
Graça Barbosa
eita Tavinho você vai mudar sem perceber kkkkkkkk
2024-12-10
1
Graça Barbosa
kkkkkkkk Tavinho meu príncipe fica feio apanhar na frente das pessoas fica calado que é melhor kkkkkkkk
2024-12-10
2