Leonardo...
Não suporto mais a ausência de Jayane. Sei que fui eu quem optou por me afastar, mas quis dar o tempo que pediu.
Estive todos esses meses apoiando o meu irmão, foi muito bom estar aqui, pois estamos mais próximos do que já estivemos um dia. Mas está na hora de voltar, não posso mais adiar estar perto da mulher que amo e do meu trabalho.
Não gostei desses plano que Otávio tem, em trazer alguém inocente para entrar no meio de toda essa bagunça, que é a nossa família.
Meu pai, sempre foi um excelente pai, mesmo fazendo parte de algo que não concordamos, algo que vai contra tudo o que luto diariamente no departamento de polícia. Ele sempre nos apoiou e nos ensinou grandes valores. Já a minha mãe, quer nos obrigar a assumir os negócios obscuros da família, não entende que não nascemos para isso, nem fomos criados para tal coisa. Dona Ravena, é uma mulher fria, calculista e gananciosa.
Amo o meu trablaho e nunca, abriria mão dele, para entrar no meio disso tudo. Após eu não concordar com o plano do meu irmão, fui para o meu quarto tomar um banho, como todos os dias, deixo uma mensagem de bom dia para Jayane e as crianças.
Nossa avó, saiu numa viagem, foi ela quem colocou essas ideias na cabeça do meu irmão. Todos esses meses, ela queria que eu fosse atrás de Jayane e lutasse pela nossa felicidade e realmente está certa.
Liguei para o meu superior o avisando que dentro de alguns dias, estarei de volta, ele diz que meu lugar está a minha espera.
Assim que encerro a chamada, passo no quarto de Tavinho e meu irmão está destruído, o abraço fortemente tentando dar o meu apoio, não consigo imaginar a dor de perder um amor. Se algo acontecesse com Jayane, não suportaria. Cada dia que passa, a amo mais e esse amor, as vezes até sufoca o meu peito, mas não de um lado negativo.
Assim que meu irmão se acalma, vou até o escritório do meu pai.
Bato na porta, assim que permiti a minha entrada, faz sinal para que me sente. Entro, fecho a porta e sento-me na cadeira de frente para ele.
Meu pai, está com o olhar fixo na tela do computador, com o cenho franzido. Respira fundo, retira os óculos e massageia as têmporas.
— Algum problema, pai?
— Tive acesso as imagens do assassinato dos pais de Ângela, foram muito cruéis! Só que tem algo que não bate, no sistema da polícia está constando que foi feminicidio e suicidio!
— Mas disse que eles foram assassinados!
— Venha ver!
Vou até a tela do computador e analiso as imagens. Tem fotos dos corpos e de todo o local que aconteceu o crime. Não tem a mínima possibilidade de ter sido feminicidio e confesso, que me revoltei com quem fez essa atrocidade, ainda ter coragem de jogar a culpa no homem.
— Pai, não tem acesso a casa deles? Talvez possamos descobrir algo!
Meu pai me olha com espanto.
— Toda essa história é muito estranha e eu quero ajudar a descobrir a verdade! Não disse nada a Tavinho, mas até mesmo a morte repentina de Ângela, me trouxe suspeitas! Conversei com os médicos que estudaram o seu caso e nem um soube explicar o que ela tinha
— Ou foram comprados?
Concordo com a cabeça, então eu e meu pai decidimos ir apenas os dois.
Saímos escondidos pelos fundos, num dos carros blindado de vidro fumê.
Ao chegarmos na mansão, a área está isolada. Meu pai teve que molhar a mão dos seguranças da guarita, o que apenas confirma as nossas suspeitas, pois também podem ter sido comprados na noite do crime.
Meu pai, pega uma bolsa no porta-malas.
— O que é isso?
— Viemos investigar um crime, não tem como se não tivermos aparelhos necessários!
Colocamos luvas e adesivos na sola dos sapatos, para não nos comprometer, meu pai pegou seu notebook e conectou ao sistema da porta, a fazendo abrir. Logo que entramos, ele conecta seu notebook a uma das câmeras de segurança, tentando hackear as imagens que foram apagadas.
Enquanto seu computador faz esse processso, analiso cada detalhe, havia sangue demonstrando que eles tentaram lutar por sua sobrevivência. Com uma pequena lanterna laser, encontramos digitais pelo corremão, me abaixei um pouco e havia marcas de digitais, indicando que alguém, ficou dependurado.
— A mulher foi ferida lá em cima e a trouxeram arrastada para baixo! — diz meu pai.
Seu notebook apita.
— Pelo visto a polícia não teve nenhuma vontade de salvar as imagens! Vem dar uma olhada!
As câmeras mostraram tudo o que aconteceu aqui e a forma brutal que os meliantes mataram os pais de Ângela.
— Temos que descobrir quem são essas pessoas! Isso não pode ficar em pune!
— Não ficará!
O celular do meu pai toca, conversa com alguém, enquanto eu continuo analisando aquelas imagens.
— Algum problema, pai? — pergunto, assim que encerra a chamada.
— Os avós e tios de Ângela, foram encontrados mortos também, já não resta mais ninguém deles!
Arregalo os olhos, espantado.
— Vou dobrar a segurança do hospital!
Assenti com a cabeça, guardamos as nossas coisas e seguimos de volta para a mansão, porém em determinado ponto do trajeto, notamos que estamos sendo seguidos.
Meu pai pisa fundo no acelerador, faz as curvas como piloto de fuga, passando as marchas numa velocidade absurda.
— Tem uma arma no porta-luvas!
Começam a atirar contra nós, abaixo o vidro, coloco parte do meu corpo para fora e efetuo disparos tentando acertar o pneu deles.
Meu pai desvia o caminho e segue em direção a uma rodovia menos movimentada.
— Se segura!
Seguro na alça de teto, meu pai freia o carro bruscamente virando a direção para o lado direito, a traseira pega na lateral do carro que nos perseguia o fazendo capotar. Mais dois carros vem logo atrás, mas como o carro ficou no meio do caminho, não puderam continuar a nos perseguir.
Meu pai segue por uma rota mais longa, se certificando de que não estamos sendo seguidos.
— O que foi tudo isso?
— Alguém não gostou muito de invadirmos o local do crime!
— Pelo visto, terei que prolongar a minha estádia na Inglaterra!
— Não! Quero que volte para o Canadá, tente seguir a sua vida o mais normal possível!
— Mas...
— Filho, eu sei como lidar com essas pessoas e não te quero envolvido nisso!
— Estamos falando da nossa família!
— Está muito bem protegida! Sempre cuidei e ninguém nunca se feriu, quantas vezes o perigo os rondava e nem se davam conta, mas os meus olhos estavam o tempo todo em cima de vocês, cuidando e protegendo! Tem que voltar para o Canadá!
... Tenho que voltar para o Candá? Como assim? Será que ele sabe de algo que não estou sabendo?...
Essas são as perguntas durante o trajeto de volta para casa.
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Atualizado até capítulo 114
Comments
Gedna Feitosa Gedna
P q???
Acho que tudo isso está sendo provocado pela mãe deles.
2025-01-20
1
Marineia Araujo
aí sim parabéns 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
2024-12-17
1
Cida Sandro Morozoli
se essa mãe ta envolvida o coitada vsi sofrer
2024-11-18
3