Otávio...
Após a conversa com a minha avó, ligo para Amanda, ela diz que tentou ligar, porque Ester, apresentou um quadro de anemia em seus exames, e estão tendo que fazer transfusão de sangue na minha pequena. A cada notícia negativa, sinto meu coração ser esmagado.
Estou desesperado, tenho que voltar para a Inglaterra, por isso, decidi aceitar essa ideia maluca da minha avó.
Após tomar um banho, vou até o quarto dela e digo que vou aceitar a sua sugestão, ela diz que vai se trocar e vamos até o local que a moça trabalha.
Quando vai se levantar, senti-se mal, me deixando apavorado, a levo para a sua cama e Célia pega o aparelho de pressão.
A pressão dela havia caído, como sempre, fingiu que esqueceu de tomar o seu remédio. A conheço muito bem e sei que não bebe, pois adora beber licor.
— Eu já estou bem! Não precisam ficar preocupados, não vou morrer tão cedo!
— Pare de falar bobagens, vó! Sei que já está bem, me passe o endereço da garota, vou falar com ela e a senhora fique quietinha aqui!
— Nem pensar, do jeito que é, vai estragar tudo!
— Não vou estragar nada, e se não deixar eu ir para apressar as coisas, vamos embora hoje mesmo para a Inglaterra!
Mesmo contrariada, me passa o endereço de onde a garota trabalha, me despeço dela e sigo para o endereço.
Entro na loja e há várias mulheres lindas, não disfarçam seu olhar de cobiça em cima de mim e do meu carro, que está estacionado na porta da loja.
— Em que posso ajudar? — pergunta uma das vendedoras se aproximando.
— Gostaria de falar com a senhorita Ynara...
Elas se entre olham.
— Ela foi almoçar, mas posso ajudá-lo!
— Meu assunto é apenas com ela!
— Ela já deve estar voltando, se quiser aguardar! — diz uma outra.
Apenas concordo com a cabeça, saio da loja e vou até a calçada, encosto no capô do carro. Meu estômago reclama, olho no meu relógio de pulso e pelo horário, já passou muito da hora de eu comer algo.
Logo a frente, tem uma lanchonete, resolvo ir até lá fazer uma refeição.
Ao entrar na lanchonete e passar por uma das mesas, uma mulher levanta bruscamente da cadeira derrubando o restante de suco do seu copo na minha camiseta.
— Droga! — dizemos ao mesmo tempo.
— Me desculpe, moço! — diz passando o guardanapo onde derrubou o líquido, tentando secar onde molhou.
Ela levanta o olhar e não posso acreditar, é a garota do quase atropelamento de mais cedo.
— Só pode ser brincadeira, garota! Olha por onde anda! — digo me afastando.
Ela estreita o olhar e provavelmente me reconheceu também.
— Retiro as minhas desculpas, bem que mereceu o banho de suco, afinal, quase me matou atropelada! — diz irritada.
— Que exagero! — diz com sarcasmo, revirando os olhos.
Estávamos bem próximos e não vou negar que a garota é muito linda.
— Exagero é fazer drama por uma gotinha de suco que caiu na sua camiseta! — diz em tom de deboche.
— Manchinha? Dá uma olhada nisso..., não é apenas uma gotinha! Sabe quanto custa uma camisa dessas?
— Provavelmente, teria que trabalhar o ano inteiro para pagar, mas sabe quanto vale a minha vida também?
— Touché! — sorrio de canto e um leve sorriso se forma em seus lábios, mas disfarça.
— Me dá licença vai! Ao contrário do senhor, eu tenho que trabalhar! — diz se afastando.
Ela se afasta, vai até o caixa, paga o que comprou e ao sair, passa perto de mim e vira o rosto. O seu cabelo, bate no meu rosto e sinto seu cheiro adocicado invadir as minhas narinas.
— Abusada! — resmungo. — Ainda bem que não é essa a mulher que minha avó escolheu, se não estaria perdido, com uma maluca, abusada dessas! Ela parece a dona Yolanda!
Afasto tais pensamentos, me sento numa das mesas e faço o meu pedido.
Faço a minha refeição e converso com meu pai por mensagem, querendo saber como estão as coisas por lá. Assim que termino, pago a minha refeição e vou para a loja.
Logo que entro, vou para o lado da repartição masculina, pois tenho que trocar essa camisa. Uma das vendedoras vem me atender, escolho uma camisa, vou até o provador e me troco.
Assim que pago pela camiseta, a caixa diz que Ynara chegou e manda a chamarem.
Fico com o olhar fixo onde a vendedora entrou para chamar Ynara. Logo ela volta acompanhada de nada mais, nada menos, do que a garota abusada que manchou a minha camisa.
Assim que me vê paralisa e arregala os olhos.
— VOCÊ! — dizemos em uníssono, chamando a atenção das garotas.
...... Não é possível! Não poder ser que a minha avó tenha escolhido uma mulher tão irritante e mal-educada, para ser a mãe dos meus filhos!......
Tanto manter a calma.
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Atualizado até capítulo 114
Comments
Heloísa Garbin
kkkkk, agora vc vai ter que aturar ou bebe dipirona
2025-03-05
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Karen Karoline
Ah meu caro kkk tu não sabe o que te espera 😂
2025-03-16
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Karen Karoline
Eu ri kkkk
2025-03-16
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