Ynara...
A minha vó, ainda está internada e agora terei que pagar uma acompanhante para ficar com ela no hospital. Estou exausta e não estou conseguindo dar conta de trabalhar e ainda passar a noite acordada no hospital. A minha mente, está um verdadeiro caos, não sei o que fazer.
Para piorar as coisas, quando saí do hospital, tive a impressão de ver alguém conhecido.
Saio correndo do lugar, para não ser vista e vou em direção ao meu trabalho. Estava atravessando a rua, quando um maluco num carro luxuoso, quase me atropelou. Essa gente rica, acha que só porque tem dinheiro, pode tudo.
Irritada, o xinguei e mostrei o dedo do meio para o imbecil. Além de estar errado, ainda buzinou como se eu que fosse a errada.
Chego na loja soltando fumaça pelas ventas, como diz minha vozinha.
Trabalho o período da manhã com Rosana, ajudando a arrumar alguns vestidos. Como não tive tempo de passar em casa e preparar a minha marmita, na hora do almoço vou até a lanchonete, comer algo.
Quando estou indo embora, mais uma vez esbarro no idiota que quase me atropelou. Óbvio que eu o reconheceria, pode ter sido rápido, mas o homem tem uma beleza única. E pessoalmente é ainda mais lindo, notei que ele é gringo, fala muito bem o português, mas ainda é notável o seu sotaque.
Irritada, volto para a loja.
Logo que entro no meu local de trabalho, as vendedora vem me dizer, que um homem esteve ali a minha procura. Dizem que era um homem lindo, com olhar expressivo, elegante e que estava num carro luxuoso.
Vou para os fundos terminar o meu trabalho e fico preocupada, afinal pode ser alguma cobrança.
Ajudava Rosana, quando uma delas vem me chamar.
Apreensiva a sigo, quando vejo o homem que está a minha espera, fico de boca aberta e arregalo os olhos.
— VOCÊ! — dizemos ao mesmo tempo.
...... Só falta esse idota estar querendo que eu pague essa merda de camisa! Se for isso, estou ferrada!......
— Voce é a Ynara?
— Sim! O que quer comigo? Como sabe o meu nome?
Ele respia fundo, olha para o teto e parece buscar palavras.
— Podemos conversar?
— Eu nem te conheço! Não falo com estranhos!
— Mas derruba suco neles!
Minha chefe chega.
— Algum problema?
— Esse homem quer falar com a Ynara, mas como sempre, ela está sendo mal educada! — diz a caixa.
Essa está de cara feia, desde que não deixei ela passar a perna na senhora do outro dia. Não quero nem imaginar o que aprontam, quando estão apenas as duas, pois é uma pior que a outra.
— Estou no meu horário de trabalho!
— Juro que será uma conversa rápida! A senhora se importaria, de deixá-la falar coomigo por alguns minutos? — pergunta educadamente.
A mulher, olha a sacola numa das mãos dele da loja, abre um sorriso e diz que posso ir.
...... Merda! Merda! Merda!......
Ele sorri vitorioso, faz sinal para que eu o acompnahe.
— Estou ouvindo!
— Aqui não! Vamos até aquela lanchonete!
Mesmo contrariada o acompanho até o estabelecimento, nos acomodamos e ele pede água. Enquanto a garçonete nos serve, balanço a perna insistentemente, ansiosa em saber como esse homem sabe o meu nome e o que quer comigo. Ele agradece a garçonete, que sorri maliciosamente para ele e se retira o encarando.
...... Hã! Que garota oferecida!......
Olho desacreditada para a garota se afastando, rebola tanto, que é provável que até deu um mal jeito na cintura.
— Vou direto ao assunto, Ynara! — diz, me tirando dos meus devaneios.
— Espera, antes quero saber como sabe o meu nome! Eu nunca havia te visto antes na minha vida!
— Ynara, isso é o de menos! Estou aqui porque, quero te fazer uma proposta! Sou pai de dois recém nascidos, que precisam urgentemente de uma mãe e minha avó, acredita que você seja a mulher ideal para isso! A minha proposta é a seguinte, se case comigo, seja a mãe dos meus filhos e terá direito a tudo o que o dinheiro pode comprar, terá um cartão sem limites e...
Fico perplexa com a frieza que o homem fala, ele só pode ser maluco. Fiquei foi com medo, do rumo dessa conversa. Esse homem, só pode ser algum louco pisicopata.
— O senhor ficou maluco? Quer que eu me case com o senhor e seja mãe dos seus filhos? — pergunto desacreditada.
— Isso mesmo! — responde com convicção e frieza.
— Escuta aqui! Está pensando que eu sou quem? Essas qualquer que o senhor saí? Sou pobre sim, mas tenho caráter!
— Nada que uma boa quantia em dinheiro, não te faça mudar de ideia! — diz com sarcasmo.
...... Ah, não! Só o que me faltava!......
Iritada, pego o copo de água, jogo no seu rosto e volto para a loja.
...... Onde já se viu! Essa gente rica, realmente acha que pode comprar tudo! Acreditam, que por sermos pobres, estamos a venda! Idiota! Ma-educado!Imbecil!......
Passo pelas outras vendedoras possessa, vou direto para a minha máquina de costura, mas não consigo me acalmar. Fico inconformada com o pedido daquele gringo.
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Atualizado até capítulo 114
Comments
Graça Barbosa
kkkkkkkk te pegou linda kkkkkkkk derruba suco neles foi demais kkkkkkkk
2024-12-10
1
Professora Graça de Língua Portuguesa e Filosofia
Otávio, dia vó estava certa... como assim a garota nem te conhece e você vai oferecerendo dinheiro... a Ynara não pensa só em dinheiro, você vai ter que rever os seus conceitos kkk torcendo muito pelos dois...
2024-12-08
1
Gedna Feitosa Gedna
Mas tbm como é q vc fala sobre a proposta dessa forma. Foi mais que merecido não é mesmo Tavinho?
2025-01-21
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