Arya...
Toda essa situação me deixou irritada, revoltada e com muito ódio.
Não dá para imaginar o que essas pessoas passam na mão desses bandidos, quantas mulheres devem passar pelo mesmo que a mãe de Ariadne. Não podemos nos calar diante de violência domestica, ou qualquer outro tipo de violência. As mulheres não podem se calar diante de agressões que podem ter diversas formas, a patrimonial, a fisíca, a sexual e a psicológica. Essas violências podem vir desde um assédio moral no ambiente de trabalho, num ônibus ao até mesmo em casa. Muitas mulheres se calam diante da violência, por medo, vergonha, fazendo com que essa prática passe a ser um ato normal para o seu agressor, e assim vista por muitas outras mulheres como ocorrências do cotidiano. As mulheres, que vivem esse tipo de coisa devem buscar dentro de si coragem e ter a atitude de denunciar de contestar o seu sofrimento, buscando reparação e o respeito a sua dignidade.
— Está tud bem, Arya? — pergunta meu irmão.
— Me empresta as chaves do seu carro!
— O quê?!
— Me empresta as chaves do seu carro!
— O que vai aprontar, Arya?!
— Nada, apenas preciso dar uma volta!
— Como se eu não te conhecesse, Arya!
— Lucca, me conhece muito bem, então me passe as chaves! — digo impaciente. — Ou vou de táxi mesmo!
— Está bem, mas não vai fazer nenhuma loucura, Arya! Tome cuidado! — diz entregando-me a chave.
Não sei onde o indivíduo mora, mas tenho certeza que não será dificil encontrar já que todos os conhecem.
Logo na porta do hospital, pergunto para um dos guardas onde fica a mansão dos Fontana, me explica e sigo para lá, confesso que estava sentindo muito ódio.
Não sei por qual motivo, mas logo que chego naquela enorme mansão e abaixo o vidro do carro, os homens dele permitem a minha entrada de imediato, sem questionar. Era como se me conhecessem.
A governanta me recebe na porta principal, confeso que o lugar parece um castelo, é enorme e muito luxuoso.
— A senhorita deseja falar com quem?
— Blake Fontana!
— Aguarde um minuto, ele está no escritório em reunião e...
— Onde fica o escritório, senhora? — interrompo a, impaciente.
— No final do corredor, mas...
Vou em direção ao corredor e a mulher vem logo atrás me chamando, tentando impedir que eu prossiga. Abro a porta abruptamente, Blake está sentado em sua cadeira e logo a sua frente, está aquela mulher com cara de cruela.
Os dois levantam-se, a governata entra logo atrás de mim.
— Me desculpe senhor, pedi para que ela aguardasse, mas...
— Pode deixar! — diz asperamente, fazendo sinal para que a mulher se retire.
— Como ousa invadir a mansão desse jeito, sua patricinha?! — diz a mulher, mas a ignoro.
— Quero falar com o senhor! — digo o olhando com imposição.
— Estou falando com você, garota!
— Mas eu, não estou falando com você! Meu assunto aqui é com o senhor Fontana, não com a sua mandada!
— Escuta aqui...
— SAÍA! — diz o homem asperamente.
Paulina sorri vitoriosa, então o homem diz mais uma vez:
— SAÍA PAULINA!
— Mas Blake...
— Já disse para sair! Não vou repetir! — diz com o olhar fixo em mim.
Me afasto da porta e ela saí me olhando com ódio, sorrio de canto para ela como provocação e a mesma bate a porta ao sair.
— Sente-se senhorita, Connor!
— Não vim para me sentar, o meu assunto com o senhor é rápido!
— É muita audácia da sua parte, invadir a minha casa e ainda ser mal educada, não aceitando se sentar! — diz sentando-se. — Não tem medo de invadir a minha casa desse jeito, senhorita... acredito que deva saber quem eu sou!
— Não me importa quem é o senhor, vim aqui apenas lhe dar um aviso! — digo apoiando as minhas mãos em sua mesa. — Um dos seus funcionários, foi denunciado por violência doméstica e muitos outros crimes, espero que não o defenda, pois tem que pagar pelo que fez! Se livrar a cara dele, farei questão de denunciar todos vocês, aqui podem ser corruptos, mas conheço gente ainda mais poderosa que fará, pagarem caro! Acho bom não comprar briga comigo senhor Fontana, porque posso ser o seu maior pesadelo!
Irritado, levanta-se e bate a mão com força na mesa.
— Não admito que entre aqui e me faça ameças, garota! Não sei do que está falando, mas sou totalmente contra a agressão contra mulheres e estupros, na minha máfia isso tem uma pena miuito alta! Pagam com a própria vida!
— Não acredito nisso, afinal ele é seu funcionário e todos sabem o que ele faz, se não fez nada é porque é igual, se não for até pior que ele! Tenho nojo de homens como vocês! Meu recado está dado!
Vou em direção a porta, ao segurar na maçaneta e abrir um pouco a porta, ele a empurra com força, a fechando novamente, faz com que eu me vire de frente para ele. Em seu olhar vi um ódio, mas ao mesmo tempo, uma mistura de desejo. Meu corpo queima com tal proximidade, mas me mantenho firme, sem deixar transparecer.
— Quem pensa que é, para entrar em minha casa e agir como se fosse dona de tudo e ainda me desafiar?! Não sabe com quem está brincando, la tormenta! Essa sua mal criação pode custar caro!
— Não tenho medo do senhor, nem de ninguém! — digo entre os dentes, controlando a minha respiração.
Ele passa o dedo polegar, em meu rosto até chegar em meus lábios.
— Fica longe de mim! — digo entre os dentes.
— Toda essa sua marra, essa sua imposição só faz com que eu sinta mais desejo em tê-la, bela la tormenta!
— Isso nunca irá acontecer! Como disse, homens do seu tipo me dão náuseas!
Irritado, desfere um soco na porta. Em nenhum momento demosntro medo.
Ouvimos batidas na porta e ele se afasta de mim, abro a porta e uma menina linda está ali.
— Oi! Quem é você? — pergunta docemente.
— Sou Arya e você?!
— Sou Dulce! Voce é namorada do meu papai?
— Filha deixe essa mulher ir embora, venha até aqui!
...Credo, namorar esse homem nem que eu estivesse louca... — penso.
— Respondendo a sua pergunta, Dulce, eu não gosto de homens velhos, são feito mais é para ficar no asilo! Tenho idade para ser filha do seu pai! Não acha?! — pergunto divertida e ela sorri.
— Acho você bonita, assim como meu pai também é! Vocês formariam um lindo casal!
— Bom eu tenho que ir, foi um prazer te conhecer Dulce!
Saio do escritório soltando todo o ar que segurava, não sei o motivo, mas senti algo diferente com essa linda garotinha, é como se tivéssemos alguma ligação.
Do lado de fora da mansão, a tal da Paulina veio em minha direção.
— Olha só nem venha me encher a paciência, fique com esse velho asqueroso, porque não o quero nem de graça! Passar bem! — digo revirando os olhos.
Entro em meu carro e dirigo de volta ao hospital.
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Atualizado até capítulo 103
Comments
marciamattos mattos
a Ayra vai ser a lá tormenta do Blake e ainda chamou ele de velho kkk
2025-03-25
0
Heloísa Garbin
arrasou esse capítulo ela se impôs
2025-02-26
1
Maria Izabel
Amei esse capítulo. 👏👏👏
2025-01-06
0